Tópico das Casas

Mas o português médio não vê nada disso, vive alheado, convive bem com a corrupção generalizada na sociedade, sem perspectivas de um futuro melhor e não se preocupa de fato com o Estado do país.
Não há movimentos cívicos fortes, tudo centrado no clientelismo político.


(...)

E nota final, trabalhar em Portugal é um inferno.
Trabalhamos mal, somos desorganizados, desplacentes, pouco éticos e até preguiçosos.

E no fim do dia, não temos noção desta realidade que retrato.
E até termos noção do que somos e onde estamos , nada vai mudar.

Vamos continuar de mão estendida as esmolas da união europeia, vamos continuar cada vez mais pobres, vamos continuar a assistir aos jovens que tem 2 dedos de testa a procurar o futuro noutro país.

E para não pensares que estou contra ti (não estou de todo, apenas não concordo que digas que os Portugueses são completamente culpados da situação em que se encontram, quando existem muitas outras razões), só para dizer que concordo com todas as expressões acima assinaladas.

De uma forma geral, o Português fica contente com as migalhas que lhe dão, mesmo que isso venha hipotecar o seu futuro.
Temos uma classe política que apenas trabalha para os seus próprios interesses, que não consegue planear a longo prazo, definir estratégias para o país, e a reagir sempre tarde aos problemas que vão aparecendo (como é o caso da habitação, da educação, da saúde, da justiça)

Quando vês os nossos políticos de mão estendida, a receber dinheiro da Europa (e o nosso PM com a sua primeira frase que lhe sai da boca: "Já posso ir ao Banco buscar o dinheiro?"), a distribuir pelas suas clientelas, e mesmo assim não conseguem mudar o rumo do país, é realmente uma vergonha.
E o Português aplaude isto...

Estou a desviar-me do tópico.
Continuemos a discutir a habitação...
 
O que tem salvado mta gente é o paitrocíonio.

Não só aqui mas em todo lado.

No Uk chamam Bomad.

Bank of Mom and Dad.[:D]

https://www.mortgageadvicebureau.co...he-bank-of-mum-and-dad-is-9th-biggest-lender/

Sei de pais que dão a entrada, dão carros, até pagam a escola dos netos.

Sem isso os filhos estavam completamente lixados. De modo nenhum teriam posses para alimentar o estilo de vida que mtos fazem.


Se vocês vissem o dinheiro que é gasto nos casamentos de estrangeiros em Portugal, tudo pago pelos pais dos noivos, até diziam que era mentira...
Nos últimos anos tenho acompanhado vários eventos destes, e já vi valores que davam para pagar uma casa média em Portugal.
Mas que continuem por cá, que é sempre dinheiro que cá fica.
 
E para não pensares que estou contra ti (não estou de todo, apenas não concordo que digas que os Portugueses são completamente culpados da situação em que se encontram, quando existem muitas outras razões), só para dizer que concordo com todas as expressões acima assinaladas.

De uma forma geral, o Português fica contente com as migalhas que lhe dão, mesmo que isso venha hipotecar o seu futuro.
Temos uma classe política que apenas trabalha para os seus próprios interesses, que não consegue planear a longo prazo, definir estratégias para o país, e a reagir sempre tarde aos problemas que vão aparecendo (como é o caso da habitação, da educação, da saúde, da justiça)

Quando vês os nossos políticos de mão estendida, a receber dinheiro da Europa (e o nosso PM com a sua primeira frase que lhe sai da boca: "Já posso ir ao Banco buscar o dinheiro?"), a distribuir pelas suas clientelas, e mesmo assim não conseguem mudar o rumo do país, é realmente uma vergonha.
E o Português aplaude isto...

Estou a desviar-me do tópico.
Continuemos a discutir a habitação...

Não concordo contigo nesse ponto, os portugueses são 100% culpados da situação! São eles que votam (ou que não votam).

Votassem melhor, fossem mais participativos, e seríamos hoje mais Irlanda e menos Albânia!

O resto é como dizes, apontar causas (passado) é muito fácil, apontar soluções (futuro) é que é complicado.
 
Não concordo contigo nesse ponto, os portugueses são 100% culpados da situação! São eles que votam (ou que não votam).

Votassem melhor, fossem mais participativos, e seríamos hoje mais Irlanda e menos Albânia!

O resto é como dizes, apontar causas (passado) é muito fácil, apontar soluções (futuro) é que é complicado.

