Que vinho bebem?

Um Porto, Quinta do Noval Vintage 2018, é o Vintage mais recente que provei, o outro mais recente tinha sido um Sandeman Vintage 2011 (que era óptimo, muito auspicioso mas aberto cedo demais), este em particular, fiquei sem saber muito bem o que achar dele, a razão talvez seja por estar habituado a Vintage com cerca de 40 anos, um Vintage recente nem me sabe a vinho do Porto, muito sinceramente, mais parecia um remédio, em aroma e sabor, não faz mesmo o meu perfil de consumidor.


Nota: sem nota...

Preço: 92€

Indicação de consumo: Guardar


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Com vintages eu sou muito paciente:-)....não é que não goste deles novos, mas com 20-30+ anos em cima são outra coisa...
O pior é que se compro hoje, não sei se daqui a 30 anos ainda cá estou....:-)
 
Com vintages eu sou muito paciente:-)....não é que não goste deles novos, mas com 20-30+ anos em cima são outra coisa...
O pior é que se compro hoje, não sei se daqui a 30 anos ainda cá estou....:-)

Para mim valeu pela experiência, para saber que no futuro nunca mais vou comprar Vintage recentes, é um "não" claramente.

Já reparei que o estilo que mais me agrada é ali em volta dos 40 anos, tanto em Colheita, Tawny 40 anos e Vintage, o que é muito mau para a carteira... [:D]
 
Para sobreviver à Eurovisão e acompanhar umas sardinhas em conserva, queijinho de Azeitão e outros petiscos abri uma destas. Excelente relação qualidade/preço e sempre um valor seguro.

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Para mim valeu pela experiência, para saber que no futuro nunca mais vou comprar Vintage recentes, é um "não" claramente.

Já reparei que o estilo que mais me agrada é ali em volta dos 40 anos, tanto em Colheita, Tawny 40 anos e Vintage, o que é muito mau para a carteira... [:D]

Eu, que não percebo nada de vinhos, também bebi um vintage com meia dúzia de anos e fiquei desiludido. Ainda não bebi nada nos 40 anos e também tenho receio de beber...e gostar.

Devem mesmo ser vinhos para o longo prazo, e por isso é preciso ter paciência e uma garrafeira diversificada em quantidade, qualidade e idade, para ir dando o tempo necessário a cada vinho.
 
Um Porto, Quinta do Noval Vintage 2018, é o Vintage mais recente que provei, o outro mais recente tinha sido um Sandeman Vintage 2011 (que era óptimo, muito auspicioso mas aberto cedo demais), este em particular, fiquei sem saber muito bem o que achar dele, a razão talvez seja por estar habituado a Vintage com cerca de 40 anos, um Vintage recente nem me sabe a vinho do Porto, muito sinceramente, mais parecia um remédio, em aroma e sabor, não faz mesmo o meu perfil de consumidor.


Nota: sem nota...

Preço: 92€

Indicação de consumo: Guardar

Abriste um enorme Vintage... e numa altura em que está ótimo para ser consumido, se a intenção for beber um Porto pujante, frutado, concentrado...
Se bem me lembro, um outro Vintage que bebeste foi um Real Companhia Velha mais antigo... talvez esse de que falas com cerca de 40 anos... que, pelo menos do meu ponto de vista, não se compara... até porque o RCV com essa idade mais parece um tawnie (sinceramente, não acho nada de especial mesmo em novo...).

Por outro lado, parece-me depreender das tuas palavras que o teu estilo é mais o dos tawnie ... daí que tenhas estranhado o Noval... cujo perfil é radicalmente diferente.
São tão diferentes, Vintage (da família dos ruby) e um tawnie (da família... dos tawnies) que correspondem mesmo à grande divisão que se faz nos Porto.

Digo-te isto, mas eu também tenho um fraquinho pelos tawnie... um colheita é uma bebida de excelência... mas um Vintage quando é bom é um vinho espetacular...
 
Abriste um enorme Vintage... e numa altura em que está ótimo para ser consumido, se a intenção for beber um Porto pujante, frutado, concentrado...
Se bem me lembro, um outro Vintage que bebeste foi um Real Companhia Velha mais antigo... talvez esse de que falas com cerca de 40 anos... que, pelo menos do meu ponto de vista, não se compara... até porque o RCV com essa idade mais parece um tawnie (sinceramente, não acho nada de especial mesmo em novo...).

