Que vinho bebem?

Essa da sela de cavalo aponta para um defeito típico de um envelhecimento que não correu lá muito bem... a cor sugere que, além de velho, o que e natural, terá perdido qualidades do caminho, sugerindo-se-me estar algo aguado... não sei.
Isso mesmo, ficou aguado.
Acho que foi só tempo a mais.
 
A quarentena faz mal a algumas coisas.

Como a esta garrafa.

e1fa9a2d97c56074806218d5cc9c838a.jpg


Um belíssimo 10 anos... tal como o são os 20, 30 e 40 anos... é o que já aqui falamos: essa gente não sabe fazer nada mal feito.

Mas deixo-vos uma sugestão, para quem gostar de Porto's tawny sem ter de partir o mealheiro: por pouco mais do que esse 10 anos, que custa cerca de 23€, experimentai o Burmester 20 anos, na casa dos 32€ a 35€... relação preço-qualidade fora de série.
 
Essa da sela de cavalo aponta para um defeito típico de um envelhecimento que não correu lá muito bem... a cor sugere que, além de velho, o que e natural, terá perdido qualidades do caminho, sugerindo-se-me estar algo aguado... não sei.

O aroma a sela de cavalo, couro, "suor de cavalo" é típico de vinhos contaminados por uma levedura "má", a Brettanomyces/Dekkera. Muito pronunciado é "defeito", pouco pronunciado é feitio e até há apreciadores que gostam e consideram que contribui para a complexidade.
Essa levedura tem a capacidade de produzir aromas voláteis com esse tipo de descritores.....nos vinhos dos anos 90 e inícios de 2000 era muito fácil encontrar vinhos com esse "defeito", sobretudo por terem estagiado em madeiras contaminadas. Esta contaminação não tem qualquer impacto para a saúde, apenas para a componente aromática do vinho. Quando em excesso mata a fruta toda.
É engraçado que esta contaminação e estes descritores são procurados em algumas cidras e cervejas mais funky como as Lambic.
 
Mais "pesadão" esse Calda Bordaleza?

O Vinha da Neve é um branco excelente, requintado, cheio de fruta dita branca, a mineralidade do encruzado, mas muito afinado, elegante, sem alguns dos exageros que algumas vezes se sentem nos encruzados... não há como não gostar... digo eu.

Depois comenta.

Sim, o Calda Bordaleza é um exagero de vinho, muita concentração, muito poderoso, final muito longo e persistente, o que bebi (2010) teve estágio de 36 meses em barricas, é indicado para acompanhar pratos fortes tipo de caça.

Em relação ao encruzado do Ribeiro Santo, adoro vinhos minerais, na acidez já sei que deve estar super afinado como é habitual nos vinhos do Carlos Lucas, e falando em mineral, para mim um dos produtores que melhor domina a mineralidade é a Quinta das Bágeiras, mesmo um colheita já vem muito bem afinado, a sensação é estar a beber mesmo o vinho a escorrer através de pedra, é impressionante.
 
Uma é do Douro e a outra, o D. Maria, é uma alentejana, de Estremoz... um dos melhores alentejanos para mim, diga-se... O D. Maria Grande Reserva, actualmente no mercado o de 2014, roça a imbatibibiliade...

É da mesma Quinta do Vinha da Francisca.
É isto:
quinta-do-vale-d-maria.jpg
 
Algum feedback para zagalos ? Ouvi falar muito bem deste vinho alentejano que custa +- 11/12 euros

vale lê a pena ?
 
O aroma a sela de cavalo, couro, "suor de cavalo" é típico de vinhos contaminados por uma levedura "má", a Brettanomyces/Dekkera. Muito pronunciado é "defeito", pouco pronunciado é feitio e até há apreciadores que gostam e consideram que contribui para a complexidade.
Essa levedura tem a capacidade de produzir aromas voláteis com esse tipo de descritores.....nos vinhos dos anos 90 e inícios de 2000 era muito fácil encontrar vinhos com esse "defeito", sobretudo por terem estagiado em madeiras contaminadas. Esta contaminação não tem qualquer impacto para a saúde, apenas para a componente aromática do vinho. Quando em excesso mata a fruta toda.
É engraçado que esta contaminação e estes descritores são procurados em algumas cidras e cervejas mais funky como as Lambic.


Eu tinha lido acerca disso num livro de um João Afonso, penso que é assim, actualmente jornalista e provador na "Grandes Escolhas".
Aparentemente é algo que tem sido eficazmente combatido, leia-se, banido, através do apuro das técnicas enológicas...
 
