Tópico das Casas

Por causa da tua localização ser em Gaia lembrei-me da situação de uma colega minha.

Queria comprar casa em Gaia, entre a praia e a cidade, mas com abertura para essas duas zonas tendo é que estar perto da AE.

Na altura e actualmente mora nessa zona com os Pais.

Há cerca de três anos atrás falou-me dessa situação e disse-lhe para avançar dado q estávamos no sweet spot. O único problema é que podia haver falta de sitios por onde escolher. Dado que sempre demonstrou interesse em de facto comprar casa, fui insistindo com ela para ir vendo opções e avançar caso gostasse de alguma.

De todo o modo começou a ver com alguma intensidade. Viu vários ap até 250k, no minimo t3 ou t4. Um tinha um cozinha pequena, ou outro já não era tão novo, outro a sala era rectagular mas estreita, Whatever.

Foi procrastinando. Há um ano atrás deixei de lhe perguntar sobre isso.

Actualmente a busca de casa ficou em suspenso segundo soube na semana passada. Diz que os preços nas zonas pretendidas estão um pco caros para o que ela pretende gastar.

Por falar em Gaia e em juventude lembrei-me desta situação que já tinha descrito.

O post é de Setembro de 2018.

Em 2015 havia-lhe dito que era para avançar sem medos.

O que andava a ver era próximo do centro de Gaia e na zona de praias em segunda ou terceira linha. Não me perguntem exatamente onde pois não conheço aquela zona.

Se tivesse avançado nessa altura já tinha multiplicado o investimento...
 
Sim, é uma hipótese mas infelizmente nós (portugueses) ainda não temos essa mentalidade.

Estamos formatados para pedir variável porque os últimos 10 anos as taxas estiveram muito baixas.

E a questão até já foi falada largamente aí atrás é que a taxa fixa representa em caso de amortização dos 200k 4K em vez de 1k da variável.

Diferença de 3k em troca de uma segurança e estabilidade a toda a prova.

No fundo acreditamos que as taxas vão descer até aos 2%.

O teu comentário roça o absurdo, só no primeiro ano irias pagar menos 2K em juros, estar a falar em 3K em caso de amortização..
 
Sim, é uma solução bastante válida para teres mais facilmente acesso ao crédito.
E sabes que desse valor mensal não passa, nem para cima nem para baixo.

E pagas menos, é indiscutivelmente melhor solução não haveria nenhuma razão para escolher a que referiste em vez desta.
 
Sim, é uma hipótese mas infelizmente nós (portugueses) ainda não temos essa mentalidade.

Estamos formatados para pedir variável porque os últimos 10 anos as taxas estiveram muito baixas.

E a questão até já foi falada largamente aí atrás é que a taxa fixa representa em caso de amortização dos 200k 4K em vez de 1k da variável.

Diferença de 3k em troca de uma segurança e estabilidade a toda a prova.

No fundo acreditamos que as taxas vão descer até aos 2%.
Precisamente por termos tido taxas estupidamente baixas é que o pessoal devia de ter optado em massa pelas taxas fixas e obrigado os bancos a "lutarem" entre si para ganhar clientes e desta forma ter taxas fixas cada vez mais competitivas...mas fez-se o contrário...optou-se em massa pelas variáveis porque saía mais barato no momento.

Quem tem taxas fixas de 2020/21/22 não está minimamente preocupado com a(s) Euribor nem com quanto custa amortizar, porque simplesmente não compensa face ao que pagam.
 
Não sabemos qual vai ser a taxa média da Euribor nos próximos 30 anos!

https://www.idealista.pt/news/euribor/anual/historico/
Se no futuro houver condições mais favoráveis em taxa variável, ou fixa, noutro banco, poderá mudar, correcto?

Entretanto alinho com o Etcetera.. pelo que referiram, cá em casa estamos na classe alta e não nos vemos a suportar 1000€ de prestação. Prezo muito outras coisas na vida além de trabalhar para pagar uma casa
 
Se no futuro houver condições mais favoráveis em taxa variável, ou fixa, noutro banco, poderá mudar, correcto?

