São coisas distintas.
A Alpine é uma marca independente.
Na realidade a Alpine ainda existe e é onde são desenvolvidos os Renault Sport, em Dieppe.
Mas falta à Alpine um modelo exclusivo para Honrar a sua história.
Os Gordini são à semelhança da Abarth, séries especiais de Renault's que o Sr. Amédée Gordini modificou como o Dauphine, R8, R12, etc..
Os Gordini eram isso.
Actualmente não passam apenas de um nivel de equipamento. Uma versão mais luxuosa dos Renault RS.
É esse o receio do ressuscitar de uma marca ou modelo de que existem belas memórias no passado. Acaba sempre por haver um desvirtuar dos conceitos que originalmente levaram à construção e imagem de um nome.
Tendo em conta a realidade que temos hoje em dia, acrescentar um simbolo a algo que sabemos que partilha as entranhas com meia-dúzia de modelos, acaba por ser mais um exercicio de branding do que propriamente a tentativa meritória de se fazer melhor ou diferente dos outros (e no caso da Alpine, sempre com resultados muito interessantes).
Há uma diferença clara entre os objectivos propostos. Num caso temos objectivos de fazer uma máquina que achamos que vai responder de forma mais eficaz às propostas que existem no mercado, no outro, adiciona-se um simbolo para preencher mais eficazmente um nicho de mercado, ou para estar presente em determinado segmento de mercado, onde é necessário um simbolo com mais pedigree. Acaba tudo por parecer demasiado "fabricado", faltando aquela componente de ingenuidade e até genialidade que caracterizam alguns dos modelos mais marcantes da história auto.
Tiveram o seu tempo, o modelo de negócio não resistiu, morreu. E deixem aquilo morto e enterrado.
Mesmo que a Alpine regresse ao mercado, depende muito do modo como o fará, e os olhos estarão todos em cima do hipotético modelo que lançarão, que será dissecado ao último parafuso, para compreender se se trata de algo que realmente mereça o simbolo ou se é apenas um mero exercicio de branding, onde o factor diferenciador é apenas uma pele.