Tópico do IRS

Não sei o que é que eles defendem.
Mas sou muito apologista de taxas mais reduzidas sobre os rendimentos do trabalho e "mais" sobre o consumo de bens (com algumas exceções). Quem mais gasta mais paga.
O que se passa hoje é que quem mais trabalha, mais paga. E não deveria ser assim.

Mas isto é tema para outro tópico ...

Basicamente defendem o mesmo que tu acabas de defender.
Taxas reduzidas de IRS, tendencialmente a ficarmos apenas com uma taxa de 15% (a partir de determinado rendimento). menos estado e menos impostos.

Está aí à porta uma eleição, deverias ir ver o programa deles.
 
O nosso sistema fiscal, apesar de em termos legislativos ser complexo, é dos mais avançados a nivel mundial.

A nível informático fomos pioneiros em diversas situaçoes, sendo que a mais recente foi o e-fatura. A nível de entregas online, nomeadamente do IVA, IRS e IRC fomos dos primeiros a fazê-lo.

Mas sim, concordo que o sistema ideal é naturalmente o que referes.
Mas repara no seguinte:
- Fazes um PPR a 31 de dezembro - Consequentemente terás algo a acertar na liquidação;
- Se te casas, as finanças só sabem isso no ano seguinte, quando entregas a declaração;
- Se te divorcias, se tens um filho, se fazes uma operação em Dezembro, ....
- Se há uma diferença significativa entre os rendimentos dos 2 conjuges....
....
Tens uma série de variáveis que fazem com que no acerto de contas tens IRS a receber ou a pagar que não são de apuramento simples nem direto.

Claro que se não existirem beneficios fiscais, abatimentos à coleta, apuramento do IRS por familia, em vez de ser por individuo... aí sim tens tendencialmente mais possibilidades de chegar ao tal sistema ideal.

Mas não me parece que seja fácil evoluir para um sistema desses em Portugal, principalmente num País onde se discutem coisas relacionadas com o betão da casa de um determinado individuo...

Podíamos ter um sistema simples em que as tuas retenções de imposto mensal dependessem apenas do:
- estado civil;
- numero de filhos;
- eventualmente da idade;

Com estas 3 variáveis apenas podias fazer uma política fiscal à medida dos incentivos que quisesses dar.

Tudo o resto em benefícios fiscais e abatimentos é uma treta de complicação sem fim que não acrescenta nada no global a não ser complexidade.
 
Taxa fixa e plana para todos!

Acabar com os escalões e pronto, mais simples não há.
Fácil... e automaticamente quem ganha mais já pagaria mais pois a mesma percentagem em 1000€ ou em 10000€ já dá valores bem diferentes.
Mas depois quem ia alimentar esta republica Socialista?
 
Taxa fixa e plana para todos!

Acabar com os escalões e pronto, mais simples não há.

Taxa fixa, taxas progressivas, beneficios fiscais, abatimentos, etc, isso não interessa nada se as necessidades de coleta se mantiverem as mesmas. Importante mesmo era reduzir a coleta de imposto no global. Depois disso a forma de o cobrar seria apenas um pormenor.
 
Fácil...

“For every complex problem there is an answer that is clear, simple and wrong.” ― H. L. Mencken

Esta já tem para aí um século, mas as pessoas continuam esperançosas que a sua resposta simples é que é [:p]
 
“For every complex problem there is an answer that is clear, simple and wrong.” ― H. L. Mencken

Esta já tem para aí um século, mas as pessoas continuam esperançosas que a sua resposta simples é que é [:p]
Só falhas numa coisa... Que basicamente compromete todo o teu raciocínio.
É que isto não é nenhum problema, nem tão pouco é complexo.
São apenas decisões politicas para angariar mais dinheiro para o Estado e agradar aos mais numerosos numa busca por votos.
 
