Tópico do IRS

só por causa da mesada a um dos filhos ?!? é preciso mesmo isso ?!?

se assim é então eu devo estar mesmo ilegal

tenho 2 filhos, de 21 e 25

o mais velho retirei-o como dependente, mas vive connosco

o mais novo ainda o coloquei como dependente, mas trabalha em Espanha ( Menorca ), no ramo da hotelaria

recebe o ordenado espanhol numa conta do NovoBanco

e tem um bom ordenado, o que o fisco me faria a mim se descobrissem essa conta dele ?!?! que trabalha lá em espanha ?!

já pensei mudar o domicilio fiscal dele para espanha, mas o trabalho dele é sazonal e por vezes trabalha cá temporariamente

mas o teu caso é uma simples mesada a um dos teus filhos

Se descobrirem vais levar uma pancada de impostos que até vais cair para os lados.
É só testares, pega no que ele recebeu e mete no anexo A o valor, como se tivesse sido pago em Portugal por uma empresa portuguesa e já tens noção.
Deduzo que o de 25 anos também já trabalhe com salário cá e aí fizeste bem tirar do agregado.

O pessoal que emigra deve obrigatoriamente comunicar às finanças se estiver mais de 6meses fora, alterando a morada. Se estiver menos não precisa mas deve declarar cá os rendimentos no anexo J.
Muita gente, mesmo muita, não comunica porque não existe comunicação entre os Estados, mesmo quando são cidadãos estrangeiros a trabalhar nesses países, um dia que isto mude muita gente vai ter surpresas desagradáveis. Por exemplo nas pensões há muito pessoal ex emigrante a receber de França, Suíça, Alemanha e não declara nada. E as finanças sabem disso. Deduzo que até agora não têm hipótese de ter acesso aos dados, até porque a única coisa que liga os rendimentos à pessoa é o nome, e por aí é impossível fazer as associações nome/rendimentos/contribuinte. Um dia destes vão começar a pedir contribuintes do país de residência e não vai ser bonito de ver.

Os dependentes depois de estarem a trabalhar quase nunca compensa meter no agregado, normalmente só no 1º ano porque não têm ano completo de salários.
 
Se descobrirem vais levar uma pancada de impostos que até vais cair para os lados.
É só testares, pega no que ele recebeu e mete no anexo A o valor, como se tivesse sido pago em Portugal por uma empresa portuguesa e já tens noção.
Deduzo que o de 25 anos também já trabalhe com salário cá e aí fizeste bem tirar do agregado.

O pessoal que emigra deve obrigatoriamente comunicar às finanças se estiver mais de 6meses fora, alterando a morada. Se estiver menos não precisa mas deve declarar cá os rendimentos no anexo J.
Muita gente, mesmo muita, não comunica porque não existe comunicação entre os Estados, mesmo quando são cidadãos estrangeiros a trabalhar nesses países, um dia que isto mude muita gente vai ter surpresas desagradáveis. Por exemplo nas pensões há muito pessoal ex emigrante a receber de França, Suíça, Alemanha e não declara nada. E as finanças sabem disso. Deduzo que até agora não têm hipótese de ter acesso aos dados, até porque a única coisa que liga os rendimentos à pessoa é o nome, e por aí é impossível fazer as associações nome/rendimentos/contribuinte. Um dia destes vão começar a pedir contribuintes do país de residência e não vai ser bonito de ver.

Os dependentes depois de estarem a trabalhar quase nunca compensa meter no agregado, normalmente só no 1º ano porque não têm ano completo de salários.

então o que é aconselhável fazer ?

retirá-lo como dependente ?

ele paga os seus impostos em Espanha, inclusive a SS

ao abrigo da dupla tributação ( devem ter acordos ), ele não deve pagar cá

mas lá está o problema, ele não mudou o seu domicilio fiscal
 
O problema é que um dia destes a informação chega às finanças (de momento deduzo que não tem chegado),



A questão não é chegar ou não, porque chega. Entidades financeiras estrangeiras são obrigadas a comunicar uma série de coisas ao fisco português, umas mais sérias do que outras.

A questão é que eles não têm capacidade de andar atrás das pessoas, porque fisicamente não há pessoal suficiente para isso. Até mesmo nos assuntos mais sérios comunicados do estrangeiro, que envolvem possível branqueamento e fugas ao fisco, duvido que 1% do que é reportado seja investigado.

