Tópico Cinéfilo v2.0

The Hurt Locker
Este filme andou na rota de festivais europeus em 2008, mas como apenas em 2009 chegou aos EUA está habilitado a ganhar umas estatuetas."The Hurt Locker" - em português "Estado de Guerra" - é um filme sobre a Guerra do Iraque, sem no entanto ser mais um filme de guerra.

E passo a explicar porquê.
Habitualmente, os filmes de guerra regem-se pela máxima "Se tiver menos de 4 explosões e menos de 7 braços e pernas a voar por minuto, não conta!". De notar que também há explosões e tiroteios, mas nada que ultrapasse o limite do razoável.
"The Hurt Locker" faz precisamente o contrário. Faz-nos perceber que a guerra não é tão emocionante e activa como podemos pensar. Faz-nos ver o outro lado da guerra. Faz-nos sentir o lado real da guerra.

Durante as 2 horas de filme, é-nos contada a história de um grupo de três militares da brigada de explosivos, encarregues de desactivar os mais mirabolantes engenhos explosivos e liderados pelo Sargento James, o maior "guru" daquela arte.
Kathryn Bigelow (por curiosidade, é a ex-mulher do famoso James Cameron de "Titanic" e "Avatar") consegue colocar emoção, drama e suspense num filme particularmente "parado", como dirá muita gente. Mas é nesses momentos calmos, e sem pressas nenhumas, que se conseguem captar melhor as emoções dos intervenientes, revelando as suas fraquezas, as suas forças, as suas loucuras, as suas convicções. E esse é o ponto forte do filme. Não tenta fazer as cenas à pressa, dá-nos as situações mais diversificadas de um cenário de guerra, sem nunca perder de vista o lado mais humano dos militares.

Quanto à realização, é feita de um modo algo invulgar, sempre numa perspectiva muito próxima do actor, de tal modo que por vezes parece que estamos a assistir a um documentário, o que torna tudo um pouco mais real.
A fotografia é excelente, o tratamento dos cenários de guerra, quer no deserto quer na cidade de Bagdad são muito bem conseguidos.

Quanto a interpretações, as três personagens principais conseguem interpretar na perfeição três estereótipos de militares. Aquele que não sabe muito bem como lá foi parar, aquele que está ciente do seu papel mas que tem os pés bem assentes na terra, e aquele que é viciado no seu trabalho e na sua função. O último - e como se pode ver pela "tagline" do filme - é o centro de toda a história, e Jeremy Renner consegue interpretar o papel na perfeição.

Tudo o resto, deve ser visto a apreciado, porque está aqui um dos bons filmes do ano, vindo de mais um filme-surpresa, sem aqueles orçamentos bombásticos da indústria de Hollywood, tal como "District 9" por exemplo. Será isto um sinal para a indústria norte-americana?

8/10

[;)]
 
Last edited:
Perceber percebi (no momento certo como é suposto acontecer) só não gostei do final, acho que falta ali qualquer coisa... :(

Eu percebi quase no fim!:sh)[:D]


Também achei o final um pouco desinspirado. Conjuntamente com a duração do filme muito longo e algumas paragens - dou-lhe um 6/5, 7.

Já não ficava a pensar bastante na história de um filme como o Assassinos Natos. Na altura em que saiu(finais anos 90 julgo eu) tive que o ver 2x para perceber.
naturalbornkillers.jpg
 
The Hurt Locker
Este filme andou na rota de festivais europeus em 2008, mas como apenas em 2009 chegou aos EUA está habilitado a ganhar umas estatuetas."The Hurt Locker" - em português "Tempos de Guerra" - é um filme sobre a Guerra do Iraque, sem no entanto ser mais um filme de guerra.

E passo a explicar porquê.
Habitualmente, os filmes de guerra regem-se pela máxima "Se tiver menos de 4 explosões e menos de 7 braços e pernas a voar por minuto, não conta!". De notar que também há explosões e tiroteios, mas nada que ultrapasse o limite do razoável.
"The Hurt Locker" faz precisamente o contrário. Faz-nos perceber que a guerra não é tão emocionante e activa como podemos pensar. Faz-nos ver o outro lado da guerra. Faz-nos sentir o lado real da guerra.

Durante as 2 horas de filme, é-nos contada a história de um grupo de três militares da brigada de explosivos, encarregues de desactivar os mais mirabolantes engenhos explosivos e liderados pelo Sargento James, o maior "guru" daquela arte.
Kathryn Bigelow (por curiosidade, é a ex-mulher do famoso James Cameron de "Titanic" e "Avatar") consegue colocar emoção, drama e suspense num filme particularmente "parado", como dirá muita gente. Mas é nesses momentos calmos, e sem pressas nenhumas, que se conseguem captar melhor as emoções dos intervenientes, revelando as suas fraquezas, as suas forças, as suas loucuras, as suas convicções. E esse é o ponto forte do filme. Não tenta fazer as cenas à pressa, dá-nos as situações mais diversificadas de um cenário de guerra, sem nunca perder de vista o lado mais humano dos militares.

