Sinceramente não me consigo explicar melhor.
Restaurantes tínhamos os suficientes e tanto assim era que não precisávamos de marcar.
Eventos culturais? Caramba, tivemos o maior em 1998. O Bairro Alto já existia. Os hábitos eram diferentes e ia-se muito para os cafés que existiam em grande quantidade. Música clássica ouvia-se onde ainda se hoje se ouve, essencialmente Gulbenkian e São Carlos. Nesse tempo era costume ir-se ao cinema e tínhamos muitos.
O metropolitano não chegava à Graça nem a Campo de Ourique, da mesma maneira que ainda hoje não chega. Alfama, Costa do Castelo, etc. ainda eram zonas habitadas e não entregues a alojamento local como hoje.
Voltando à música, concertos de música moderna nos anos 70, 80 e 90 foram mais do que muitos: Pink Floyd Genesis, Police, Tina Turner, Roxy Music, etc. Uns no estádio do Belenenses, outros no do Sporting, no Dramático de Cascais e até no Estádio Nacional.
A cidade era mais sossegada à noite do que hoje? Sim, era, porque nesse tempo a noite também se fazia noutros locais próximos, Cascais (2001, Van Gogo, etc.), Costa da Caparica( Strobe, Pinky, etc.), Setubal (Seagull),... Mas Lisboa também tinha o Bananas (inaugurada em 1981), Twins (mais antiga) e muitas outras de que não me lembro do nome agora, na Av de Roma; Av. EUA; Maques de Pombal; Joaquim Augusto de Aguiar (Skylab), etc.
Zonas verdes não sei a que te referes. O Jardim da Estrela ou o Parque Eduardo Sétimo já existem há muito tempo. Árvores? O que mais se fez nestes últimas décadas foi derruba-las. Alvalade já nos anos 60 era verdejante (mais do que hoje), o Campo Grande existia com barquinhos e tudo, O jardim da Gulbenkian já existe desde os anos 60. E também se ia ao Jardim zoológico ou à Feira Popular.
Lisboa não era como descreves, tão simples quanto isso. Hoje é mais moderna? Claro que é, o tempo tem esse efeito nas coisas. Mas Lisboa não melhorou como por exemplo NY que nos anos 70 era um pardieiro. Mesmo cá, o Porto melhorou muito mais do que Lisboa.
edit: Ah! Quase me esquecia do mais importante, Lisboa tinha mais habitantes, e os seus habitantes eram das mais variadas classes sociais (atente-se no exemplo de Alvalade) e isso era uma coisa que me agradava. Esta gradual transformação da cidade numa zona exclusiva para ricos e turistas não é algo que eu aprecie.
Mas tu e outros parecem apreciar mais
esta Lisboa artificial e elitista, por mim tudo bem, não temos de gostar todos do mesmo. [

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