O primeiro teste
O primeiro teste
Pronto a nova montada já chegou e já foi devidamente testada.
Vamos lá às primeiras impressões e principalmente à comparação entre as roda 26 e 29.
Esta é a minha primeira bike 29er e simultaneamente também foi a primeira experiência de condução nestes modelos.
Já tenho alguma experiência (quilómetros [
]) nas 26 e portanto vou fazer a comparação o mais fielmente aquilo que senti.
Neste primeiro contato fiz cerca de 50 Km e um acumulado total de cerca de 800 metros. Os percursos variaram mas maioritariamente foram trilhos bastante empredados e alguns single tracks em terra e pouca pedra. Vou dividir a minha comparação por tipologia do percurso.
A subir:
Começo por este tipo de percurso porque foi logo o primeiro que experimentei. Falar em desilusão é um bocado forte porque eram os primeiros quilómetros e ainda me estava a ambientar à máquina. Mas o que é certo é que notei uma franca instabilidade direcional. A direção fica muito leve e qualquer obstáculo destabiliza a direcionalidade. Achei a 26 mais precisa neste aspeto.
Como podem ver um acumulado de 800 metros já é uma volta "jeitosa" e portanto outras subidas se seguiram. E agora com bastante pedra à mistura. Novamente muita instabilidade e dificuldade em manter o caminho que se imaginava.
Depois da tempestade, vem a bonança, vamos às descidas:
Segundo o que me tinham dito era a descer que ia notar o grande efeito da roda "gigante". Eu confesso que gosto de andar rápido. A subir não dá [
] mas a descer é sempre a abrir. A principal descida começa com pouca inclinação e é pouco técnica, mas depois fica completamente hardcore, quer pela inclinação, quer pelas pedras grandes que se deparam. E durante uma boa distância.
Começo em força, e quando as coisas se complicam, chega mesmo a ser assustador. Há pouca direcionabilidade e a vibração é de tal forma intensa que me afetou o campo de visão. Nunca tinha sentido isto... A vibração era tanta que eu não conseguia distinguir o melhor trajeto (dentro do possivel) a escolher. Impressionante. Infelizmente mais uma vez considero que a roda 29 potencia este efeito. O melhor exemplo, já que até estamos num fórum de carros, é quando se altera o tamanho de uma jante para uma maior. A área de contato é superior e o desconforto aumenta. Tal e qual, mas a multiplicar por 1000. Nunca tinha sentido aquilo. Tive que parar a meio de uma.... Descida! [
]
A rolar:
Finalmente a grande, grande, grande vantagem da 29. Um avião. Trilho plano, largo, com algum empedrado, última mudança engrenada, força nos pedais e a velocidade vai sempre acima dos 40 Km/H. Aqui adorei e francamente superior à 26.
Fiz alguns quilómetros em alcatrão e é sempre a rolar também. Foi só para fugir a um trilho que se verificou estar pejado de lama e não quis sujar a "menina" e foi pelo alcatrão. Quem compra BTT não é para andar em alcatrão.
Agora falando da máquina e de outras diferenças que encontrei.
Primeiro a transmissão SRAM, muito ruidosa a engrenar, por vezes bruta, mas sempre certinha, quer no desviador dianteiro, como no traseiro. Gostei!
Os manípulos são diferentes da SHIMANO, ou seja, o polegar é que trata de pôr e tirar (não sei há outros da SHIMANO que funcionam da mesma forma) requer habituação. Pormenor delicioso, carregar a fundo para tirar, e mete logo 2 abaixo. apr
Não tem numeração para sabermos a quantas vamos. Não gostei, mas vai lá com habituação.
Os travões são poderosos, mas apresentam mais progressividade do que os que tinha antes, também eram AVID, mas já não me lembro do modelo. O que é certo é que nos antigos era um toque na manete e quase saltava da bike fora... Estes não, apresentam potência e sensibilidade.
As suspensões, apesar de nunca ter ensaiado FOX, gostei das RS. A dianteira faz o pode para aguentar tanta pancada gerada pela roda 29 e a traseira é um mimo. Consegue-se em 99% dos trilhos a descer e empedrados, ir sentado no banco que o amortecedor horizontal trabalha bem.
Sobre os pneus achei que dão pouca confiança ao deslocamento lateral, ou seja, quando o trilho apresenta inclinações laterais, escorregaram-me algumas vezes. De resto mesmo a subir, fora do selim, apresentaram boa tração.
