Tópico Cinéfilo v2.0

Um dica... Quem for ver ao MarShopping, na sala 2, escolha lugares perto da frente (se fosse ver outra vez, ficaria na primeira fila). É que a sala é pequena, e a tela também. Eu estava na penúltima fila e a "moldura" à volta da tela era enorme. O efeito 3D não resultou tão bem como quando fui ver o "viagem ao centro da terra".

Obrigado pela dica. Por acaso estou a pensar em ir ao MarShopping ver esse filme. Já não vou ao cinema à décadas mas depois do que li por aqui fiquei curioso e vou quebrar o enguiço. [:cool:] [;)]
 
Obrigado pela dica. Por acaso estou a pensar em ir ao MarShopping ver esse filme. Já não vou ao cinema à décadas mas depois do que li por aqui fiquei curioso e vou quebrar o enguiço. [:cool:] [;)]

No MarShopping, está em duas salas. A outra é maior (não sei quanto), mas o horário era pior. A sessão só começava depois das 22, se não estou em erro.
 
Também fui ontem ver o tão aclamado Avatar e em 3D claro está.

Não vou acrescentar grande coisa ao muito que já foi dito/escrito, devo no entanto dizer que até à semana da estreia do filme ainda não tinha visto nenhum trailer, ouvi "toda a gente" a falar dele, que era isto, era aquilo, mas eu ainda não sabia bem quel era afinal a história. Depois de ver o triler então percebi sobre o que falavam, a história, Pandora...

Por tudo isto a espectativa, apesar de algo alta por causa de todo o hype en torno de Avatar, não era assim tão alta e tentei ir ver com "neutralidade"!

O 3D está muito bem conseguido, ao ínicio temos de nos habituar a estas novas imagens, há a tendência natural de tentar focar os vários planos de profundidade o que irá cansar os olhos pois a camera apenas foca determinado plano e aí que "temos" de olhar.

A imersão no filme é em muito catalizada pelo 3D, enquanto que num filme 2D damos por nós "dentro" do filme pela narrativa em si, somos absorvidos pelas personagens e acontecimentos aqui, embora a história não seja algo de absolutamente original, mas já lá vamos, simplesmente com o 3D, "estamos lá", estamos em Pandora no meio da acção.

O argumento, não sendo absolutamente original, tem o mérito de estar bem contado e por vezes não é necessário fazer algo revolucionário basta ser evolucioonário e estar bem feito.

A ligação que se consegue as personagens é forte, os seres virtuais criados estão sublimes, nós sabemos que não existem, mas parecem demasiado reais para não existirem (as expressões, os movimentos, as texturas, está tudo muito, muito real) e as suas interpretações estão muito bem conseguidas, mais um passo para a imersão no filme e ligação às personagens.

Em relação à identificação que inevitávelmentre se sente para com os Na'vi, James Cameron teve o brilhantismo de os criar humanóides, maiores, diferentes, mas com proporções semelhantes, a textura da pele igual o que também ajuda nesta relação.

Depois toda a cultura do povo Na'vi e a sua ligação no a Natureza, no caso daquele mundo é mesmo uma ligação literal, está a tal mensagem ecológica, juntamente com a destruição que os humanos fazem/querem fazer para obter riqueza, mais um ponto de encontro com a consciência, ecologica, colectiva.

EVENTUAL SPOILER:

Um outro ponto tocante é o da Arvore da Almas em conjunto com a Árvore das Vozes, os Na'vi podem entrar em "contacto" com os seus antepassados, explicado pela tal "rede neurológica" que une todo o planeta, que nos apresenta uma certa noção de imortalidade que nos poderá ser agradável.

Uma nota também para toda a criação de um mundo novo, sua flora, fauna etc. Credível, real, dá vontade de ir lá.

Espero que a haver um segundo/terceiro filmes que consigam, no mínimo, manter o nível, seria uma pena "estragar" algo tão bem construído.