Rasec,
Podes dizer que o Português é culpado e responsável no que se passa no seu país, mas não culpes os Portugueses quando as instituições decidem mudar o seu discurso.
É algo que foge completamente do nosso controlo.

Toda esta discussão começou com os posts a referir os portugueses são uns iletrados financeiramente (o que é verdade na generalidade da população), mas eu continuo a afirmar que não somos os únicos culpados.

Epá, há ano e meio atrás, tínhamos o BCE a dizer que a inflação era temporária, transitória, e que não eram necessárias medidas muito restritivas para controlar a inflação. Nem sequer queriam mexer nas taxas de juro, quando os seus congéneres já aplicavam medidas para combater a inflação.

Esta instituição financeira é fulcral para o nosso país e para a União Europeia.
Os seus directores / administradores são muito bem pagos para tomar decisões de grande responsabilidade.
Mas falharam redondamente na análise da evolução da economia, e na aplicação das suas políticas monetárias.
E ainda por cima não admitem os seus erros.

Ano e meio depois, as taxas de juro já aumentaram 5% (algo que nunca tinha acontecido anteriormente, pelo menos desde a entrada da Euribor), e não vai parar por aqui.
(De referir a ironia da aplicação de medidas restritivas e que temos de evitar o aumento de rendimentos ou distribuição de apoios sociais, mas precisam de se reunir todos no palácio em Sintra, deslocar-se em aviões privados, comitivas com escolta, hotéis 5 estrelas e jantares luxuosos... Uma reunião dos governadores no Teams ou no Zoom, e uma conferência de imprensa no final da reunião na sede do BCE teria exactamente o mesmo efeito, mas pronto, vieram cá gastar dinheiro e nós precisamos disso...)

Concluindo, temos muito que evoluir enquanto país, mas até lá, é aguentar a tempestade...
 
MLopes,

Nós temos a memória muito curta.

Só falar vires dizer que a culpa do resgate da Troika foi a subida dos juros, era o que faltava.

Tu lembras-te de quanto era a inflação e os juros no tempo do Escudo? Era sempre acima de 2 dígitos.
A deflação do escudo era de tal ordem que na década de 70 a peseta valia metade do escudo e na década de 90 era 1.5X mais forte.

Se não estivemos no euro imagina quanto não seria a taxa de juros, quando dependemos de nós é uma desgraça.

Em relação a subida da taxa de juro na zona euro, vê lá quanto e que a FED nos EUA subiu, e o banco de Inglaterra.

O problema é exactamente o oposto o BCE subiu tarde e pouco, estamos quase 1 ano atrasados.

E taxa de juro a 4% não é nada, poucos países no mundo têm taxas tão baixas de uma forma constante.

Cumprimentos
 
MLopes,

Nós temos a memória muito curta.

Só falar vires dizer que a culpa do resgate da Troika foi a subida dos juros, era o que faltava.

Tu lembras-te de quanto era a inflação e os juros no tempo do Escudo? Era sempre acima de 2 dígitos.
A deflação do escudo era de tal ordem que na década de 70 a peseta valia metade do escudo e na década de 90 era 1.5X mais forte.

Se não estivemos no euro imagina quanto não seria a taxa de juros, quando dependemos de nós é uma desgraça.

Em relação a subida da taxa de juro na zona euro, vê lá quanto e que a FED nos EUA subiu, e o banco de Inglaterra.

O problema é exactamente o oposto o BCE subiu tarde e pouco, estamos quase 1 ano atrasados.

E taxa de juro a 4% não é nada, poucos países no mundo têm taxas tão baixas de uma forma constante.

Cumprimentos

Prelude,
tu tens aí uma confusão de conceitos tão grande que torna-se difícil responder-te adequadamente a tudo o que escreves.
É impressionante a tua conversa de adepto de bancada, e como referes tudo para justificar as respostas ao tema da conversa muitas vezes com justificações um pouco sem nexo (e já não é o primeiro post que fazes isso): Desde a iliteracia financeira dos portugueses, às taxas de juro, são os preços dos imóveis, é a política, é a capitalização bolsista, agora é a Troika, é o tempo do Escudo, enfim, calma lá mas tudo tem uma resposta.

As tuas últimas 3 linhas referem tudo o que tenho dito sobre a actuação do BCE: o seu objectivo é manter a inflação controlada, através de políticas monetárias adequadas e felizmente têm conseguido fazer mantendo as taxas de juro baixas.
Mas falharam redondamente no final de 2021, não o admitem abertamente e estão a correr atrás do prejuízo.
O aumento desenfreado das taxas de juro em ano e meio é simplesmente a constatação da política falhada do BCE.
É o que tenho dito há vários posts.

