Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

citação:Originalmente colocada por sgarcsa

Eu ando estupefacto com a campanha do NÂO, a forma como contornam a questão e a forma tendenciosa que abordam os temas adjacentes..[8]

A questão discutida é a despenalização e não liberalização,são coisas distintas.
O problema é o que vem na pergunta a seguir a palavra despenalização. Vem qq coisa do estilo: "desde que realizado nas primeiras 10 semanas em estabelecimento proprio do SNS." Isto quer dizer que qq mulher pode abortar de livre e espontânea vontade. Isto é liberalizar o aborto e não despenalizar.
A mulher não pode ser a dona do seu corpo ? É obrigada a albergar um ser mesmo não o desejando ? É caricato que os defensores do Não só se importem com o facto de haver mães que vão abortar APENAS porque não querem ter o filho..e agora pergunto eu,que tipo de mãe vai ser essa,que rejeita o filho,será que vai ser uma boa mãe ou mais uma que vai abandonar a sua cria ou bater-lhe até a exaustão como fazem muitas ?
Não acredito que todas as mães que não abortam, tendo pensado nisso, espanquem os seus filhos. Se calhar casos em que isso acontece, mesmo tendo um filho desejado, não se consegue controlar.
É melhor cortar o mal pela raiz ou deixá-lo crescer?
Métodos contaceptivos, pilula do dia seguinte...
Se há casais que não têm possibilidades de ter um (ou nalguns casos mais um)filho,e por falta de informação ou outra causa qualquer a mulher engravida,
Em vez de o estado gastar dinheiro em abortos, pq não investir mais no planeamento familiar e na formação/educação das pessoas...
quem somos nós para opinar sobre a vida dos outros?
A mãe se fizer um aborto não está a decidir sobre outra vida?

Em 27 países da UE só 3 é que estão como nós..
Não acho que esta lei seja um passo para a evolução do nosso país...
As IVG fazem-se e vão-se fazer..mas devem ser feitas com qualidade,em sitios devidos, com pessoas creditadas e com baixos riscos..e não fazerem-se com hoje se fazem por aí em apartamentos e afins..
As IVG's não se devem fazer!
Será que vão ter que fazer um TGV até Badajoz para as mulheres poderem ir lá mais facilmente ?
Não concordo com a construção do TGV :)
Pensem,reflitam e votem em consciência .:)
Pensem,reflitam e votem em consciência .:)
P.S.- Desculpem o português , mas estou a trabalhar e foi à pressa;)
P.S.-Desculpado
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Já li vários textos de divulgação científica de Alexandre Quintanilha, e continua a ser um prazer intelectual lê-lo e ouvi-lo.

Tal como António Damásio, Quintanilha está demasiado avançado para a mentalidade presente do país.
E em muitos aspectos está, de facto, mas espero que o facto de ele ser a favor do Sim não contribua, na tua óptica, para isso mesmo.

É que o que não faltam são pessoas notáveis que também defendem o Não.
 
À milhões de vidas em estádios bem mais desenvolvidos que o do embrião humano com 10 semanas, e que são eliminadas livremente e até por desporto.

Anselmo Borges, homem da igreja, teólogo, filósofo, considera que antes da 10 semanas não se pode ainda referir, em rigor, a existência de um ser humano, quanto mais de uma pessoa...

Vida, ser humano e pessoa tem na filosofia moral valores diferenciados.

Na moral católica é que tais diferentes termos são equacionados e considerados como de valor equivalente.

