Tópico Cinéfilo v2.0

Isso é como tudo, gostos, e não passa disso, cada qual tem os seus.

Uma prova disso, é que tu dás de classificação "3" numa escala de 0-5 ao Unbreakable e curiosamente é um dos filmes dele melhor cotados a par com o Sexto Sentido, isto do cinema tem muito que se lhe diga.

Mas de facto, o user P0rn-Star tem uma certa razão, depois do filme Signs, todos os outros filmes posteriores dele têm tido cada vez menos cotação.



E isso acontece porque? porque o signs e o unbreakable (assinalados como o ponto de viragem de Shyamalan para muitas pessoas), são filmes muito mais imediatos. Uma pessoa vai ao cinema e é como se visse um filme de Spielberg. Vê uma história extremamente bem contada mas de fácil digestão. Quase que as situações e toda a história é-nos atirada á cara.

Porém, a partir do momento em que aparece o The Village, isso acaba.
 
ontem fui ver o the happening e até gostei bastante do filme, e até dá que pensar, de 0-10 dou-lhe 6, e não se pode dizer mt coisa do filme para não estragar.

embora tenha uma parte do filme inadmissivel, vê-se os microfones das filmagens durante uns segundos, aos mais atentos é a parte em que eles falam com a "velha".
 
E isso acontece porque? porque o signs e o unbreakable (assinalados como o ponto de viragem de Shyamalan para muitas pessoas), são filmes muito mais imediatos. Uma pessoa vai ao cinema e é como se visse um filme de Spielberg. Vê uma história extremamente bem contada mas de fácil digestão. Quase que as situações e toda a história é-nos atirada á cara.

Porém, a partir do momento em que aparece o The Village, isso acaba.

Eu gosto bastante dos filmes dele, já os acompanho desde que vi o Sexto Sentido, aliás até tenho aqui em casa 3 ou 4 filmes dele.

O "mal" de Shyamalan é que faz filmes, principalmente os últimos, que dão muito que pensar e como tu disseste, não são directos, como na maior parte dos dias de hoje os filmes são feitos, e isso faz com que muitas pessoas habituadas à generalidade dos filmes, não gostem, ou gostem pouco dos filmes produzidos por ele.

Ele tem um estilo muito característico, e ao ver os filmes dele tem que se assimilar esse estilo, senão volta-se do cinema com alguma desilusão, ou seja, uma pessoa ao ir ver um filme dele tem que saber para o que vai.
 
ontem fui ver o the happening e até gostei bastante do filme, e até dá que pensar, de 0-10 dou-lhe 6, e não se pode dizer mt coisa do filme para não estragar.

embora tenha uma parte do filme inadmissivel, vê-se os microfones das filmagens durante uns segundos, aos mais atentos é a parte em que eles falam com a "velha".



Nesse aspecto, a própria cinema 2000 escreveu o seguinte comentário que faz todo o sentido:

A propósito do surgimento de microfones durante a exibição de um filme

A maior parte da película que é utilizada para filmar costuma ter mais imagem do que aquela que se pretende mostrar. É o projeccionista que, na última fase, deve calibrar a máquina de projecção, enquadrando o filme de forma a que este não exiba o que não foi feito para ser visto.

Há cineastas que filmam tapando a área de excesso na câmara, o que força o projeccionista a expandir correctamente, pelo que no ecrã aparece uma área a negro. A razão mais importante para o excesso de imagem é porque esta pode ser usada posteriormente na transferência de vídeo para as versões “fullscreen”, com pouca ou nenhuma perda dos enquadramentos originais feitos pelo realizador.

O excesso de imagem e a questão dos microfones podia ser resolvido na fase de pós-produção do filme, com a criação de cópias já com a área total destinada a ser exibida, mas isso é dispendioso e demasiado elaborado para um problema que pode ser simplesmente resolvido por um projeccionista enquadrar e tratar correctamente um filme, demonstrando tanta preocupação com esse aspecto de exibição como aquele que deve ter para não vermos um filme desfocado.

CINEMA2000



Resumindo : Os realizadores, optam por gravar os planos mais abertos, para evitarem assim perderem alguma coisa. É melhor ter informação em demasia para posteriormente ser tratada, do que, por lapso, haver informação em falta.

