Tópico do crime

Eu pessoalmente, não estava particularmente optimista quanto ao desfecho do processo e, em verdade, o resultado poderia ter sido substancialmente mais gravoso, caso ainda não venha a ser interposto recurso por qualquer das partes.
Todavia, permanece uma questão essencial: quais foram exactamente os fundamentos que convenceram o colectivo de juízes a proferir a condenação?
Que matéria de facto foi dada como provada e de que forma essa factualidade sustentou juridicamente a decisão?
Confesso alguma perplexidade.
Estaremos perante uma condenação fundada na cor da pele do agente — por ser caucasiano — ou na circunstância de este ter reagido, em alegada legítima defesa, após uma fuga marcada por sucessivos abalroamentos e perante a ameaça de um objecto cortante empunhado pelo indivíduo em causa?
Se tais elementos foram efectivamente considerados assentes e provados, importa compreender por que razão foram reputados insuficientes para afastar a responsabilidade criminal.
Num Estado de Direito, as decisões judiciais devem assentar em factos objectivamente demonstrados, na prova carreada pela acusação do MP e, principalmente, a prova resultante na fase de julgamento; e na correcta aplicação da lei, não em narrativas ideológicas, percepções subjectivas ou critérios identitários.
Daí a importância de conhecer, com rigor, a fundamentação da sentença e a exacta reconstrução factual acolhida pelo tribunal.​


Destarte, ou é carreada prova suficiente para que fosse condenado por homicídio por negligência, ou involuntário
E, nesse caso, teria de ser condenado a uma pena efectiva de prisão dentro da moldura penal para o crime em apreço.
Ou, não existiu prova suficiente para uma condenação efectiva do referido homicídio por negligência, e terá que resultar inevitavelmente na absolvição do arguido.
Esta pena não faz sentido absolutamente nenhum
Parece que não existindo prova para uma condenação por homicídio, se arranjou ali uma espécie de “rebuçado” para que alguns se calem ou fiquem calmos…

E, a condenação no pagamento de 90 mil euros a família do bandido, mais 200€ mensais ao filho até fazer os 18 anos…
E ainda, tem o processo disciplinar da deontologia da PSP às costas, o que com esta “meia condenação”, pode dar origem, em último caso, à medida de demissão.

Sinceramente, isto faz com que os polícias façam o turno, virem as costas qdo virem algum crime a ser perpetrado e olhem para o relógio à espera do fim do turno para regressarem a casa, sem problemas…​

Não é por acaso que cada vez menos jovens têm ambição de entrarem em forças policiais.
Para ganharem pouco mais que um caixa do Pingo Doce?

Para terem uma arma entregue pelo Estado para proteção do cidadão, dos seus bens, da ordem e segurança pública e da própria segurança, que não podem utilizar?
Não utilizando, colocar em risco a própria vida, entrando nesses bairros onde a bandidagem está mais fortemente armada que a própria polícia?

Quem é que está para isso??
 
Então se vem dar razão aos tumultos, estás a concordar com os mesmos.

Mas não ficou provada a existência de uma faca portanto o que aconteceu foi apenas resistência como numa detenção normal. Não houve qualquer razão para matar o suposto criminoso.

Não concordo com os tumultos mas agora compreendo-os perfeitamente e se eu fosse oriundo de uma etnia em que pelos vistos um polícia me poderia matar sem ser preso, ficaria revoltado. Ele resistiu à detenção mas resistir não dá direito à polícia para matar. Isto não faz sentido nenhum.

Isto só dá argumentos à extrema esquerda e razões para se vitimizarem. Muito provavelmente se fosse um branco de boas famílias a ser morto por resistir o polícia seria preso. Esta é a verdade e eu abomino a extrema esquerda.
 
Ninguém disse isso mas antes de disparar um polícia tem de ter a certeza se o suposto criminoso está ou não armado. Um disparo só pode ser feito como último recurso. O facto de terem aldrabado o relatório e terem tentado plantar provas falsas ainda agrava mais a situação. O problema é que isto só vem dar razão à extrema esquerda que a sociedade portuguesa é racista. Porque é que é que o polícia não disse a verdade? Que errou e que confundiu o anel com uma faca. Era simples. O terem aldrabado o relatório para mim é tão grave como a morte porque se isto é prática corrente na PSP podem prender pessoas incocentes quando bem lhes entender.

