Rodagem

é verdade que os limites estão cada vez menores em termos de "erro de manufactura". Mas no km 0 colocar no red line não será que isso vai trazer problemas de compressão (embora só mais para meio da vida útil do motor)??
Zarb, o que dizes é pertinente, e por isso mesmo eu faco sempre rodagem de 1.000km mais ou menos. O meu carro atual a partir dos 500 km levou aceleradelas a fundo até as 4k (red line 7k) e a partis dos 700 km comecou a ir à red line. Simplesmente nao aguentei... mas era a minha intencao fazer 1000 km.

Quanto a danificar algo, pensa o seguinte:

- A ideia da rodagem é conformar os componentes gentilmente para que eles adquiram a forma ideal para uma utilizacao longa e eficiente.

Como poderemos saber, se levando à red line com 0 km poderá danificar o motor, ou mesmo conformar os componentes de forma diferente? Nao é matematica simples; Eu diria que pode ter mas consequencias... tal como diria que pode nao ter mas consequencias... nao sei, depende.

No entanto, e isto foi a resposta de um colega na Audi que me mostrou estes testes em motores que referi, "gostava que o meu carro tivesse um dos motores que passam nestes testes, esse tinha a certeza que está a 100%".
 
Já há alguns estudos academicos nesta área, eu sou de eng mecânica e sigo um pouco. Até agora tudo indica que a rodagem nos carros de hoje em dia nao é necessária e eu até consigo entender a certo ponto, mas jogo com a regra dos 1.000 km de qualquer forma.

Mais tambem nao faco, que nao compro carros pra andar a fazer rodagens...
 
Isso das rotações é verdade mas não deixa de ser intrigante constatar que as caixas automáticas o fazem. Ainda recentemente andei com um 1.0TSI DSG programada de tal forma no sentido dos baixos consumos que bastavam uns centímetros de andamento e já a fulana metia a 2ª.
 
E concordam com a frase "um carro que anda sempre devagar fica mais preso" ?

concordo! não o sei explicar, mas concordo porque já passei por isso. Quando comprei o carro que tinha antes, que só andava em cidade, meti-o numa descida bem grande e a meio da descida bateu nos 160 (de ponteiro) e dali não andava mais. Passado uns tempos na minha mão, a fazer muito mais AE e EN do que fazia, ja batia nos 185 de ponteiro (a velocidade anunciada pelo fabricante eram 172). E não, não andava muito nos 180 (medo... ), por norma andava a volta dos 130~140 em AE, se pisasse mais era para despachar uma ultrapassagem e rapidamente voltava ao ritmo anterior.

vale o que vale, mas é esta a minha experiência
 
Ir ao corte de vez em quando? Para quê? [:D]

Soltar o Fangio que há em nós !!!

com a diferença que, seja nesta fase ou depois, ir ao corte só se for por distração.

O ir ao "corte" básicamente quer dizer que devemos exigir tudo o que o motor tem para dar, se ir ao corte significar andar a "moer" não faz sentido, mas num motor normal é importante nesta fase levá-lo com frequência à rpm de potência máxima e um bocado mais, é o "flor it" do video, que nos carros autos também se diz "kick down".

Mesmo que falemos de um condutor pacato, idealmente o carro deveria ter esta fase antes de passar à tal condução mais pacata.
 
Isto.

Ora aqui está algo que não se deve fazer nunca, seja novo ou velho. Em especial fazer subidas em sub-rotação.

"Nada de andar em mudanças altas com rotações baixas". Acho que as caixas auto modernas protegem os motores nesse aspeto!

E concordam com a frase "um carro que anda sempre devagar fica mais preso" ?

Concordo.

Privei 6 anos com 2 carros iguais de proprietários diferentes.

Posso dizer que um 318tds que fazia mais nacional e auto estrada estava bem mais solto que um 318tds que só fazia basicamente caminhos curtos.
 
Com um agradecimento ao Jose Manuel

IMG_3003_zpsmdqfxzhw.jpg
 
fazer quilómteros em cidade nesta faze até é bom, porque obriga a contantes variações de regime.

Sim é melhor do que na AE... mas tem a desvantagem de não usar a caixa toda, correcto. Também é importante mexer a caixa (actualmente se calhar até mais importante que o motor).
 
Em relação a isto só altero o seguinte:

Regime máximo sigo a regra dos 2/3 do regime máximo. Se o regime máximo fôr 4500rpm não passo das 3000rpm.