Muito mais havia para falar e discutir, mas isto também já vai longo e dúvido da paciência para ler tudo, lol!Até eu[:)]

9/10
 
Última edição:
The+Boy+in+the+Striped+Pajamas.jpg


Conta a história de Bruno, um rapaz de 8 anos que após a promoção do seu pai, um comandante Nazi, a familia tem que abandonar a sua casa em Berlim e ir para um descampado no meio de nenhures. Como ele está "sozinho" decide aos poucos ir investigando a area que rodeia até que dá com uma quinta onde toda a gente se veste de igual: um pijama às riscas. Numa das muitas viagens à socapa até ao perímetro dessa quinta, conhece outro rapaz de 8 anos que vive a realidade do outro lado do arame farpado. Desses encontros nasce uma bonita amizade que o faz abrir os olhos para uma realidade até então escondida pelos familiares, mas que infelizmente e na sua inocência irá provocar consequências inesperadas e desvastadoras!

Gostei imenso deste filme, e não dei nada o tempo como perdido.

7,5/10 [:cool:]

Vi o filme a noite passada. É bom mas, talvez defeito meu, a meio do filme já tinha previsto o final...
 
Sobre o AVATAR e as personagens parecerem reais...

Elas SÃO reais! Todos os movimentos são feitos pelos actores e não por computador, todas as expressões são dos actores.
O trabalho fantástico está em conseguir transmitir todas as emoções depois de "caracterizar" a personagem, no caso os Na'vi.

ff_avatar_5steps2_f.jpg


ff_avatar_5steps3_f.jpg


Penso que dá para ter uma ideia, apesar de não serem fotos muito explícitas.[;)]
 
Acabei de ver o AVATAR em 3D...

Fui ao Colombo onde fiquei impressionado com a quantidade de gente jovem vinda de bairros menos favorecidos e sempre socialmente marginalizados que usufruem do rendimento minimo mas sempre ostentando roupa de marca com a cintura das calças na zona dos joelhos, oculos de sol e bonés no alto da pinha,circulando em grupos de 4 e 5 individuos extremamente barulhentos....

Que tal...? Fui politicamente correcto...

Pensei que com o Dolce Vita aberto ficasse mais bem frequentado...

Amanhã já deixo a minha posta de pescada sobre o filme...

Mas como é que sabes que eles são pessoas de bairros desfavorecidos? Têm escrito Cova da Moura nas tais roupas de marca? [:D]

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Sobre o Avatar... Eu prezo muito um bom argumento, por isso o filme ficou-se pelos excelentes efeitos especiais. Mas continuo a gostar mais de filmes com duplos e pouco CGI...

Quero ver este:

The-Road-Poster.jpg
 
Sobre o AVATAR e as personagens parecerem reais...

Elas SÃO reais! Todos os movimentos são feitos pelos actores e não por computador, todas as expressões são dos actores.
O trabalho fantástico está em conseguir transmitir todas as emoções depois de "caracterizar" a personagem, no caso os Na'vi.

Penso que dá para ter uma ideia, apesar de não serem fotos muito explícitas.[;)]

Sim eu sei é um sistema, digamos, hibrido entre CGI e os actores reais, assim como foi com o Smeagol do LOTR, mas agora com uma técnica ainda melhor e como dizes: O trabalho fantástico está em conseguir transmitir todas as emoções depois de "caracterizar" a personagem, no caso os Na'vi.

[;)]
 
avatar-movie-poster.jpg



Como alguns que acompanham o o topico sabem, Avatar, era muito aguardado por mim. O filme, por varios motivos, prometia ser uma pedrada no charco e o inicio de uma nova era no no mundo do Digital 3D que iniciou com Gollum quando Peter Jackson nos apresentou " O Sr. dos Aneis". James Cameron, por sua vez, estava há 10 anos parado: Titanic foi a sua ultima obra e já nessa altura ele falava em filmar Avatar no entanto, e parafraseando o proprio.....não era possivel porque não existia tecnologia disponivel para o efeito....!!!

Avatar esta desenhado, realizado e escrito na memoria de James Cameron há mais de 10 anos...e custou mais de 500 milhões de dolares sendo o filme mais caro até á data.

James Cameron, alem de Titanic, trouxe-nos já pequenas obras primas como o Exterminador em 1984, Aliens em 1986 e Abismo em 1989 onde ficou claramente demonstrado ser um realizador/argumentista com uma capacidade visionaria em relação aos demais...!! Verdade seja dita já "tinhamos" saudades deste Cameron....

Passado no ano de 2154, Sam Worthington interpreta o papel principal de Jake Scully, um veterano de guerra paraplégico, que é lhe dado uma nova oportunidade de regressar ás missões militares. No planeta Pandora, onde os humanos pretendem a extracção de um valioso mineral, Jake com o seu Avatar infiltra-se no povo Na’vi, mas rapidamente se vê dividido entre dois mundos quando explora a sua cultura e encontra o amor.

