Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

SIM....ainda me hão de explicar, os defensores (legítimos) do não, se esperam acabar com o aborto clandestino, ou se estão disponíveis para ajudar um ser desde que nasce até aos 20 e tal anos (pois ajudar a mae n é ajudar nos primeiros 6 meses...)

Para mim é pura hipocrisia....
 
citação:Originalmente colocada por Flyer

SIM....ainda me hão de explicar, os defensores (legítimos) do não, se esperam acabar com o aborto clandestino, ou se estão disponíveis para ajudar um ser desde que nasce até aos 20 e tal anos (pois ajudar a mae n é ajudar nos primeiros 6 meses...)

Para mim é pura hipocrisia....

Nem mais.
O que não falta é hipocrisia e falsos moralismos!

Nem sei com ainda há gente que ouve o que a igreja diz.
Só não tendo um palminho de testa para pensar se liga ao k eles dizem!
 
citação:Originalmente colocada por Flyer

SIM....ainda me hão de explicar, os defensores (legítimos) do não, se esperam acabar com o aborto clandestino, ou se estão disponíveis para ajudar um ser desde que nasce até aos 20 e tal anos (pois ajudar a mae n é ajudar nos primeiros 6 meses...)

Para mim é pura hipocrisia....

hipocrisia isso? e então condenar uma mulher que aborta às 11 semanas e não condenar uma que aborta às 10semanas?
e esse argumento do se existe aborto clandestino vamos legalizar é um pouco "falacioso" não acham? já viram as coisas que continuam "clandestinas" e que ninguém pede para legalizar? Roubos, violência, etc...;)

Neste referendo eu se pudesse votava "talvez". Porque acho que antes do sim ou do não, se deveriam discutir muitas coisas, bem mais importantes. Como contracepção eficaz, como planeamento familiar, como condições para as mães terem os seus filhotes.e muitos mais etc...
 
A legislação portuguesa só preconiza o funeral para um feto que tenha mais de 24 semanas.

Antes disso é eliminado como qualquer outro material biológico não humano.
 
citação:Originalmente colocada por 911_Turbo



outra coisa que me leva a votar não, é como já falei atrás o "porquê" de só a mulher (mãe) ter a decisão de abortar ou nao! Então os bebés não têm que ter um pai?

PS: os bebés in vitro nao contam![8)]

No dia em que a satisfação da vontade do pai não depender da contradição da vontade e uso do corpo da mãe...
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

citação:Originalmente colocada por 911_Turbo



outra coisa que me leva a votar não, é como já falei atrás o "porquê" de só a mulher (mãe) ter a decisão de abortar ou nao! Então os bebés não têm que ter um pai?

PS: os bebés in vitro nao contam![8)]

No dia em que a satisfação da vontade do pai não depender da contradição da vontade e uso do corpo da mãe...

Na minha modesta (e cingela;))opinião, a partir do 1º dia da gravidez o pai tem tantos "direitos" como a mãe!;)
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Temos concepções fundamentalmente divergentes (mesmo irredutíveis) no que à teoria da percepção do real respeita.
Será??

citação:Tu revelas-te finalista, adoptando a opção teórica que afirma a existência de uma causa final do universo, da natureza, da humanidade. Essa postura pressupoem um desenho, um objectivo último, uma significação, imanente ou transcendente, presente desde a origem.
Nada disso.
As variáveis são tantas que "isto" é obra do "mero acaso".
citação:
O teu caso não é o corrente entre os finalistas (as teorias finalistas são principlamenet desenvolvidas em contextos de teoria religiosa), já que as causas finais, para ti, não resultam nem se identificam com um princípio divino. No teu caso elas relacionam-se com as forças naturais ditas imanentes, como aquelas que se tentam definir nos sistemas para explicar a sua organização e progressão de sentido do simples para o complexo.
Sim mas não percebo o problema;).
As forças naturais são imanentes.
As leis da natureza são permanentes e imutáveis
citação:
Eu sucedo crítico do finalismo, e adepto do materialismo. Explicar os fenómenos pela sua finalidade contraria não só o bom senso como os resultados objectivamente observados: as causa precedem os efeitos (mesmo quando um efeito se funcionaliza como causa de outro efeito), pelo que não é a "função" que cria o "orgão" (o código genético não basta para definir o Homem), mas o "orgão" que cria a "função" (o código genético está completamente contido no Homem).
Eu não explico os fenónomos pela sua finalidade.
Explico o resultado final pelas Leis da Natureza que são permanentes (imanentes).

Como muito bem dizes, as causas precedem os efeitos.
As causas de um novo ser humanos já EXISTEM desde a concepção.
A função humana só virá depois.

Exactamente Tuareg.
A Conclusão que eu tiro é que é diferente e, na minha opinião, coerente.


citação:
Para Espinosa o finalismo contem uma contradição em si próprio:
«Supondo um ser supremo, ele não poderia objectivar a finalidade, pois tal negaria a sua auto-definição de supremo pela assumpção de um estado mais completo que o inicial!». O argumento de Espinosa é o axioma central para o suporte lógico da generalidade dos desenvolvimentos da Análise Matemática Infinitesimal.
Como vês.
Não sou finalista.
 