Depois dos 1000kms exigo gradualmente mais ao motor, mas com a diferença que, seja nesta fase ou depois, ir ao corte só se for por distração.

Ora, a 66%. Isso no meu diesel significa não passar das 3400 rpm... acho que ainda não passei as 3.000 (e só lá fui duas vezes para ultrapassagens). Mas no final da rodagem nunca vais sequer perto do corte? Claro que andar no corte é simplesmente estúpido (em rodagem ou não).

Mas não é útil ir lá umas vezes no final da rodagem, mesmo que depois não se volte lá tão cedo (propositadamente)? Essa é uma das questões que tenho, porque dizem-me que devo ir lá acima das rpm no final da rodagem, outros dizem que não devo lá ir senão após a primeira muda de óleo e até tenho quem me diga que aos 5000 devo trocar o óleo e filtro (para tirar as impurezas da rodagem) e depois com 500 km feitos com o novo óleo devo meter, pelo menos uma vez, rotação alta em todas as mudanças/velocidades (excepto na primeira).

As três coisas ditas por três mecânicos diferentes, todos eles mecânicos de três marcas diferentes (um deles já reformado desde o ano passado). Por acaso, da Mazda não conheço nenhum mecânico. É de um gajo ficar confuso...:confused::confused:
 
A rodagem não é só motor mas todos os componentes do carro inclusive os travões que precisam de acamar.
Principalmente bom senso e muitas regras do dia a dia que só se fazem no início quando novo têm mais impacto do que muitas outras coisas na longevidade do motor.
Vai controlando níveis nestes primeiros tempos just in case, de resto é usufruir da máquina.
Nada de andar em mudanças altas com rotações baixas, mais vale puxar mais um bocadinho que deixar o motor a "morrer"
Na minha mais recente aquisição o vendedor só disse: não conduzas como um velho que isso dá má imagem à marca [:D]

Tenho tido muito cuidado com as travagens (devagar e com tempo) para acamar os discos e as pastilhas.

Quanto a conduzir em mudanças altas e a baixos regimes tenho seguido o conselho da máquina [:D] Tem um sistema que indica a mudança actual e a mudança que devias ir (para poupar consumos). Se não seguir esses conselhos agora também não os vou seguir depois. Isto leva a que hoje, no meio da cidade, andasse em 4.º a 50 km/h e em 5.ª... a cerca de 70 km/h. Isto leva a uma rotação perto das 1300 rpm...

Mas a verdade é que não sinto o carro em esforço. Aliás, basta um pequeno e leve cheiro no acelerador e a aceleração linear começa por aí fora. Apesar de andar em regimes de rpm que duvido que alguma vez volte a andar no pós-rodagem, não sinto o carro com falta de potência ou necessidade de reduzir para não o sentir a morrer (aliás, ainda não o senti, mesmo em inclinações normais) ou sequer tenho de carregar mais fundo no acelerador para sentir que ele responde. A aceleração é sempre linear mesmo com uma levíssima pressão de acelerador nas rotações baixas. Daí que não tenha tido a necessidade (em rodagem :sh)) de passar as 3.000 rpm.

Quanto aos níveis, cometi um erro. Queria ver o nível quando saí do stand e esqueci-me. A ver se amanhã vejo o nível do óleo para ir controlando semanalmente (mas agora já está com 450 km feitos [:D]).
 
Isto.

Ora aqui está algo que não se deve fazer nunca, seja novo ou velho. Em especial fazer subidas em sub-rotação.

Sim, normalmente os meus carros ando sempre em rotação mais elevada (com prejuízo para os consumos). Mas não tenho o hábito de, mesmo quando quero ir a rolar, de andar naquela rotação de entra o turbo não entra o turbo, com pedal de acelerador lá para baixo para ele ganhar velocidade. Contudo, no Mazda ainda nunca senti a necessidade de reduzir, mesmo quando ando nas 1500 rpm, mesmo quando tenho alguma subida... ele sobe só com cheirinho de acelerador. Nunca o senti a morrer ou a pedir uma redução... aliás, isso é algo que me têm surpreendido neste carro.

Por exemplo, hoje andei na Arrábida (estrada da cimenteira até Meco) quase sempre em 4.º e 5.º... e nunca senti a necessidae de meter uma terceira mesmo quando andava ali nas 1300 rpm e tinha uma ligeira inclinação... entre o balanço e um toque leve de acelerador, ele subia a velocidade com grande vontade.
 
