Tópico das Casas

Referia-me também a estrangeiros dentro da união europeia, e não se trata de uma Coreia do Norte, nem de perto!

Escusas de te referir, que esse barco já partiu há mais de trinta anos. Agora é tarde.

O último tuga de relevo que se interessou pela independência de Portugal já morreu há muitos anos, e toda a gente bem pensante toca o "Portugal na CEE" com fervor, com a mão sobre o bolso da carteira.
 
Turismo nada tem a ver com habitação tradicional, pois implica sempre investimento acrescido.

Especialmente dentro dos centros históricos onde os custos disparam. Se o plano de negócio é ter retorno de 2 ou 3k por mês por uma habitação reabilitada, pensas mesmo que se fosse para o mercado tradicional alguém lhe ia achar um figo?

É que se fosse para meter no mercado com rendas baixas nenhuma reabilitação decente seria viável. Isto é um não assunto, são áreas de investimento completamente distintas, e bloquear uma não significa mais oferta noutra porque não serão assim tão permeáveis quanto se pensa. Isso aconteceu temporariamente na pandemia, mas em situação de controlo de danos e de forma temporária.
Também é curioso que os centros históricos antes desta vaga de turismo estavam completamente ao abandono ... ninguém queria lá viver...
 
Não vejo em que isto tenha a ver com União Europeia ou meia União Europeia...nem com nacionalidades ou meio nacionalidades.

É apenas um problema de "pressão imobiliária", e se aumenta a procura por parte de estrangeiros, como mero investimento (e muitas vezes lucrar com a inflação dos preços) óbvio que vai prejudicar o acesso aos portugueses que cá vivem. Parece-me bastante simples de perceber!

E nunca foram tomadas medidas para acalmar esse interesse estrangeiro, é esse o meu ponto de vista.
 
Ontem tive a conhecer o apartamento de uma amiga. Fiquei algo mixed feelings sobre se isto é a realidade do normal do que acabamos a ter que nos sujeitar porque certos pormenores irritaram-me para o preço que ela pagou. Ou então estou completamente deslocado do que por aí se passa.

T2 de 90 m2 brutos numa área suburbana próxima a Lisboa, CPCV em 2021, aquisição na altura por ligeiramente menos que 268k.

Próximo à linha de comboio (estação a uns bons 15 min a pé, fica entre duas), bairro social do outro lado da linha. Imediatamente na proximidade do prédio não há grandes serviços (5-10 min a pé já alguma coisa), ouve-se os comboios a passar (mesmo com tudo fechado).

Uma boa sala com 2 frentes (sul / oeste) e uma vista até relativamente desafogada e uma varanda generosa a percorrer, dá para uma mesa de refeições à vontade e zonas para puff/sofá (a utilização já é mais discutível pois virada para uma estrada/bastante exposto pelo menos na vertente sul). P

O grande problema que "encontrei": portas da varanda a abrir para dentro, bloqueando bastante o espaço da sala. São portas grandes. Ou deixa o sofá no meio da sala ou vai ter uma abertura limitada. Acaba a prejudicar bastante a vida de uma sala que seria impecável pela área até generosa e as duas frentes.

AC expostos e não encastrados no tecto nas divisões...esteticamete é pena numa casa nova construída de raiz.

Cozinha independente. Mas estreita ao ponto de ser difícil fazer lá uma refeição. Talvez com uma solução de bancada e um banco alto na parede oposta à bancada (mas o construtor não a fez, acho eu porque o espaço é mesmo mínimo). A poupança mesquinha: não há gavetas pequenas (por exemplo as que usamos para talheres), só tem gavetões (ela que depois arranje uma solução de gaveta dupla interna disse-lhe o construtor). Mas cozinha Bosh.

Quartos: o maior problema. Na suite (que tem acesso a outra varanda e esta mais resguardada) teve que optar por uma cama 140x200. E mesmo assim praticamente não há espaço para mesas de cabeceira, a solução são umas prateleiras mínimas de cada lado. Isto apesar de um hall grande na entrada do quarto. Área de roupeiros fixe e iluminados.

