Tópico das Casas

Se consideras que não vale a pena gastar 25% do rendimento na compra de uma casa é porque realmente tens outras prioridades.

se tiver taxa fixa e tiver sempre essa taxa de esforço, aguenta-se, não se tem uma vida de luxo, mas aguenta-se

mas por exemplo agora, quem tem essa taxa de esforço de 25% com uma taxa variável, e subirem mais as taxas de juro.....já é complicadíssimo ! porque pouca margem tem
 
Para mim com as devidas seguranças uma prestação de 1/3 do orçamento familiar de CH é perfeitamente gerível e aceitável.

Eu até concordo, mas pegando no exemplo que dei atrás em que em 6 meses a prestação passou de 900 para 1.450.

Se no momento inicial a prestação fosse 1/3 ou seja rendimentos 2.700, actualmente já passa os 50% :sh)
 
Eu percebo isso num contexto de romantização do passado, algo a que todos somos sensíveis em maior ou menor grau.
Mas objetivamente Lisboa está muito melhor agora. A todos os níveis, desde a re-habilitação de numerosos espaços urbanos (começando pela baixa), à qualidade dos espaços verdes, oferta cultural, até na qualidade do ar!

Só por curiosidade, onde é que tu tens morado nestes últimos 50 anos para teres essa opinião? Eu morei em Alvalade, e depois de sair de casa dos pais, na Rua das Amoreiras.

E trabalhei na Baixa, na Av. da Liberdade, na zona da Praça de Estanha e nas Amoreiras.

A minha visão não tem nada de "romântico", ela decorre da minha experiencia de cá viver, estudar e trabalhar há muitas décadas.

E eu gosto da cidade, mas já gostei mais.

Antigamente Lisboa era mais de quem cá morava, agora já não é assim e isso torna a cidade menos interessante para morar. Para além do óbvio aumento de automóveis que todos os dias entram na cidade, temos também as trotinetes e as bicicletas, garanto-te que um passeio a pé tornou-se bem menos sossegado do que o era há 40 anos.

Imagina tu que quando vim morar para as Amoreiras, em 1987, havia nas imediações um hotel, hoje em dia já lhes perdi a conta de tantos que são. Ir a um restaurante jantar também se tornou um desafio, uma competição para arranjar mesa. Antigamente era só aparecer.

No bairro das moradias em Alvalade hoje há parquímetros, algo de absolutamente inimaginável no final do seculo passado.

As ruas eram lavadas todas as semanas, etc, etc, etc. Podia estar aqui o dia todo a dar exemplos destes.

Mas, como antes disse, os meus filhos gostam, até porque não vivenciaram a Lisboa algo provinciana do seculo passado, eram então muito pequenitos. No início deste século um tinha 3 anos e o outro 5, o mais que podem é vê-la em fotografias, o que não é a mesma coisa.
 
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Eu até concordo, mas pegando no exemplo que dei atrás em que em 6 meses a prestação passou de 900 para 1.450.

Se no momento inicial a prestação fosse 1/3 ou seja rendimentos 2.700, actualmente já passa os 50% :sh)

O que é que interessa os 50%? Interessa é quanto sobra depois de pagar a prestação!
 
Só por curiosidade, onde é que tu tens morado nestes últimos 50 anos para teres essa opinião? Eu morei em Alvalade, e depois de sair de casa dos pais, na Rua das Amoreiras.

E trabalhei na Baixa, na Av. da Liberdade, na zona da Praça de Estanha e nas Amoreiras.

A minha visão não tem nada de "romântico", ela decorre da minha experiencia de cá viver, estudar e trabalhar há muitas décadas.

E eu gosto da cidade, mas já gostei mais.

