Tópico das Casas

Sempre fui adepto das cozinhas fechadas.. para o dia em dia é uma mais valia para quando se cozinham coisas com cheiros mais intensos (peixe grelhado por exemplo).

Actualmente moro numa casa relativamente pequena com cozinha aberta e estou a perceber o encanto da coisa. No dia a dia aquela sensação de estar alguém de "castigo" na cozinha desaparece, quando há visitas a interação social é também maior e até funciona bastante bem.

Claro que no dia que se come peixe cá em casa é um fedor que não se pode na sala. 😀

Actualmente estou a fazer projecto para construir e estou a tentar arranjar um sistema misto. Cozinha aberta mas com painéis de correr que permitem fechar a cozinha quando necessário.

Por falar em cheiros na cozinha.. alguém com experiencia com um destes exaustores?

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Um casal amigo tem uma solução destas. Fizeram obras profundas e mudaram a disposição das coisas de maneira que as placas de fogão ficaram longe da chaminé. Então instalaram um exaustor integrado na placa da AEG e NÃO estão nada satisfeitos. Dizem que para aquilo ser minimamente eficaz tem que estar ligado no máximo que resultad em demasiado ruído.
 
Parece-me que aqui a principal questão é que numa altura em que um dos maiores problemas da habitação é o custo de construção elevado, esta medida vai contribuir para aumentar ainda mais esse custo.

Parece-me que vocês estão a ver mal a questão, e como diz o Silver, ainda há muita coisa por explicar, por isso tanto pode sair daqui uma coisa com sentido como uma total aberração (que vindo deste governo e das pessoas que lá está, é uma forte probabilidade isso acontecer).

Só nos valores das taxas urbanísticas a pagar à câmara e no IVA a pagar ao estado (23%), já dá um bom valor para implementar nessas tais habitações, com benefício para o município/estado e sem prejuizo para o privado.
É só a minha visão da coisa, só nos 17% de IVA (23 vs. 6%) já dá para muita coisa [;)]

Relativamente ao custo de construção, se não houver investimento em sistemas de construção alternativos, e não houver alterações que aligeirem as exigências que fazem encarecer as construções (pré-requisitos de eficiência energética, mobilidade, etc), pela conjuntura em que estamos com escassez de mão de obra e vencimentos dos trabalhadores cada vez mais próximos da média nacional, fica difícil conseguir baixar o custo de construção.
depois há ainda a valorização do local, onde limitações nas áreas urbanas onde se pode construir, capacidade construtiva e índices de construção/ocupação/impermeabilização, fazem com que os preços de venda dessas zonas disparem.

O estado se efetivamente construir alguma coisa de habitações a custos controlados (não são menos do que casas normais) e as puser no mercado a preços abaixo da especulação da zona, pode conseguir baixar algumas zonas de maior pressão. Mas quanto aos custos de construção não há grande coisa a fazer: tem de se sujeitar aos valores de mercado, pague a câmara, os contribuintes ou a união europeia...
 
É como os carros, os Clios atuais são muito mais seguros que os Renault 5 dos anos 80, nem se compara, mas o preço também é bem diferente.

Não há milagres, ninguém gosta de viver certamente naqueles péssimos apartamentos com paredes finas, zero isolamento, muito barulho e humidade dentro de casa, geladas de inverno, um forno no verão... mas eram baratas e foi para aí que foram viver as pessoas que vinham do interior para Lisboa ou Porto.

Agora fazer omeletes sem ovos é difícil, o nível de vida dos portugueses é que já devia ser muito superior para acompanhar as exigências europeias, a solução não é comprar Tata's made in India e permitir a construção de casas de papel
 
É como os carros, os Clios atuais são muito mais seguros que os Renault 5 dos anos 80, nem se compara, mas o preço também é bem diferente.

Não há milagres, ninguém gosta de viver certamente naqueles péssimos apartamentos com paredes finas, zero isolamento, muito barulho e humidade dentro de casa, geladas de inverno, um forno no verão... mas eram baratas e foi para aí que foram viver as pessoas que vinham do interior para Lisboa ou Porto.

Agora fazer omeletes sem ovos é difícil, o nível de vida dos portugueses é que já devia ser muito superior para acompanhar as exigências europeias, a solução não é comprar Tata's made in India e permitir a construção de casas de papel

https://www.youtube.com/watch?v=TgGXUaS5e4k

Aos 7 min a Mariana diz que constroi/reabilita 80 mil casas em 4 anos com 4800 milhões, ou seja 60K por casa.
 
Fosse só a Mariana [:D]
olha que há muita gente por aí que pensa da mesma maneira, depois são apanhados de surpresa...

Mas sim, essa para o cargo que ocupa tem outro tipo de responsabilidade.

Alem disso a Mariana faz isto a pagar ordenados mais altos, e com os trabalhadores a trabalharem apenas 35 horas e quatro dias por semana.
 