Entretanto alinho com o Etcetera.. pelo que referiram, cá em casa estamos na classe alta e não nos vemos a suportar 1000€ de prestação. Prezo muito outras coisas na vida além de trabalhar para pagar uma casa

Presumo que sim, mas não tenho experiência com CH de taxas fixas nem com mudanças de bancos. 😊
Quando as coisas apertaram sempre amortizei e liquidei os empréstimos muito antes do prazo.
 
É mais fácil acertares no Euromilhões do que te colocares em 30 minutos no Marquês do Pombal 😁

para mim uma situação dessas não seria problema, mas eu desloco-me diariamente de moto (trabalho a 20km de casa). Além do trânsito é também poupança com custos de estacionamento [:p]

Mas percebo a ideia...apenas acho que tal como se tem tornado evidente nas últimas páginas do tópico, na minha perspectiva a malta está a exagerar um bocado ao querer estar tão dentro das zonas de maior pressão. Já parecem os estudantes que passam a vida a queixar-se que é caro e não conseguem arranjar casa, mas também não querem procurar a mais de 2km das universidades e centro da cidade!

É uma questão de meterem tudo na balança. Para mim viver em zonas mais afastadas tem problemas, mas viver no centro da cidade também tem tantos ou mais.
 
Se no futuro houver condições mais favoráveis em taxa variável, ou fixa, noutro banco, poderá mudar, correcto?

Entretanto alinho com o Etcetera.. pelo que referiram, cá em casa estamos na classe alta e não nos vemos a suportar 1000€ de prestação. Prezo muito outras coisas na vida além de trabalhar para pagar uma casa

Esse foi sempre o meu caso. Nunca gastar muito com prestações porque prezo outras coisas, como viagens e lazer, além de gostar muito de comer e beber bem.
 
Não diria melhor.

Só para complementar o excelente post.

922€ x 12 meses são 11.064€.

11.064€ x 35 anos = 387.000€

Duas casas pagas no final do contrato.

Ao fim dos 35 anos a casa de 200k hoje em dia vai valer esses 387k ou talvez até mais.
Por isso para mim essa história de pagar 2 casas é uma falácia.

É comparar valores de hoje con valores de um espaço tenporal de 35%.....

Num cálculo de merceeiro (sem ter em conta o efeito composto) para duplicar de balor em 35 anos seria necessário uma taxa de inflação na casa dos 2.85%
 
https://www.google.com/maps/dir/R.+...5625fa2ed11!2m2!1d-9.1499913!2d38.7252898!3e0

Neste momento sai 28 minutos nos googles [:p]

Vou jogar no Euromilhões também [:D]

Simula às 8h na segunda feira e depois vem aqui colocar o print. E simula outro às 17h30.


E mais, acrescenta alguns semáforos vermelhos, é que pela minha contas passas em mais de 10 semáforos.

Só para teres uma ideia, eu no meu trajeto diário, para fazer apenas 7kms até ao Saldanha passo por 17 semáforos e em dias normais demoro mais de 20 minutos, porque nunca consegui apanhar todos os semáforos verdes no mesmo trajeto.
 
Last edited:
Estive a ler estas últimas páginas (somente por curiosidade) e fiquei deveras "preocupado" principalmente com a camada mais jovem da população e porquê:

Pelo que verifico destes últimos posts presentemente (com o valor do imobiliário novo e das taxas de juros exageradamente elevadas) é praticamente impossível um casal jovem (e muito menos só um indivíduo) adquirir um "simples" apartamento a estrear (completamente novo) sem que fique numa situação de alguma instabilidade económica, ou seja, ou esse casal (ou indivíduo) aufere rendimentos bem acima da média (e já têm de possuir algumas economias) ou pelo contrário irão passar num futuro próximo (ou mesmo no presente) dissabores !!!