Cameron não é propriamento um argumentista brilhante nem de grande imaginação narrativa: Avatar não deixa de ser uma especie de mistura de Pocahontas com Danças com Lobos numa versão mais Hi-Tech...mais futurista...mais digital. A propria historia esta, aqui e ali, cheia de clichés já mais que moidos e remoidos em outros filmes do genero...ou mesmo sem ser do genero....basta olhar aqui a alguns exemplos que vou colocar a branco para evitar que sejam vistos como spoilers ( ainda me hão de explicar como se critica um filme sem falar nele mas pronto....vai a branco )

1. Ele é de fora e apaixona-se pela mais bela da vila que por acaso já estava "prometida" ao guerreiro mais forte....e ele não gosta.
2. Ele entra na civilização Navi e acaba por se juntar a ela porque aprende os seus valores e fica maravilhado com eles


Existem obviamente mais...no entanto não vale a pena estar aqui a enumerar. O argumento é o ponto fraco do filme, é o seu calcanhar de aquiles pela maneira como é transportado para as imagens. Avatar é um filme de consciencia ecologica, onde a mensagem do esgotamento dos recursos da Terra é evidente, da procura de combustiveis e fonte de riqueza continua a destruir civilizações, etc etc....

O que é pena porque podia estar aqui um serio candidato aos oscares...e penso que nunca o será precisamente porque falha no ponto que a Academia mais preveligia...

Gostava de salvaguardar uma coisa até para evitar ser mal interpretado, James Cameron não é nenhum Michael Bay, Stephen Sommers ou Roland Emmrich….é muito mais que isso.Enquanto James Cameron conta uma historia com efeitos, outros apenas sabem colocar os efeitos a tentar contar uma historia num infindavel turbilhão de explosões e cataclismos vários sem ponta de sentimento….é visual apenas….Cameron têm sentimento e transmite sentimento. Repare-se que um dos grandes problemas do digital é a capacidade que os seres criados digitalmente têm de transmitir emoções, até através do próprio olhar….e nisso os Navi’s conseguem-no plenamente…a actriz Zoe Saldana certamente é merecedora de aplausos por transformar Neytiri numa criatura que combina doçura e dureza, suavidade e rigidez, numa performance complexa e profundamente tocante…

O filme têm quase 3 horas mas o ritmo narrativo nunca perde o envolvimento e o equilíbrio entre a velocidade e as pausas necessárias de modo a não ser aborrecido…Avatar têm um pulsar de coração completamente esmagador…!!! São raras as vezes que conseguimos olhar para um filme e sentirmos aquele arrepio na pele de estarmos envolvidos na sua fluência e no seu mundo…..e Cameron criou um universo dentro da sua cabeça e quis nos convidar a entrar nele….e aqui ele revela toda a sua mestria neste âmbito: Como somos “transportados” para Pandora…quase obcessivamente;

Criando um novo mundo completamente a partir do zero, o cineasta mostra-nos nos primeiros 45 minutos de película numa imersão absoluta naquele universo, apresentado-nos a uma fauna e a uma flora completamente originais e fascinantes, desde as plantas fluorescentes ou as flores que se encolhem com um simples toque…aos animais gigantescos A quantidade de detalhes é tamanha que damos por nós a questionar-nos se aquele mundo não é uma possibilidade real no cosmos….!! Tudo é perfeito…até a luz a passar por entre as copas das arvores….o filme é de uma beleza criativa visual inimaginável…

Avatar é um espectáculo visual imaginado e criando na cabeça de alguém que nos convida a entrar sem restrições…onde inovação é a palavra de ordem e que vamos conhecendo e mergulhando na sua beleza ao longo dos 90 minutos sem nunca perder o fio á meada…!! Se por um lado será um crime fazer uma continuação porque o cinema também precisa de espectáculos irrepetíveis….por outro será uma pena não conhecer um pouco mais deste planeta maravilhoso…

Vão ver, porque vale a pena….ou como dizem varias vezes no filme….”Eu vejo-os por lá”

Nota: (0-10 ): 9

Gostei muito do filme. Contudo e tal como o colega disse o filme tem muitos clichés e é bastante previsível. Estes pequenos defeitos são ultrapassáveis pela excelente experiência que proporciona. Só para ver os seres e ambientes que parecem reais já vale a pena...

