Realmente acho que é quem mais precisa...

Mas quem é que andou a descontar fortunas durante 45 anos na FP? Dá lá um exemplo de uma profissão?
Esses que ganham 2500€ de reforma ou mais trabalharam em geral apenas 35 anos, e só descontaram bem nos últimos anos...
Ou estás-te a referir aos deputados e outros "altos" cargos da nação que têm direito a reforma após uns anitos de "trabalho" e ainda podem acumular reformas com salários?

No sector privado é que pode haver queixas nesse aspecto porque acho que há um limite para a reforma do sector privado, e além disso é preciso sempre trabalhar até aos 65 anos.

Há várias profissões na FP que tem sido uma maravilha, o que vale é que já está a mudar, mas devia mudar muito mais, e digo isto não por inveja mas por uma questão de justiça.

Conheço na função pública vários casos de pessoas com mais de 40 anos de descontos.

Tenho na familia quem, sempre na privada, tenha feito descontos durante 61 anos .... Trabalhou e descontou sempre desde os 13 aos 75 anos ....
33 desses anos foram por conta de outrém, os restantes por conta própria. Neste caso algumas vezes com épocas muitos dificeis, em que por vezes o ordenado não chegava a entrar....mas nunca falhou com pagamentos de impostos nem à segurança social, quer dele, quer de quem trabalhava por conta dele..... Agora tem uma reforma bastante aceitável para a média nacional.

Haverá algum problema nisso ?

Já agora no sector privado, assim como no publico não há qualquer limite para as reformas, contráriamente ao que dizes.... mas se calhar deveria haver, como já referi antes ....

O único limite que há na FP, tanmto quanto me recordo, é que não se pode pertencer ao quadro depois dos 70 anos ....
 
Não, não e não!!! Não concordo de maneira nenhuma.
São aqueles que andam 45 anos ou mais a descontar pouco porque ganham pouco que sustentam as reformas milionárias de muitos funcionários públicos.
É que o dinheiro todo junto de milhões de formiguinhas dá para pagar a boa vida de milhares de cigarras...

Mas tu tens noção de como o sistema funciona para estares a dizer não, não e não?

Mas tu achas que -as que tu chamas reformas milionárias (um grande lol, desde quando €2500 é algo milionário) de alguns FPs- são feitas à custa de quê? Não será descontos durante TODA uma carreira contributiva?

Achas que os descontos não são proporcionais ao rendimento e como tal traduzem uma reforma correspondente, exactamente com as mesmas regras das reformas de rendimentos baixos?

Bolas que este povo tem mesmo uma relação muito conflituosa com a matemática :sh)
 
Mais ajudam? Ajudam tanto como as contribuições mais baixas. Se por um lado as contribuições são mais elevadas, também os recebimentos o serão.

Atendendo a que, geralmente, as pessoas recebem mais do que aquilo que contribuem, é fácil de ver que quem desconta muito não contribui mais que os outros.

Claro que é... se for implementado de forma gradual e implicar o aumento do IRS sobre as reformas (com transferência temporária desse aumento para o fundo de pensões).

Faz algum sentido que o IRS dos reformados seja menor que o IRS dos jovens casais, cheios de encargos e com filhos a estudar?

Para mim... não.

Não interessa a ninguém limitar os descontos dos maiores vencimentos dado que são esses que pagam as reformas ACTUAIS.

Não te esqueças que tu não pagas a tua reforma com os teus descontos.

Pagas a reforma dos que já estão reformados. Maravilhoso sistema não capitalizável [:p]

Para começar, se limitasses o desconto, o sistema entraria em défice imediato/a curto prazo.

A transição levaria décadas (tal como uma mudança para um sistema de capitalização) ou exigiria uma injecção de capital (via impostos...logo todos a pagar) para contrariar a perda de capital disponível para distribuir para os actuais e futuros reformados.

Acho que não pensaste muito bem no assunto, sinceramente [;)]

Se fosse assim tão fácil, já teria sido feito, obviamente.

Quanto ao IRS, estás já a ir para outro nível que pouco tem a ver com este [:p]
 
E depois há também os casos de burlas assumidas mas que resultam... conheço casos de ex-combatentes que alegam stress pós-traumático e que ficam a receber mais de 1000eur de pensão adicional à custa disso.
 
Eu é que não devo saber fazer contas...

Se as reformas são baseadas apenas nos últimos de salário, logo à partida o sistema está distorcido, porque há profissões da FP que evoluem muito no final de carreira e conseguem obter salários muito elevados nos últimos anos.
Por outro lado há muitas profissões tanto no sector privado como na FP que durante toda a vida ganham pouco mais que o salário mínimo e praticamente não evoluem.
E uns evoluem não é por serem mais competentes, é porque as progressões eram e/ou são automáticas.

E se há profissões em que se podia reformar com 35 anos de descontos, enquanto a maioria é só aos 65 anos de idade. Outra grande distorção...

São logo 2 coisas que distorcem completamente o sistema.
As contas não são feitas tendo em conta toda a carreira contributiva, por isso eu não vou fazer contas nenhumas, porque fizesse as contas tal como está definido, é óbvio que ia dar igual ao que está feito, o que segundo muitos de vocês é justissimo porque é o que as contas dão... :sh) :sh)

O problema é que a fórmula que foi definida benefecia muito mais uns que outros, por mais que vocês digam que descontaram e têm direitos e blá, blá, blá...
 
Não interessa a ninguém limitar os descontos dos maiores vencimentos dado que são esses que pagam as reformas ACTUAIS.
Olha que não é bem assim... têm uma contribuição relevante, mas os muitos milhares de contribuintes mais modestos contribuem mais, porque são... muitos.

Não te esqueças que tu não pagas a tua reforma com os teus descontos.

Pagas a reforma dos que já estão reformados. Maravilhoso sistema não capitalizável [:p]
É um magnífico sistema quando há crescimento sustentado do número de contribuintes. No entanto, na situação demográfica actual é um desastre.

Para começar, se limitasses o desconto, o sistema entraria em défice imediato/a curto prazo.
Não, se aumentasses os impostos sobre as reformas mais elevadas e o limite fosse imposto de forma gradual. [;)] Podia começar por exemplo, nos 4000 euros.

A transição levaria décadas (tal como uma mudança para um sistema de capitalização) ou exigiria uma injecção de capital (via impostos...logo todos a pagar) para contrariar a perda de capital disponível para distribuir para os actuais e futuros reformados.
Obviamente. Mas se o caminho é longo, convém começar a caminhar rapidamente [;)]

Acho que não pensaste muito bem no assunto, sinceramente [;)]
Pensei, pensei. Tu é que estavas distraído e não viste que defendo o aumento do IRS nas reformas mais altas.

Quanto ao IRS, estás já a ir para outro nível que pouco tem a ver com este [:p]
Não, não. O IRS faz todo o sentido nesta discussão.

Esta questão é uma das maiores injustiças fiscais no País. É um verdadeiro insulto aos casais jovens!
 
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