Civilizacionalmente, e desde há séculos, mesmo as morais religiosas da religião judaica, islâmica e mesmo a católica (com o seu momentum da "entrada da alma no corpo"), não consideram que a vida humana simples dos primeiros 40 dias seja equiparada à vida humana complexa que associamos a um recém-nascido
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

As leis da natureza não são imutáveis, J.R., são probabilísticas.
Então Tuareg???

As leis são imutáveis.
A nossa percepção e entendimento delas leva a indeterminações resolvidas actualmente com.... resultados probabilisticos.
 
Lá está a costela finalista a operar...

Nós não conhecemos lei alguma da natureza: nós construímos modelos, aproximações, matrizes padronais para tentar explicar os fenómenos observados.

Exemplarmente, as famosas leis da gravitação ou da relatividade não são leis imutáveis ou eternas... E por isso são vários os físicos, os matemáticos e os filósofos da matemática, e da ciência em geral, que contestam a ideia de transmissão de tais modelos como verdades.

Daí advém muita da tradição da «tentação finalista»: a ilusão do encontrar de leis finais, imutáveis, que expliquem o real, que subtraiam a dúvida, que forneçam a segurança das certezas mais vastas, includentes.

Mas a dúvida persistente sempre remete tais vagas para o domínio probabilístico, para os próprios modelos da teoria do caos, onde a investigação finalista tenta, irreprimivelmente, a padronização caótica, a procura de um fim, de um significado superior, abrangente para o Caos...
 
Eu espero que, por coerência, a próxima Grande Entrevista seja com um cientista</u> defensor do Não.

É que se não, a Judite deu uma argolada de todo o tamanho.
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Já li vários textos de divulgação científica de Alexandre Quintanilha, e continua a ser um prazer intelectual lê-lo e ouvi-lo.

Espero que tenhas gostado particularmente da parte em que ele disse que tinha muitas dúvidas e que tinha medo de quem não tinha, porque não ter dúvidas em questões destas...

...era inconsciente [:p]

Mas provavelmente essa parte apagaste da memória :D
 
Eu comprendo e aceito as dúvidas e reticências de todos (eu advogo a dúvida como o mais criadora das vertentes humanas no conhecimento). Sobretudo de pessoas e técnicos que não tem uma formação filosófica visivelmente desenvolvida.
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Lá está a costela finalista a operar...
Nada a ver.

A Ciência enquanto método de explicação da realidade.
Apenas.

As leis são imutáveis.
Os enunciados que nós fazemos ao longo dos tempos são apenas aproximações às leis imutáveis.

O teu problema é caires na armadilha da complexidade e tirares conclusões finais (finalistas) disso.
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Sobretudo de pessoas e técnicos que não tem uma formação filosófica visivelmente desenvolvida.
Os filosofos são os orfãos da Religião.

Precisam sempre de uma muleta: seja a razão, a emoção... etc.

Substituiram Deus pelo seu "saber labirintico sem saída".
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

Eu comprendo e aceito as dúvidas e reticências de todos (eu advogo a dúvida como o mais criadora das vertentes humanas no conhecimento). Sobretudo de pessoas e técnicos que não tem uma formação filosófica visivelmente desenvolvida.

Quem tem uma formação filosófica visivelmente desenvolvida não tem dúvidas?
 
citação:Originalmente colocada por 911_Turbo

citação:Originalmente colocada por Flyer

SIM....ainda me hão de explicar, os defensores (legítimos) do não, se esperam acabar com o aborto clandestino, ou se estão disponíveis para ajudar um ser desde que nasce até aos 20 e tal anos (pois ajudar a mae n é ajudar nos primeiros 6 meses...)

Para mim é pura hipocrisia....

hipocrisia isso? e então condenar uma mulher que aborta às 11 semanas e não condenar uma que aborta às 10semanas?
e esse argumento do se existe aborto clandestino vamos legalizar é um pouco "falacioso" não acham? já viram as coisas que continuam "clandestinas" e que ninguém pede para legalizar? Roubos, violência, etc...;)

Neste referendo eu se pudesse votava "talvez". Porque acho que antes do sim ou do não, se deveriam discutir muitas coisas, bem mais importantes. Como contracepção eficaz, como planeamento familiar, como condições para as mães terem os seus filhotes.e muitos mais etc...

Mas que raio de argumentação....alguém está a dizer que ás 11 ou ás 10 ou ás 24 ou lá qdo é é ou não crime?...a QUESTÂO n é essa..

Não percebo como é que os do NAO comparam isso aos outros crimes....a ideia aqui é acabar com a negociata que existe por detrás do desespeo de muitas mulheres, é acabar com o vexame estúpido ao qual sao sujeitas sabendo-se bem (outra hipocrisia do NAO) que os juízes não aplicam a LEI (pelo menos fica em pena suspensa).

Tristeza....

O SIM não impõe nada a ninguém, cada um é livre, livre para ter TODO o apoio psicológico, monetário etc etc..tudo o que o NAO defende (e bem), mas se nada for a solução ideal, espero que os do NAO ajudem a criança durante os primeiros 20 e tal anos da vida. Que se desenvolva a contracepção e os aopio familiar e o planeamento etc etc, CLARO, mas não obriguem a mulher já desesperada, a ter de ir a tribunal e a pagar por condições miseráveis num aborto!
 
Depois de ler imensos comentários que roçam o ridículo pergunto:
Actualmente a mulher pode ou não apanhar 3 anos de cadeia por abortar?
A resposta é bastante simples.
 
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