A iliteracia financeira dos portugueses é um tema diferente, e que dependerá de nós para o resolver...
 
Voltando aqui um pouco ao tema das casas e do estado das vendas.

Tenho acompanhado vários empreendimentos novos em Lisboa e arredores. E no geral tenho visto um abrandamento nas vendas.
Anteriormente os empreendimentos apareciam e "esgotavam" em dias ou nas primeiras semanas. Agora vão andando uma venda aqui uma venda ali, mas sempre com disponibilidades, poucos são os que têm 100% vendido.

Claro que há vários factores, algumas zonas (alta de lisboa, miraflores, carnaxide, e amadora) tiveram e estão a ter um aumento "grande" de fogos para venda. Depois de anos estagnados, nos últimos 4 anos, apareceram milhares de novas casas para venda.
Depois os preços, os preços absurdos que se pedem por certas casas faz com que a procura dessas casas seja limitada. E apesar dos preços continuarem altos, e cada novo empreendimento é ainda mais caro que o anterior, a verdade é que já não se vendem logo.

E até têm aparecido empreendimentos prontos a escriturar para venda, algo raro nos últimos 4 anos.

Por isso há de facto um grande abrandar nas vendas.
 
Voltando aqui um pouco ao tema das casas e do estado das vendas.

Tenho acompanhado vários empreendimentos novos em Lisboa e arredores. E no geral tenho visto um abrandamento nas vendas.
Anteriormente os empreendimentos apareciam e "esgotavam" em dias ou nas primeiras semanas. Agora vão andando uma venda aqui uma venda ali, mas sempre com disponibilidades, poucos são os que têm 100% vendido.

Claro que há vários factores, algumas zonas (alta de lisboa, miraflores, carnaxide, e amadora) tiveram e estão a ter um aumento "grande" de fogos para venda. Depois de anos estagnados, nos últimos 4 anos, apareceram milhares de novas casas para venda.
Depois os preços, os preços absurdos que se pedem por certas casas faz com que a procura dessas casas seja limitada. E apesar dos preços continuarem altos, e cada novo empreendimento é ainda mais caro que o anterior, a verdade é que já não se vendem logo.

E até têm aparecido empreendimentos prontos a escriturar para venda, algo raro nos últimos 4 anos.

Por isso há de facto um grande abrandar nas vendas.

Lisboa (e Portugal por arrasto) também era muito apetecível quando era barata comparada com outras capitais / cidades relevantes Europeias, mas chegou no ponto onde um estrangeiro já repensa se vale a pena vir para cá. Mesmo os que compram a pronto sem recurso a empréstimo estamos a falar de preços por m2 ridículos.

São casos pontuais que não sei até que ponto se traduzem em números expressivos, mas conheço vários exemplos de estrangeiros que sairam de Lisboa no último ano (2 famílias foram embora, uma mudou-se para o Algarve).
 
Voltando aqui um pouco ao tema das casas e do estado das vendas.

Tenho acompanhado vários empreendimentos novos em Lisboa e arredores. E no geral tenho visto um abrandamento nas vendas.
Anteriormente os empreendimentos apareciam e "esgotavam" em dias ou nas primeiras semanas. Agora vão andando uma venda aqui uma venda ali, mas sempre com disponibilidades, poucos são os que têm 100% vendido.

Claro que há vários factores, algumas zonas (alta de lisboa, miraflores, carnaxide, e amadora) tiveram e estão a ter um aumento "grande" de fogos para venda. Depois de anos estagnados, nos últimos 4 anos, apareceram milhares de novas casas para venda.
Depois os preços, os preços absurdos que se pedem por certas casas faz com que a procura dessas casas seja limitada. E apesar dos preços continuarem altos, e cada novo empreendimento é ainda mais caro que o anterior, a verdade é que já não se vendem logo.

E até têm aparecido empreendimentos prontos a escriturar para venda, algo raro nos últimos 4 anos.

