Cotas !?
Cotas !?
Cotas ?! Eu ainda "dato" da invenção da roda, quando o litro de gasolina da "Sacor" e "Sonap" (a GALP ainda seria um fruto a nascer) custava 1 cêntimo (dois escudos na altura), as fraldas ainda eram de pano é verdade usei muito "Halibut" esse sim já estava no mercado por causa das assaduras.
A A5 era em "betão" e terminava junto ao vale do Jamor, depois apanhava-se a marginal de duas faixas sómente junto ao Alto da Boa Viagem. A A1 terminava junto a Santarém (se a memória não me falha).
A IC19 não existia, para se ir a Sintra, Queluz, etc haviam uma série de estradas secundárias arborizadas e muito bonitas por sinal estava-se quase nas imediações da Serra.
Odivelas, Benfica e Amadora, Caneças e Linda-a-Velha eram nos "arrabaldes" de Lisboa e Sacavém também.
A zona da Matinha junto à muito activa fábrica da pólvora servia de depósito ferro velho do mais diverso material de guerra que chegava das colónias e não só. Três DC3 aguardavam aí o seu destino final, ainda me lembro de entrar neles e andar a brincar.
Junto ao Areeiro avistavam-se campos de cultivo e pasto junto às "Avenidas Novas", Chelas era campo e Moscavide práticamente inexistente apenas iluminada pela refinaria que aí funcionava, o aeroporto era fora da cidade e fazia-se uma festa à janela cada vez que um avião passava para aterrar eu também morava "quase" junto aos limites de uma cidade em expansão (Alto de São João), Morais Soares ainda com piso em paralelipípedo.
As emissões de televisão não eram tão regulares assim, fruto de algumas avarias, a publicidade era toda em directo 2 a 3 spots no máximo e o país parava para ouvir o Professor Vitorino Nemésio (
se bem me lembro) e o João Villaret.
Cotas !? "Neandertals" cheguem-se à frente por favor...[

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