8/10
 
Última edição:
Para fugir um pouco às super-produções hollywoodianas, vi ontem este documentário:

anvil_ver21.jpg


Um documentário sobre dedicação, infortúnios e de uma forma mto pungente, esperança. E se passassem uma vida dedicados a algo que vos desse prazer mas nunca vissem frutos dessa dedicação.

Aconselho a todos os fans de musica heavy metal verem.

Cumprimentos e feliz ano de 2010.
 
Zodiac
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Ontem vi que ia dar este filme na RTP1, e aproveitei para ver, já que era um filme que nunca tinha visto mas que sempre tinha tido curiosidade de ver.
Gostei do filme.
É uma espécie de policial, só que sem ser a polícia a principal fonte de investigação a uma série de homicídios que ocorreram entre 69 e os anos 70, nos States, mas sim um cartoonista de um dos jornais que recebia informações do assassino - pelo menos é essa a ideia que o filme transmite.

É um filme bastante intenso e detalhado na cronologia, o que, tendo em conta o avançar da hora, me foi deixando confuso, de vez em quando.[:D]:sh)

Mais um bom filme do David Fincher.

8/10
[;)]
 
O Zodiac por acaso foi um filme que eu acho que fui ve-lo no cinema e pessoalmente nao gostei.
Achei-o demasiado longo (quase 3hrs de filme) e cerca de 80-90% do tempo e´ apenas investigaçao, muita investigacao e esperava um pouco mais de accao [;)]

Para mim seria apenas um 6/10 [:cool:]
 
Sim eu sei é um sistema, digamos, hibrido entre CGI e os actores reais, assim como foi com o Smeagol do LOTR, mas agora com uma técnica ainda melhor e como dizes: O trabalho fantástico está em conseguir transmitir todas as emoções depois de "caracterizar" a personagem, no caso os Na'vi.

[;)]
esse deve estar mais perto de ser a evolução da tecnologia do Beowulf que do LOTR[;)]
 
Spread

spread_poster.jpg


Um filme sobre um "playboy", que na verdade se torna num prostituto. Um filme está bem construído. Passa uma imagem de vida perfeita até que conhece uma pessoa especial. Fiquei surpreendido com o filme. Estava à espera de bem pior.
Muita nudez e muito sexo no filme!

IMDB: 6.1
Para mim: 7
 
Zodiac
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Ontem vi que ia dar este filme na RTP1, e aproveitei para ver, já que era um filme que nunca tinha visto mas que sempre tinha tido curiosidade de ver.
Gostei do filme.
É uma espécie de policial, só que sem ser a polícia a principal fonte de investigação a uma série de homicídios que ocorreram entre 69 e os anos 70, nos States, mas sim um cartoonista de um dos jornais que recebia informações do assassino - pelo menos é essa a ideia que o filme transmite.

É um filme bastante intenso e detalhado na cronologia, o que, tendo em conta o avançar da hora, me foi deixando confuso, de vez em quando.[:D]:sh)

Mais um bom filme do David Fincher.

8/10
[;)]

Confesso que não achei muita graça... [:D]

Bom...hoje para ver tenho... ou...

lovelybones1s001.jpg


O novo filme de Peter Jackson, um "wanna be" para os oscares que não me parece que tenha potencial para isso ( como disse vou ainda ver, posso estar enganado ) !!!A minha ideia é que o Peter Jackson vai ficar algo triste quando chegaremos ao dia da entrega...

the-soloist-movie-poster.png


Um filme sobre o qual não tenho grandes expectativas, apesar de ter uma mera curiosidade.....!! Costumo achar graça ao Jamie Foxx [:D]

Tenho tambem este para ver...mas acho que fica para segundas nupcias...

invention_of_lying.jpg
 
vn2n7p.jpg


Acabei de ver "As Pontes de Madison County" e há muito que um filme não me emocionava tanto! Não no sentido da lágrima fácil mas sim no sentido de um desfilar de sentimentos e reflexões sobre a vida, o amor e a felicidade a que este filme me obrigou. Não tanto um mudar de perspectiva mas antes o confirmar de alguma das minhas visões sobre estes temas.