Boa nota para a garagem. 2 lugares de acesso independente (apesar de 1d eles junto à parede) e de tamanho normal (reparei que outros ficam com pelo menos 1 dos lugares mais estreitos) e uma tomada azul para carregamento (32A pelo que percebi). Arrecadação pareceu-me boa.

Alarme já instalado e um sistema de video-porteiro xpto, aspiração central também.

E é isto.

Achei puxado mas pelos vistos é a realidade que temos. Diz ela que os apartamentos que ao lado vão construir já estão a pedir 300 a 350 para a mesma tipologia. :sh)

Tendo em conta o relatado e dependendo da área suburbana , não me parece nada fora de preço.
Tem alguns constrangimentos sendo para mim o maior o barulho dos comboios.

A questão é que provavelmente em Lisboa comprado na mesma altura seriam uns 350k como um colega aqui comprou.
 
Ontem tive a conhecer o apartamento de uma amiga. Fiquei algo mixed feelings sobre se isto é a realidade do normal do que acabamos a ter que nos sujeitar porque certos pormenores irritaram-me para o preço que ela pagou. Ou então estou completamente deslocado do que por aí se passa.

T2 de 90 m2 brutos numa área suburbana próxima a Lisboa, CPCV em 2021, aquisição na altura por ligeiramente menos que 268k.

Próximo à linha de comboio (estação a uns bons 15 min a pé, fica entre duas), bairro social do outro lado da linha. Imediatamente na proximidade do prédio não há grandes serviços (5-10 min a pé já alguma coisa), ouve-se os comboios a passar (mesmo com tudo fechado).

Uma boa sala com 2 frentes (sul / oeste) e uma vista até relativamente desafogada e uma varanda generosa a percorrer, dá para uma mesa de refeições à vontade e zonas para puff/sofá (a utilização já é mais discutível pois virada para uma estrada/bastante exposto pelo menos na vertente sul). P

O grande problema que "encontrei": portas da varanda a abrir para dentro, bloqueando bastante o espaço da sala. São portas grandes. Ou deixa o sofá no meio da sala ou vai ter uma abertura limitada. Acaba a prejudicar bastante a vida de uma sala que seria impecável pela área até generosa e as duas frentes.

AC expostos e não encastrados no tecto nas divisões...esteticamete é pena numa casa nova construída de raiz.

Cozinha independente. Mas estreita ao ponto de ser difícil fazer lá uma refeição. Talvez com uma solução de bancada e um banco alto na parede oposta à bancada (mas o construtor não a fez, acho eu porque o espaço é mesmo mínimo). A poupança mesquinha: não há gavetas pequenas (por exemplo as que usamos para talheres), só tem gavetões (ela que depois arranje uma solução de gaveta dupla interna disse-lhe o construtor). Mas cozinha Bosh.

Quartos: o maior problema. Na suite (que tem acesso a outra varanda e esta mais resguardada) teve que optar por uma cama 140x200. E mesmo assim praticamente não há espaço para mesas de cabeceira, a solução são umas prateleiras mínimas de cada lado. Isto apesar de um hall grande na entrada do quarto. Área de roupeiros fixe e iluminados.

Boa nota para a garagem. 2 lugares de acesso independente (apesar de 1d eles junto à parede) e de tamanho normal (reparei que outros ficam com pelo menos 1 dos lugares mais estreitos) e uma tomada azul para carregamento (32A pelo que percebi). Arrecadação pareceu-me boa.

Alarme já instalado e um sistema de video-porteiro xpto, aspiração central também.

E é isto.

Achei puxado mas pelos vistos é a realidade que temos. Diz ela que os apartamentos que ao lado vão construir já estão a pedir 300 a 350 para a mesma tipologia. :sh)

Não sabia que a zona da Luz da amadora era tão cara há dois anos…
 
É começar a construir em altura....
Em vez dos habituais 6/8 andares passarmos para os 30 ou eventualmente 40....

Isso não resolve o problema, pelo contrário, só o complica.

Em Portugal há muito pouca experiência em construção em altura, tanto por quem projeta como por quem constrói.