Ufa acho que é tudo! Ficam as fotos, são mazinhas, porque ando com telemóvel de substituição.







O primeiro teste
Pronto a nova montada já chegou e já foi devidamente testada.
Vamos lá às primeiras impressões e principalmente à comparação entre as roda 26 e 29.
Esta é a minha primeira bike 29er e simultaneamente também foi a primeira experiência de condução nestes modelos.
Já tenho alguma experiência (quilómetros [
Neste primeiro contato fiz cerca de 50 Km e um acumulado total de cerca de 800 metros. Os percursos variaram mas maioritariamente foram trilhos bastante empredados e alguns single tracks em terra e pouca pedra. Vou dividir a minha comparação por tipologia do percurso.
A subir:
Começo por este tipo de percurso porque foi logo o primeiro que experimentei. Falar em desilusão é um bocado forte porque eram os primeiros quilómetros e ainda me estava a ambientar à máquina. Mas o que é certo é que notei uma franca instabilidade direcional. A direção fica muito leve e qualquer obstáculo destabiliza a direcionalidade. Achei a 26 mais precisa neste aspeto.
Como podem ver um acumulado de 800 metros já é uma volta "jeitosa" e portanto outras subidas se seguiram. E agora com bastante pedra à mistura. Novamente muita instabilidade e dificuldade em manter o caminho que se imaginava.
Depois da tempestade, vem a bonança, vamos às descidas:
Segundo o que me tinham dito era a descer que ia notar o grande efeito da roda "gigante". Eu confesso que gosto de andar rápido. A subir não dá [
Começo em força, e quando as coisas se complicam, chega mesmo a ser assustador. Há pouca direcionabilidade e a vibração é de tal forma intensa que me afetou o campo de visão. Nunca tinha sentido isto... A vibração era tanta que eu não conseguia distinguir o melhor trajeto (dentro do possivel) a escolher. Impressionante. Infelizmente mais uma vez considero que a roda 29 potencia este efeito. O melhor exemplo, já que até estamos num fórum de carros, é quando se altera o tamanho de uma jante para uma maior. A área de contato é superior e o desconforto aumenta. Tal e qual, mas a multiplicar por 1000. Nunca tinha sentido aquilo. Tive que parar a meio de uma.... Descida! [
A rolar:
Finalmente a grande, grande, grande vantagem da 29. Um avião. Trilho plano, largo, com algum empedrado, última mudança engrenada, força nos pedais e a velocidade vai sempre acima dos 40 Km/H. Aqui adorei e francamente superior à 26.
Fiz alguns quilómetros em alcatrão e é sempre a rolar também. Foi só para fugir a um trilho que se verificou estar pejado de lama e não quis sujar a "menina" e foi pelo alcatrão. Quem compra BTT não é para andar em alcatrão.
Agora falando da máquina e de outras diferenças que encontrei.
Primeiro a transmissão SRAM, muito ruidosa a engrenar, por vezes bruta, mas sempre certinha, quer no desviador dianteiro, como no traseiro. Gostei!
Os manípulos são diferentes da SHIMANO, ou seja, o polegar é que trata de pôr e tirar (não sei há outros da SHIMANO que funcionam da mesma forma) requer habituação. Pormenor delicioso, carregar a fundo para tirar, e mete logo 2 abaixo. apr
Não tem numeração para sabermos a quantas vamos. Não gostei, mas vai lá com habituação.
Os travões são poderosos, mas apresentam mais progressividade do que os que tinha antes, também eram AVID, mas já não me lembro do modelo. O que é certo é que nos antigos era um toque na manete e quase saltava da bike fora... Estes não, apresentam potência e sensibilidade.
As suspensões, apesar de nunca ter ensaiado FOX, gostei das RS. A dianteira faz o pode para aguentar tanta pancada gerada pela roda 29 e a traseira é um mimo. Consegue-se em 99% dos trilhos a descer e empedrados, ir sentado no banco que o amortecedor horizontal trabalha bem.
Sobre os pneus achei que dão pouca confiança ao deslocamento lateral, ou seja, quando o trilho apresenta inclinações laterais, escorregaram-me algumas vezes. De resto mesmo a subir, fora do selim, apresentaram boa tração.
Ufa acho que é tudo! Ficam as fotos, são mazinhas, porque ando com telemóvel de substituição.






