Tenho um irmão mais velho que é/era epiléptico. Lembro-me, em criança, de um ou dois ataques a que assisti. Era assustador.![]()
No meu anterior emprego houve um colega que teve um ataque de epilepsia à minha frente. Nada o fazia esperar pois ninguém sabia, e acho que é algo que se deve dizer e não fazer disso tabu. Apanhou-nos a todos desprevenidos e houve até quem entrasse em pânico sem saber o que fazer.
Como não fazia ideia do que deveria fazer apenas me lembrei de o colocar na altura na posição lateral de segurança, desapertar botões, cinto, etc e usar a gravata dele para impedir que mordesse a língua (não fazia ideia se era correcto ou não).
Quando o INEM chegou ele já tinha voltado a si mas estava completamente derreado, sem forças e só queria descansar e dormir.
Eu não faço Tabu e toda à gente que me conhece sabe que tenho.
No trabalho nunca tive, mas quando andava na escola tive.
Fizeste tudo bem, a única coisa que não era preciso era meter a gravata na boca. As pessoas pensam que é necessário pôr algo na boca porque pode sufocar, mas é errada essa ideia. A lingua não dobra ao ponto de uma pessoa sufocar, e com objectos na boca é que pode sufocar.
Se morder a lingua e os lábios, paciência... Também já levei pontos nos lábios por morder durante o ataque. E convêm segurar-se na cabeça para não bater em nenhuma lado.
Normalmente durante o ataque as pessoas pedem sempre água, não se deve dar pelo menos enquanto não tiver passado mais o ataque. E quando já estiver mais calmo, dar mas com um copo de plástico, porque de vidro podem partir na boca, porque a força é muita a que fazem.
Quando se sabe que tem epilepsia, não é necessário chamar os bombeiros, só quando o ataque demora mais que o normal ou a pessoa quando voltar a si, não se lembrar quem ou onde está ou das pessoas à sua volta. Pois pode ter batido com a cabeça e aí já é mais complicado.
Pois, depois o pessoal do INEM disse que não era necessário colocar nada na boca, mas na altura não fazia ideia. Provavelmente aquela confusão toda ter-se-ia evitado se ele tivesse dito, pelo menos aos colegas mais próximos, que tinha epilepsia. De certa forma percebi o porquê de ele não ter dito. Ele era comercial e andava todos os dias de carro e teve receio que ao saberem da doença não o quisessem contratar.
Ao fim de algumas conversas (inclusivé com a mãe que foi lá à empresa) percebemos que ele tinha interrompido a medicação. Meteu baixa durante uns dias para descansar, foi novamente ao médico e acabou por se manter nas mesmas funções.
Não sei se os sintomas são necessariamente iguais entre animais e pessoas, mas tive uma cadela Serra da Estrela que sofria de ataques de epilepsia.
A primeira vez que tal aconteceu e que me surpreendeu a mim e à minha família, começou a ganir e a correr para um lado e para o outro desnorteada e completamente assustada e procurava-se enfiar num sitio escondido.
Achamos estranho e ficamos sem perceber o porquê de tal reacção. Nos dias seguintes voltou a acontecer o mesmo. Decidimos levá-la a um veterinário que lhe diagnosticou epilepsia.
Começou a tomar medicação diária e nunca mais voltou a ter ataques. Andou bem durante várias semanas com a medicação, só que algum tempo mais tarde saimos um dia de casa, e quando voltamos encontramos ela estendida no chão, morta e com espuma na boca...![]()
Se ele tiver atestado do médico em como pode conduzir e trabalhar nessas funções não o podem tirar do cargo.
Eu se tomar a medicação à risca não tenho ataques. E acho que já sei ver quando vou ter algum, pois começo logo a ficar com a ponta dos dedos das mãos dormentes e os lábios.
Pois, só que ele não tinha esse atestado (que só apresentou depois de ter tido o ataque).
E consegues controlar +/- a situação ou quando começas a ter os sintomas é irreversível?
O meu pai também sofre de epilepsia tendo sofrido de várias crises. Curiosamente só teve uma ao fim do dia, de resto são sempre de manhã, entre 8 e as 10h da manhã. Ele actualmente, diz-me que de certa maneira, consegue pressentir que vai ter um ataque, daí que tente chegar-se ao sofá ou cama para que não caia. Nós se estivermos presentes também conseguimos antecipar em 1 ou 2 minutos a crise mas pronto, não há muito a fazer.