Parece-me que vocês estão a ver mal a questão, e como diz o Silver, ainda há muita coisa por explicar, por isso tanto pode sair daqui uma coisa com sentido como uma total aberração (que vindo deste governo e das pessoas que lá está, é uma forte probabilidade isso acontecer).

Só nos valores das taxas urbanísticas a pagar à câmara e no IVA a pagar ao estado (23%), já dá um bom valor para implementar nessas tais habitações, com benefício para o município/estado e sem prejuizo para o privado.
É só a minha visão da coisa, só nos 17% de IVA (23 vs. 6%) já dá para muita coisa [;)]

Relativamente ao custo de construção, se não houver investimento em sistemas de construção alternativos, e não houver alterações que aligeirem as exigências que fazem encarecer as construções (pré-requisitos de eficiência energética, mobilidade, etc), pela conjuntura em que estamos com escassez de mão de obra e vencimentos dos trabalhadores cada vez mais próximos da média nacional, fica difícil conseguir baixar o custo de construção.
depois há ainda a valorização do local, onde limitações nas áreas urbanas onde se pode construir, capacidade construtiva e índices de construção/ocupação/impermeabilização, fazem com que os preços de venda dessas zonas disparem.

O estado se efetivamente construir alguma coisa de habitações a custos controlados (não são menos do que casas normais) e as puser no mercado a preços abaixo da especulação da zona, pode conseguir baixar algumas zonas de maior pressão. Mas quanto aos custos de construção não há grande coisa a fazer: tem de se sujeitar aos valores de mercado, pague a câmara, os contribuintes ou a união europeia...

Isso, vamos construir barracas e depois pedem-se subsidios para apoio a pagar a luz para aquecimento e arrefecimento.....e quando forem velhotes, em vez da cadeira de rodas chegar ao quarto, o velhote vem arrastado dentro do lençol.......


eh pah.....o modelo de construçaõ em PT tem demasiadas deficiências que até parecem feitas de propósito para gastarmos muito mais em tudo o que diz respeito à utilização de habitação.....mas mesmo !
 
Isso, vamos construir barracas e depois pedem-se subsidios para apoio a pagar a luz para aquecimento e arrefecimento.....e quando forem velhotes, em vez da cadeira de rodas chegar ao quarto, o velhote vem arrastado dentro do lençol.......


eh pah.....o modelo de construçaõ em PT tem demasiadas deficiências que até parecem feitas de propósito para gastarmos muito mais em tudo o que diz respeito à utilização de habitação.....mas mesmo !

Não falei em barracas...

Mas situações como por exemplo seres obrigado em 2024 a fazer um projeto de abastecimento de gás para uma moradia, e construir essa mesma rede de abastecimento de gás quando o município nem sequer tem abastecimento de gás natural nessa rua e tu queres instalar tudo electrico, chama-se o quê?

Ainda esta semana percebi que estavam a instalar cabo de rede nos quartos da casa que estou a construir, pelos vistos está no projeto de ITED, e passou-me despercebida esta questão.

Na minha opinião enquanto projetista, acho que muitas vezes se exagera em certas exigências, quando na verdade deveria ficar à consideração do cliente, consciente de que vai ter uma casa mais ou menos eficiente mediante as suas opções.
 
Isso, vamos construir barracas e depois pedem-se subsidios para apoio a pagar a luz para aquecimento e arrefecimento.....e quando forem velhotes, em vez da cadeira de rodas chegar ao quarto, o velhote vem arrastado dentro do lençol.......


eh pah.....o modelo de construçaõ em PT tem demasiadas deficiências que até parecem feitas de propósito para gastarmos muito mais em tudo o que diz respeito à utilização de habitação.....mas mesmo !

O que o bruno quer dizer é que para o construtor privado as leis tem-se tornado muito mais exigentes, como necessidades de acessibilidades a todas as casas, mais regras de térmica, de segurança contra incêndio, de abastecimento de águas. E depois em impostos, regras, projectos, taxas camarárias etc etc.
E isso é bom, tem-se construído muito melhor nos últimos anos.
Mas tudo isso tem custos, não só de construção, mas manutenção.

Por exemplo antes podia-se fazer um licenciamento da arquitectura e depois as especialidades.
Veio um pseudo simplex que prometia baixar os preços aos promotores. Então na arquitectura tem de haver logo uma parte bem definida de térmica. Qual é a realidade disto? O projectista de térmica faz um pré-estudo, coloca-se na arquitectura, fica logo mais caro à cabeça. E depois tem de pagar na mesma um projecto final.
Ou seja gasta-se mais tempo e mais dinheiro. Fica mais pensado de raiz? Sim fica.
 
Não falei em barracas...

Mas situações como por exemplo seres obrigado em 2024 a fazer um projeto de abastecimento de gás para uma moradia, e construir essa mesma rede de abastecimento de gás quando o município nem sequer tem abastecimento de gás natural nessa rua e tu queres instalar tudo electrico, chama-se o quê?

Ainda esta semana percebi que estavam a instalar cabo de rede nos quartos da casa que estou a construir, pelos vistos está no projeto de ITED, e passou-me despercebida esta questão.

