O perfil do cinéfilo português...
Cinema: Consumidor português é jovem urbano com poder de compra - estudo
Lisboa, 22 Fev (Lusa) - Jovem adulto residente nas grandes cidades, com habilitações escolares médias a superiores e com poder de compra é o perfil médio do consumidor de cinema em Portugal, segundo um estudo realizado em 2005 e hoje divulgado.
O estudo realizado pela Marktest foi encomendado pela Screenvision Portugal - empresa que comercializa espaço publicitário nos cinemas - para apurar a idade, género, classe social, ocupação e hábitos de consumo dos consumidores de cinema no país.
A Screenvision Portugal gere a publicidade em 279 ecrãs das salas de 46 cinema nacionais, movimentando um volume de negócios da ordem dos 11 milhões de euros.
Numa apresentação do estudo aos jornalistas, na UCI Cinemas, em Lisboa, Catarina Bastos, directora-geral da Screenvision Portugal, descreveu, em traços gerais, que o consumidor de cinema "é um jovem adulto que pertence às classes sociais mais favorecidas, tem um elevado nível educacional, reside nos meios urbanos, consome marcas e está atento às modas e tendências de mercado".
Referiu que 29,3 por cento da população portuguesa com 15 ou mais anos costuma ir ao cinema e, destes, 70 por cento têm entre os 15 e os 34 anos.
Relativamente ao género, as estatísticas mostram que os consumidores de cinema estão numa proporção quase idêntica, com 49,5 por cento de homens e 50,1 por cento de mulheres, enquanto a sua ocupação se reparte sobretudo entre os estudantes (28 por cento) e quadros médios ou superiores (17,3 por cento).
Ainda segundo o estudo da Marktest, os frequentadores de cinema pertencem à classe social média/alta (49 por cento) e classe média (35,8 por cento).
Sobre outros comportamentos de consumo, os dados revelam que este grupo vê menos televisão do que a população em geral e ouve mais rádio, possui carta de condução (71,3 por cento), telemóvel (95 por cento) e utiliza computador (75,7 por cento).
Questionada pela Agência Lusa sobre o impacto da descida do consumo do cinema em 2005 no investimento das empresas neste sector da publicidade, Catarina Bastos admitiu esse impacto negativo e uma ligeira descida nos lucros, "mas que praticamente estabilizou".
A responsável destacou que essa diminuição "verificou-se não apenas em Portugal, mas também a nível europeu e até mundial, mas já se sentiu uma recuperação em Novembro do ano passado", segundo os dados oficiais do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM).
Em Portugal estima-se que o consumo do cinema tenha sofrido no ano passado uma descida dos espectadores da ordem dos 1,2 milhões.
"Essa descida deve-se ao facto de não terem saído grandes produções de cinema no ano passado, mas as previsões indicam que 2006 será um ano de recuperação, com tendência a aumentar ainda mais em 2007", justificou.
Indicou o "Código Da Vinci", baseado no livro best-seller mundial de Dan Brown, o novo filme de James Bond e a sequela de "A Idade do Gelo" como exemplos de filmes que estão a gerar grande expectativa para este ano e que "darão novo impulso ao mercado".
AG.
Lusa/fim