Tópico Cinéfilo v2.0

The Men Who Stare at Goats

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Um grande elenco para fazer um filme tão fraquinho...

História ridícula, com pedaços soltos de humor...


IMDB: 6.6
Para mim: 3
 
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The Fourth Kind

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Um filme sobre o quarto tipo de contacto com extraterrestres.
O filme é diferente de todos os que já vi, porque é metade filme, metade documentário. E aparecem imagens reais.
No início do filme é feito esse aviso. As imagens reais são impressionantes...

Para quem gosta do tema, recomendo.

IMDB: 6.2
Para mim: 7
 
Up In The Air

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Gostei muito da história, embora pareça-me ser um remake.

Grande interpretação do Clooney. A história prende-nos apesar de não ter grandes emoções. Gostei, mas não é nada de soberbo, como fazem passar na publicidade.

IMDB: 7.9
Para mim: 7
 
Up In The Air

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Gostei muito da história, embora pareça-me ser um remake.

Grande interpretação do Clooney. A história prende-nos apesar de não ter grandes emoções. Gostei, mas não é nada de soberbo, como fazem passar na publicidade.

IMDB: 7.9
Para mim: 7

Tirando a parte a bold concordo, acho apenas uma boa interpertação.
É por coisas destas que não passo cartão aos Oscares, vejo o Clooney nomeado por essa interpertação e o Viggo Mortensen nem sequer foi nomeado.
 
The Bad Lieutenant: Port of Call - New Orleans

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Um filme louco, com uma grande interpretação do Nicolas Cage.
Droga, prostituição, jogos de poder, etc.

Gostei do filme.

IMDB: 7.1
Para mim: 7
 
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Muito bom mesmo! O Scorsese não me desiludiu, antes pelo contrário, até me iludiu porque no fim ainda andei um bocado às aranhas para perceber a história do filme [:D]

Excelente. É daqueles must see, para mim.

9/10
 
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Será que Rolland Emmerich viu ou vai ver este " The Road"....?! Boa pergunta.....!!! Fica por responder...

Uma mais facil é dizer que possivelmente apenas terá metade das visualizações que teve certamente 2012 nas salas de cinema....

Motivos ?! Facil...!!! The Road não têm a projecção comercial que teve 2012 é um facto....mas principalmente não têm....o Apocalipse, não têm carga emocional, não têm os efeitos especiais de encher as medidas...e não têm o mesmo objectivo...

John Hillcoat não explica o apocalipse nem se importa com ele...importou-se sim em explicar como a sociedade/pessoas são frageis e que a salvação pode não ser garantida num mundo que parece ter os dias contados auto-destruindo-se a cada dia que passa depois do apocalipse...!!!

Depois do seu "lançamento oficial" em "Senhor dos Aneis....Viggo Mortenssen prova aqui, com uma extraordinária interpretação, que consegue carregar um filme inteiro ás costas.

São duas horas de uma pelicula dura, crua e negra num cenário de um mundo completamente destruído onde já não existem animais e os poucos humanos restantes tornaram-se numa sociedade anarca e sem qualquer tipo de regras onde a luta pela sobrevivência chega ao canibalismo...

A fotografia transmite um ainda maior realismo dramatico a esta viagem de um pai que luta pela segurança do filho com todas as forças que lhe restam mantendo sempre a fé que o sul será o caminho....

Hillcott têm uma realização fantastico abstraindo-se de qualquer tentação de heroismo e fantasia trazendo-nos apenas a realidade do drama do que seria ficarmos completamente desarmados, sem padrões, referências ou esperanças lutando apenas segundo o instinto de sobrevivência...

The Road não é um filme facil nem recomendado a pessoas facilmente impressionaveis, exige um estomago forte e tudo menos um animo leve...

Não leva nota maxima porque, a meu ver, poderia haver uma melhor relação com os flashback's ( uma ou outra referência a uma possivel explicação do holocausto ) e, considerando a interpretação brilhante de Viggo....a criança não é tão magnificamente interpretada....!!! Se bem que nenhum dos factos acima prejudique a qualidade da obra...

Nota: 0-10: 9


Entretanto já vi o The Road e tou completamente de acordo com este post.

Já o vi há dois dias e ainda hoje volta e meia o filme vem-me à memoria.

Grande filme! apr:)
 
Os 2 últimos filmes que vi...

Os 2 últimos filmes que vi...