Na minha opinião enquanto projetista, acho que muitas vezes se exagera em certas exigências, quando na verdade deveria ficar à consideração do cliente, consciente de que vai ter uma casa mais ou menos eficiente mediante as suas opções.

Pq a realidade é que há coisas que só no projecto são bonitas, que depois na pratica ninguém usa.

Essa do ITED desde o 1 que não tem jeito, fica-se minimanente obrigatorio ter tubos passados.
Agr andar com projectos, certificações, para depois vir os instaladores das meos e tal, n ligarem nenhuma aquilo e ainda anularem faz sentido doido...

O gás é igual, quer ter gás que tenha projecto, não quer não faz. Fazer projectos certificações para locais sem isso ... de novo é de doidos.

E na base das bases, continua-se a fazer estruturas sem jeito e agr qualquer treta leva capoto em cima e tá resolvido.

Há um predio ali em benfica que deve ter sido adaptado dum projecto qualquer antigo tem as empenas com 2cm... Já pode dizer que tem isolamento no flyer
 
Fosse só a Mariana [:D]
olha que há muita gente por aí que pensa da mesma maneira, depois são apanhados de surpresa...

Mas sim, essa para o cargo que ocupa tem outro tipo de responsabilidade.

A Mariana já demonstra que evoluiu. Já fala em construir em vez de ocupar o que é dos outros!
 
Alguem tem ou consegue uma lista ou percentual de habitação social/custos controlados dos vários paises europeus?
queria tentar perceber se isso é mau e lesivo à economia desses paises e algo a rebaixar para os comunas miseraveis.
 
Já alguém aqui tratou de um pedido de licença para remoção de ninhos. Encontrei um formulário na NET que depois enviei para o mail do CITES (icnf). Ainda é assim o procedimento? Demoram muito tempo a responder?

E métodos para evitar que as andorinhas nidifiquem nos beirados. Alguém com experiência? Estou a evitar ao máximo a utilização do cabo electrificado, por questões de segurança da habitação.
 
Pq a realidade é que há coisas que só no projecto são bonitas, que depois na pratica ninguém usa.

Essa do ITED desde o 1 que não tem jeito, fica-se minimanente obrigatorio ter tubos passados.
Agr andar com projectos, certificações, para depois vir os instaladores das meos e tal, n ligarem nenhuma aquilo e ainda anularem faz sentido doido...

O gás é igual, quer ter gás que tenha projecto, não quer não faz. Fazer projectos certificações para locais sem isso ... de novo é de doidos.

E na base das bases, continua-se a fazer estruturas sem jeito e agr qualquer treta leva capoto em cima e tá resolvido.

Há um predio ali em benfica que deve ter sido adaptado dum projecto qualquer antigo tem as empenas com 2cm... Já pode dizer que tem isolamento no flyer

Estás a dar-me razão nas coisas que referes

Há coisas que estão a ser projectadas e/ou executadas meramente por serem obrigatórias de fazer, sendo as mesmas desnecessárias.

De resto é como diz o SilverArrow, as regras para os privados são muito apertadas, enquanto para os públicos muitas vezes assobia-se para o lado (o processo de Licenciamento, Anteprojeto, é diferente).

O "simplex" que na teoria vem aligeirar os processos, na verdade acho que só o vai complicar.
Teoricamente vai ficar mais "fácil", mas é à custa dos técnicos e veriadores varrerem as responsabilidades para debaixo do tapete e passarem-na toda para os projectistas. Reduzem serviço para eles.
Até já estou a ver o filme com donos de obra de mãos na cabeça porque era tudo fácil...mas depois não lhes vão passar a licença de utilização devido a ilegalidades...

Depois há coisas que quanto a mim já roçam o exagero.
Por exemplo a Câmara do Porto já exige estudo fitossanitário dos cobertos vegetais que existam nos logradouros, mesmo que sejam apenas 2 ou 3 arvores e umas sebes. É uma carga de trabalhos.
Questões como a recolha de RSU, a rede de água e saneamento, valor patrimonial e pior ainda arqueológico, risco de incêndio... são um filme pelo qual muitos licenciamentos têm de passar, e ao ritmo que os serviços que o avaliam exigem, muitas vezes a demorar meses a não ser que o interessado se chegue à frente.
Somas a isto o facto de ninguém querer assumir responsabilidade de uma decisão, mesmo que dentro da lei, e um licenciamento que se quer fazer pode ser um autêntico pesadelo.
 
Já alguém aqui tratou de um pedido de licença para remoção de ninhos. Encontrei um formulário na NET que depois enviei para o mail do CITES (icnf). Ainda é assim o procedimento? Demoram muito tempo a responder?

E métodos para evitar que as andorinhas nidifiquem nos beirados. Alguém com experiência? Estou a evitar ao máximo a utilização do cabo electrificado, por questões de segurança da habitação.

Se desmanchares os ninhos antes delas os concluírem ao fim de 2 ou 3 anos nunca mais tentam.
 
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