Por outro lado, parece-me depreender das tuas palavras que o teu estilo é mais o dos tawnie ... daí que tenhas estranhado o Noval... cujo perfil é radicalmente diferente.
São tão diferentes, Vintage (da família dos ruby) e um tawnie (da família... dos tawnies) que correspondem mesmo à grande divisão que se faz nos Porto.

Digo-te isto, mas eu também tenho um fraquinho pelos tawnie... um colheita é uma bebida de excelência... mas um Vintage quando é bom é um vinho espetacular...

Nós por hábito quantificamos os vinhos pelo prazer que nos dão, uns são melhores que outros, neste caso muito sinceramente digo, se isto que eu bebi é considerado bom ou muito bom então eu digo que não é nada a minha praia, para mim parece-me um banal vinho do Porto recente de 10 ou 15 euros, nunca na vida que eu iria dar novamente 90€ para ter uma experiência tão pouco prazerosa.

E não esquecer que eu continuo-o a beber (vai ser até acabar a garrafa), e cada vez mais o acho menos especial...

Curiosamente, não sei se é da diferença de idade, mas o Vintage Sandeman 2011 já era outra história, muito cedo para o abrir ainda, mas muito promissor, denso, compacto, concentrado, com tudo para dar certo com mais uns anos em garrafa (era aguardar no mínimo pelos tais 15 anos).

Uma dúvida que ficou, consideras que um Vintage com 40 anos se assemelha a um Colheita/Tawny da mesma idade? (eu costumo achar os Tawny mais cremosos)
 
Nós por hábito quantificamos os vinhos pelo prazer que nos dão, uns são melhores que outros, neste caso muito sinceramente digo, se isto que eu bebi é considerado bom ou muito bom então eu digo que não é nada a minha praia, para mim parece-me um banal vinho do Porto recente de 10 ou 15 euros, nunca na vida que eu iria dar novamente 90€ para ter uma experiência tão pouco prazerosa.

E não esquecer que eu continuo-o a beber (vai ser até acabar a garrafa), e cada vez mais o acho menos especial...

Curiosamente, não sei se é da diferença de idade, mas o Vintage Sandeman 2011 já era outra história, muito cedo para o abrir ainda, mas muito promissor, denso, compacto, concentrado, com tudo para dar certo com mais uns anos em garrafa (era aguardar no mínimo pelos tais 15 anos).

Uma dúvida que ficou, consideras que um Vintage com 40 anos se assemelha a um Colheita/Tawny da mesma idade? (eu costumo achar os Tawny mais cremosos)


Mesmo não te tendo tocado os sininhos levas a missão até ao fim...! Ah Valente... [:D][:D][:D]

O Sandeman é outro belo exemplo de Porto Vintage... mas, curiosamente, e sendo de 2011, até estará naquela fase em que os "experts" aconselham a que não sejam bebidos... ao que parece o Vintage ou é bebido até ao 5. ano ou então depois é esperar uns 20... o que, se me perguntares, pelo menos nalguns casos, deve ter algo de mitológico, porque o mundo dos Porto tem disso que chegue...

Um Vintage com 40 anos não deve estar semelhante a um tawnie... o que quis dizer é que, curiosamente, os RCV que bebi com mais evolução estavam aloirados... muito mais do que é suposto num Vintage... estes, com 30 ou 40 anos perdem concentração na cor, mas conservam-se rubi´s... ainda que possam ganhar laivos mais atijolados, mas não ao ponto de serem tão confundíveis...

Curiosamente, onde há uma intercessão grande de cor é a dada altura da evolução dos tawnie´s (que vão clareando) com os Porto branco (que vão escurecendo)...

Voltando ao tema Vintage, e corrige-me se estiver errado, não são o teu perfil de Porto... estás mais na linha do consumidor nacional, e francês, p. ex., que prefere um grande Colheita (tawnie).
 