Eu nasci no final dos anos 80 e a Lisboa que conheci nos anos 90 e mesmo ainda nos 00 era muito mais degradada, fechava tudo cedo e não tinha nem perto da dinâmica que tem agora para um jovem.

ainda me lembro do que era ir à baixa e o ambiente velho e decrépito ao final do dia

ainda me lembro como não havia nada de jeito para sair que não fosse os locais do costume onde os nossos pais também foram. A Lisboa das docas e da 24 de julho. Ui. Que oferta diversificada.

ainda me lembro que muita gente até em segmentos altos de poder de compra…preferia sair para viver em periferias melhores, ver a fuga massiva da estrela/lapa/Restelo para a linha de Cascais que aconteceu no pos-guerra

quem me dera que na minha juventude eu tivesse a oferta que tenho agora, muito mais cosmopolita, contacto com gente de todo o mundo.

aqui diz-se que não se gosta de estrangeiros, que é um problema ouvir um português diferente, que Lisboa perdeu a essência mas eu só posso discordar disso tendo em conta a história de lisboa.

esquecemo-nos -ou não sabemos- que Lisboa já foi uma das cidades mais cosmopolitas do mundo (aliás a nível europeu já foi a 5a ou 6a cidade com mais população do mundo no pico do nosso melhor trading colonial), centro de um pequeno império, onde muita gente diferente e diversa se cruzava.

o que tivemos desde o final do século XIX e boa parte do xx foi uma cidade a diminuir em pujança e a fechar-se para dentro. Reflectindo aliás o país progressivamente pequeno que foi ficando.

ainda bem que os últimos anos têm permitido mais ar. Mesmo que isso traga outros problemas e outros desafios.

esta é a minha perspectiva e percebo o ponto de vista do outro user quando fala que romantizas um passado. Mas nota que eu compreendo que o faças, é natural.
 
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Fiquem lá com a LX de agora, de bom proveito.

Quando eu lá andava de carro ainda conseguia várias vezes chegar aos 50 km/h quando o alctrão n tinha buracos :P

Agora a sério, já n temos casal ventoso nem 1 pilha de bairros degradados colados ao centro da capital, nem predios tão velhos nem nd disso.

Mas eu gostava mais da lisboa antiga.
nao tenho paciencia pa ambientes cosmopolitas etc etc.
Bom, n gosto de cidades, né.

Já o Porto, prefiro o actual que o antigo, haha.

Consta que a rua de santa catarina tb era morta a partir das 8 da noite.
 
André, o teu post não podia ser menos certeiro. [;)]

A diferença é que quando tu nasceste eu já era adulto. A abertura, a que te referes em abstrato, foi por mim vivenciada a 25 de abril de 1974. Uma coisa é viver os acontecimentos, outra muito diferente é ler nos livros.

E digo-te isto com toda a cordialidade, não me leves a mal. Pensa que eu vivia a noite de Lisboa ainda tu não eras nascido. [;)]
 
E o teu argumento é qual? é que não o percebemos que não seja que és mais velho.

Lisboa até há muito pouco tempo tinha uma zona ribeirinha mal cuidada (ainda tem em várias zonas), os espaços verdes estavam em fim de linha, não tinhas metade da oferta cultural que tens agora e a quantidade de prédios devolutos era incomparavelmente superior.

basta pensar no que eram as avenidas novas, o terreiro do paço, até a zona dos bairros populares junto ao castelo

basta pensar como estavam os poucos jardins da cidade

isto são factos objectiváveis. Hoje em 2023 tens mais eventos culturais, tens muito maior oferta de restauração para todos os gostos e bolsas, tens várias zonas públicas que estao muito melhor conservadas, outras que sofreram uma transformação urbana enorme, nomeadamente a oriente.

É uma diferença substancial para a cidade decrépita que o incêndio do chiado foi o pináculo, até psicológico, da degradação que se encontrava.
 
Jbranco, eu nasci e vivi os primeiros 30 e poucos anos sempre em Lisboa cidade e agora na Grande Lisboa.

Sou mais novo do que tu e mais velho um bocado que o André e concordo com a visão dele. Lisboa está melhor do que nunca, desde que me lembro.
 
Jbranco, eu nasci e vivi os primeiros 30 e poucos anos sempre em Lisboa cidade e agora na Grande Lisboa.

Sou mais novo do que tu e mais velho um bocado que o André e concordo com a visão dele. Lisboa está melhor do que nunca, desde que me lembro.

Os dois lados têm razão e vou fundamentar, sendo que vim para Lx (Picoas) apenas em 1990.