Ora nós não constituímos um pais muito avançado, mas também não podemos ser um país com a organização legal submetida a uma moral confessional.
 
citação:Originalmente colocada por 911_Turbo

citação:Originalmente colocada por sgarcsa

Eu ando estupefacto com a campanha do NÂO, a forma como contornam a questão e a forma tendenciosa que abordam os temas adjacentes..[8]

A questão discutida é a despenalização e não liberalização,são coisas distintas.
A mulher não pode ser a dona do seu corpo ? É obrigada a albergar um ser mesmo não o desejando ? É caricato que os defensores do Não só se importem com o facto de haver mães que vão abortar APENAS porque não querem ter o filho..e agora pergunto eu,que tipo de mãe vai ser essa,que rejeita o filho,será que vai ser uma boa mãe ou mais uma que vai abandonar a sua cria ou bater-lhe até a exaustão como fazem muitas ?
É melhor cortar o mal pela raiz ou deixá-lo crescer?
Se há casais que não têm possibilidades de ter um (ou nalguns casos mais um)filho,e por falta de informação ou outra causa qualquer a mulher engravida, quem somos nós para opinar sobre a vida dos outros?Ou devemos também ser cumplices se aquela criança indesejada que NÓS obrigamos a parir for maltratada pelos pais ?..

Em 27 países da UE só 3 é que estão como nós..

As IVG fazem-se e vão-se fazer..mas devem ser feitas com qualidade,em sitios devidos, com pessoas creditadas e com baixos riscos..e não fazerem-se com hoje se fazem por aí em apartamentos e afins..

Será que vão ter que fazer um TGV até Badajoz para as mulheres poderem ir lá mais facilmente ?

Pensem,reflitam e votem em consciência .:)

P.S.- Desculpem o português , mas estou a trabalhar e foi à pressa;)

tudo bem que a mulher pode nao querer ter o filho, ma não haverá por aí um pai que queira ter o filho e tenha condições para o tornar um bom cidadão? Esse pai não terá direitos??

Porque é que só as mães é que decidem esta questão do aborto?
;)

O problema não é existir inúmeras familias que não podem ter filhos e queiram adoptar crianças..porque todos sabemos quanta burocracia é preciso para adoptar uma criança..ainda por cima um pai sózinho..

Eu acho que o poder da decisão deve ser dos pais do embrião..
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

À milhões de vidas em estádios bem mais desenvolvidos que o do embrião humano com 10 semanas, e que são eliminadas livremente e até por desporto.
Comparar uma vida humana com qq outro tipo de animal é uma piada de mau gosto.

César das Neves fica um menino ao pé de tanto dislate e repetido.
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Quando a especificidade humana ainda não está patente senão pelo código genético, o que nos diferencia dos restantes animais é virtual.
Não é virtual pq existe.
Só ainda não se desemvolveu mas está lá, ÚNICO.
 
O código genético em si mesmo, seja do que ser for, é um potencial, não um consumado.

A diferença fundamental que faz dele uma virtualidade (na perspectiva dinâmica do tempo) é o estar submetido a leis mutáveis, probabilísticas, contrariamente ao consumado que é já um produto da acção dessas leis.
 
Eu também não estou de acordo pela forma liberal a que se possa chegar pelo aborto..mas ninguém vai abortar levianamente..não é como ir à farmácia e pedir um medicamento para a tosse..(até podem existir casos,mas farão parte da excepção)..
Mas,e que dizer daquelas miudas de 15,16 anitos oriundas de famílias pobres que nem sabem o que é a vida, que mal têm dinheiro para poderem estudar,terem que assumir uma maternidade,deixar de estudar,deixar de se formarem civicamente e academicamente,e viver uma vida de necessidade (ela e principalmente o filho)..não seria melhor para todos abortar?

Pior..e se ela abortar..deverá ser presa?

Para a Igreja todos os casais tinham que ter no mínimo 10 filhos..são contra o aborto,são contra o preservativo..qualquer dia vão ser contra a pílula..[8]
A mim cheiram-me é que eles são é do Contra :D:D
 
O problema é que o tempo é dinâmico, como muito bem agora referes, e não uma abstração do Presente, como referias lá atrás.

Como tal interessa tanto o futuro como o passado e presente.

É essa capacidade de antecipar o Futuro que nos distingue, pelo menos na complexidade, dos animais.

O facto de, com toda a certeza, irmos todos MORRER não nos dá o direito de antecipar tal. Pelo menos a "não culpados" de qq acto.
 
citação:Originalmente colocada por sgarcsa

Mas,e que dizer daquelas miudas de 15,16 anitos oriundas de famílias pobres que nem sabem o que é a vida, que mal têm dinheiro para poderem estudar,

Mas tu achas que uma miúda de 14 ou 15 ou 16, pobre, rica... vai ao SNS abortar???
O SNS não terá que chamar quem tem o poder paternal????