Sei que o ideal não é colocarmos aqui os nossos exemplos (mas vou colocá-lo na mesma), mas saliento e presumo que a minha geração foi mais privilegiada/beneficiada (mas também tenho noção que não éramos tão consumistas): Em 1998 (tinha eu 27 anos e a minha mulher 24) adquirimos um apartamento a estrear com 4 assoalhadas e com garagem (mesmo box) no concelho de Almada (na época numa urbanização nova, muitíssimo perto do Almada Fórum que em 1998 ainda não tinha sido construído), que foi adquirido pelo valor de 22.000 contos/110.000 euros, demos 3.000 contos/15.000 euros de entrada (para além dessa entrada pagamos a escritura e mais alguns impostos também com as nossa economias), ou seja, pedimos um empréstimo de 19.000 contos/95.000 euros, num prazo de 25 anos e mensalidade ficou-nos a 79 contos (um pouquito abaixo dos 400 euros) e digo-vos que para minha maneira de ser mesmo assim tive receio de me colocar nessa época com esse tipo de encargo e saliento que a nossa taxa de esforço era relativamente reduzida, pois em 1998 eu auferia aproximadamente líquidos 140 contos/700 euros e a minha mulher também líquidos 130 contos/650 euros e o custo de vida no geral era bem mais económico do que actualmente, ou seja, mesmo que nessa época se ganhasse menos do que presentemente a vida no geral era bem mais fácil de ir progredindo (e os salários idem).

Saliento que antecipamos o crédito do imóvel em 2019 (somente mais por um conforto mental porque o valor de dívida já era diminuto, pois no decorrer do empréstimo existiram 2 amortizações, exceptuando a antecipação) e acreditem que foi este o único empréstimo que solicitamos, ou seja, o do imóvel.

Resumindo e voltando a repetir penso que a minha geração teve um pouco mais de sorte e que actualmente esta faixa etária mais jovem possua bastante mais dificuldade em realizar os seus desejos/intuitos de "vida" !!!
 
Por falar em Gaia e em juventude lembrei-me desta situação que já tinha descrito.

O post é de Setembro de 2018.

Em 2015 havia-lhe dito que era para avançar sem medos.

O que andava a ver era próximo do centro de Gaia e na zona de praias em segunda ou terceira linha. Não me perguntem exatamente onde pois não conheço aquela zona.

Se tivesse avançado nessa altura já tinha multiplicado o investimento...

Tinha sim senhor, na altura da crise cheguei a ver T4 usados mas condomínio fechado, primeira linha por 250k

Agora por apartamentos no mesmo condomínio pedem o dobro.
 
Alguns nem chegam a “estar à venda” como foi o caso das 2 penthouses no river plaza.

Se o River Plaza for o que estou a pensar (rotunda VL8) fico muito surpreso por alguém dar 1.5M ou mais ali naquele local.

Eu pessoalmente não gosto muito do local.
 
O teu comentário roça o absurdo, só no primeiro ano irias pagar menos 2K em juros, estar a falar em 3K em caso de amortização..

Não percebi o teu comentário.

Em momento algum eu disse que era mau a taxa fixa.

Alias, neste momento se o banco me fizesse a alteração do que tenho para taxa fixa, eu aceitava.
 
161.700€ com o coeficiente desvalorização de moeda.


Havia também muito mais oferta de habitação nessa altura.

Contando com os 2 anos antes e incluindo 1998 foram construídos 234.885 fogos.

Com os dados mais recentes de (2019, 2020 e 2021) foram só 48.586 fogos.


Agora novo, em Almada sinceramente não conheço construção nova mas haveria de andar por 350.000 para T3 acho eu.
 
Last edited:
Precisamente por termos tido taxas estupidamente baixas é que o pessoal devia de ter optado em massa pelas taxas fixas e obrigado os bancos a "lutarem" entre si para ganhar clientes e desta forma ter taxas fixas cada vez mais competitivas...mas fez-se o contrário...optou-se em massa pelas variáveis porque saía mais barato no momento.

Quem tem taxas fixas de 2020/21/22 não está minimamente preocupado com a(s) Euribor nem com quanto custa amortizar, porque simplesmente não compensa face ao que pagam.

Tens toda a razão.

Mas também já foi falado atrás, normalmente nos países mais ricos opta-se pela estabilidade (taxa fixa), nós que somos uns tesos temos de optar pelo que é mais barato no momento.

Talvez comece a mudar.

Eu já dei por mim a pensar que se tiver outro CH vou ponderar seriamente a taxa fixa.
 
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