Nestes mais de 30 anos (como o tempo passa) a cidade mudou imenso, para o bom e para o mau!

Quando cá cheguei era uma cidade bastante "provinciana", longe do cosmopolismo atual. Basta pensar, se a memória não me trai, que o 1.ª Mc Donald's foi inaugurado em 91 no Saldanha e praticamente o único shopping que havia era o das Amoreiras. A própria rede do metro era minúscula!

Porém, uma pessoa quase se sentia em casa porque não existia a Babel Linguística, não havia parquímetros e os custos (de habitação, da restauração...) eram francamente suportáveis, face aos rendimentos.

Mais tarde fui viver para Telheiras que era ainda "quase" rural, sendo que até o Estádio do Sporting era muito diferente e a região da Expo um degredo...

Já neste milénio fui para os subúrbios, essencialmente porque queríamos uma casa, apesar de continuar a trabalhar em Lisboa, mas as acessibilidades foram melhorando (VDG, A8, Eixo NS...),o que não invalida que lx até tenha mais oferta, nomeadamente cultural, mas está bastante confusa e não é apenas na baixa pombalina, na Expo ou em Belém. É geral!

Pessoalmente, podendo ou não, não está nos meus planos voltar a viver em lx. Mais ainda, sou daqueles que quando se reformar se vai embora de vez! A bem da verdade, por mim até ia antes! Sem querer ser "velho do Restelo" a verdade é que o modelo urbano atual pode ser melhor, mas diz-me cada vez menos e o aumento medonho dos custos está a empurrar as pessoas para fora!

Daqui a pouco é como outras grandes capitais europeias em que o centro é apenas hotéis, alguma oferta cultural, escritórios e restauração!
 
Eu até concordo, mas pegando no exemplo que dei atrás em que em 6 meses a prestação passou de 900 para 1.450.

Se no momento inicial a prestação fosse 1/3 ou seja rendimentos 2.700, actualmente já passa os 50% :sh)

Certo, mas agora estou como tu - quando se quer algo estuda-se a melhor maneira, elabora-se um plano e avança.

Tambem temos de ver que provavelmente esta será uma altura que não vai ser a norma, durante os 30 ou 40 anos do empréstimo a Euribor deve estar mais baixa.

Mas ainda que não esteja podes perfeitamente trancar a situação optando por taxa fixa e não pensas mais nisso.

Ou ter uma poupança equivalente a 1 ano de despesas e aguentares os eventuais aumentos com parte da poupança até a Euribor descer.

Podes continuar a poupar uma parte dos 66% e fazer amortizações, etc

Ha tanta coisa que podes fazer…

Daí ter referido com as devidas seguranças.
 
Jbranco, eu nasci e vivi os primeiros 30 e poucos anos sempre em Lisboa cidade e agora na Grande Lisboa.

Sou mais novo do que tu e mais velho um bocado que o André e concordo com a visão dele. Lisboa está melhor do que nunca, desde que me lembro.


Estudei em Lisboa de 98 a 2003, Lisboa era um antro nessa altura, não sei como podem sequer comparar... a zona da Intendente não se podia andar a pé sozinho, a zona do Cais do Sodré era só mitras de seringa a fazerem assaltos, a zona do Casal Ventoso era uma favela a céu aberto ao nível do pior que há no Brasil... O Chiado/Baixa Pombalina estava tudo decrépito a cair de podre...


Só mesmo o romantismo da coisa pode alegar que a situação de hoje não é infinitamente melhor do que há 20 anos atrás!
 
Os dois lados têm razão e vou fundamentar, sendo que vim para Lx (Picoas) apenas em 1990.

Nestes mais de 30 anos (como o tempo passa) a cidade mudou imenso, para o bom e para o mau!

Quando cá cheguei era uma cidade bastante "provinciana", longe do cosmopolismo atual. Basta pensar, se a memória não me trai, que o 1.ª Mc Donald's foi inaugurado em 91 no Saldanha e praticamente o único shopping que havia era o das Amoreiras. A própria rede do metro era minúscula!

Porém, uma pessoa quase se sentia em casa porque não existia a Babel Linguística, não havia parquímetros e os custos (de habitação, da restauração...) eram francamente suportáveis, face aos rendimentos.

