Não necessáriamente....mas normalmente és um Zé do Boné...
Realmente, se há coisa que não gosto nada são basofes. Mas também não acho piadinha nenhuma aos zés da gravatinha, que se vestem exactamente de igual a milhões e milhões de outros gajos, não tendo, por isso um pingo de originalidade. Também não acho piada nenhuma aos zés da camisinha aos quadrados, que ainda são mais baratas que um boné, metida para dentro da calcinha de ganga, acompanhada por uns sapatinhos de vela, mais ranhosos que o meu nariz. Ou ainda os zés do cabelo todo melado de gel, que até parece que andaram a esfregar a cabeça na boca de um camelo. Ou ainda os zés dos polos por cima da camisinha. Enfim, até podia levar aqui o dia todo a falar. No entanto, acho que isso não interessa para nada, pois desde que sejam todos igualmente honestos, um zé do boné vale tanto como um zé da gravatinha, ou vice versa, não havendo necessidade de estar sempre a criar estereótipos em relação ao tipo de pessoa que guia determinado carro, ou que veste determinado tipo de roupa. Só acho que há muito pessoal neste fórum que tem a mania do elitismo, e que acha que, só porque veste uma camisinha ranhosa, comprada nuns saldos quaisquer, é superior, ou tem melhor gosto do que alguém que usa um boné, ou tem um estilo mais informal e desportivo. Mas atenção, quando digo que não gosto de zés dos boné, refiro-me apenas àqueles que idolatram a tal cultura de rua, que apenas incita à criminalidade, e por vezes caem no ridiculo de quererem imitar, a toda a força, os seus idolos do hip hop norte-americano, e usarem todos aqueles adereços feitos de latão, que pretendem imitar ouro, entre outras coisas. Tirando essa gentalha, conheço muito pessoal que usa um estilo de roupa pouco formal, que consegue ter muito mais estilo do que 30 engravatadinhos juntos, que parecem que foram produzidos numa fabrica, visto terem saido praticamente iguais.
Quanto a "aceleras", as pessoas que eu conheci, que tinham o pezinho mais perigoso, eram, curiosamente, pessoas acima dos 30 e dos 40, que de moradores do bairro social não tinham nada, e muito menos conduziam 106´s, mas que adoravam meter prego a fundo e levar o carro até ao seu limite, por puro prazer.
[

]