Por isso há de facto um grande abrandar nas vendas.

o ambiente já começa a ser perigoso para os especuladores que ajudavam a criar o ambiente "esgotado" com as reservas/compras de várias unidades cuja posições eram cedidas ou que acabam a fazer escritura de compra e a seguir a de venda, no mesmo dia (eu assisti a isso no caso do meu, os dois a seguir a escritura fizeram e conhecendo agora os vizinhos nem metade foi o primeiro comprador mesmo que a maioria seja o primeiro residente [;)]).

e para ser perigoso e este ciclo agora mudar basta a ideia de que os preços estão estagnados

porque esse modelo só funcionava se eu conseguisse vender por (muito) mais no curto prazo dado que é feito, na maioria das vezes, com alavancagem e não há guito ou capacidade de crédito para assumir a compra efectiva do que se reserva/comprou para vender.
 
o ambiente já começa a ser perigoso para os especuladores que ajudavam a criar o ambiente "esgotado" com as reservas/compras de várias unidades cuja posições eram cedidas ou que acabam a fazer escritura de compra e a seguir a de venda, no mesmo dia (eu assisti a isso no caso do meu, os dois a seguir a escritura fizeram e conhecendo agora os vizinhos nem metade foi o primeiro comprador mesmo que a maioria seja o primeiro residente [;)]).

e para ser perigoso e este ciclo agora mudar basta a ideia de que os preços estão estagnados

porque esse modelo só funcionava se eu conseguisse vender por (muito) mais no curto prazo dado que é feito, na maioria das vezes, com alavancagem e não há guito ou capacidade de crédito para assumir a compra efectiva do que se reserva/comprou para vender.

As conversas que ouvi à volta de fazer isso com terrenos na Comporta [8b][8b]

Mas enfim, é um investimento como outro qualquer, como dizem nas terras do tia Sam "sell to the greatest fool... if you can't sell, you are the greatest fool"
 
Por acaso há coisas que na minha opinião deviam ser regulamentadas.

não há transparência nenhuma nas reservas e muita opacidade sobre as unidades disponíveis.

Há quem chame a isto capitalismo no seu estado mais puro mas na verdade não é muito diferente do que acontecia no socialismo soviético onde era no mercado de “recompra” que o comum cidadão/peixe miúdo acabava a ter acesso, enquanto os tubarões alocavam os slots para si, seja do apartamento seja do Trabant porque conheciam antecipadamente o que ia chegar ao dito “mercado”.

o mesmo acontece em marcas automóveis como a Porsche e os modelos GT

Mais importante do que ter dinheiro é ter acesso antecipado à compra para especular.

nada disto devia ser aceitável em economias que se dizem de mercado e onde a concorrência e transparência sao imperativas para o sistema funcionar e criar mais riqueza e bem estar para todos.

P.s. O Estado deixa isto acontecer porque muito beneficia na colecta desta especulação e do vende/recompra. Para não dizer que boa parte dos especuladores têm acesso à informação privilegiada e são como unha com carne com as autarquias. É tudo uma grande quintinha onde tantos são família. Portugal em todo o seu esplendor e glória.
 
Por acaso há coisas que na minha opinião deviam ser regulamentadas.

não há transparência nenhuma nas reservas e muita opacidade sobre as unidades disponíveis.

Há quem chame a isto capitalismo no seu estado mais puro mas na verdade não é muito diferente do que acontecia no socialismo soviético onde era no mercado de “recompra” que o comum cidadão/peixe miúdo acabava a ter acesso, enquanto os tubarões alocavam os slots para si, seja do apartamento seja do Trabant porque conheciam antecipadamente o que ia chegar ao dito “mercado”.

o mesmo acontece em marcas automóveis como a Porsche e os modelos GT

Mais importante do que ter dinheiro é ter acesso antecipado à compra para especular.

nada disto devia ser aceitável em economias que se dizem de mercado e onde a concorrência e transparência sao imperativas para o sistema funcionar e criar mais riqueza e bem estar para todos.

P.s. O Estado deixa isto acontecer porque muito beneficia na colecta desta especulação e do vende/recompra. Para não dizer que boa parte dos especuladores têm acesso à informação privilegiada e são como unha com carne com as autarquias. É tudo uma grande quintinha onde tantos são família. Portugal em todo o seu esplendor e glória.

Mas isso sempre foi feito. Em qq grande ou pequena cidade é e era normal o construtor vender em planta unidades ao pessoal que no fundo financiava e acima de tudo dava confiança no empreendimento.
 
Por acaso há coisas que na minha opinião deviam ser regulamentadas.

não há transparência nenhuma nas reservas e muita opacidade sobre as unidades disponíveis.