A única coisa boa deste caso é que vem acelerar a adoppção das bodycams.

Naqueles instantes numa luta dificil no meio do escuro e num bairro complicado, ver um brilho achas que ia associar a quê?
Só ao fim de um bom tempo ele puxa da arma...não é logo de imediato só porquesim.

Não falta videos pela net fora que mostra que se não fosse o edit a destacar arma ou faca, um " comum mortal " nem sequer nota a rapidez com que se tiram objectos letais da cintura e afins.
A policia dos EUA faz liberta uns quantos videos de situaçoes similares.

1 segundo na acção policial é tanto mas tanto tempo...
 
Naqueles instantes numa luta dificil no meio do escuro e num bairro complicado, ver um brilho achas que ia associar a quê?
Só ao fim de um bom tempo ele puxa da arma...não é logo de imediato só porquesim.

Não falta videos pela net fora que mostra que se não fosse o edit a destacar arma ou faca, um " comum mortal " nem sequer nota a rapidez com que se tiram objectos letais da cintura e afins.
A policia dos EUA faz liberta uns quantos videos de situaçoes similares.

1 segundo na acção policial é tanto mas tanto tempo...

Mas o polícia poderia ter dito isso em vez de mentir e ter feito um relatório falso o que é gravíssimo.

Um polícia não pode atirar a matar sem ter a certeza absoluta que o suposto criminoso tem uma arma e que a vai usar contra ele.
Claro que essas situções são díficieis mas eles sabem que quando vão para essa profissão têm de saber lidar com isso.

Por tudo o que se provou ele tinha que ter pena efectiva, com atenuantes tudo bem mas tinha que ser preso efectivamente. Assim dá razão para a esquerda e para as minorias se vitimizarem. Não faz sentido que um polícia que mate uma pessoa desarmada não seja preso.
 
Mas não ficou provada a existência de uma faca portanto o que aconteceu foi apenas resistência como numa detenção normal. Não houve qualquer razão para matar o suposto criminoso.

Não concordo com os tumultos mas agora compreendo-os perfeitamente e se eu fosse oriundo de uma etnia em que pelos vistos um polícia me poderia matar sem ser preso, ficaria revoltado. Ele resistiu à detenção mas resistir não dá direito à polícia para matar. Isto não faz sentido nenhum.

Isto só dá argumentos à extrema esquerda e razões para se vitimizarem. Muito provavelmente se fosse um branco de boas famílias a ser morto por resistir o polícia seria preso. Esta é a verdade e eu abomino a extrema esquerda.

Portanto, mataram um dos teus e tu e a tua corja podem incendiar até um ser humano, é isso? Só porque estão chateados...
 
Qual é o fetiche em resistir à polícia? Esta malta do crime, cadastrada, parece que tem necessidade em estar constantemente nestas situações.

Se dizem para fazer alguma coisa, faz-se. Se não se concordar, faz-se na mesma, e mais tarde existem meios de defesa legais.

Por duas vezes me vi envolvido em situações menos agradáveis, sem qualquer culpa ou responsabilidade, e não foi por isso que me virei aos agentes feito acéfalo.
 
Mas o polícia poderia ter dito isso em vez de mentir e ter feito um relatório falso o que é gravíssimo.

Um polícia não pode atirar a matar sem ter a certeza absoluta que o suposto criminoso tem uma arma e que a vai usar contra ele.
Claro que essas situções são díficieis mas eles sabem que quando vão para essa profissão têm de saber lidar com isso.

Por tudo o que se provou ele tinha que ter pena efectiva, com atenuantes tudo bem mas tinha que ser preso efectivamente. Assim dá razão para a esquerda e para as minorias se vitimizarem. Não faz sentido que um polícia que mate uma pessoa desarmada não seja preso.

Estas coisas são complicadas.

Por ex nos USA ( sim, bem sei que não somos os USA mas é só pa perceber a ideia ) se um policia te manda parar e tu vais tirar algo de dentro do casaco...a coisa rapidamente descamba mesmo sem se estar armado.

Não se pode esperar que só após faca ou pistola apontada se possa responder.

Até numa mera operaçao stop, cá já fui ao porta luvas para buscar documentos. Não me passaria pela cabeça fazer isso nos USA .
 
Qual é o fetiche em resistir à polícia? Esta malta do crime, cadastrada, parece que tem necessidade em estar constantemente nestas situações.