Mais tarde fui viver para Telheiras que era ainda "quase" rural, sendo que até o Estádio do Sporting era muito diferente e a região da Expo um degredo...

Já neste milénio fui para os subúrbios, essencialmente porque queríamos uma casa, apesar de continuar a trabalhar em Lisboa, mas as acessibilidades foram melhorando (VDG, A8, Eixo NS...),o que não invalida que lx até tenha mais oferta, nomeadamente cultural, mas está bastante confusa e não é apenas na baixa pombalina, na Expo ou em Belém. É geral!

Pessoalmente, podendo ou não, não está nos meus planos voltar a viver em lx. Mais ainda, sou daqueles que quando se reformar se vai embora de vez! A bem da verdade, por mim até ia antes! Sem querer ser "velho do Restelo" a verdade é que o modelo urbano atual pode ser melhor, mas diz-me cada vez menos e o aumento medonho dos custos está a empurrar as pessoas para fora!

Daqui a pouco é como outras grandes capitais europeias em que o centro é apenas hotéis, alguma oferta cultural, escritórios e restauração!

O problema é que vamos todos concluir que Lisboa era melhor porque:
- não pagávamos parquímetro
- estacionavas em qualquer lado sem grande controlo
- velocidade idem, nem radares havia
- menos carros porque o automóvel era um bem inacessível
- e, bem, eu era novo.

E é isto.

Isso, para mim, com o devido respeito não são argumentos para dizer que uma cidade está melhor ou pior mesmo que traduzam aspectos de conforto para quem tem/tinha o privilégio de poder usufruir deles numa época que já lá vai de um mundo que já não existe em lado nenhum e que só resultava do nosso atraso ancestral e periferia.

Outra coisa é discutirmos se há uma perda de identidade com a diversificação de pessoas ou se hoje financeiramente é atractivo viver na cidade com o aumento de custos. Tudo aspectos onde, de facto, há muita coisa a discutir.

Agora, ignorar a alteração drástica na melhoria dos espaços urbanos, verdes, culturais e na dinâmica e vida de uma cidade muito mais cosmopolita e "do mundo" para justificar que está pior porque agora a vida do dia-a-dia para quem não usufrui do que a cidade pode oferecer é pior porque é cara e "descaracterizada" é confundir que o mundo mudou. Em Lisboa. E em todo o lado.

O mesmo se aplica ao Porto que sofreu transformação muito semelhante.

Que saudades da ribeira a cair e do bulhão podre. Ai tão genuíno que aquilo era. Que nacionalidade ímpar. :D

É como a Alfama do "lá vai balde" de mijo na rua.

Que saudades.

E o Terreiro do Paço lote de estacionamento? Um mimo.

Sem esquecer a bela sala de chuto a céu aberto na avenida de Ceuta.

E, esperem, não podemos esquecer a avenida da liberdade de lojas abandonadas e edifícios desocupados e sem gente no passeio porque ninguém tinha interesse em lá passar que não fosse de carro para chegar à maravilhosa zona comercial da baixa, de uma praça do rossio podre, um centro comercial fabuloso na estação, do melhor.

Mas o melhor era mesmo toda aquela baixa toda podre das lojas de tecidos e aquele belo comércio tradicional onde ninguém comprava nada.

Onde às 16h de um domingo não se via vivalma.

E depois a aventura de subir a almirante reis? Uma experiência maravilhosa.

Melhor era só ir treinar o olfacto na zona oriental da cidade. Experiência sensorial ímpar também.

Temos todos umas saudades dessa Lisboa do catano, não temos? :D

p.s. eu não sou muito velho e tudo isso eu vi in loco em Lisboa, ninguém me contou. A diferença nestes últimos sobretudo 20 anos é brutal. Para MUITO melhor no global, não concebo como se pode negar isto.
 
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E o teu argumento é qual? é que não o percebemos que não seja que és mais velho.