Este excesso de informação a nivel de imagem, é supostamente eliminada por um projeccionista minimamente decente, que deve tratar de ver o filme, efectuando as devidas afinações no projector, antes de o passar na grande tela. É o chamado crop de imagem.

Ainda assim, para mim não deixa de ser uma falha. Até porque na pós-produção, é extremamente fácil resolver esta questão.
 
Última edição:
Uma coisa é não gostares , outra completamente diferente é o realizador e os seus filmes serem maus como estás a querer fazer parecer.

Se para ti, os filmes são parados e uma seca, para mim são autênticas obras de arte. O realizador não se está sempre a repetir. Não vi isso em nenhuma obra. Usa sempre o mesmo estilo (excelente) diga-se de passagem , para contar as histórias, mas é o estilo dele. A fórmula é sempre a mesma, mas teem fins diferentes.

Achares que filmes tão distintos como Signs, Sixth Sense, Lady In the Water e The Village são "iguais", é claramente fechares os olhos a bom cinema só porque te apetece. Ninguém disse que os filmes do Shyamalan são fáceis de engolir. É preciso ir-se preparado para uma tal experiencia que ele consegue fazer nas pessoas.

Eu por exemplo, vi o trailer o The Happening e o que vi? corpos a voar...vi uma arma......e como vou para o cinema? podendo estar errado, espero e conto de ir ao cinema esperar um filme calmo...certamente não vou ver quase nenhuma dita acção....mas tenho a certeza que vou ver muito mais do que isso. Vou ver a magia que não se consegue explicar e vou ter um momento verdadeiramente cinematográfico como, tive no The Village por exemplo.

Não preciso de ter a história bem explicada com momentos insignificantes, como um tiro ou uma luta, que irei esquecer passados 5 minutos. Prefiro ter um momento "à Shyamalan", em que não aconteça quase nada...mas que me marque para sempre, com a densidade dramática, e beleza cinematográfica com que este realizador já me habituou.

Para a maioria das pessoas, o melhor seria em sair um monstro da água em "Lady in the Water", quando o filme é muito mais profundo que isso...o humanismo presente no filme é arrebatador.

Para a maioria das pessoas seria melhor os monstros sairem da floresta e começarem a comer as pessoas em "The Village".....quando o filme na verdade não é sobre monstros. As criaturas apenas servem como pano de fundo para algo muito mais grandioso...uma sociedade tão fechada que cria o medo e a barreira psicológica para o limite da floresta sombria não ser ultrapassada. Quase Agonizante. Nenhum tiro, nenhuma carnificina, nenhum monstro, tem a densidade de um filme como este.

As pessoas que vão ver o CINEMA de Shyamalan teem de aprender a lidar com este género de filmes, senão escusam de sair de casa.

Ele teve a sorte de desde o inicio da sua carreira, poder contar com actores de qualidade como o Joaquin Phoenix, Joel Osment e Adrien Brody que são actores que teem a humildade (e qualidade) tão necessária a estes filmes.

É curioso verificar a maneira de como estes filmes são pouco consensuais.

Dificilmente se arranjam filmes em que umas pessoas detestam e outras acham autênticas obras primas.

Se um filme for realmente mau, e tu o detestares, podes ter a certeza absoluta que muita gente vai gostar.....mas ninguém o irá achar uma obra prima.

Porém nos filmes do Shyamalan....tens comentários de pessoal que detestou...e tens outros que acham o filme da sua vida.

Um exemplo no cinema2000.pt

Lady in the Water :

Tens lá uma critica de "Dinis Mota" que diz que é uma macacada, que o realizador tem vindo a decrescer etc.... nota 0 em 5.

Depois tens a critica do "João Lopes" que dá um 5 em 5.

Tu estás-me a dizer que eu não sei apreciar o cinema dele, mas a minha falta de gosto perante os filmes dele é que eu sei apreciar cinema, cinema no verdadeiro sentido da palavra. Deves estar a pensar que eu devo só gostar de filmes com explosão e carros a alta velocidade, mas eu adoro filmes "parados; seca"!! Já ouviste falar de Ingmar Bergman? Se calhar não mas é um realizador com um talento especial para captar sentimentos e transformar algo metafísico em momentos numa tela. O cinema dele explora a angústia, sofrimento e dor, algo muito difícil de filmar mas ele fá-lo. O último filme dele que comprei foi Sarabande de 2005 e isso sim é um filme que é preciso uma pessoa preparar-se para o ver antes. Se me quiser preparar para um filme de Shyamalan, não me posso esquecer de levar mais uns trocos para as pipocas para me ir entretendo.