A Serious Man

"A Serious Man" é o mais recente filme dos irmãos Cohen, nomeado para os Oscars, depois dos dois últimos grandes sucessos "No Country For Old Men" e "Burn After Reading", películas das quais sou fã e que me fizeram investigar melhor a filmografia dos manos.

"A Serious Man" é o mais estranho filme que vi desta dupla.
"A Serious Man" está carregado de humor negro (escuro, escuro, escuro), um humor que chega a incomodar. É uma crítica profunda aos costumes de uma família judaica da segunda metade do século XX. É um filme cheio de mensagens subliminares, que muitas vezes me deixaram à deriva.
Diria que é o filme mais pessoal dos irmãos Cohen. É o filme em que menos se preocuparam com aquilo que estavam a fazer, em que se deixaram levar pela sua (estranha) vontade.

A história relata o quotidiano (e é mesmo isto que o filme pretende ser... O quotidiano banal) de um professor de Física e - em menor escala - do seu filho (um protótipo seu) numa pequena cidade americana. Todo o filme apresenta-nos essencialmente pensamentos, desejos ostracizados pela sua opção religiosa, tentativas frustradas de resolver os problemas da sua vida, procurando ajuda em "rabis" de todo o género e espécie, sarcasmo em relação a toda a envolvente religiosa que as pessoas aplicam no desenvolvimento da sua vida, hipocrisia e falta de sinceridade/honestidade. E tudo isto acontece porque está rodeado de uma família típica e disfuncional.

A ironia começa logo no título. Fala-nos de um homem sério, mas o filme é tudo menos isso -e pelo menos em parte. Fala-nos de pessoas que tentam impor as suas vontades, tendo por base as suas crenças religiosas e deturpando as realidades dos factos, ajustando-as às suas necessidades e desejos, e de pessoas "inocentes" que se deixam levar por toda essa envolvente. Neste caso, é mesmo a personagem principal - interpretada de forma magnífica por Michael Stuhlbarg -, um homem culto e racional que se deixa engolir por toda a irracionalidade da vida religiosa e que rege todos os seus princípios por ela.

Não é um filme fácil, a comédia não é directa nem nos leva a rir às gargalhadas (se se pode aplicar o termo "comédia inteligente", é neste filme), mas é um ensaio irónico acima de tudo, que critica toda uma comunidade judaica, mas que não deixa de se aplicar aos nossos tempos e a todas as comunidades.

O trailer pode ajudar imenso a perceber algumas das mensagens do filme.
Em resumo, é mesmo um filme estranho, com um final de nos deixar "Então, foi isto?!". Mas o quotidiano é mesmo assim.
Acho que da próxima vez que vir o filme vou gostar mais.

7/10


Nine

Rob Marshall seduziu-me com "Chicago".
"Moulin Rouge" agradou-me bastante, apesar de inferior ao já citado - e apesar de ser de outro realizador.
Nunca vi muitos musicais na vida (além destes, só me recordo do tenebroso "Dreamgirls"), mas estes dois até que me deixaram com vontade de ver a próxima película do género de Rob Marshall, cheio de estrelas cintilantes e com um Daniel Day-Lewis que só entra em produções vencedoras.

"Nine" é uma adaptação de um musical da Broadway, misturado com uma adaptação de um filme de Fellini, e a acção passa-se em Itália, tratando a vida de um realizador desinspirado e mulherengo que sente a pressão de ter que apresentar um argumento em pouco mais de uma semana.

O filme centra-se acima de tudo no "drama" da vida de Guido, interpretado por Daniel Day-Lewis, e em todas as suas relações quotidianas com mulheres de todos os quadrantes, desde as musas dos seus filmes (Nicole Kidman), passando pela sua mãe (Sophia Loren), pela sua mulher (Marion Coutillard) ou pela amante (Penelope Cruz) ou ainda por jornalistas (Kate Hudson).

Toda a história se vai baseando nas fantasias de cada uma das personagens, e a forma como o realizador trabalha com a montagem dos diálogos, intercalados com as músicas é notável, imprimindo um bom ritmo ao desenrolar da trama. No entanto, nem sempre as canções são empolgantes (aliás, poucas são...), e é aqui que se começam a cavar as diferenças com "Chicago". O filme não puxa muito por nós, é algo insosso e estava à espera de mais.

