[Antevis?o] Renault Clio IV

E quando virem a quantidade de chapa à mostra no portão traseiro (visto do lado de dentro), vão ver onde é que a Renault andou a poupar mais uns cobres... [:D] :sh)
 
E quando virem a quantidade de chapa à mostra no portão traseiro (visto do lado de dentro), vão ver onde é que a Renault andou a poupar mais uns cobres... [:D] :sh)

Atenção que podem ser pré-serie, esperar para ver a versão final.

Este por acaso não tem a chapa à vista

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E já agora, dois videos:


e: RENAULT Clio - La nouvelle Renault Clio

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Renault pode fabricar Clio IV Sedan no Brasil com olhos na Europa

Que o novo Clio IV é maravilhoso, disso não há dúvidas. Porém, existe um problema quando se fala de Clio IV e o mercado brasileiro: ele é um hatch. E o facto é que nessa faixa de preço (acima do Sandero), poucos são os consumidores dispostos a comprar um dois volumes. A solução? Clio Sedan. A idéia é que a planta de São José dos Pinhais possa desenvolver uma inédita versão sedan, para suprir o espaço existente na gama e combater outros veículos da mesma categoria, como Honda City e os gémeos PSA (301 e C-Elysèe). O resultado deverá ser um sedan como o das fotos, que deve surgir em cerca de 18 meses e que deverá ser exportado até mesmo para alguns mercados europeus, como Portugal e Espanha.

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apr:)
 
La nouvelle Clio ou La nuova Clio?
Mais uma vez, os franceses (ou neste caso, um holandês em França) a puxarem da sua costela latina.
A relação dos construtores franceses com o estilo italiano é longa e distinta.
A Citroen recorre a Bertoni (não confundir com Bertone) para criar uma deusa, pede "emprestadas" à Pininfarina as linhas que marcaram o GS e CX, e Bertone dá as linhas ao BX e traça o Xantia.
A Peugeot teve longa relação com Pininfarina que deu criaturas elegantes, distintas e marcantes ao longo de décadas, culminando no perfeito 406 Coupe.
A Renault, curiosamente, tem sido a francesa com menos influências italianas. Tirando a década de 80, onde Giugiaro pôs o dedo no Renault 21 e 19 e o Super5 desenhado por Gandini, a marca tem seguido o seu próprio trilho. Mostrou provas de grande originalidade nos anos 90, sob a direcção de LeQuement, mesmo que não tenha encontrado o consenso geral.

E agora, esta aproximação ao sul com o novo Clio.
A influência do estilo italiano já vocês repararam, com as comparações efectuadas em relação a Alfa Romeos e também Seat's, pela definição de alguns elementos.
O puxador nas portas traseiras sempre pode ser justificado pela ausência de uma versão de 3p (a ser colmatada pelo "ressuscitar" do retro-chic 5), conseguindo simular a maior limpeza e leveza de uma carroçaria 3p com a praticalidade de 5p.
A escolha de farolins horizontais na traseira remetem para o universo Alfa e Seat recente, e no geral, todo o carro expressa uma personalidade bastante mais latina que aquela que os seus antecessores alguma vez tiveram.

Como pormenor cronológico, este Clio foi desenhado antes do Dezir, pelo que a influência do Dezir no Clio é inexistente.

Talvez o aspecto mais interessante do novo Clio esteja nas suas superfícies.
Como se pode observar vincos é coisa que não existem nesta carroçaria. As transições entre orientação de superfícies é nada mais que arcos ou raios de circunferência.
Faz lembrar em parte estilo "bolha" do Clio II, só que neste Clio as transições são bastante mais expressivas e dinâmicas, sobretudo as que encontramos por cima dos eixos, com ombros musculados e robustos favorecendo a pose, sem dúvida ajudado pelas rodas generosas que encontramos nas imagens oficiais.

Toda a escultura assume contornos mais orgânicos, como se tratasse de um bloco único esculpido. Percepção que nem sempre é evidenciada nas criaturas preenchidas com vincos ou arestas definidas. Exceptuando as arestas que delimitam os facetamentos dos arcos das rodas, dificilmente encontramos arestas dignas desse nome na restante carroçaria.
A traseira resulta, pelo menos nas imagens, convincente. Consegue características tridimensionais q.b, criando maior coesão com a frente.
Esse aspecto 3d é conseguido graças ao prolongamento dos "músculos" traseiros e a modelação à volta dos grupos ópticos.
Nem sempre as traseiras conseguem o mesmo nivel de dedicação que as frentes no que toca a styling, mas no CLio, nota-se esforço nesse sentido.