Se dizem para fazer alguma coisa, faz-se. Se não se concordar, faz-se na mesma, e mais tarde existem meios de defesa legais.

Por duas vezes me vi envolvido em situações menos agradáveis, sem qualquer culpa ou responsabilidade, e não foi por isso que me virei aos agentes feito acéfalo.

Como é óbvio.

E mais, estes PSP fizeram tudo o que puderam para impedir que o outro continuasse em fuga, sim, porque ele na fuga despistou-se e bateu em 2 carros né? Foi sorte não ter matado ninguém....
 
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Eu pessoalmente, não estava particularmente optimista quanto ao desfecho do processo e, em verdade, o resultado poderia ter sido substancialmente mais gravoso, caso ainda não venha a ser interposto recurso por qualquer das partes.
Todavia, permanece uma questão essencial: quais foram exactamente os fundamentos que convenceram o colectivo de juízes a proferir a condenação?
Que matéria de facto foi dada como provada e de que forma essa factualidade sustentou juridicamente a decisão?
Confesso alguma perplexidade.
Estaremos perante uma condenação fundada na cor da pele do agente — por ser caucasiano — ou na circunstância de este ter reagido, em alegada legítima defesa, após uma fuga marcada por sucessivos abalroamentos e perante a ameaça de um objecto cortante empunhado pelo indivíduo em causa?
Se tais elementos foram efectivamente considerados assentes e provados, importa compreender por que razão foram reputados insuficientes para afastar a responsabilidade criminal.
Num Estado de Direito, as decisões judiciais devem assentar em factos objectivamente demonstrados, na prova carreada pela acusação do MP e, principalmente, a prova resultante na fase de julgamento; e na correcta aplicação da lei, não em narrativas ideológicas, percepções subjectivas ou critérios identitários.
Daí a importância de conhecer, com rigor, a fundamentação da sentença e a exacta reconstrução factual acolhida pelo tribunal.​


Destarte, ou é carreada prova suficiente para que fosse condenado por homicídio por negligência, ou involuntário
E, nesse caso, teria de ser condenado a uma pena efectiva de prisão dentro da moldura penal para o crime em apreço.
Ou, não existiu prova suficiente para uma condenação efectiva do referido homicídio por negligência, e terá que resultar inevitavelmente na absolvição do arguido.
Esta pena não faz sentido absolutamente nenhum
Parece que não existindo prova para uma condenação por homicídio, se arranjou ali uma espécie de “rebuçado” para que alguns se calem ou fiquem calmos…

E, a condenação no pagamento de 90 mil euros a família do bandido, mais 200€ mensais ao filho até fazer os 18 anos…
E ainda, tem o processo disciplinar da deontologia da PSP às costas, o que com esta “meia condenação”, pode dar origem, em último caso, à medida de demissão.

Sinceramente, isto faz com que os polícias façam o turno, virem as costas qdo virem algum crime a ser perpetrado e olhem para o relógio à espera do fim do turno para regressarem a casa, sem problemas…​

Não é por acaso que cada vez menos jovens têm ambição de entrarem em forças policiais.
Para ganharem pouco mais que um caixa do Pingo Doce?

Para terem uma arma entregue pelo Estado para proteção do cidadão, dos seus bens, da ordem e segurança pública e da própria segurança, que não podem utilizar?
Não utilizando, colocar em risco a própria vida, entrando nesses bairros onde a bandidagem está mais fortemente armada que a própria polícia?

Quem é que está para isso??

Compreendo a tua perplexidade de quem considera a decisão contraditória, mas a verdade é que existe uma hipótese intermédia entre a absolvição total e a condenação mais gravosa por homicídio.

Pelo que é conhecido publicamente (confesso que não li o Acórdão), o tribunal poderá ter entendido que o agente actuou num contexto de legítima defesa, ou seja, perante uma agressão ilícita e actual que justificava uma reacção. Contudo, uma coisa é reconhecer o direito à defesa; outra, diferente, é considerar que os meios utilizados foram estritamente necessários e proporcionais às circunstâncias concretas.

O ordenamento jurídico português admite precisamente essa figura, i.e., o excesso de legítima defesa; nestas situações, o agente reage a uma agressão real, mas excede os limites do que seria necessário para afastar o perigo.