Já há alguns estudos academicos nesta área, eu sou de eng mecânica e sigo um pouco. Até agora tudo indica que a rodagem nos carros de hoje em dia nao é necessária e eu até consigo entender a certo ponto, mas jogo com a regra dos 1.000 km de qualquer forma.

Mais tambem nao faco, que nao compro carros pra andar a fazer rodagens...


Pois...
Eu queria fazer 5.000 km... mas acho que não vou suster-me tanto tempo. Vou aproveitar este mês (devo ter cerca de 2.000 km no final do mês) e depois logo vejo como me vou comportar. Tentar ser limitado nos primeiros 5.000 km (até é excessivo provavelmente) mas depois dos 2.000 km não vou ser tão rigoroso (agora ando a conduzir à velho e a olhar para o conta-rotações e a seguir as indicaçãoes de poupança de combustível do CB...)
 
Atendendo que existe um tópico com a temática e também participada pelo autor do tópico, talvez fosse mais indicar agregar tudo. [;)]


http://forum.autohoje.com/boxes/19225-dicas-para-uma-boa-rodagem-15.html


Fiz pesquisa, encontrei esse tópico, comentei. Depois quando o ia a reler já não o encontrei. Por isso é que decidi abrir outro. Agora pelo link é que percebi que não está no Geral mas sim no Boxes [8b]

E agora administração, remete-se para lá este tópico? Há forma de agregar isto?

Sorry pela azelhice :sh):sh)
 
E concordam com a frase "um carro que anda sempre devagar fica mais preso" ?


Sem dúvida alguma... por exemplo, tenho outro diesel que quando ando muito em cidade e na nacional em regime de passeata (6.ª a 80... 90... 100) fica preso. Basta ir à AE fazer uma viagem com alguma urgência e até parece outro (parece que tem outro filtro de ar mais limpinho).

Não sei se tem alguma coisa a ver com injectores, admissão, EGR... mas a verdade é que noto. Aliás, basta tentar ir à velocidade máxima. Depois de o "limpar" atinge mais rápido e maior velocidade máxima do que quando andei com ele umas centenas de km a vaguear na cidade ou nacional sem o puxar. E não, não é meramente psicológico.
 
O ir ao "corte" básicamente quer dizer que devemos exigir tudo o que o motor tem para dar, se ir ao corte significar andar a "moer" não faz sentido, mas num motor normal é importante nesta fase levá-lo com frequência à rpm de potência máxima e um bocado mais, é o "flor it" do video, que nos carros autos também se diz "kick down".

Mesmo que falemos de um condutor pacato, idealmente o carro deveria ter esta fase antes de passar à tal condução mais pacata.

Mas esse "flor it" iniciando a relação de velocidade já em rpm aceitáveis... ou seja não é começar nas 1000 rpm pedal a fundo até às 5000 rpm, certo?

E esse "flor it" também sempre com aceleração linear e não como colocar pedal a fundo e esperar que o motor se embebede em combustível.

Mas esse corte fazes em todas a velocidades ou só nas duas últimas (5.º e 6.º)? E qual é a vantagem (em termos de rodagem, acamamento de peças, etc.) que a elevada rotação trás? Um desgaste mais duro, como se fosse lima mais grossa para depois aperfeiçoar com uma lima mais fina (rotação mais baixa)? Não sei se me fiz entender nesta comparação...
 
Com um agradecimento ao Jose Manuel

IMG_3003_zpsmdqfxzhw.jpg

LOL...
Isso é para os Mercedes S... por essas e por outras é que depois embaciam os faróis [:D][:D]

Agora a sério: no fundo foi o que disseste no teu post.

Mas esse "aumentar devagar" não é um pedal a fundo, parece-me antes ser uma aceleração progressiva partindo de um rpm médio na mudança e ir lá acima para depois voltar a descer/subir de mudança. Não é uma manutenção durante alguns km lá em cima, correcto? Parece-me que isso nem após rodagem é saudável para o motor e restante componentes.

Mas enquanto uma limagem leve das imperfeições (rotações baixas/médias) faz-me sentido, já ir ao corte não me faz sentido. Não estou a dizer que não se deva fazer, a questão é puramente saber o porquê por detrás disso. O porquê desse "limagem forte". Será para o motor não ficar preso?
 
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