No outro extremo do carro, encontramos a nova face da Renault. Tenta integrar num único elemento, grupos ópticos, grelha e simbolo.
Mas os anos 80 já foram à muito tempo atrás e em vez de um rectângulo a integrar todos esses elementos, encontramos algo de recorte complexo, adaptando-se aos elementos que o preenchem. Continua o traço mais orgânico que encontramos na restante carroçaria.
O resultado final geral é bastante conseguido, tal como nos concepts e no Zoe de produção. E permite liberdades estilisticas, que permitem manter o look de familia e garantir a identidade única de um modelo, pelo que me parece ser uma excelente solução para a futura identidade da marca.

No Clio, é mais convencional que aquilo que vimos no Zoe e sem ser tão interessante com o que vimos no Dezir, mas mesmo assim, apelativa.
Não é perfeito. A meu ver, encontro problemas com o preenchimento e dimensão de alguns elementos.
Os faróis são 1 a 2 números acima. Os bigodes cromados ou coloridos não fazem lá nada.
Tal como a parte inferior do párachoques traseiro, ou aquilo que vimos no Dezir, poderiam ter resolvido o preenchimento deste elemento frontal de forma mais original, limpa, simples e eficaz.
Mesmo os faróis seguem a "moda" de complexidade em excesso no preenchimento do seu miolo. A influência da joalharia na definição das ópticas continua a ser considerável.
Fossem mais pequenos e de miolo mais simples, pelo menos graficamente, poderiam ter impacto mais distinto. Mais uma vez, o Zoe parece-me mais equilibrado nesse sentido.

O outro grande pormenor discutivel é, na lateral, toda a sua zona inferior, que substitui os tipicos frisos ou protecções em plástico.
Até posso compreender a "reinvenção" desse elemento, numa tentativa de melhor integração com o todo. Mas o resultado final é discutivel.
A modelação na carroçaria fica com contornos estranhos.
Ao contrário da bem conseguida modelação sobre os eixos, a light-catcher que é formada no topo superior deste elemento, em determinados ângulos, e sobretudo nas imagens tiradas na rua, parece forçosamente esticada sobre o elemento preto, como se não fizesse parte do todo.
Falta definição e propósito na integração deste elemento.
Talvez se não existisse cor abaixo deste elemento, sendo parte da base e o seu topo fosse menos arqueado e mais triangulado (como se vê em alguns sketches), a coisa poderia resultar melhor.

Também estranho é o pormenor da janelinha no pilar C. Dificilmente contribuirá para melhorar a visibilidade traseira, até tendo em conta o como a linha base das janelas sobe ao chegar ao pilar C. Serve de bom remate visual da área vidrada, mas é curioso terem optado por vidro em vez de uma "tampa" de plástico, dado as contenções de custos e de se tratar de um utilitário. Resulta, sem dúvida, dando aspecto mais cuidado que algum bocado plástico alguma vez conseguiria (basta ver a lateral de um Cruze sedan, por exemplo).
Mas não deixa de ser estranha esta opção.

No global, é talvez, visualmente, a geração de Clio mais interessante.
Sem dúvida, a mais expressiva.

Pessoalmente, escolheria outro tipo de jantes. Com uma carroçaria orgânica como a que possui, as jantes caracterizam-se por serem planas, apostando apenas no grafismo do seu desenho, e na dúbia personalização colorida das mesmas. Falta modelação.
No interior, pessoalmente, e tal como no Zoe, não vou à bola com a consola central, no sentido em que a mesma parece simplista, com uns elementos colocados em cima dela, apenas porque sim. Contrasta com a complexidade orgânica exterior. Tentaram dar alguma piada com os contornos cromados e uma forma mais irregular, olhando para a base.
O problema é mesmo esse: é demasiado perceptivel o esforço de a tentar torná-la interessante. Tal como o elemento na lateral, acaba por parecer demasiado forçado, sem fluir e integrar-se naturalmente no todo.