Pelo que não se trata de equiparar a conduta do arguido à de um homicida comum, nem de ignorar o contexto de violência, perseguição, fuga ou ameaça que antecedeu os factos, mas antes de apreciar se, naquele momento concreto, a resposta foi além do permitido pela lei.

Por isso, a questão central não é saber se existiu ou não uma ameaça ao polícia mas de perceber se o tribunal concluiu que, apesar dessa ameaça existir, havia alternativas menos lesivas ou se o uso da força empregue excedeu o estritamente necessário para neutralizar o perigo.

Parece que foi essa a convicção do colectivo, pelo que a decisão não resulta de qualquer critério ideológico, racial ou identitário, mas de uma avaliação jurídica sobre a proporcionalidade da reacção defensiva.

Naturalmente, só a leitura integral da fundamentação permitirá perceber se essa conclusão assenta numa reconstrução factual sólida e devidamente sustentada pela prova produzida em julgamento.....

Aliás, se essa foi efectivamente a conclusão do tribunal, a decisão (que considero boa) até revela uma tentativa de encontrar um equilíbrio entre duas realidades que coexistem no processo: por um lado, o perigo concreto enfrentado pelo agente da PSP; por outro, a exigência legal de que o uso da força, mesmo em situações de risco, permaneça dentro dos limites da necessidade e da proporcionalidade.
 
Naquela fracção de segundo estava, nem que seja de forma ilusória, uma faca.

No meio do escuro e naquela situação de ameaça concreta em sítio pouco recomendável, queriam que o PSP fizesse o quê? dançar o tango? Perante perigo de vida, note-se, que foi o que com certeza o agente sentiu.

Se falta treino, se falta anos de experiência, não sei. Mas não me parece que tenha havido a decisão " ok, não há faca mas vou disparar na mesma ". Para isso tinham-no feito antes, e as imagens mostram uma luta prolongada. E há de facto um brilho notório nas imagens.
 
Compreendo a tua perplexidade de quem considera a decisão contraditória, mas a verdade é que existe uma hipótese intermédia entre a absolvição total e a condenação mais gravosa por homicídio.

Pelo que é conhecido publicamente (confesso que não li o Acórdão), o tribunal poderá ter entendido que o agente actuou num contexto de legítima defesa, ou seja, perante uma agressão ilícita e actual que justificava uma reacção. Contudo, uma coisa é reconhecer o direito à defesa; outra, diferente, é considerar que os meios utilizados foram estritamente necessários e proporcionais às circunstâncias concretas.

O ordenamento jurídico português admite precisamente essa figura, i.e., o excesso de legítima defesa; nestas situações, o agente reage a uma agressão real, mas excede os limites do que seria necessário para afastar o perigo.

Pelo que não se trata de equiparar a conduta do arguido à de um homicida comum, nem de ignorar o contexto de violência, perseguição, fuga ou ameaça que antecedeu os factos, mas antes de apreciar se, naquele momento concreto, a resposta foi além do permitido pela lei.

Por isso, a questão central não é saber se existiu ou não uma ameaça ao polícia mas de perceber se o tribunal concluiu que, apesar dessa ameaça existir, havia alternativas menos lesivas ou se o uso da força empregue excedeu o estritamente necessário para neutralizar o perigo.

Parece que foi essa a convicção do colectivo, pelo que a decisão não resulta de qualquer critério ideológico, racial ou identitário, mas de uma avaliação jurídica sobre a proporcionalidade da reacção defensiva.

Naturalmente, só a leitura integral da fundamentação permitirá perceber se essa conclusão assenta numa reconstrução factual sólida e devidamente sustentada pela prova produzida em julgamento.....

Aliás, se essa foi efectivamente a conclusão do tribunal, a decisão (que considero boa) até revela uma tentativa de encontrar um equilíbrio entre duas realidades que coexistem no processo: por um lado, o perigo concreto enfrentado pelo agente da PSP; por outro, a exigência legal de que o uso da força, mesmo em situações de risco, permaneça dentro dos limites da necessidade e da proporcionalidade.

Uma pergunta, pois não segui o processo com grande atenção e não sei se foi respondido ou não: Na altura, falaram de que plantaram uma faca no carro, falaram também que os relatórios policiais foram alterados/forjados, whatever. Sabes se isso se comprovou, ou pelo contrário, eram apenas teorias da batata? É que caso tenha sido isso a acontecer, se calhar é mais grave que o agente que no meio da confusão pareceu-lhe que viu uma faca a ir contra ele e disparou a arma.
 
