Repara, o facto da capacidade do motor ser menor não diz nada relativamente ao seu peso, como até ao seu tamanho real ou volume ocupado.
Por exemplo, e falando de coisas maiores, a Maserati quando trocou o v8 3200 biturbo pelo v8 4200 atmosferico, o motor de capacidade superior em 1000cc era mais leve cerca de 20kg.
O M3 ao recorrer a um v8, subsituindo o 6 cil em linha, também conseguiu um motor maior mas mais leve.
Há muitas variáveis a ter em conta. E claro, a principal decorre do material com que o bloco é feito.
Blocos em ferro são mais pesados que blocos em aluminio. E normalmente, o bloco aluminio ocupa mais volume que um de ferro para capacidade semelhante, dado que é preciso usar mais material para conseguir os mesmos niveis de resistência.
Nestes blocos pequenos, não é o facto de perder um cilindro ou capacidade que os fazem efectivamente mais leves. E, como no caso do 1.0 da Ford, a escolha recaiu no ferro para o bloco, dado que o custo/beneficio de o mesmo ser em aluminio era negligente, dado a compacticidade do bloco.
Além que estamos a substituir motores NA por motores sobrealimentados, e isso acarreta sempre hardware extra, que por sua vez acarreta peso.
Eu acho que a evolução no papel destes "nano" motores
nem sempre se efectiva na vida real.
Veja-se o bicilíndrico da Fiat que tem consumos reais altíssimos e é bastante desagradável de utilizar (trepidações) e fraco nos baixos regimes.
Por oposto é divertido de utilizar nos regimes altos e a sonoridade agrada em condução desportiva.
O que traduz uma total inadaptação à sua utilização natural que é equipar carrinhos de cidade onde a disponibilidade a baixos regimes é o que se pretende, bem como consumos baixos e baixo ruído de funcionamento...
Mesmo este 0.9 TCe vs o 1.2 16v...raio...que ganho houve em reduzir-lhe a cubicagem para depois acabar mais pesado à pala da sobrealimentação e outros componentes necessários para poder ter um nível de potência aceitável/equivalente a um motor de 1200? Não é um contra-senso?
Que evolução é esta quando fica quase exclusivamente fechada em tabelas de CO2 e "green marketing"? [

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Acho que devíamos pensar nisto.
Não incluo o 1.0 da Ford nesta crítica. É um belo motor, a meu ver uma das GRANDES surpresas dos últimos tempos.
E outro ponto de vista desta discussão é a manutenção do 1.5 dCi e adiar sistemático da Renault em lançar o 1.2 dCi que já apresentou em...2002!
Certamente não encontrou ganhos suficientes em perder os 300cc, face à complexidade, custo, menor disponibilidade, etc. do putativo 1.2 dCi, quando evoluções "metódicas" do 1.5 dCi conseguiram resultados adequados na redução do consumo/emissões (83g!!!).
Veja-se também o falhanço do 1.2 TDI vs 1.6 TDI, com consumos médios reais SUPERIORES (vários relatos o indicam), muito menor agradabilidade de utilização, além de ser uma indiscrição auditiva comparativa...
Tudo isto para dizer que esta mania (então aqui no FAHO há um completo deslumbramento (!), em que downsizing = sempre melhor) às vezes é uma ilusão que só ajuda a criar carros menos agradáveis de utilizar e que se preocupam mais em ser bons em cenários de irrealidade teórica e não na vida real do dia-a-dia.
Por último espero que este 0.9 TCe seja um bom motor. Digo isto porque o novo 1.2 tricilíndrico da Peugeot é uma valente...
Confirmando-se esse peso do Clio é realmente muito bom.
Fui ver quanto é que pesava o Clio III com motorização idêntica, só para quantificar os progressos, e no site francês está 1099kg.
Curioso, não tinha noção de que o peso do Clio III era assim tão razoável.
O Peugeot 207 era conhecido por ser peso-pesado do segmento, pelo que o trabalho de optimização foi bem mais profundo, e que deu aqueles números fantásticos como os 170kg perdidos na versão de acesso.
O CLio também é mais leve que o seu antecessor, no caso destas versões 1.5dci, quase 30kg.
Ou seja, foi mais a Peugeot a chegar ao nivel dos seus rivais que propriamente o caminho inverso pela Renault.
A vantagem de peso do 208 esbate-se por completo nas versões 1.6 HDi, alguma coisa isso quererá dizer.
Foi a mesma coisa quando a Audi colocou no press-release de lançamento do A1 uma redução de peso extraordinária para o segmento. Foi-se a ver e estava-se a falar da versão de acesso, sendo o peso praticamente indistinguível do Ibiza SC de motor equivalente.