Mas não posso dizer que não goste do estilo do indiano, o primeiro filme que vi dele foi o Sinais e sim, esteve muito bem! Esse filme simboliza em grande parte dele o seu estilo e ao mesmo tempo cria uma tensão interessante melhor que muitos filmes de terror de verão baratos que vão aparecendo, coisas más como Saw por exemplo. O filme é inteligente e recompensa a tua própria inteligência com algo bem escrito, com bom ritmo, no fundo muito bom. Depois desse saltei o Unbreakable e fui logo para o Sinais quando saiu no cinema. De novo, gostei bastante! Manteve o seu estilo, um filme com o ritmo certo e com muito cuidado a criar suspense e alguns sustos. A parte na cave em que está lá um alien preso é de génio!

Depois veio A Vila. Gostei da premissa e conceito da história, portanto, lá fui ao cinema. O estilo está lá, o suspense também mas o final que ele tanto gosta de fazer desta vez falhou por completo! Há uma reviravolta mas é uma desilusão e senti-me traído: todo o inicio do filme e as situaçãos lá passadas são apenas uma desculpa para o final nos ser apresentado e isso seria giro e o final fosse algo bombástico, mas... não foi. Ainda tentei gostar do Lady in The Water mas neste ele perde-se e enleia-se por completo. A história é demasiado rebuscada e a forma como é contada não convence. Eu sei que é uma fábula, mas o Senhor dos Anéis também o é e apesar de nunca ter pegado num livro e nem gostar do género, fiquei apaixonado pelo cinema do Peter Jackson.

Portanto quando apareceu o The Happening nem fui ver com grande expectativa e ainda bem, porque ía sair de lá zangado. O shyamalan devia ter fumado algo muito pesado quando escreveu o filme pois o argumento é série-B e devia ter consumido o mesmo com alcool quando o realizou. O principio está bom, mas depois quando a cena começou a bater forte e feio, só veio cocó. E digo cocó mas é daquele mesmo que cheira tão mal que esvazias o estômago de imediato mesmo dias depois só de pensar quão horrível foi quando cheiraste pela primeira vez. Portanto, cocó mas daquele mesmo podre. O Mark Wahlberg tinha visto pela ultima vez no remake The Departed e esteve muito bem, mas aqui paracia para o final do filme que se sentia mal disposto ou que estava com muitos gases e se estava a segurar para não soltar uns flatos a meio das filmagens. Portanto, fraquinho, o pior filme de Shyamalan!
 
Unbreakable é o reviver do conceito de herói e arqui-inimigo no mais puro estilo.

Explora a ténue margem em se ser 1 herói e 1 vilão e inspira-se na literatura clássica.

Bruce Wilis é 1 super herói clássico com 1 arqui-inimigo.

Também fornece, para quem quiser entender, a pista de que:

E se soubesses que tinhas poderes, usavas para ajudar a humanidade? É 1 introspecção que é complicada de se fazer.

Eu gostei bastante do filme por isso. Sinais gostei mas não está ao nivel de deslumbramento de 1 Jaws (tubarão em Portugues).

Querem 1 filme de tensao, sem explosoes, sem tiros, com apenas 1 carro 1 camião e 2 actores:

Duel de Spielberg da década de 70. O filme enervou-me a sério tal é o suspense. Para mim a descoberta total.

Vejo o filme e sem saber nada dele aplaudi o realizador. O espanto quando vejo no final: directed by spielberg
 
Querem 1 filme de tensao, sem explosoes, sem tiros, com apenas 1 carro 1 camião e 2 actores:

Duel de Spielberg da década de 70. O filme enervou-me a sério tal é o suspense. Para mim a descoberta total.