Quanto ao elenco de luxo, pouco aparece (ou, quando aparece, não brilha), com excepção de Penelope Cruz e Marion Coutillard, que são de facto a mais-valia do filme. A espanhola tem um papel amalucado, mesmo à sua medida e a fazer relembrar "Volver" ou "Vicky Cristina Barcelona". Uma excelente actriz.
Ver Daniel Day-Lewis a cantar é... estranho. Mas ele acaba por ter uma interpretação interessante de um italiano de meia-idade.

Resumindo, é um bom filme para passar o tempo, recheado de mulheres bonitas, com uma realização bem interessante. Mas pouco mais do que isso.

6/10


[;)]
 
Shutter Island

Shutter Island

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Ontem lá fui ver o filme Shutter Island, e que filme! Obrigatório ver e de preferência a saber pouco ou nada sobre o mesmo visto que é daqueles que resulta melhor à primeira vizualização. Por isso mesmo não me vou alongar muito e vou apenas frisar que se trata de um thriller psicológico e que possui uma atmosfera incrivel, fruto da fotografia e da direcção de Scorcese, com Leonardo Di Caprio a tornar-se cada vez mais um senhor actor, ultrapassando aquele estigma de menino bonito da sétima arte adquirido na década passada, o filme é todo dele apesar do elenco bem composto com nomes como Sir Ben Kingsley ou Max Von Sydow. Apesar de não ter apreciado o final do filme recomendo vivamente que vão ver...
 
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Ontem lá fui ver o filme Shutter Island, e que filme! Obrigatório ver e de preferência a saber pouco ou nada sobre o mesmo visto que é daqueles que resulta melhor à primeira vizualização. Por isso mesmo não me vou alongar muito e vou apenas frisar que se trata de um thriller psicológico e que possui uma atmosfera incrivel, fruto da fotografia e da direcção de Scorcese, com Leonardo Di Caprio a tornar-se cada vez mais um senhor actor, ultrapassando aquele estigma de menino bonito da sétima arte adquirido na década passada, o filme é todo dele apesar do elenco bem composto com nomes como Sir Ben Kingsley ou Max Von Sydow. Apesar de não ter apreciado o final do filme recomendo vivamente que vão ver...

E percebeste bem a história ? Já não via um filme tão complicado e mind-brain há uns tempos.

Eu percebi a história mas demorei um pouco a lá chegar.
 
E percebeste bem a história ? Já não via um filme tão complicado e mind-brain há uns tempos.

Eu percebi a história mas demorei um pouco a lá chegar.

Perceber percebi (no momento certo como é suposto acontecer) só não gostei do final, acho que falta ali qualquer coisa... :(
 
Shutter Island

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Pouco a dizer, senão recomenda-lo a tudo e a todos! Um filme fantástico, com uma interpretação soberba do Di Caprio (mete o Clooney de Up In The Air num bolso).

IMDB: 8.2
Para mim: 9
 
Precious
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Ontem foi dia de ver "Precious", mais um dos nomeados para melhor filme, e um dos mais nomeados para a cerimónia que se realiza no Domingo, candidato a 6 estatuetas, quase todos nas principais categorias.

O filme é baseado num livro que foi um grande sucesso em 1996, e retrata a história de uma mãe adolescente de 16 anos - Precious -, obesa, à espera do segundo filho do seu próprio filho e vítima de violência doméstica, quer verbal quer física por parte da mãe. Além disso, Precious é iletrada (praticamente não sabe ler nem escrever) e é uma aluna problemática numa escola de um bairro problemático - Harlem, em Nova Iorque. Depois, a mudança para uma escola especial e diferente ajuda a transformar a vida da jovem e frágil Precious, pois aí arranja amigos e, acima de tudo, consciência de toda a situação que vive.

A história é sem dúvida cruel, dura e muito real(ista).
A violência (verbal e física) não nos é dada de forma gratuita, mas é-nos dada na proporção devida - e durante boa parte do filme.
O filme é-nos apresentado através da visão da jovem adolescente, fazendo-nos sentir as suas angústias, as suas alegrias, os seus dilemas, os seus sonhos.

As temáticas abordadas são o ponto forte do filme. Violência, gravidez na adolescência, incesto, DST, preconceito e pobreza são assuntos recorrentes e são a base do filme, para além da soberba interpretação de Mo'nique - a mãe de Precious -, que nos faz muitas vezes ter medo dela.

É um filme que vale pelo tema e pela sensibilidade com que o assunto nos toca a todos. Não é soberbo, mas é bastante agradável.

7/10

[;)]
 
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