Lisboa até há muito pouco tempo tinha uma zona ribeirinha mal cuidada (ainda tem em várias zonas), os espaços verdes estavam em fim de linha, não tinhas metade da oferta cultural que tens agora e a quantidade de prédios devolutos era incomparavelmente superior.

basta pensar no que eram as avenidas novas, o terreiro do paço, até a zona dos bairros populares junto ao castelo

basta pensar como estavam os poucos jardins da cidade

isto são factos objectiváveis. Hoje em 2023 tens mais eventos culturais, tens muito maior oferta de restauração para todos os gostos e bolsas, tens várias zonas públicas que estao muito melhor conservadas, outras que sofreram uma transformação urbana enorme, nomeadamente a oriente.

É uma diferença substancial para a cidade decrépita que o incêndio do chiado foi o pináculo, até psicológico, da degradação que se encontrava.

Sinceramente não me consigo explicar melhor.

Restaurantes tínhamos os suficientes e tanto assim era que não precisávamos de marcar.

Eventos culturais? Caramba, tivemos o maior em 1998. O Bairro Alto já existia. Os hábitos eram diferentes e ia-se muito para os cafés que existiam em grande quantidade. Música clássica ouvia-se onde ainda se hoje se ouve, essencialmente Gulbenkian e São Carlos. Nesse tempo era costume ir-se ao cinema e tínhamos muitos.

O metropolitano não chegava à Graça nem a Campo de Ourique, da mesma maneira que ainda hoje não chega. Alfama, Costa do Castelo, etc. ainda eram zonas habitadas e não entregues a alojamento local como hoje.

Voltando à música, concertos de música moderna nos anos 70, 80 e 90 foram mais do que muitos: Pink Floyd Genesis, Police, Tina Turner, Roxy Music, etc. Uns no estádio do Belenenses, outros no do Sporting, no Dramático de Cascais e até no Estádio Nacional.

A cidade era mais sossegada à noite do que hoje? Sim, era, porque nesse tempo a noite também se fazia noutros locais próximos, Cascais (2001, Van Gogo, etc.), Costa da Caparica( Strobe, Pinky, etc.), Setubal (Seagull),... Mas Lisboa também tinha o Bananas (inaugurada em 1981), Twins (mais antiga) e muitas outras de que não me lembro do nome agora, na Av de Roma; Av. EUA; Maques de Pombal; Joaquim Augusto de Aguiar (Skylab), etc.

Zonas verdes não sei a que te referes. O Jardim da Estrela ou o Parque Eduardo Sétimo já existem há muito tempo. Árvores? O que mais se fez nestes últimas décadas foi derruba-las. Alvalade já nos anos 60 era verdejante (mais do que hoje), o Campo Grande existia com barquinhos e tudo, O jardim da Gulbenkian já existe desde os anos 60. E também se ia ao Jardim zoológico ou à Feira Popular.

Lisboa não era como descreves, tão simples quanto isso. Hoje é mais moderna? Claro que é, o tempo tem esse efeito nas coisas. Mas Lisboa não melhorou como por exemplo NY que nos anos 70 era um pardieiro. Mesmo cá, o Porto melhorou muito mais do que Lisboa.

edit: Ah! Quase me esquecia do mais importante, Lisboa tinha mais habitantes, e os seus habitantes eram das mais variadas classes sociais (atente-se no exemplo de Alvalade) e isso era uma coisa que me agradava. Esta gradual transformação da cidade numa zona exclusiva para ricos e turistas não é algo que eu aprecie.

Mas tu e outros parecem apreciar mais esta Lisboa artificial e elitista, por mim tudo bem, não temos de gostar todos do mesmo. [;)]
 
Última edição:
Estudei em Lisboa de 98 a 2003, Lisboa era um antro nessa altura, não sei como podem sequer comparar... a zona da Intendente não se podia andar a pé sozinho, a zona do Cais do Sodré era só mitras de seringa a fazerem assaltos, a zona do Casal Ventoso era uma favela a céu aberto ao nível do pior que há no Brasil... O Chiado/Baixa Pombalina estava tudo decrépito a cair de podre...


Só mesmo o romantismo da coisa pode alegar que a situação de hoje não é infinitamente melhor do que há 20 anos atrás!

