Deixa lá que agora até já vão fazer um rankiing hospitalar...
Este foi o PS na oposição...
Enfim...
citação:Originalmente colocada por André
Isto é o resultado que o PS abusa de mentir.
Ainda há poucos meses indignava-se com estas coisas. Agora parecem os professores da coisa.
Quem for ver o que o PS disse até 20 de Fevereiro '05, não vai encontrar qualquer similitude com o que está a fazer neste momento.
É pena é que tenham sido tão irresponsáveis.
Intervenções
I Série - Nº 30 - 11 de Dezembro de 2003
IX Legislatura - 2.ª Sessão Legislativa (2004-2005)
Reunião Plenária de 10 de Dezembro de 2003
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SUMÁRIO
Política de saúde
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(...)
O Sr. Presidente (Lino de Carvalho): - Tem a palavra o Sr. deputado João Rui de Almeida.
O Sr. João Rui de Almeida (PS): - Sr. Presidente, Sr. Ministro da Saúde, o objectivo central da sua política da saúde, é hoje indesmentível, é o desmantelar do Serviço Nacional de Saúde.
Vozes o PS: - Muito bem!
O Orador: - E, à medida que o tempo passa, esta questão é cada vez mais evidente. Mas quais são os frutos deste desmantelamento, desta desestruturação do Serviço Nacional de Saúde?
Instalou-se o caos nos serviços de obstetrícia em todo o norte do País - nunca tinha acontecido! Instalou-se o caos nos serviços de urgência de pediatria em toda a zona de Lisboa - nunca tinha acontecido! O Sr. Ministro falhou redondamente naquilo que tanto apregoou acerca da solução das listas de espera e criou duas listas de espera, e a segunda foi para esconder o desastre que o senhor não conseguiu evitar.
Sr. Ministro, neste momento, Portugal tem mais doentes em listas de espera do que tinha há mais de um ano e meio. E são evidentes, claras e comprovadas estas minhas afirmações.
Em relação aos hospitais SA, é crescente o incómodo e as vozes críticas deste projecto, e ainda há pouco o Sr. deputado Patinha Antão nos desafiava para esta matéria. O Sr. Professor Manuel Antunes - e julgo que é conhecido de todos os deputados do PSD e do Sr. Ministro da Saúde, figura ilustre da cirurgia cardiotoráxica em Coimbra, militante do PSD, um homem, de facto, de grande categoria profissional - criticou recentemente esta decisão, e até disse que era um "tiro nos pés" que o Governo tinha dado em relação a esta matéria.
O Sr. Ministro da Saúde já não consegue evitar aquilo que toda a gente hoje em dia sabe, que foi mais para resolver um problema de orçamento, de desorçamentação, que foi mais para resolver um problema de amigos, do que para resolver a questão da saúde.
Sr. Ministro, os doentes estão pior, não tenha a menor dúvida, pois gastam mais com medicamentos,…
Riso do deputado do PSD Patinha Antão.
… gastam mais com as taxas moderadoras, demoram mais tempo nas urgências, perderam serviços de importância médica nos seus locais de trabalho a nível regional e passou a haver - e grande parte das pessoas não conhece este dado, o país não sabe que o Sr. Ministro conseguiu, finalmente, fazer uma coisa que dá cabo do Serviço Nacional de Saúde -dois tipos de doentes, aqueles que são do SNS e os outros, os que não são do SNS, que podem pagar mais e a quem os hospitais, nomeadamente os hospitais SA, vão exigir mais.
O Sr. Presidente (Lino de Carvalho): - Sr. deputado, tem de terminar, o seu tempo chegou ao fim.
O Orador: - Termino já, Sr. Presidente.
Sr. Ministro, perante isto, e relembro aquilo que há pouco a Sr.ª De****da Ana Mansa e o senhor referiram, pior que um cego é aquele que não quer ver! É verdade, e o senhor não quer ver, e não sei se já está em condições de poder ver.
O Sr. Presidente (Lino de Carvalho): - Sr. deputado, tem de terminar de imediato.
O Orador: - Sr. Presidente, para terminar, pergunto ao Sr. Ministro se considera que tem condições para continuar a gerir o Ministério da Saúde.
Aplausos do PS.
O Sr. Presidente (Lino de Carvalho): - Para responder, tem a palavra o Sr. Ministro da Saúde.
O Sr. Ministro da Saúde: - Sr. Presidente, começo por agradecer estas duas últimas intervenções, porque elas são bem ilustrativas da maneira de fazer política, pelo menos do último Sr. deputado que falou, porque conheço pior o Sr. deputado Miguel Ginestal, que é a fulanização.
O Sr. deputado Miguel Ginestal diz-me que quem, no hospital de Viseu, faz parte da administração é uma funcionária das finanças, é um funcionário bancário, é um militar?
Vozes do PS: - É verdade!
O Orador: - Sr. deputado, para além de ser um director de um banco, de ser uma pessoa qualificada das finanças,…
Vozes do PS: - Mas é ou não verdade?!
O Orador: - … os senhores não conseguem mudar o discurso de velho e relho, os senhores só falam na "fulanização", não falam em resultados, e os resultados estão aí. Os senhores estão habituados à velha maneira da política portuguesa, vossa política, que é falar nos input, nos ingredientes, mas nunca falam no resultado,…
Vozes do PS: - Não há!
O Orador: - … e o resultado, Sr. deputado, está à vista, porque temos mais cirurgias, mais consultas, melhores cuidados de saúde.
Vozes do PS: - Onde?!
O Orador: - E isto é que é fundamental.
Sr. deputado, em relação ao ranking, é uma coisa quase confrangedora. O ranking é uma medida que tomámos, fomos nós que construímos, e reflecte a gestão que vai ocorrendo. É evidente que os hospitais não estão todos os dias, ou todos os meses, na mesma posição, e é óbvio que isto é motivador para as pessoas, porque, quando sentem que estão a baixar, querem melhorar. É uma questão que tem a ver com "fazer melhor".
Sr. deputado João Rui de Almeida, já não é a primeira vez que o Sr. deputado tem este tipo de intervenções, mas já agora deixe-me responder-lhe de uma maneira bem clara: não estamos a desmantelar coisa alguma, estamos a reorganizar - coisa que o seu partido não fez!
O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): - Muito bem!
Vozes do PS: - Ah!…
O Orador: - Não estamos a eliminar o que quer que seja, estamos a potenciar o SNS, a dar-lhe mais eficiência para que as pessoas tenham melhores cuidados de saúde - coisa que o seu partido não fez! Estamos a tomar medidas para que as pessoas tenham medicamentos mais baratos,…
O Sr. João Rui de Almeida (PS): - Não! Estão cada vez mais caros!
O Orador: - … acesso mais fácil, as suas cirurgias realizadas - coisa que o seu partido não fez!
(...)
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