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Uma pergunta, pois não segui o processo com grande atenção e não sei se foi respondido ou não: Na altura, falaram de que plantaram uma faca no carro, falaram também que os relatórios policiais foram alterados/forjados, whatever. Sabes se isso se comprovou, ou pelo contrário, eram apenas teorias da batata? É que caso tenha sido isso a acontecer, se calhar é mais grave que o agente que no meio da confusão pareceu-lhe que viu uma faca a ir contra ele e disparou a arma.

penso que foi extraida certidão e corre (ou correu) processo-crime à margem deste processo.

quanto a este caso, o que terá tido peso no Ac. foi o Policia afirmar ter visto algo brilhante e ter associado isso a uma faca, num contexto de fuga, abalroamento, não acatamento de ordem para parar ou imobilizar, num bairro problemático a altas horas da noite e onde há decadas foi feita uma emboscada, resultando numa morte de um psp (esta ultima parte já sou eu a extrapolar)... ou seja, ficou provado que o policia teve receio pela propria vida, mas o uso de força letal foi desproporcional.
 
penso que foi extraida certidão e corre (ou correu) processo-crime à margem deste processo.

quanto a este caso, o que terá tido peso no Ac. foi o Policia afirmar ter visto algo brilhante e ter associado isso a uma faca, num contexto de fuga, abalroamento, não acatamento de ordem para parar ou imobilizar, num bairro problemático a altas horas da noite e onde há decadas foi feita uma emboscada, resultando numa morte de um psp (esta ultima parte já sou eu a extrapolar)... ou seja, ficou provado que o policia teve receio pela propria vida, mas o uso de força letal foi desproporcional.

É uma zona muito complicada.
Mas quanto a essa emboscada há muitos anos, do que li até mais recentemente aquilo foi uma patrulha que ninguém " esperava " aquela hora e teoricamente estaria a existir uma "transacção" nesse momento e ao serem surpreendidos reagiram daquela forma.

Foi chocante, tenha sido emboscada ou reacção "susto"...
 
Qual é o fetiche em resistir à polícia? Esta malta do crime, cadastrada, parece que tem necessidade em estar constantemente nestas situações.

Se dizem para fazer alguma coisa, faz-se. Se não se concordar, faz-se na mesma, e mais tarde existem meios de defesa legais.

Por duas vezes me vi envolvido em situações menos agradáveis, sem qualquer culpa ou responsabilidade, e não foi por isso que me virei aos agentes feito acéfalo.

Uma pessoa deve ser morta por resistir à polícia? A polícia deve aldrabar a cena do crime?

Que as pessoas de raça negra têm mais tendência para estar envolvidas em situações de crime, todas as estatísticas indicam que sim, é um dado factual, mas estar a matar uma pessoa apenas por resistir é estar a dar argumentos à extrema esquerda para se vitimizar.​

Basta ler os comentários a esta notícia nas redes sociais, a grande maioria dos comentários são de revolta e discordam da decisão por não ter sido pena efectiva.

Isto só dá razão a quem defende que a justiça tem mão mais pesada em casos que envolvem cidadãos oriundos de minorias ou estrangeiros.

Uma pergunta, pois não segui o processo com grande atenção e não sei se foi respondido ou não: Na altura, falaram de que plantaram uma faca no carro, falaram também que os relatórios policiais foram alterados/forjados, whatever. Sabes se isso se comprovou, ou pelo contrário, eram apenas teorias da batata? É que caso tenha sido isso a acontecer, se calhar é mais grave que o agente que no meio da confusão pareceu-lhe que viu uma faca a ir contra ele e disparou a arma.

Havia uma faca na cena do crime, não sei se ficou provado que plantaram a faca, mas se existia de facto uma faca e a juíza disse que o Odair não a usou, então é porque foi plantada, ou não? Como é que a faca apareceu ali se não foi usada pelo Odair?​

“É praticamente impossível” a faca ter sido manipulada por Odair Moniz, diz chefe da PJ “É praticamente impossível” a faca ter sido manipulada por Odair Moniz, diz chefe da PJ


Até agora, só o agente disse ter visto Odair empunhar uma faca, o que lhe serviu de justificação para disparar. Inspectora-chefe notou que nunca se falou da faca quando se deslocou ao local.


https://www.publico.pt/2026/05/18/sociedade/noticia/praticamente-impossivel-faca-manipulada-odair-moniz-chefe-pj-2175087

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Todos os conteúdos do PÚBLICO são protegidos por Direitos de Autor ao abrigo da legislação portuguesa, conforme os Termos e Condições.​

Enfim, isto parece ser mais uma decisão incompreensível da justiça.