Vejo o filme e sem saber nada dele aplaudi o realizador. O espanto quando vejo no final: directed by spielberg

Isso é o primeiro filme do Spielberg, vi-o há uns 10 anos na RTP2 e é grande malha! O actor principal é o mesmo que entrava na série Family Ties com o Michael J. Fox
 
Tu estás-me a dizer que eu não sei apreciar o cinema dele, mas a minha falta de gosto perante os filmes dele é que eu sei apreciar cinema, cinema no verdadeiro sentido da palavra. Deves estar a pensar que eu devo só gostar de filmes com explosão e carros a alta velocidade, mas eu adoro filmes "parados; seca"!! Já ouviste falar de Ingmar Bergman? Se calhar não mas é um realizador com um talento especial para captar sentimentos e transformar algo metafísico em momentos numa tela. O cinema dele explora a angústia, sofrimento e dor, algo muito difícil de filmar mas ele fá-lo. O último filme dele que comprei foi Sarabande de 2005 e isso sim é um filme que é preciso uma pessoa preparar-se para o ver antes. Se me quiser preparar para um filme de Shyamalan, não me posso esquecer de levar mais uns trocos para as pipocas para me ir entretendo.

Mas não posso dizer que não goste do estilo do indiano, o primeiro filme que vi dele foi o Sinais e sim, esteve muito bem! Esse filme simboliza em grande parte dele o seu estilo e ao mesmo tempo cria uma tensão interessante melhor que muitos filmes de terror de verão baratos que vão aparecendo, coisas más como Saw por exemplo. O filme é inteligente e recompensa a tua própria inteligência com algo bem escrito, com bom ritmo, no fundo muito bom. Depois desse saltei o Unbreakable e fui logo para o Sinais quando saiu no cinema. De novo, gostei bastante! Manteve o seu estilo, um filme com o ritmo certo e com muito cuidado a criar suspense e alguns sustos. A parte na cave em que está lá um alien preso é de génio!

Depois veio A Vila. Gostei da premissa e conceito da história, portanto, lá fui ao cinema. O estilo está lá, o suspense também mas o final que ele tanto gosta de fazer desta vez falhou por completo! Há uma reviravolta mas é uma desilusão e senti-me traído: todo o inicio do filme e as situaçãos lá passadas são apenas uma desculpa para o final nos ser apresentado e isso seria giro e o final fosse algo bombástico, mas... não foi. Ainda tentei gostar do Lady in The Water mas neste ele perde-se e enleia-se por completo. A história é demasiado rebuscada e a forma como é contada não convence. Eu sei que é uma fábula, mas o Senhor dos Anéis também o é e apesar de nunca ter pegado num livro e nem gostar do género, fiquei apaixonado pelo cinema do Peter Jackson.

Portanto quando apareceu o The Happening nem fui ver com grande expectativa e ainda bem, porque ía sair de lá zangado. O shyamalan devia ter fumado algo muito pesado quando escreveu o filme pois o argumento é série-B e devia ter consumido o mesmo com alcool quando o realizou. O principio está bom, mas depois quando a cena começou a bater forte e feio, só veio cocó. E digo cocó mas é daquele mesmo que cheira tão mal que esvazias o estômago de imediato mesmo dias depois só de pensar quão horrível foi quando cheiraste pela primeira vez. Portanto, cocó mas daquele mesmo podre. O Mark Wahlberg tinha visto pela ultima vez no remake The Departed e esteve muito bem, mas aqui paracia para o final do filme que se sentia mal disposto ou que estava com muitos gases e se estava a segurar para não soltar uns flatos a meio das filmagens. Portanto, fraquinho, o pior filme de Shyamalan!



Não te disse que não sabes apreciar cinema, nem te disse que só gostas de filme de acção, senão certamente não irias gostar do cinema de autor. Tens o exemplo desse filme experimental "DogVille" que gostaste.

Porém, repara que os argumentos que apresentas na tua critica (construtiva, ou não, não passa de uma critica), são defendidos por outros milhares de criticas que consideram esses filmes que mencionaste como uma obra prima. Não estamos a falar propriamente das pessoas que acham uma obra prima o Jurassic Park.

Afirmo e reafirmo que The Village é uma obra prima da 7º arte, e um daqueles casos, em que pouca....muito pouca coisa deveria ser mudada. Está perfeito como está. Se a perfeição existe (e eu não acredito nisso), está em The Village. E eu enquanto realizador, já fui obrigado a ver muita material de qualidade. Não só de agora, como filmes antigos que a maioria das pessoas se calhar nunca se interessará por ver.