Quanto à realização, é feita de um modo algo invulgar, sempre numa perspectiva muito próxima do actor, de tal modo que por vezes parece que estamos a assistir a um documentário, o que torna tudo um pouco mais real.
A fotografia é excelente, o tratamento dos cenários de guerra, quer no deserto quer na cidade de Bagdad são muito bem conseguidos.

Quanto a interpretações, as três personagens principais conseguem interpretar na perfeição três estereótipos de militares. Aquele que não sabe muito bem como lá foi parar, aquele que está ciente do seu papel mas que tem os pés bem assentes na terra, e aquele que é viciado no seu trabalho e na sua função. O último - e como se pode ver pela "tagline" do filme - é o centro de toda a história, e Jeremy Renner consegue interpretar o papel na perfeição.

Tudo o resto, deve ser visto a apreciado, porque está aqui um dos bons filmes do ano, vindo de mais um filme-surpresa, sem aqueles orçamentos bombásticos da indústria de Hollywood, tal como "District 9" por exemplo. Será isto um sinal para a indústria norte-americana?

8/10

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Vi este filme ontem e concordo plenamente com a tua análise.
 
The Hurt Locker



Este filme andou na rota de festivais europeus em 2008, mas como apenas em 2009 chegou aos EUA está habilitado a ganhar umas estatuetas."The Hurt Locker" - em português "Tempos de Guerra" - é um filme sobre a Guerra do Iraque, sem no entanto ser mais um filme de guerra.

E passo a explicar porquê.
Habitualmente, os filmes de guerra regem-se pela máxima "Se tiver menos de 4 explosões e menos de 7 braços e pernas a voar por minuto, não conta!". De notar que também há explosões e tiroteios, mas nada que ultrapasse o limite do razoável.
"The Hurt Locker" faz precisamente o contrário. Faz-nos perceber que a guerra não é tão emocionante e activa como podemos pensar. Faz-nos ver o outro lado da guerra. Faz-nos sentir o lado real da guerra.

Durante as 2 horas de filme, é-nos contada a história de um grupo de três militares da brigada de explosivos, encarregues de desactivar os mais mirabolantes engenhos explosivos e liderados pelo Sargento James, o maior "guru" daquela arte.
Kathryn Bigelow (por curiosidade, é a ex-mulher do famoso James Cameron de "Titanic" e "Avatar") consegue colocar emoção, drama e suspense num filme particularmente "parado", como dirá muita gente. Mas é nesses momentos calmos, e sem pressas nenhumas, que se conseguem captar melhor as emoções dos intervenientes, revelando as suas fraquezas, as suas forças, as suas loucuras, as suas convicções. E esse é o ponto forte do filme. Não tenta fazer as cenas à pressa, dá-nos as situações mais diversificadas de um cenário de guerra, sem nunca perder de vista o lado mais humano dos militares.

Quanto à realização, é feita de um modo algo invulgar, sempre numa perspectiva muito próxima do actor, de tal modo que por vezes parece que estamos a assistir a um documentário, o que torna tudo um pouco mais real.
A fotografia é excelente, o tratamento dos cenários de guerra, quer no deserto quer na cidade de Bagdad são muito bem conseguidos.

Quanto a interpretações, as três personagens principais conseguem interpretar na perfeição três estereótipos de militares. Aquele que não sabe muito bem como lá foi parar, aquele que está ciente do seu papel mas que tem os pés bem assentes na terra, e aquele que é viciado no seu trabalho e na sua função. O último - e como se pode ver pela "tagline" do filme - é o centro de toda a história, e Jeremy Renner consegue interpretar o papel na perfeição.

Tudo o resto, deve ser visto a apreciado, porque está aqui um dos bons filmes do ano, vindo de mais um filme-surpresa, sem aqueles orçamentos bombásticos da indústria de Hollywood, tal como "District 9" por exemplo. Será isto um sinal para a indústria norte-americana?

8/10
[;)]

Correcção, o título em terras lusas é Estado de Guerra.

Quanto ao filme, vamos lá ver (faço votos que sim) se não está aqui o vencedor do Oscar de melhor filme! Não acredito na vitória de Avatar nessa categoria, ganha as técnicas e já vai bem servido diga-se. O James Cameron diz que a perder que não se importa de perder para a ex-mulher....
 
Correcção, o título em terras lusas é Estado de Guerra.

Quanto ao filme, vamos lá ver (faço votos que sim) se não está aqui o vencedor do Oscar de melhor filme! Não acredito na vitória de Avatar nessa categoria, ganha as técnicas e já vai bem servido diga-se. O James Cameron diz que a perder que não se importa de perder para a ex-mulher....
É isso, desculpem o erro...:sh)

Quanto aos favoritos para melhor filme, ainda tenho alguns à frente deste, mas vamos ver o que de lá sai.
Eu sinceramente acho que o Avatar vai limpar aquilo tudo...
 