Esses casos não continuarão na clandestinidade????

Não acham que é uma PATRANHA de todo o tamanho acenarem com o fim da clandestinidade???
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por sgarcsa

Mas,e que dizer daquelas miudas de 15,16 anitos oriundas de famílias pobres que nem sabem o que é a vida, que mal têm dinheiro para poderem estudar,

Mas tu achas que uma miúda de 14 ou 15 ou 16, pobre, rica... vai ao SNS abortar???
O SNS não terá que chamar quem tem o poder paternal????

Esses casos não continuarão na clandestinidade????

Não acham que é uma PATRANHA de todo o tamanho acenarem com o fim da clandestinidade???

E não acham, que se os pais souberem que a sua filha pode abortar num sitio LEGAL,digno e com todas as condições necessárias e sem custos adicionais, irá optar por um aborto clandestino num estudio qualquer ?:(

Se a filha hoje não quiser que os pais saibam que está gravida é por medo,medo das hipoteses que tem.Ou os pais a obrigam a ter o filho sem condições ou então,sabendo que irão ter de pagar para fazer um aborto vão "atirar-se" à miuda..e ela terá medo dessas represálias por não poder fazer um aborto num hospital publico..
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

O problema é que o tempo é dinâmico, como muito bem agora referes, e não uma abstração do Presente, como referias lá atrás.

Como tal interessa tanto o futuro como o passado e presente.

É essa capacidade de antecipar o Futuro que nos distingue, pelo menos na complexidade, dos animais.

O facto de, com toda a certeza, irmos todos MORRER não nos dá o direito de antecipar tal. Pelo menos a "não culpados" de qq acto.

Temos concepções fundamentalmente divergentes (mesmo irredutíveis) no que à teoria da percepção do real respeita.

Tu revelas-te finalista, adoptando a opção teórica que afirma a existência de uma causa final do universo, da natureza, da humanidade. Essa postura pressupoem um desenho, um objectivo último, uma significação, imanente ou transcendente, presente desde a origem.

O teu caso não é o corrente entre os finalistas (as teorias finalistas são principlamenet desenvolvidas em contextos de teoria religiosa), já que as causas finais, para ti, não resultam nem se identificam com um princípio divino. No teu caso elas relacionam-se com as forças naturais ditas imanentes, como aquelas que se tentam definir nos sistemas para explicar a sua organização e progressão de sentido do simples para o complexo.

Eu sucedo crítico do finalismo, e adepto do materialismo. Explicar os fenómenos pela sua finalidade contraria não só o bom senso como os resultados objectivamente observados: as causa precedem os efeitos (mesmo quando um efeito se funcionaliza como causa de outro efeito), pelo que não é a "função" que cria o "orgão" (o código genético não basta para definir o Homem), mas o "orgão" que cria a "função" (o código genético está completamente contido no Homem).

Para Espinosa o finalismo contem uma contradição em si próprio:
«Supondo um ser supremo, ele não poderia objectivar a finalidade, pois tal negaria a sua auto-definição de supremo pela assumpção de um estado mais completo que o inicial!». O argumento de Espinosa é o axioma central para o suporte lógico da generalidade dos desenvolvimentos da Análise Matemática Infinitesimal.
 
citação:Originalmente colocada por 911_Turbo



uma coisa que ainda nao percebi, no meio disso tudo, é qual a diferente de abortar às 10 semanas ou às 11 semanas?

O nível de funcionalidade do sistema nervoso pode ser usado para estabelecer tal limite.

Mas esse é o problema da imperfeição da lei aplicada:

119 km/h, 120 km/h, 121 km/h...
 
outra coisa que me leva a votar não, é como já falei atrás o "porquê" de só a mulher (mãe) ter a decisão de abortar ou nao! Então os bebés não têm que ter um pai?

PS: os bebés in vitro nao contam![8)]
 
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