Cobra
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Segundo o BE o problema está aqui, não racismo, mas "dia da raça"
Segundo o BE o problema está aqui, não racismo, mas "dia da raça"
Estado Novo: 10 de Junho é “Dia da Raça”
Publicado: 09.06.2004
O regime de Salazar deu um outro significado ao Dia de Camões, uma data que passou a servir a propaganda do Estado Novo.
O 10 de Junho é adoptado e adaptado pelo regime instaurado em 1933, e passa a ser conhecido como o Dia da Raça. Conceição Meireles, especialista em História Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, refere que “há, de certa forma, e sem dúvida nenhuma, posições eugenistas e racistas no Estado Novo”, mas acrescenta que o conceito de raça “é um conceito ambivalente no Estado Novo”. “Mas há também o outro lado, ou seja, aqueles que defendem que, sem o apoio local e das populações miscigenadas, dificilmente se conseguia desenvolver as regiões coloniais”, devido a “um défice demográfico grande”. “Portugal nunca conseguiu ‘exportar’ para as colónias a mesma quantidade de efectivos que antes tinham emigrado para o Brasil”, o que punha em causa o desenvolvimento das províncias ultramarinas, refere Conceição Meireles.
Que ‘raça’ é comemorada a 10 de Junho?
“Quando se tenta exaltar o dia da Raça, é a raça do povo português entendida de uma forma geral, global”. O que está em causa é a “originalidade” e “a capacidade dos portugueses”, explica Conceição Meireles. “O Estado Novo sempre quis sublinhar a originalidade do povo português face aos outros povos europeus. Por alguma razão este pequeno povo tinha uma História de séculos; era dos Estados mais antigos da Europa e tinha um Império colonial que quase nenhum outro país europeu possuía”. Esta era a “raça do povo português que tinha de ser “exaltada a todo o custo”, era a “raça no sentido do dia do povo português”. De acordo com Conceição Meireles, o conceito de raça no Estado Novo deve ser entendido no sentido em que significa “um povo diferente, aparentemente frágil, mas com valores que lhe permitiram grandes realizações”. No dia da Raça e de Camões “exaltava-se a nação e o império, a metrópole e as colónias”.
Ou seja " Dia da Raça" era uma expressão usada pelo "Maior Português de Sempre" eleito pelos portugueses, o Sr. Salazar...
Mas de certeza que foi uma infeliz coincidência
Segundo o BE o problema está aqui, não racismo, mas "dia da raça"
Estado Novo: 10 de Junho é “Dia da Raça”
Publicado: 09.06.2004
O regime de Salazar deu um outro significado ao Dia de Camões, uma data que passou a servir a propaganda do Estado Novo.
O 10 de Junho é adoptado e adaptado pelo regime instaurado em 1933, e passa a ser conhecido como o Dia da Raça. Conceição Meireles, especialista em História Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, refere que “há, de certa forma, e sem dúvida nenhuma, posições eugenistas e racistas no Estado Novo”, mas acrescenta que o conceito de raça “é um conceito ambivalente no Estado Novo”. “Mas há também o outro lado, ou seja, aqueles que defendem que, sem o apoio local e das populações miscigenadas, dificilmente se conseguia desenvolver as regiões coloniais”, devido a “um défice demográfico grande”. “Portugal nunca conseguiu ‘exportar’ para as colónias a mesma quantidade de efectivos que antes tinham emigrado para o Brasil”, o que punha em causa o desenvolvimento das províncias ultramarinas, refere Conceição Meireles.
Que ‘raça’ é comemorada a 10 de Junho?
“Quando se tenta exaltar o dia da Raça, é a raça do povo português entendida de uma forma geral, global”. O que está em causa é a “originalidade” e “a capacidade dos portugueses”, explica Conceição Meireles. “O Estado Novo sempre quis sublinhar a originalidade do povo português face aos outros povos europeus. Por alguma razão este pequeno povo tinha uma História de séculos; era dos Estados mais antigos da Europa e tinha um Império colonial que quase nenhum outro país europeu possuía”. Esta era a “raça do povo português que tinha de ser “exaltada a todo o custo”, era a “raça no sentido do dia do povo português”. De acordo com Conceição Meireles, o conceito de raça no Estado Novo deve ser entendido no sentido em que significa “um povo diferente, aparentemente frágil, mas com valores que lhe permitiram grandes realizações”. No dia da Raça e de Camões “exaltava-se a nação e o império, a metrópole e as colónias”.
Ou seja " Dia da Raça" era uma expressão usada pelo "Maior Português de Sempre" eleito pelos portugueses, o Sr. Salazar...
Mas de certeza que foi uma infeliz coincidência
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