Tópico das Casas

Boa tarde pessoal,

Como aqui há várias pessoas que entendem a sério de construção civil e dos meandros do negócio, deixo a mesma questão que coloquei em outro tópico (apartamento vs moradia), na esperança de obter alguns conselhos:



À mais de um ano que andamos à procura de uma moradia usada e, apesar de termos encontrado já duas ou três com o perfil indicado, não avançamos por diversos motivos (localização, obras necessárias, falta disto ou daquilo, preço, etc...).

Agora apareceu a hipótese de uma casa localizada numa urbanização que ficou parada no tempo por falência do construtor original em...2003. O novo proprietário dos imóveis já começou a finalizar as casas - já tinham todas telhados de 2 folhas, algumas já estavam pintadas no exterior, estucadas, com azulejos nos WCs e cozinhas, portões de garagens, etc). Para quem escolher já uma casa (antes desta ser alvo de finalização), o empreiteiro vai permitir a escolha dos materiais (inclusivamente nova cerâmica de paredes e pisos), e efectuar modificações interiores a pedido. A comercialização vai ser também efectuada por uma grande imobiliária.

Ficaria com uma casa "nova", num sítio aprazível, e na zona que pretendo. No entanto tenho receio que a estrutura, tubagens ou isolamentos térmicos já estejam ultrapassados...


A que é que acham que deva dar especial atenção?
 
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Última descoberta, e julgo mesmo que será a última, o tecto falso da sala deveria estar preso por cerca de 72 espigões. Na realidade está preso por 9 :sh).

Hoje inicia-se a fase do estuque, começando portanto a fase de "reconstrução".
 
A que é que acham que deva dar especial atenção?

Deves perder o amor a 150 euros e pedir a um eng. civil independente que se desloque ao local e que faça um relatório técnico da qualidade da estrutura.
Se a estrutura estiver impecável, avança para o negócio.
 
Deves perder o amor a 150 euros e pedir a um eng. civil independente que se desloque ao local e que faça um relatório técnico da qualidade da estrutura.
Se a estrutura estiver impecável, avança para o negócio.

Baixíssimo investimento face ao tempo dinheiro e chatices que se pode poupar.

Ou mesmo que não haja nenhum dealbreaker há sempre coisas menos boas e na pior das hipóteses pode dar argumentos para baixar o preço.
 
Boa tarde, imaginem a seguinte situação que não tem diretamente a ver com o credito.

Um casal solteiro compra em conjunto um apartamento de 200k€, sendo que será feito um empréstimo de 100k€ em nome dos 2, e os outros 100 são pagos na altura da escritura apenas por um dos elementos do casal com poupanças apenas desse elemento.

Isso fica registado em caso de litígios futuros?
 
Boa tarde, imaginem a seguinte situação que não tem diretamente a ver com o credito.

Um casal solteiro compra em conjunto um apartamento de 200k€, sendo que será feito um empréstimo de 100k€ em nome dos 2, e os outros 100 são pagos na altura da escritura apenas por um dos elementos do casal com poupanças apenas desse elemento.

Isso fica registado em caso de litígios futuros?

Eu comprei o meu apartamento numa situação +/- semelhante.
Na escritura ficou que 50% são meus, e 50% são dela.

O que tens que fazer é o seguinte, na minha opinião: na escritura tem que ficar que 75% são teus e os restantes 25% são dela. A tua parte fica salvaguardada.
 
Uma pergunta: estou a fazer simulações de crédito, e como sabem os valores da simulação podem ser diferentes depois na contratação após análise do processo pelo banco.
A minha dúvida é agora saber qual o banco a escolher, pois a oferta mais vantajosa não é necessariamente aquela que tem a melhor simulação.
Como tenho que pagar para iniciar o processo, como faço para escolher o banco?
 
Eu comprei o meu apartamento numa situação +/- semelhante.
Na escritura ficou que 50% são meus, e 50% são dela.

O que tens que fazer é o seguinte, na minha opinião: na escritura tem que ficar que 75% são teus e os restantes 25% são dela. A tua parte fica salvaguardada.

Não me parece que seja assim.

É que 50% são do user.

50% são do património comum. Pode parecer uma minudência, mas juridicamente uma coisa é o património comum, outra coisa é o património próprio.
 
Não me parece que seja assim.

É que 50% são do user.

50% são do património comum. Pode parecer uma minudência, mas juridicamente uma coisa é o património comum, outra coisa é o património próprio.

