Quando as vendas da Skoda começaram a ameaçar e a roubar vendas às marcas VW e em menor número à Audi, o grupo VW viu-se obrigado a resfriar o desempenho comercial da Skoda, que se estava a tornar numa marca canibal do próprio grupo.
Isto aconteceu sobretudo na Europa, onde os consumidores começaram a ver que um Skoda não era em nada inferior aos outros. Ou seja, começaram a optar por pagar o preço justo pelo produto e não a encher a carteira do grupo VW, que consegue margens de lucro superiores com as marcas mais reputadas (embora a Skoda seja muito mais velha que as ditas...), fruto da sua imagem de marca.
Se com a SEAT foi fácil remete-la ao seu lugar, em virtude de não ter a força comercial e imagem que a Skoda adquiriu, com a marca Checa as coisas são mais complicadas.
A solução passou por cortar em certos pontos da qualidade (poupanças que não se traduzem em piores produtos, note-se) e em tornar os carros um nadinha mais feios e a deixar certos equipamentos de ponta de fora.
Isso de pedirem à Skoda certos números de vendas, é fazê-lo roubando a marcas de fora do grupo.
Ó DeCeIi, mas isso sempre aconteceu, não é de agora! [

] A Skoda
nunca teve acesso à última tecnologia do grupo e nunca teve o requinte das outras marcas mais caras. E também sempre teve os modelos mais "quadrados" do grupo. Não é de agora. Aliás, para mim a "nova" Skoda só começou a ser uma marca "profissional" com a entrada do novo CEO em 2010. Elaborou um plano estratégico com cabeça, tronco e membros, e investiu forte em infraestruturas, algo sempre descurado pelas direcções anteriores. Talvez não seja alheio o facto de se dizer "por aí" que o Winterkorn tem um grande respeito e até receio de Vahland (este é um dos nomes que se fala nos corredores como futuro presidente da VW).
Sinceramente, creio que ao dia de hoje, nunca a Skoda esteve tão perto da Audi/VW em termos de design, e pessoalmente acho que os últimos modelos estão bem mais conseguidos esteticamente do que as suas gerações imediatamente anteriores. Creio que nos novos modelos Fabia/Octavia/Superb essa evolução é evidente. [

] Obviamente que haverá sempre pormenores, o que é normal. Os plásticos do Fabia são inferiores aos do Polo; o novo Superb não herdará o grande ecrã táctil do Passat; o Octavia terá sempre menos cromados do que o Golf, além de alguma tecnologia de topo. E haverá, obviamente outros exemplos.
Mas pelo discurso do Vahland, ele já assumiu que este será o Superb mais requintado e luxuoso de sempre, para se bater directamente com o Mondeo e Insignia e até tentar roubar algumas vendas (frotas) ao Serie 5 e Classe E. Claro que quando lhe falam no Passat ele muda de conversa, diz que não quer comparar. [

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Mas por acaso estou algo curioso para ver até onde a Skoda vai esticar a corda e até onde é que a VW vai deixar ir. [

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