Portanto, mataram um dos teus e tu e a tua corja podem incendiar até um ser humano, é isso? Só porque estão chateados...

É uma revolta e é compreensível sim, apesar de não concordar com vandalismo de propriedade privada. Não concordo mas percebo a revolta.

Imagina que nos EUA era provado que um polícia matou um cidadão português apenas por ele ser mais moreno e que a polícia manipulou a cena do crime, esse polícia não foi preso. Seria compreensível haver revolta da comunidade portuguesa, apesar de errado seria compreensível.​
Mais uma vez vou repetir para não meterem palavras falsas na minha boca como tanto fazem neste fórum, eu não concordo com vandalismo nem apoio, mas compreendo em certas situações.

Apoiar e compreender são coisas distintas.
 
Last edited:
nem de propósito, anda por aqui um mitra qualquer na freguesia vizinha a assaltar miúdos através de uma faca. tudo para a droga. mais um que foi libertado há pouco tempo e anda assustar quem passa. pede dinheiro e se não derem, empunha uma faca e ameaça. já há gente a querer tratar-lhe da cara ou a querer deitá-lo ao rio que passa na vila. [:D]
 
já agora, numa pacata cidade no sul do brasil. é caricato mesmo!

https://www.facebook.com/Novafmsc/p...-contar-que-foi-esfaqueado-/1487471820089538/

Um homem de 42 anos decidiu mentir à polícia para não contar que foi esfaqueado pela própria esposa. O caso começou a ser investigado na noite de 7 de junho, quando a vítima deu entrada em um hospital de Blumenau com duas perfurações. Na data, ele afirmou ter sido vítima de um assalto.

No dia do suposto assalto, o homem contou que caminhava pela Rua Osvaldo Bruno Werplotz, no bairro Velha Central, quando teria sido abordado por um homem. O criminoso teria pedido o seu celular e, quando ele negou, acabou esfaqueado na barriga e no braço.

Diante da gravidade dos ferimentos, precisou ir ao Hospital Santo Antônio usando carro de aplicativo.

Polícia Civil esteve na unidade e logo começou a investigação. O problema é que as afirmações da vítima não coincidiam com o que os agentes apuravam em campo. O que se confirmou foi que o homem acabou esfaqueado pela própria esposa, de 36 anos, durante uma discussão motivada por ciúmes.

Para não revelar a identidade real de quem o agrediu, ele decidiu mentir. Agora, o homem irá responder pelo crime de falsa comunicação de crime. Já a esposa, por homicídio tentado ou de lesão corporal, conforme apontar o resultado técnico do laudo pericial, que ainda não está pronto.​
 
Uma pessoa deve ser morta por resistir à polícia? A polícia deve aldrabar a cena do crime?

Estamos todos a discutir corolários.

Se o Odair basicamente tivesse parado quando o mandaram nada mais tinha acontecido.

A partir daí são sempre factores que colocam em franja os nervos dos agentes da autoridade.

Fuga, perseguição, condução perigosa, colisões, ida para bairros com histórico de agressões e homicídios de agentes, tudo durante a madrugada.... Depois pedem que os agentes sejam fofinhos e se faz favor dá a mãozinha para algemar, quando nos últimos minutos tinha fugido, fazendo meia dúzia de crimes rodoviários, colocando a vida de inocentes em perigo e ido para um covil?

Ok. Eu pessoalmente entendo o agente. Com os nervos em franja, carradas de adrenalina, numa zona que mete medo e quando vou para prender o meliante que até aqui mostrou ser capaz de tudo e tenho a sensação de uma arma branca? Apenas crítico a pontaria, 1º tiro é para uma coxa ou um ombro. Infelizmente foi 1 palmo ao lado, talvez até pelo tremer da mão e numa pistola qualquer tremidela faz uma diferença grande mesmo a curtas distâncias.