“For every complex problem there is an answer that is clear, simple and wrong.” ― H. L. Mencken

Esta já tem para aí um século, mas as pessoas continuam esperançosas que a sua resposta simples é que é [:p]

Claro, e como nos conta a história europeia do século passado, há sempre uma grande franja da população que deixa seduzir pelas promessas fáceis dos partidos extremistas, que têm solução para tudo e todos.
Como é lógico, para existir uma taxa fixa de 15%, teria de ser implementado todo um novo sistema social e económico no país, caso contrário o país falia. Esse sistema ou modelo, é proposto pela IL, um modelo liberal de menos estado e mais responsabilidade individual, o qual eu concordo quase em absoluto.
O que os user jedi refere, parece-me que é uma postura simplista e populista espalhada pelo CHEGA, onde tudo é fácil, e a prometer, promete-se tudo a todos.
 
Tenho aqui uma questão.

Um casal que sempre fez IRS conjunto, sendo que um dos cônjuges faleceu em fevereiro de 2024.

Já alterei a situação fiscal e o cônjuge sobrevivo já aparece como “viúvo” e é aqui que começa a minha questão. Já não me permite optar pela tributação conjunta, pelo que cada um dos cônjuges precisa entregar uma declaração de IRS?

E já agora, com IRS conjunto ambos recebiam sempre cerca de 2000€ (um dos cônjuges recebia cerca de 300€, o cônjuge sobrevivo recebe cerca de 2200€ brutos) e agora tem cerca de 800€ a pagar.

Ainda que os reembolsos tenham baixado como se sabe, este diferencial creio que seja devido ao facto de ter passado o estado civil de casado a viúvo?

Se for esse o caso, não está correto dado que foi casado ainda durante dois meses do ano, pelo que o rendimento equivalente a esses meses ainda deveria ser tributado conjuntamente.
 
Um casal que sempre fez IRS conjunto, sendo que um dos cônjuges faleceu em fevereiro de 2024.

Já alterei a situação fiscal e o cônjuge sobrevivo já aparece como “viúvo” e é aqui que começa a minha questão. Já não me permite optar pela tributação conjunta, pelo que cada um dos cônjuges precisa entregar uma declaração de IRS?

Deve ser possível uma entrega conjunta, com o sobrevivente como primeiro titular e estado civil Viúvo, e o outro como Cônjuge falecido.

image.png
 
entregue hoje

a pagar : 175 +/-

ainda tenho que pagar o IUC e o IMI que aí vem

são mais 500/600 euros para o estado
 
Os meus sogros venderam uma propriedade e uma parte foi há 2 anos e outra o ano passado... Coisa pouca... Mas no ano passado não conseguiram colocar a indicação no preenchimento do iRS. Nas finanças disseram que metesse assim e se houvesse algum problema que os chamavam . Este ano não sabemos colocar na mesma no preenchimento... nas finanças lá da terra deles não sabem informar nada...
 
Os meus sogros venderam uma propriedade e uma parte foi há 2 anos e outra o ano passado... Coisa pouca... Mas no ano passado não conseguiram colocar a indicação no preenchimento do iRS. Nas finanças disseram que metesse assim e se houvesse algum problema que os chamavam . Este ano não sabemos colocar na mesma no preenchimento... nas finanças lá da terra deles não sabem informar nada...

Isso é estranho, o assunto é pouco misterioso: https://www.google.com/search?q=mais+valias+venda+imobiliario

No artigo do Santander:
Para tal, deve preencher e entregar o anexo G, se vendeu um imóvel comprado depois de janeiro de 1989, ou o anexo G1, se a casa foi comprada antes de janeiro de 1989.
 
Sim, dava um erro qualquer no preenchimento e depois disseram para meter sem o anexo G... se necessário que os chamavam para esclarecer.
EDIT: era um terreno rural, por isso se calhar nem seria para declarar...
 
Last edited:
Na declaração da CGD nas "mais valias apuradas no resgate e alienação de UPS em fundos de investimento" coloco no anexo E alínea 31? Obrigado.
 
Uma pequena ajuda, submetia a declaração no dia 03-04, separado da minha mulher este ano.

Ambos preenchemos como sendo solteiros vistos não sermos casados, e ambos declaramos o NIF do nosso filho como dependente.

A declaração da minha mulher está certa, a minha com anomalias.

Quando tento simular uma declaração de substituição, aparece como não tendo erro com todos os dados que submeti no dia 03-04.

O que me está a falhar aqui para ter uma declaração com anomalias, mas quando preencho a declaração de substituição, diz que está sem erros?
 
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