Sim, o Calda Bordaleza é um exagero de vinho, muita concentração, muito poderoso, final muito longo e persistente, o que bebi (2010) teve estágio de 36 meses em barricas, é indicado para acompanhar pratos fortes tipo de caça.

Em relação ao encruzado do Ribeiro Santo, adoro vinhos minerais, na acidez já sei que deve estar super afinado como é habitual nos vinhos do Carlos Lucas, e falando em mineral, para mim um dos produtores que melhor domina a mineralidade é a Quinta das Bágeiras, mesmo um colheita já vem muito bem afinado, a sensação é estar a beber mesmo o vinho a escorrer através de pedra, é impressionante.

O único Bágeiras branco que conheço é o garrafeira, que bebi uma vez no Pedro Lemos, no Porto, com uns amigos e o pessoal que tinha torcido o bico a um branco de uma zona menos habitual ficou fã... lembro-me bem disso.


Prova o Vinha da Neve e diz alguma coisa... é uma elegância de vinho... ainda que sendo o de 2016 deve estar a começar a evoluir....

Eu vou fazer-me a esse Campolargo...
 
É da mesma Quinta do Vinha da Francisca.
É isto:
quinta-do-vale-d-maria.jpg


Sim, mas este não é o D. Maria... é o Quinta Vale D. Maria... salvo erro, acho que falaste em D. Maria, e esse é um alentejano de luxo, com um preço fabuloso para tanto que oferece...
 
O único Bágeiras branco que conheço é o garrafeira, que bebi uma vez no Pedro Lemos, no Porto, com uns amigos e o pessoal que tinha torcido o bico a um branco de uma zona menos habitual ficou fã... lembro-me bem disso.


Prova o Vinha da Neve e diz alguma coisa... é uma elegância de vinho... ainda que sendo o de 2016 deve estar a começar a evoluir....

Eu vou fazer-me a esse Campolargo...

Então pronto, eu também já provei o garrafeira branco, esse tem a tal mineralidade de que falei, a acrescentar aquele toque de limão, era também um vinho muito fresco e equilibrado. É daqueles vinhos que facilmente desaparece da garrafa.
 
O aroma a sela de cavalo, couro, "suor de cavalo" é típico de vinhos contaminados por uma levedura "má", a Brettanomyces/Dekkera. Muito pronunciado é "defeito", pouco pronunciado é feitio e até há apreciadores que gostam e consideram que contribui para a complexidade.
Essa levedura tem a capacidade de produzir aromas voláteis com esse tipo de descritores.....nos vinhos dos anos 90 e inícios de 2000 era muito fácil encontrar vinhos com esse "defeito", sobretudo por terem estagiado em madeiras contaminadas. Esta contaminação não tem qualquer impacto para a saúde, apenas para a componente aromática do vinho. Quando em excesso mata a fruta toda.
É engraçado que esta contaminação e estes descritores são procurados em algumas cidras e cervejas mais funky como as Lambic.
Muito obrigado pela aula, não é a primeira vez que experimento o mesmo e nunca tinha percebido o motivo.
Há una anos comprei umas garrafas da Quinta do Infantado (2009 e 2010). O vinho era muito bom, mas precisava de evoluir. Deixei-os uns 2 anos e quando fui beber estavam todos assim. Foram umas 12 garrafas pelo ralo... ainda bebi 6 garrafas quando comprei, fiquei com pena de não ter bebido logo o resto.
4ae2ac8d3b4c22dee831c3cf567c5185.jpg
 
Last edited:
Carménère Reserva

Uma monocasta (Chilena) que descobri há pouco tempo desta casa, e do qual fiquei cliente




big_v9erpcarmen.jpg
 
Então pronto, eu também já provei o garrafeira branco, esse tem a tal mineralidade de que falei, a acrescentar aquele toque de limão, era também um vinho muito fresco e equilibrado. É daqueles vinhos que facilmente desaparece da garrafa.



Para ser franco contigo, já mal e lembro de um vinho que não desapareça facilmente da sua garrafa... tal é a qualidade dos vinhos que se produzem neste nosso cantinho à beira mar plantado.
Se for da gama desse Garrafeira, então...

Quando provares esse Vinha da Neve diz alguma cosa... estou curioso com o que vais achar dele, porque não sendo um vinho habitual, ou uma marca mainstream, é um de que gosto muito.
 
Back
Top