Treino de tiro insuficiente? Sim. Mas não há treino não traumatizante para controlar tudo nestes momentos de stress nos píncaros e ser frio. Só se for treino de Comandos, Fuzileiros ou Forças Especiais tipo GOE.

"O ditado é velho, quem tem cu tem medo".

Depois é como um guarda me diz... No início, saídos da academia, vêem todos cheios de fulgor para acabar com o crime, passados uns meses aprendem que ninguém os defende, desde população, CS até às próprias chefias e passam a fazer rondas em zonas calmas e a passar multas de trânsito que dá menos dores de cabeça e não arriscam o coiro nem têm processos disciplinares por gastarem uma bala, estragar uma farda ou riscar o carro.
 
Estamos todos a discutir corolários.

Se o Odair basicamente tivesse parado quando o mandaram nada mais tinha acontecido.

Portanto tu consideras mais grave uma pessoa resistir a uma detenção do que uma pessoa ser morta pela polícia por resistir e os polícias aldrabarem a cena do crime.

Vai lá vai...

O Odair podia ser um criminoso, a partir do momento em que um polícia o mata sem ele estar armado, o polícia perde toda a razão. Isto simplesmente não pode acontecer. Resistir a uma detenção é uma coisa relativamente banal e acontece muitas vezes nas detenções.

Foi provado que ele cometeu um crime de sangue muito grave com uma farda. Isto é um dado objectivo. Tal como quem comete uma violação tem de ser preso mas muitas vezes os violadores levam com penas supsensas como aconteceu com aquele tiago bravo. As leis são objectivas principalmente quando se trata de crimes de sangue, mas infelizmente a justiça é subjectiva demasiadas vezes.
 
Uma pessoa deve ser morta por resistir à polícia? A polícia deve aldrabar a cena do crime?

Que as pessoas de raça negra têm mais tendência para estar envolvidas em situações de crime, todas as estatísticas indicam que sim, é um dado factual, mas estar a matar uma pessoa apenas por resistir é estar a dar argumentos à extrema esquerda para se vitimizar.​

Basta ler os comentários a esta notícia nas redes sociais, a grande maioria dos comentários são de revolta e discordam da decisão por não ter sido pena efectiva.

Isto só dá razão a quem defende que a justiça tem mão mais pesada em casos que envolvem cidadãos oriundos de minorias ou estrangeiros.



Havia uma faca na cena do crime, não sei se ficou provado que plantaram a faca, mas se existia de facto uma faca e a juíza disse que o Odair não a usou, então é porque foi plantada, ou não? Como é que a faca apareceu ali se não foi usada pelo Odair?​

“É praticamente impossível” a faca ter sido manipulada por Odair Moniz, diz chefe da PJ “É praticamente impossível” a faca ter sido manipulada por Odair Moniz, diz chefe da PJ


Até agora, só o agente disse ter visto Odair empunhar uma faca, o que lhe serviu de justificação para disparar. Inspectora-chefe notou que nunca se falou da faca quando se deslocou ao local.


https://www.publico.pt/2026/05/18/sociedade/noticia/praticamente-impossivel-faca-manipulada-odair-moniz-chefe-pj-2175087

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Todos os conteúdos do PÚBLICO são protegidos por Direitos de Autor ao abrigo da legislação portuguesa, conforme os Termos e Condições.​

Enfim, isto parece ser mais uma decisão incompreensível da justiça.



É uma revolta e é compreensível sim, apesar de não concordar com vandalismo de propriedade privada. Não concordo mas percebo a revolta.

Imagina que nos EUA era provado que um polícia matou um cidadão português apenas por ele ser mais moreno e que a polícia manipulou a cena do crime, esse polícia não foi preso. Seria compreensível haver revolta da comunidade portuguesa, apesar de errado seria compreensível.​
Mais uma vez vou repetir para não meterem palavras falsas na minha boca como tanto fazem neste fórum, eu não concordo com vandalismo nem apoio, mas compreendo em certas situações.

Apoiar e compreender são coisas distintas.

E vai daí, para expiar a revolta, queimam-se 4 autocarros, umas quantas peças de imobiliário. E os outros que compreendam.... É... Pretos e ciganos são peritos nisso.

Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele. O Odair acabou por ter o que mereceu, contribuiu fortemente para isso. Se merecia ir para debaixo de terra? Nem os bichinhos merecem tão vil destino!
 
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