Ccorreia
Well-known member
"Se Portugal já tinha uma rede nacional de ecopontos instalada, presente em praticamente todos os concelhos e paga pelos contribuintes ao longo de décadas, a pergunta impõe-se:
Porque não investir na melhoria desse sistema, em vez de criar um novo, muito mais complexo e dispendioso?
O sistema Volta exige milhares de máquinas eletrónicas, consumo permanente de energia, manutenção especializada, atualizações de software, transporte das embalagens para centros de contagem, armazenamento, mais logística e mais mão-de-obra.
Tudo isto tem um custo económico e também um custo ambiental.
Entretanto, os ecopontos já existem. Precisavam, sim, de mais investimento: mais recolhas para evitar contentores cheios, campanhas de sensibilização, fiscalização e modernização dos centros de triagem.
Em vez disso, o Governo optou por criar uma estrutura paralela que representa um investimento de centenas de milhões de euros.
E é aqui que começam as perguntas incómodas.
Quem ganha com este novo modelo? Quem forneceu as máquinas? Quem assegura a manutenção? Quem controla a logística? Quem recebe as comissões da operação? Porque foi escolhida esta solução e não o reforço da rede de ecopontos?
Os portugueses têm o direito de conhecer todos os custos, todos os contratos e todos os beneficiários deste sistema.
Porque quando existe uma solução já instalada e se decide substituí-la por outra muito mais cara e complexa, a transparência deixa de ser uma opção: passa a ser uma obrigação.
Proteger o ambiente nunca pode servir de pretexto para criar novos negócios à custa dos contribuintes.
A verdadeira sustentabilidade exige reciclagem, mas também exige transparência, boa gestão do dinheiro público e decisões que sirvam o interesse do país — e não interesses particulares."
Marcia Henriques
Porque não investir na melhoria desse sistema, em vez de criar um novo, muito mais complexo e dispendioso?
O sistema Volta exige milhares de máquinas eletrónicas, consumo permanente de energia, manutenção especializada, atualizações de software, transporte das embalagens para centros de contagem, armazenamento, mais logística e mais mão-de-obra.
Tudo isto tem um custo económico e também um custo ambiental.
Entretanto, os ecopontos já existem. Precisavam, sim, de mais investimento: mais recolhas para evitar contentores cheios, campanhas de sensibilização, fiscalização e modernização dos centros de triagem.
Em vez disso, o Governo optou por criar uma estrutura paralela que representa um investimento de centenas de milhões de euros.
E é aqui que começam as perguntas incómodas.
Quem ganha com este novo modelo? Quem forneceu as máquinas? Quem assegura a manutenção? Quem controla a logística? Quem recebe as comissões da operação? Porque foi escolhida esta solução e não o reforço da rede de ecopontos?
Os portugueses têm o direito de conhecer todos os custos, todos os contratos e todos os beneficiários deste sistema.
Porque quando existe uma solução já instalada e se decide substituí-la por outra muito mais cara e complexa, a transparência deixa de ser uma opção: passa a ser uma obrigação.
Proteger o ambiente nunca pode servir de pretexto para criar novos negócios à custa dos contribuintes.
A verdadeira sustentabilidade exige reciclagem, mas também exige transparência, boa gestão do dinheiro público e decisões que sirvam o interesse do país — e não interesses particulares."
Marcia Henriques