Filosofias à parte, isto é uma obra-prima do cinema e Clint Eastwood e Meryl Streep (dois actores pelos quais nunca tive muita simpatia) dois senhores da Sétima Arte.
 
Ontem fui ver o filme Agora ao cinema.

agora_movie.jpg

Sempre gostei de filmes históricos em geral e no contexto do império romano em particular. Logo, era com natural expectativa que fui ver este e embora o filme tome um rumo que eu não estava à espera acho que é uma boa e interessante película. A vários níveis.

Esperava encontrar um filme que me desse conta ou que me pudesse contar algo sobre como se processou a queda do império romano. E embora esse aspecto esteja bem retratado o tema central não é esse, trata antes um aspecto tão actual como o fundamentalismo religioso e a forma como desde há milénios - sim porque já passaram pelo menos dois - este consegue controlar a vontade de homens e governos.

Não deixa de ser irónico que esse fundamentalismo seja, neste caso, encarnado por cristãos e os perseguidos sejam os judeus - aqui é um dejà vu - assim como os pagãos. Também não era preciso recuar tanto para se ver isto... Afinal o presente não deixa de ser uma repetição da história e a teoria geológia de Charles Lyell também se aplica ao comportamento humano.

Irónico não será o facto dos cristãos terem feições mais próximas do estereótipo que fazemos dos muçulmanos. Todo o espectador mais atento reparará nisso. Todo o espectador mais perspicaz perceberá o porquê.

Um pouco à semelhança do que acontece com o filme/livro Nome da Rosa, aqui também se vê uma perseguição ao conhecimento e à liberdade. E aqui há um pormenor delicioso. Durante quase todo o filme a personagem principal procura a solução para um problema que (quase) todos os espectadores sabem a resposta. Dei por mim a perguntar a mim próprio como é que era possível ela não saber aquilo que é tão óbvio para nós. Pois é óbvio, porque alguém nos ensinou. Descobrir as coisas pela primeira vez é algo infinitamente mais complicado que as ler num livro qualquer.

Também temos um romance à mistura, em que a Hypatia de Alexandria se encontra num triângulo amoroso com o seu escravo e com o seu aluno. Não foi muito explorada esta faceta do filme e penso que a necessidade de não desviar a atenção dos outros temas tenha sido o principal motivo para tal suceder. Ainda assim, em pequenos pormenores do comportamento humano pode estar a chave para grandes acontecimentos.

Nos planos mais técnicos gostei muito da banda sonora e o gostei dos planos de filmagem. Não me parecendo inédito gostei bastante dos planos à la Google Earth que o filme apresenta. Não só gostei como acho que é interessante e didáctico. Uma coisa é lermos livros e ouvir pessoas, outra coisa é visualizar aquilo que por vezes não conseguimos sequer imaginar. Um aspecto bem positivo para os cenários, guarda-roupa e adereços. E para a beleza do Farol de Alexandria.

Não gostei muito da forma que o realizador arranjou para avançar no tempo a meio do filme. Que se meta texto no início e no fim do filme penso que é aceitável. Avançar no tempo a meio do filme através dum textozito parece-me uma solução demasiado simples e simplória. Um pormenor que não estraga o filme mas...

No que diz respeito às interpretações, acho que estiveram todos em bom plano. A Rachel Weisz é cada vez mais uma actriz que dispensa apresentações em que a sua beleza natural apenas é superada pelo seu talento. Max Minghella interpreta o seu escravo e também está em bom nível. Oscar Isaac interpreta o Prefeito Orestes e o melhor elogio que posso fazer é que não consigo imaginar outro esterótipo romano que não tenha a sua imagem e/ou traços. Não conheço ou não me lembro de outros trabalhos que tenha feito e acho que acaba por ser, a maior surpresa em termos de representação.

Acho que Agora é um bom filme e extremamente interessante. Mas também sei que não é filme para agradar a todos e reconheço que lhe falta qualquer coisa - carisma? - para chegar ao patamar dos grandes filmes. No entanto não estou nada arrependido de o ter ido ver.

PS: Cada vez que vi personagem Ammonius lembrei-me do Aldo Lima. Muito parecidos!
 
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Ontem vi este... Fraquinho... O pior da saga!! Pudera... Já vai em sete!!! Após o American Pie 6, ao nível dos 3 primeiros, podem esquecer... Já deu tudo o que tinha dar!
 
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