Mesmo não te tendo tocado os sininhos levas a missão até ao fim...! Ah Valente... [:D][:D][:D]

O Sandeman é outro belo exemplo de Porto Vintage... mas, curiosamente, e sendo de 2011, até estará naquela fase em que os "experts" aconselham a que não sejam bebidos... ao que parece o Vintage ou é bebido até ao 5. ano ou então depois é esperar uns 20... o que, se me perguntares, pelo menos nalguns casos, deve ter algo de mitológico, porque o mundo dos Porto tem disso que chegue...

Um Vintage com 40 anos não deve estar semelhante a um tawnie... o que quis dizer é que, curiosamente, os RCV que bebi com mais evolução estavam aloirados... muito mais do que é suposto num Vintage... estes, com 30 ou 40 anos perdem concentração na cor, mas conservam-se rubi´s... ainda que possam ganhar laivos mais atijolados, mas não ao ponto de serem tão confundíveis...

Curiosamente, onde há uma intercessão grande de cor é a dada altura da evolução dos tawnie´s (que vão clareando) com os Porto branco (que vão escurecendo)...

Voltando ao tema Vintage, e corrige-me se estiver errado, não são o teu perfil de Porto... estás mais na linha do consumidor nacional, e francês, p. ex., que prefere um grande Colheita (tawnie).

Sim, o Sandeman abri mas já sabia daquela regra inglesa que entre os 5 e os 15 anos não se deve beber um Vintage, mas foi por curiosidade.

A um Vintage com cerca de 40 anos eu não viro a cara, mas prefiro claramente um Colheita da mesma idade, faz muito mais o meu perfil.

Faltava-me experimentar um Vintage recente, e pronto, experiência a não repetir... [:D]
 
Eu gosto de todos os estilos. Tenho sempre um colheita/tawnie aberto (neste momento um Dow´s 20 anos), mas também tenho quase sempre um LBV aberto , que acho bem mais equilibrado que um Vintage bebido novo. Vintage, por aqui, vão directos para a garrafeira. Os que bebi, mais recentemente, foram um 1976, que não foi ano de vintage clássico, e um 1985. Tenho um 1977 em mira, mas a garrafa é do meu irmão [:D]
 
Como aqui há tempos alguém questionava em relação ao tempo que era possível guardar uma garrafa de porto aberta.E está uma explicação sucinta sobre as várias categorias de porto e no 2° sobre generosos



Bom video para entender.

Ele disse que os Tawny 10, 20, 30, 40 anos são feitos de várias colheitas com idade média de 10, 20, 30, 40 anos...
Eu sempre tive a ideia que por lei, esses 10, 20, etc é sempre a idade mínima. Ou seja um 10 anos deveria ter vários lotes de vinhos com envelhecimento mínimo de 10 anos.

Afinal quem tem razão? O especialista ou eu (treinador de bancada)? [:)]
 
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Bom video para entender.

Ele disse que os Tawny 10, 20, 30, 40 anos são feitos de várias colheitas com idade média de 10, 20, 30, 40 anos...
Eu sempre tive a ideia que por lei, esses 10, 20, etc é sempre a idade mínima. Ou seja um 10 anos deveria ter vários lotes de vinhos com envelhecimento mínimo de 10 anos.

Afinal quem tem razão? O especialista ou eu (treinador de bancada)? [:)]
O especialista .


No caso do whisky por exemplo, é como dizes, no caso do vinho do Porto, é como ele diz.
 
A semana passada bebi um vinho curioso, Blanc de Noirs feito de uva Castelão, a cor era horrível, mas muito aromático, floral e fruta branca, interessante, não necessariamente bom, mas uma experiência castiça. Muito mineral, algo doce, seco, termina curto.

Acho que não vou repetir, mas gostei de experimentar.
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O especialista .


No caso do whisky por exemplo, é como dizes, no caso do vinho do Porto, é como ele diz.

Estranho o especialista saber mais que eu!
Mas ao ser média dá mais azo a aldrabices, não? Como é a fórmula da média? Média simples ou média ponderada pelos litros de cada lote?


A semana passada bebi um vinho curioso, Blanc de Noirs feito de uva Castelão, a cor era horrível, mas muito aromático, floral e fruta branca, interessante, não necessariamente bom, mas uma experiência castiça. Muito mineral, algo doce, seco, termina curto.

Acho que não vou repetir, mas gostei de experimentar.

Doce e seco não são opostos quando se analisa os vinhos? :confused:
 
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