Está lá tudo. Actores, banda sonora, som, qualidade a nível de planos, uma direcção de fotografia arrebatadora, argumento, guião estudado ao milímetro, o tal ambiente que o Shyamalan faz como ningém e sobretudo uma nova visão de como o cinema deveria ser feito.

Eu sou fan de Scorcese, assim como de Spielberg, mas sei reconhecer que os filmes que Shyamalan faz, são mais aquilo que se pode chamar de cinema.

http://www.youtube.com/watch?v=V71d8gg8MbM&feature=related

Meto a mesma cena para não encher este tópico de spoilers com cenas do filme.

Para mim, diálogos com a qualidade deste, contam-se pelos dedos de uma mão. Shyamalan, transformou o que poderia ser uma declaração de amor normalissima ou até embaraçosa, numa perfeita sinfonia para os nossos sentidos. Uma lição de cinema.





Relativamente ao Senhor dos Anéis, discordo contigo e com a maior parte das pessoas. Penso que o Senhor dos Anéis entretém bastante e tem uma excelente banda sonora mas fica por ai. Não o considero nenhuma obra prima.

O Peter Jackson tem uma enorme falta de noção de tempo.Os seus filmes arrastam-se até à exaustão do telespectador. A maioria das pessoas deve ter notado isso no King Kong. É daqueles realizadores que se tirasse 40 minutos de cada filme que faz, não perdia nada. Há que ter noção do tempo, e saber sobretudo que deixar o máximo numero de cenas gravadas na versão final do filme, nem sempre é sinónimo de melhor qualidade.

Para mim, O Senhor dos Anéis é como um jogo de vídeo. Os indivíduos vão a um sitio com neve fazer qualquer coisa, depois vão para as montanhas fazer outra, depois têem que ir para o meio da floresta fazer outra...depois é a vez de ir para as planícies. Os filmes entretém e as cenas de acção enchem o olho, mas resultam muito melhor em livro do que em filme.

O Senhor dos Anéis é até bastante arcaico como a formula em que foi estruturado e isso advem da experiencia de Peter Jakson ser nula até então (apesar de ter feito filmes como Bad Taste
Basicamente passou de filmes de orçamentos quase nulos ou trash movies, para filmes com orçamentos de milhões de um momento para o outro.
 
Última edição:
Unbreakable é o reviver do conceito de herói e arqui-inimigo no mais puro estilo.

Explora a ténue margem em se ser 1 herói e 1 vilão e inspira-se na literatura clássica.

Bruce Wilis é 1 super herói clássico com 1 arqui-inimigo.

Também fornece, para quem quiser entender, a pista de que:

E se soubesses que tinhas poderes, usavas para ajudar a humanidade? É 1 introspecção que é complicada de se fazer.

Eu gostei bastante do filme por isso. Sinais gostei mas não está ao nivel de deslumbramento de 1 Jaws (tubarão em Portugues).

Querem 1 filme de tensao, sem explosoes, sem tiros, com apenas 1 carro 1 camião e 2 actores:

Duel de Spielberg da década de 70. O filme enervou-me a sério tal é o suspense. Para mim a descoberta total.

Vejo o filme e sem saber nada dele aplaudi o realizador. O espanto quando vejo no final: directed by spielberg

Esse filme marcou-me em puto e quando o vi em dvd tive de o comprar.
Foi um tele-filme e a primeira grande oportunidade de Spielberg de se mostrar.

Por incrivel que pareça o JAWS, que apareceu uns poucos anos depois, é o mesmo estilo de filme.
Tubarão (Camião) a perseguir o barco (carro).
A cena em que se vê o tubarão, já com a cabeça estoirada a ir em direcção ao fundo do oceano, o Spielberg acrescentou o mesmo som do camião a cair pela ravina abaixo... liiindo.

O DUel é um grande filme de suspense. Enervante. Apesar de ter alguns erros na edição final, como o facto do reflexo do Spielberg aparecer por diversas vezes durante o filme onde existem janelas, eheh.

Mas nada mau, tendo em conta que as filmagens do Duel duraram apenas duas semanas.
 
Isso é o primeiro filme do Spielberg, vi-o há uns 10 anos na RTP2 e é grande malha! O actor principal é o mesmo que entrava na série Family Ties com o Michael J. Fox

Nops... trata-se de Dennis Weaver.
O do family ties é o Michael Gross, se não estou em erro. Mais tarde voltando um pouco à ribalta com o Tremors, essa grande malha de terror serie B. Altamente
 
Também sou fã de cinema, apesar de ter algumas falhas no curriculo, mais por falta de tempo do que por outra qualquer razão.