Na 6ªfeira fui à sessão da meia-noite ver o Shutter Island.

shutter-island-poster.jpg

Costumo avaliar um filme ou pela mensagem que me transmite ou então pela forma como me prende. Neste caso já seria de esperar que fosse pela forma como me cativava que me iria encantar. Ou não. E foi mesmo não. [:D]

As critícas que vocês fizeram têm sido globalmente positivas e acho que o filme vale mais pela vossa opinião do que pela minha. E passo a explicar.

Fui ver o filme com uma carrada de sono do caraças e antes de começar não sei o que tinha feito mais. Se bocejado, se fechado os olhos. Como o desenrolar do mesmo não é propriamente algo que desperte, bem podem imaginar como passei as duas horas seguintes.

Não estava no comprimento de onda adequado para ver este tipo de filme - e olhando para trás acho que não estava era com "pica" para ver nenhum filme, ponto!

Embora, tenha uma abordagem distinta tem parecenças evidentes com Uma mente brilhante.

Destaque para as boas interpretações de Leonardo Di Caprio - está feito um senhor actor - e para Mark Ruffalo num papel secundário também está muito bem.

Também gostei da forma como foi filmado, embora com alguns clichés dispensáveis - mas também já sei que nesta altura da história do cinema já estará quase tudo inventado.

Não será um mau filme - que de certeza que não é - mas confesso que não me entusiasmou. Assumo que porventura, haja mais responsabilidade minha do que da película.
 
tim-burton-alice-in-wonderland-movi.jpg


Fui ver o Alice in Wonderland. E saí precisamente com a mesma sensação de quando fui ver o Sweeney Todd. Muita expectativa, resultado final senti-me defraudado.

Tal como o Sweeney Todd o Alice in Wonderland vale pela imagem de encher o olho e pelo o gato que é um espectáculo, de resto sabe a pouco.

Juntar um filme mediano à treta do upgrade 3D e aos custos que isso acarreta, recomendo a ficarem por casa.

Imdb: 7.3
Para mim: 5.5
 
complicado (Small).jpg

Ontem fui ver este filme, e gostei bastante.

Mais um excelente papel de Meryl Streep.

O argumento é simples, mas achei o filme muito divertido, dá para dar umas boas gargalhadas.

Dou 7.5/10

Um abraço, by Filas
 
The Blind Side

A história verídica de um adolescente sem-abrigo acolhido por uma família rica dos EUA e envolvido num ambiente completamente distinto do seu - habituado à violência e droga de um bairro social, passa a frequentar a "alta sociedade" e um colégio privado cristão.

"The Blind Side" é uma posição de futebol americano (pelo que percebi do filme). É ocupada por um jogador que deve, acima de tudo, defender o "quarterback" (o gajo que manda a bola para a frente) de qualquer placagem adversária. É aquela posição em que o seu ocupante está sempre lá, aconteça o que acontecer, para proteger a sua equipa. E é também um bom resumo do filme.
"The Blind Side" é uma história de amor, de caridade, de vontade de ajudar o próximo. É um murro no estômago aos estigmas que todos nós criamos sobre determinada classe social ou grupo.

Sandra Bullock faz (e muito bem!) de "tia de Cascais" empertigada com um coração de manteiga, e é coadjuvada por um jovem bruta-montes cheio de razões para ser violento, criminoso e mal-feitor, mas tudo o que consegue ser é a pessoa mais calma e amiga do mundo.

Não sendo um filme de mover montanhas, está aqui uma história bem feita e comovente em alguns pontos, com boas interpretações (o "irmão" mais novo é de ir às lágrimas, tal a "raça" do miúdo) e, como já disse, algumas lições de vida. Para ver e para pensar um pouco (não muito).


7/10
 
Também fui ontem ver o Shutter Island.

Tenho algo contra o Leo diCaprio. Não consigo gostar de uma interpretação dele. Quando dou por mim a pensar que outros actores fariam o mesmo papel de uma forma melhor e mais credível, não gosto do filme. E isso acontece sempre com o DiCaprio.

O filme tem alguns pormenores inexplicáveis. A ideia do filme é muito boa, e tem ligações óbvias e alfinetadas aos campos de concentração nazis e às metodologias experimentais destes com a raça humana.

Não vou contar mais, para não estragar tudo, mas há algumas inconsistências de argumento.

E não... não gostei do Leonardo, não gostei do Mark Ruffalo, gostei mais ou menos do Ben Kingsley, e o Max von Sydow é apenas um nome que serve para apelar, neste caso, a quem ainda se lembra dele (ou sabe o que fez). Tenho pena que não tenham aproveitado mais o papel do vice-director de segurança da instituição, já que parecia ter potencial para ter uma densidade muito interessante (confesso que gosto da presença do John Carroll Lynch, se calhar pelo que vi dele no Zodiac), até aparecer o director de segurança, que não acrescenta nadinha ao filme.

O argumento tem falhas, mas tem muito potencial.

6/10
 
Bem, até agora nada de surpresas nas nomeações/ atribuições... apr:)

Já agora, não tou a gostar da realização do evento... nomeadamente na apresentações dos nomeados a melhor filme... quase nem se percebe quem é! (eu percebo, mas estão longissimo)
 
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