Então não é a mesma coisa?

50% do user.
Outros 50% de ambos, ou seja 25% dele e 25% dela.
50 + 25 não são 75%?
 
Aõ fazer umas pesquisas no mercado cruzei-me com esta imobiliária https://livealgarve.com/ , e fiquei surpreêndido com a forma, penso que inédita em portugal, com que promove os seus imóveis.
Já aqui tinha mencionado há uns tempos que no futuro poderia ser implementado uma forma de nós em casa podermos fazer uma visita virtual aos imóveis em carteira. Ainda não é o caso, mas poderá ser um pequeno passo.
 
Ok obrigado pelas respostas.
Supostamente hoje em dia tem que se dar prova da proveniência do valor que se da de entrada, pelo que se calhar essa questão fica sempre salvaguardada.
 
Boa tarde, imaginem a seguinte situação que não tem diretamente a ver com o credito.

Um casal solteiro compra em conjunto um apartamento de 200k€, sendo que será feito um empréstimo de 100k€ em nome dos 2, e os outros 100 são pagos na altura da escritura apenas por um dos elementos do casal com poupanças apenas desse elemento.

Isso fica registado em caso de litígios futuros?

Simples, quem paga 100k + 50k regista 75% da propriedade do imóvel. Onde está a dúvida?
 
Simples, quem paga 100k + 50k regista 75% da propriedade do imóvel. Onde está a dúvida?
Nunca fiz nenhuma escritura, não conheço os pormenores envolvidos.

Nem fazia ideia que se podia dividir o imóvel dessa maneira. Então isso vai discriminado dessa forma na escritura, é isso?
 
Parece que o Pedro Andresen arranjou um exército de inimigos de uma vez.
Acompanhando o facebook do contas-poupança e observando o tipo de comentários e criticas dos agentes imobiliários no geral, dá para entender de imediato porque os clientes têm tantas queixas das imobiliárias. Os agentes demonstram a sua categoria. Até apanhei lá esta pérola:

"Sofia Costa deverá com toda a certeza ter uma má experiência nesse aspecto, em relação à comissão ser paga toda no CPCV engana se, comigo por exemplo é metade metade, em relação ao “intermediário desnecessário” diga me... se for procurar casa vai procurar onde primeiro? O “normalmente não conhece a casa para a saber vender” peço lhe desculpa mas apanhou alguém muito fraco no seu trabalho, mas isso a em todo o lado. Da próxima vez faça uma entrevista de trabalho aos agentes e verá qual se adequa melhor. Obrigado "


Então mas este tipo assume abertamente que deve ser o comprador a dar-lhe de imediato metade da sua comissão mesmo antes da escritura? E se o comprador quiser dar apenas 500€ no CPCV?
Como anda este sector meu Deus! As virgens estão todas ofendidas porque a Sic deu a conhecer a muitos Portugueses uns profissionais que não se podem publicitar: os solicitadores.

Vejam com os vossos próprios olhos nas redes sociais.

A experiência que tenho com imobiliárias com algumas excepções, que mesmo sendo excepção não primam pelo brilhantismo, é no geral negativa.
Não há escrúpulos, tentam atropelar tudo e todos, e geralmente não se preparam para a venda. Durante as visitas muitos dos vendedores conhecem muito pior o produto que um empregado da worten. E uma casa não é um televisor. Para muitos é um compromisso de toda uma vida. Já para não falar na qualidade das fotos nos websites tiradas com um telemóvel qualquer...
E agora que a Sic mexeu no mel, ao revelar a alternativa de recorrer a advogados ou a solicitadores, o que elimina o maior medo dos Portugueses que é o de fazer algo de errado a nível burocrático, a reacção dos vendedores, demonstra muito a sua classe.
Há os bons, e muito bons que naturalmente vingam no sector, mas muitos deles são gentalha que faz este trabalho numa fase passageira da sua vida, e vou até mais longe e digo que é gente que mais nada sabia fazer na sua vida.
 
Não tenha dúvidas que neste momento há muito mediador a receber por fora por via do comprador.

Então em negócios "bons", é o vale tudo. Para compensar os anos das vacas magras.
 
Não tenha dúvidas que neste momento há muito mediador a receber por fora por via do comprador.

Então em negócios "bons", é o vale tudo. Para compensar os anos das vacas magras.

Nunca o presenciei, mas não tenho duvidas de que isso aconteça.
 
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