Depois temos outros temas sobre estrutura urbana e contexto que são sempre muito discutidos, e a tendência é cada vez mais limitar o número de pisos exceto em casos pontuais.
Temos alguns exemplos de construção em altura que agora, ou foram demolidos, ou estão em processo/intenção de o ser (torres de Tróia, Bairro do Aleixo, Prédio Coutinho em Viana...).

Por acaso é um formato que a mim me agrada, mas acho que não é fácil implementar de forma corrente ao ponto de ser uma solução cá em Portugal, por vários motivos.
 
É começar a construir em altura....
Em vez dos habituais 6/8 andares passarmos para os 30 ou eventualmente 40....
Concordo. Em Portugal ocupamos espaços urbanos preciosos com prédios de 3 ou 4 andares. Os terrenos urbanos são caríssimos, e assim é complicado rentabilizar o espaço, acabando por ficar mais caro o preço por m2 de cada apartamento.
Além disso estamos a criar cidades "enormes" mas com pouca densidade, e por consequência dificuldade em ter uma rede de transporte tão vasta para servir pouca gente, e todo o tipo de infraestruturas para servir essa população.
 
É começar a construir em altura....
Em vez dos habituais 6/8 andares passarmos para os 30 ou eventualmente 40....

A AML é péssima para construir em altura devido ao tipo de solo, o que torna a construção em altura muito cara. Além disso a estrutura teria de ser em aço e os nossos empreiteiros fogem disso como da peste.
 
Preço das casas dispara. Estrangeiros ganham influência em Portugal



Os portugueses não conseguem e provavelmente nunca conseguirão competir com os salários deles..​
O problema não é só nas casas de valor elevado.

Estamos a receber uma vaga de emigrantes nunca antes vista, o ano de 2022 foi o ano que se registou mais contratos de arrendamento, nunca se tinha registado tantos.

Nós não estamos preparados para receber tanta gente, os nossos serviços públicos não estão dinensionados e isso veio agravar tudo em especial na periferia do Porto Lisboa, queres ir às finanças tratar de qualquer coisa são filas intermináveis, nas conservatórias idem, nos centros de saúde tens de ir de madrugada gardar vez, no hospital meses por uma consulta, etc...

Nas zonas premium, deixámos de conseguir competir com os estrangeiros, mas nas zonas pobres está igual, não conseguimos competir.

Estamos a receber emigrantes de todos os estratos sociais e não estamos preparados para tal.

Não há habitação, saúde, escolas que resistam, estávamos dimensionados para outra realidade.
 
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Ontem tive a conhecer o apartamento de uma amiga. Fiquei algo mixed feelings sobre se isto é a realidade do normal do que acabamos a ter que nos sujeitar porque certos pormenores irritaram-me para o preço que ela pagou. Ou então estou completamente deslocado do que por aí se passa.

T2 de 90 m2 brutos numa área suburbana próxima a Lisboa, CPCV em 2021, aquisição na altura por ligeiramente menos que 268k.

Próximo à linha de comboio (estação a uns bons 15 min a pé, fica entre duas), bairro social do outro lado da linha. Imediatamente na proximidade do prédio não há grandes serviços (5-10 min a pé já alguma coisa), ouve-se os comboios a passar (mesmo com tudo fechado).

Uma boa sala com 2 frentes (sul / oeste) e uma vista até relativamente desafogada e uma varanda generosa a percorrer, dá para uma mesa de refeições à vontade e zonas para puff/sofá (a utilização já é mais discutível pois virada para uma estrada/bastante exposto pelo menos na vertente sul). P

O grande problema que "encontrei": portas da varanda a abrir para dentro, bloqueando bastante o espaço da sala. São portas grandes. Ou deixa o sofá no meio da sala ou vai ter uma abertura limitada. Acaba a prejudicar bastante a vida de uma sala que seria impecável pela área até generosa e as duas frentes.

AC expostos e não encastrados no tecto nas divisões...esteticamete é pena numa casa nova construída de raiz.