Há quem chame a isto capitalismo no seu estado mais puro mas na verdade não é muito diferente do que acontecia no socialismo soviético onde era no mercado de “recompra” que o comum cidadão/peixe miúdo acabava a ter acesso, enquanto os tubarões alocavam os slots para si, seja do apartamento seja do Trabant porque conheciam antecipadamente o que ia chegar ao dito “mercado”.

o mesmo acontece em marcas automóveis como a Porsche e os modelos GT

Mais importante do que ter dinheiro é ter acesso antecipado à compra para especular.

nada disto devia ser aceitável em economias que se dizem de mercado e onde a concorrência e transparência sao imperativas para o sistema funcionar e criar mais riqueza e bem estar para todos.

P.s. O Estado deixa isto acontecer porque muito beneficia na colecta desta especulação e do vende/recompra. Para não dizer que boa parte dos especuladores têm acesso à informação privilegiada e são como unha com carne com as autarquias. É tudo uma grande quintinha onde tantos são família. Portugal em todo o seu esplendor e glória.

Acho que uma das opções era as escrituras e valores serem públicos. Como acho que acontece nos estados unidos (ou pelo menos em alguns estados).

Mas vai ser sempre complicado, mesmo os que estão nas grandes imobiliárias, chegam lá já escolhidos, pelos tubarões, ou até mesmo pelo promotor.
E mesmo em grandes imobiliárias já recebi e-mails para pré-vendas e recebi e-mails de venda, que mal carregas no link, os melhores já está tudo reservado. É uma lotaria.
 
Este anúncio por exemplo:

https://www.idealista.pt/imovel/31986972/

A obra já está bem avançada, a previsão é terminar em Jan de 2024, e referem mesmo que é uma cedência de posição.
Estas casas já não eram baratas, mas tenho ideia que um T3 no 4º andar devia rondar os 500 e qq coisa. Estão a pedir quase 800k.

Nada de novo

Há uns 25 anos lembro-me de um amigo dos meus pais comprar um ap. para férias, em planta,. Após a finalização da construção, os valores de transacção eram mais do dobro que ele tinha dado. É chato? é... mas ele também penou bem com o processos de construção daquilo, embargos por um dos vizinhos, etc.

Por curiosidade, hoje em dia, o único que apanhei à venda, está anunciado >3x o valor de compra no fim da construção. Pelas fotos, não sofreu qualquer alteração/actualização.
 
Prelude,
tu tens aí uma confusão de conceitos tão grande que torna-se difícil responder-te adequadamente a tudo o que escreves.
É impressionante a tua conversa de adepto de bancada, e como referes tudo para justificar as respostas ao tema da conversa muitas vezes com justificações um pouco sem nexo (e já não é o primeiro post que fazes isso): Desde a iliteracia financeira dos portugueses, às taxas de juro, são os preços dos imóveis, é a política, é a capitalização bolsista, agora é a Troika, é o tempo do Escudo, enfim, calma lá mas tudo tem uma resposta.

As tuas últimas 3 linhas referem tudo o que tenho dito sobre a actuação do BCE: o seu objectivo é manter a inflação controlada, através de políticas monetárias adequadas e felizmente têm conseguido fazer mantendo as taxas de juro baixas.
Mas falharam redondamente no final de 2021, não o admitem abertamente e estão a correr atrás do prejuízo.
O aumento desenfreado das taxas de juro em ano e meio é simplesmente a constatação da política falhada do BCE.
É o que tenho dito há vários posts.

A iliteracia financeira dos portugueses é um tema diferente, e que dependerá de nós para o resolver...
Desculpa não há confusão nenhuma.

Primeiro ponto apenas desmontrei que a gestão da política monetária Portuguesa é um desastre no pós 25 de Abril .

Segundo, quando existe algum choque, Portugal sofre sempre mais do que os outros, foi assim na crise do subprime e vai ser agora nesta da inflação.

Terceiro, apontar o dedo agora e fácil, mas se repararas todaa as economias ocidentais com estado social durante o COVID realizaram quantitative eating , de forma a minimizar o impacto dos lock downs a nível social.

O comportamento do BCE é semelhante ao do FED, Banco de Inglaterra, Canadá etc

Todos acima referidos estão com taxas de 5% ou superior.
Portanto ainda há um longo caminho a percorrer, os juros vão continuar a subir não só devido à inflação como também para manter o valor da moeda estável.

A diferença é que o BCE demorou mais tempo a reagir com a subida da taxa de juro.
Em todo o caso seria sempre uma inevitabilidade.

Uma coisa é certa, não há almoços grátis.

Cumprimentos
 
Última edição:
Voltar
Superior