Ao contrário do que vimos no 208, e apesar do Clio recorrer às mesmas entranhas do antecessor, não parece ter havido um trabalho de optimização tão profundo como o efectuado pela Peugeot no que toca a packaging e peso.
Não é mais pequeno, e ainda não sabemos se perdeu uns quilos valentes como o seu rival.
Dado a urgência dos construtores respeitarem as imposições europeias no que toca a emissões, todos os pormenores ajudam. E packagings mais eficazes (a permitirem dimensões mais compactas) associados a peso reduzido, facilitariam o trabalho das novas motorizações no cumprimento dessas imposições.
Neste aspecto, acho que a Peugeot foi bastante eficaz na optimização do seu hardware.
Dado o Clio distar apenas 1 ano do seu rival, deveria ser algo que nos bastidores do construtor deveria já ter sido equacionado e igualmente aplicado.
Sempre serão mais 6, 7 anos até uma nova geração.

Concluindo, visualmente, apesar das criticas feitas, o resultado final global é bastante bom, e a meu ver, ao nivel do que a Peugeot conseguiu com o 208, com a vantagem do Clio parecer-me mais fácil de aceitar, e não sendo menos apelativo por isso, até dado pela maior eficácia geral das suas linhas, no sentido em que se percepcionam como menos complexas, mas com resultados finais convincentes.
 
(...)
Ao contrário do que vimos no 208, e apesar do Clio recorrer às mesmas entranhas do antecessor, não parece ter havido um trabalho de optimização tão profundo como o efectuado pela Peugeot no que toca a packaging e peso.
Não é mais pequeno, e ainda não sabemos se perdeu uns quilos valentes como o seu rival.
Dado a urgência dos construtores respeitarem as imposições europeias no que toca a emissões, todos os pormenores ajudam. E packagings mais eficazes (a permitirem dimensões mais compactas) associados a peso reduzido, facilitariam o trabalho das novas motorizações no cumprimento dessas imposições.
Neste aspecto, acho que a Peugeot foi bastante eficaz na optimização do seu hardware.
Dado o Clio distar apenas 1 ano do seu rival, deveria ser algo que nos bastidores do construtor deveria já ter sido equacionado e igualmente aplicado.
Sempre serão mais 6, 7 anos até uma nova geração. (...)

Boa avaliação Crash!

Quanto aos consumos:

O Energy TCe 90 e TCe 120 são as novidades a gasolina, enquanto a Diesel destaca-se a nova geração de motores Energy dCi. O Energy TCe 90 é o primeiro bloco tricilindrico turbo da marca e oferece 90 cavalos e 135Nm, registando um consumo anunciado de 4,3l/100 km e 99g/km de emissões. Por sua vez, o Energy 1.5 dCi 90 Diesel, com 90 cavalos e 220Nm, está equipado com sistema Stop & Start, registando, segundo o fabricante, consumos de 3,2l/100 km e emissões de CO2 de 83g/km. Em estreia no Clio, o 1.2 TCe de 120 cavalos e 190Nm, associado a uma caixa automática de dupla embraiagem EDC de seis velocidades, chegará no primeiro semestre de 2013, simultaneamente à caixa automática de dupla embraiagem EDC, que estará disponível para o dCi 90.

Por isso acredito que haja um grande trabalho no que toca ao peso, apesar de ter crescido e usar a mesma base.
 
Ainda não tinha visto nenhuma fotografia da versão sem o ecrã touch. Como é óbvio não é tão bonito, mas até "não fica mal na fotografia".

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Ainda não tinha visto nenhuma fotografia da versão sem o ecrã touch. Como é óbvio não é tão bonito, mas até "não fica mal na fotografia".


Sem ecrã touch? Nem rádio, quanto mais... [:D]

É estranho ver um carro hoje em dia sem o rádio na controla central.
 
Ta como o 208, o Clio IV aposta numa política comercial mais agressiva na base.

Em França, a versão de entrada desce de 14.550 para 13.700. Mesmo assim acima dos 12.550 do 208 5p mais barato...

Contudo o dCi 75 custa quase tanto como um Polo 1.6 TDI...90.
 
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