Cozinha independente. Mas estreita ao ponto de ser difícil fazer lá uma refeição. Talvez com uma solução de bancada e um banco alto na parede oposta à bancada (mas o construtor não a fez, acho eu porque o espaço é mesmo mínimo). A poupança mesquinha: não há gavetas pequenas (por exemplo as que usamos para talheres), só tem gavetões (ela que depois arranje uma solução de gaveta dupla interna disse-lhe o construtor). Mas cozinha Bosh.

Quartos: o maior problema. Na suite (que tem acesso a outra varanda e esta mais resguardada) teve que optar por uma cama 140x200. E mesmo assim praticamente não há espaço para mesas de cabeceira, a solução são umas prateleiras mínimas de cada lado. Isto apesar de um hall grande na entrada do quarto. Área de roupeiros fixe e iluminados.

Boa nota para a garagem. 2 lugares de acesso independente (apesar de 1d eles junto à parede) e de tamanho normal (reparei que outros ficam com pelo menos 1 dos lugares mais estreitos) e uma tomada azul para carregamento (32A pelo que percebi). Arrecadação pareceu-me boa.

Alarme já instalado e um sistema de video-porteiro xpto, aspiração central também.

E é isto.

Achei puxado mas pelos vistos é a realidade que temos. Diz ela que os apartamentos que ao lado vão construir já estão a pedir 300 a 350 para a mesma tipologia. :sh)

Acho que a avaliação depende de vários pequenos detalhes.

Ac encastrados são raros de encontrar, são muito mais caros e até mais caros de operar no dia a dia.
A questão das janelas de abrir foi o que já falamos atrás. São melhores em termos de vedação, mas depois roubam imenso espaço. Não vejo lógica em optar por isso em vez de uma janela de correr boa.

A cozinha, depende, eu dispenso espaço de refeições na cozinha. Por isso, não ficava preocupado.
Os gavetões ou gavetas não é directamente ligado com poupança, é mais o design de quem fez, gavetões grandes são bastante caros e hoje em dia tem-se optado muito mais por isso do que por gavetas pequenas.

Os quartos têm sido os espaços mais sacrificados sim. Eu prefiro ter uma sala maior e quartos mais pequenos. Mas sim há limites.

Não sei qual a zona, mas 268.000€ nem me parece descabido, como ela diz, agora vai ser acima de 300k de certeza absoluta.
 
Afinal parece que os mais carenciados são os jovens e não os mais velhos, e devia ser ao contrário


Início de 2023 marcado pela entrega de casas aos bancos, principalmente os jovens

https://24.sapo.pt/atualidade/artig...-de-casas-aos-bancos-principalmente-os-jovens

Penso que faz sentido. Aquisições mais recentes, logo com preços mais elevados, componente de juros muito mais pesada, redução muito pronunciada das remunerações relativas para quem entra no mercado de trabalho...
 
Eu sei que depende do comprimento, mas uma rampa de 16% é aceitável, ou já é assim para o inclinado?

Isto é: passará qualquer carro, ou alguns já vão raspar lá ?

Edit: Tem 7.15m
 
Last edited:
Eu sei que depende do comprimento, mas uma rampa de 16% é aceitável, ou já é assim para o inclinado?

Isto é: passará qualquer carro, ou alguns já vão raspar lá ?

Depende da concordância, o comprimento da curvatura entre dois segmentos rectos.
 
Eu sei que depende do comprimento, mas uma rampa de 16% é aceitável, ou já é assim para o inclinado?

Isto é: passará qualquer carro, ou alguns já vão raspar lá ?

Edit: Tem 7.15m
Nalguns municípios é superior ao permitido. Tem em atenção que as concordâncias nas extremidades vão fazer aumentar a inclinação da rampa.
 
Eu sei que depende do comprimento, mas uma rampa de 16% é aceitável, ou já é assim para o inclinado?

Isto é: passará qualquer carro, ou alguns já vão raspar lá ?

Edit: Tem 7.15m

Depende de como acabam as extremidades.
Mas existem bem piores que isso, nem acho nada má!

Aquele T2 de que falei aqui no outro dia a rampa é muito boa e tem 14,7%

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