Tranquilo, eu não disse que era melhor antes do que agora.
Só digo que gostava mais de antigamente.
Não do casal ventoso obviamente, mas do transito mais calmo e da baixa mais engraçada.
Aquilo agora pa mim n tem piada nenhuma.

Anyway, é evidente que o que se quer é a lisboa moderna. Com turistas e economia a mexer.
Perde um pouco da sua " identidade " ? Talvez, mas isso faz parte.
 
Sinceramente não me consigo explicar melhor.

Restaurantes tínhamos os suficientes e tanto assim era que não precisávamos de marcar.

Eventos culturais? Caramba, tivemos o maior em 1998. O Bairro Alto já existia. Os hábitos eram diferentes e ia-se muito para os cafés que existiam em grande quantidade. Música clássica ouvia-se onde ainda se hoje se ouve, essencialmente Gulbenkian e São Carlos. Nesse tempo era costume ir-se ao cinema e tínhamos muitos.

O metropolitano não chegava à Graça nem a Campo de Ourique, da mesma maneira que ainda hoje não chega. Alfama, Costa do Castelo, etc. ainda eram zonas habitadas e não entregues a alojamento local como hoje.

Voltando à música, concertos de música moderna nos anos 70, 80 e 90 foram mais do que muitos: Pink Floyd Genesis, Police, Tina Turner, Roxy Music, etc. Uns no estádio do Belenenses, outros no do Sporting, no Dramático de Cascais e até no Estádio Nacional.

A cidade era mais sossegada à noite do que hoje? Sim, era, porque nesse tempo a noite também se fazia noutros locais próximos, Cascais (2001, Van Gogo, etc.), Costa da Caparica( Strobe, Pinky, etc.), Setubal (Seagull),... Mas Lisboa também tinha o Bananas (inaugurada em 1981), Twins (mais antiga) e muitas outras de que não me lembro do nome agora, na Av de Roma; Av. EUA; Maques de Pombal; Joaquim Augusto de Aguiar (Skylab), etc.

Zonas verdes não sei a que te referes. O Jardim da Estrela ou o Parque Eduardo Sétimo já existem há muito tempo. Árvores? O que mais se fez nestes últimas décadas foi derruba-las. Alvalade já nos anos 60 era verdejante (mais do que hoje), o Campo Grande existia com barquinhos e tudo, O jardim da Gulbenkian já existe desde os anos 60. E também se ia ao Jardim zoológico ou à Feira Popular.

Lisboa não era como descreves, tão simples quanto isso. Hoje é mais moderna? Claro que é, o tempo tem esse efeito nas coisas. Mas Lisboa não melhorou como por exemplo NY que nos anos 70 era um pardieiro. Mesmo cá, o Porto melhorou muito mais do que Lisboa.

edit: Ah! Quase me esquecia do mais importante, Lisboa tinha mais habitantes, e os seus habitantes eram das mais variadas classes sociais (atente-se no exemplo de Alvalade) e isso era uma coisa que me agradava. Esta gradual transformação da cidade numa zona exclusiva para ricos e turistas não é algo que eu aprecie.

Mas tu e outros parecem apreciar mais esta Lisboa artificial e elitista, por mim tudo bem, não temos de gostar todos do mesmo. [;)]

Concordo, apesar de eu ser exactamente da mesma idade que o andre e conheci a mesma lisboa que ele.
Ah, e dava pa andar de electrico tranquilo haha.

Mas essa tua ultima frase: " elitista e artificial " é essa a imagem que tenho das grandes cidades.
Analise justa ou nao.
 
JBranco, o skylab era na Rua Artilharia 1

Lisboa era muito mais perigosa e insegura, zonas como as referidas Almirante Reis, particularmente no Intendente, Casal Ventoso, Cais do Sodré, Bairro Alto, mas também baixa que estava ao abandono, etc. tinham mau ambiente. A segurança hoje é incomparavelmente melhor.

Depois eu gosto da multiculturalidade aqui respeito os que não gostam. Mas além de inúmeros turistas e residentes estranjeiros, temos hoje uma enorme e diversificada oferta de cozinha do mundo, para todas as bolsas.

É também verdade que a cidade está muito mais recuperada em termos de edifícios e prédios, espaços verdes, ciclovias, etc.
 
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