Tendo em conta os ultimos filmes que vi, Indiana Jones foi agri-doce.
Sou fã da triologia, e apesar da saga ter sempre fortes elementos de fantasia, o facto de ser pré-CG dava-lhe o cunho realista que me agarrava ao filme de fio-a-pavio.

Isto para dizer que toda aquela sequência de perseguição na selva, deixou-me bastante desiludido, com teatro a mais, mesmo tratando-se de um indiana Jones.
E percebia-se perfeitamente o "computador". Isso é que me estragou mais.

Toda a sequência na base militar é "Indiana Jones classic"
A história principal idem idem aspas aspas, o problema é mesmo algumas sequências, e algumas histórias paralelas, como o romance pseudo-forçado.
Nos outros Indys sempre me pareceu mais natural.

no entanto, o Shia Labeouf a dar-lhe. Poderá dar futuramente um óptimo sucessor, desde que mantenham a essência da saga... old school.


Também vi o ultimo do Shyamalan, e agradou-me bastante, mas não me surpreendeu. Já que a receita é conhecida. No entanto, continuo a ser um fã, e continuo a gostar da forma como ele constrói as histórias e do ritmo refrescantemente lento dos seus filmes.
E este não podia ter uma temática mais actual. E o homem deu forte e feio no sangue. Um elemento novo no homem. Aconselho todos ver. Até para terem uma opinião própria, já que a dos criticos, por vezes, acabam por condenar filmes, que apesar de não serem obras-primas não deixam de ser óptimos entreténs por um par de horas.

(Ainda assim, o meu predilecto continua a ser Unbreakable. gostinho por super-heróis... que é que se há-de fazer?)

Sex and the City- Um filme que não é filme. A estrutura é praticamente não existente. Só nos apercebemos que existe um argumento mais ou menos a meio do filme, e a maior parte do mesmo não passa de anúncios gratuitos e propaganda ao materialismo e brand-lovers.
Podiam cortar 30, 40 minutos à coisa, só ficaria a ganhar. No entanto, não deixa de ter alguns "sketchs" com piadas bem apanhadas.

Youth without youth - Francis Ford Coppola num filme muito pessoal e complexo de seguir. Basicamente retrata a viagem de um homem que devido a um acidente com um relâmpago rejuvenesce uns 30 anos.
É complexo de seguir, pois mistura factos históricos, com imaginação pura, e durante a trama por vezes é complicado saber se estamos a assistir à realidade ou apenas a um sonho.
Tim Roth como é habitual, excelente
Um filme que merece ser visto com atenção e mais de uma vez, de modo a compreender melhor a narrativa. Espero arranjar o dvd brevemente.

Blueberry nights - histórias dentro de uma história, numa viagem de auto-encontro, com muito romantismo à mistura e construido de uma maneira pouco hollywoodesca, o que é sem dúvida bastante apelativo.
Norah Jones surpreendeu, Natalie Portman linda como sempre e Rachel Weisz deveras sedutora... Também aparecem uns homens lá pelo meio...eheh
Um filme muito interessante
 
[...]

Querem 1 filme de tensao, sem explosoes, sem tiros, com apenas 1 carro 1 camião e 2 actores:

Duel de Spielberg da década de 70. O filme enervou-me a sério tal é o suspense. Para mim a descoberta total.

Vejo o filme e sem saber nada dele aplaudi o realizador. O espanto quando vejo no final: directed by spielberg


Sem explosões??? Então e na cena final aquilo é o quê? ehehehehehe

Duel01.jpg
 
Vi o Hulk hj e realmente deu uma volta de 360º... felizmente.

Vi duas personagens a aparecer de supresa no filme, o Tony Stark a dar o mote no fim do filme para os avengers e aquele tipo com um cerebro super desenvolvido da BD(é o Mr blue no filme)
 
Última edição:
Spoiler para o neruson:Chama-se Leader o mr.blue

e tenho mais um spoiler!
o namorado da betty o psiquiatra é o dr.samson, que vai ficar com o cabelo verde e com algum poder, tipo captain america
 
Última edição:
Voltar
Superior