Há tempos li uma reportagem com estatísticas sobre as comunicações obrigatórias dos bancos ao Banco de Portugal em um determinado ano. Havia milhões de coisas reportadas por ano, milhares "suspeitas" comunicadas ao ministério público, algumas centenas que eles investigaram, e se não estou em erro no fim isso gerou 12 ou 13 processos criminais em um ano.

Uma coisa é a informação que chega, outra é o que eles fazem com ela. Podes ter 50.000 denúncias de ilegalidades, mas consegues investigá-las? Dito isto, não estou a sugerir que ninguém ignore a lei, mas o facto é que no momento, apenas os mais azarados são alvo de sanções.
 
A questão não é chegar ou não, porque chega. Entidades financeiras estrangeiras são obrigadas a comunicar uma série de coisas ao fisco português, umas mais sérias do que outras.

A questão é que eles não têm capacidade de andar atrás das pessoas, porque fisicamente não há pessoal suficiente para isso. Até mesmo nos assuntos mais sérios comunicados do estrangeiro, que envolvem possível branqueamento e fugas ao fisco, duvido que 1% do que é reportado seja investigado.

Há tempos li uma reportagem com estatísticas sobre as comunicações obrigatórias dos bancos ao Banco de Portugal em um determinado ano. Havia milhões de coisas reportadas por ano, milhares "suspeitas" comunicadas ao ministério público, algumas centenas que eles investigaram, e se não estou em erro no fim isso gerou 12 ou 13 processos criminais em um ano.

Uma coisa é a informação que chega, outra é o que eles fazem com ela. Podes ter 50.000 denúncias de ilegalidades, mas consegues investigá-las? Dito isto, não estou a sugerir que ninguém ignore a lei, mas o facto é que no momento, apenas os mais azarados são alvo de sanções.

É verdade, mas "nós" poderemos estar entre os azarados. E o que não foi processado este ano pode ainda sê-lo nos seguintes.

Tudo isto dentro da abordagem "declarar por medo de ser apanhado". Há também quem declare por cumprimento de dever, esse conceito ultrapassado [;)]

(Sei que não estavas a advogar nenhuma fuga, foi apenas para acrescentar o meu ponto de vista)
 
Olha, é algo que nem sabia, sinceramente.

Há cerca de 1 ano abri uma conta Revolut em meu nome, para dar o cartão MB ao meu filho mais velho, para lhe transferir a mesada e para ele gerir os gastos dele.

A unica entrada na conta são 100€/mês transferidos por mim, e o saldo anda atualmente nos 100 e tal €.

Só há poucos dias soube que, sendo a conta domiciliada no estrangeiro, tem que ser declarado o IBAN no anexo J.

O problema é que eu queria mandar isto automático e está a andar, mas assim sendo tem que ser manual e confesso que nunca o fiz, pois tenho que ter contabilidade da empresa e chuto isso para a contabilista.

Resumindo, a não entrega era mesmo só para não ter que chatear a contabilista, até porque ela normalmente não me cobra nada, mas é contabilista da empresa, e não minha pessoal, pelo que queria evitar estar a pedir novamente.

Estava disposto a arriscar...


Mas se queres declarar, e é a unica coisa a adicionar tb não é complicado.

Envias automatico e quando tiver concluído, utilizando a opção "obter a ultima declaração submetida" já vem tudo preenchido o que submeteste em automático e apenas adicionas esse anexo.
 
A questão não é chegar ou não, porque chega. Entidades financeiras estrangeiras são obrigadas a comunicar uma série de coisas ao fisco português, umas mais sérias do que outras.

A questão é que eles não têm capacidade de andar atrás das pessoas, porque fisicamente não há pessoal suficiente para isso. Até mesmo nos assuntos mais sérios comunicados do estrangeiro, que envolvem possível branqueamento e fugas ao fisco, duvido que 1% do que é reportado seja investigado.

Há tempos li uma reportagem com estatísticas sobre as comunicações obrigatórias dos bancos ao Banco de Portugal em um determinado ano. Havia milhões de coisas reportadas por ano, milhares "suspeitas" comunicadas ao ministério público, algumas centenas que eles investigaram, e se não estou em erro no fim isso gerou 12 ou 13 processos criminais em um ano.

Uma coisa é a informação que chega, outra é o que eles fazem com ela. Podes ter 50.000 denúncias de ilegalidades, mas consegues investigá-las? Dito isto, não estou a sugerir que ninguém ignore a lei, mas o facto é que no momento, apenas os mais azarados são alvo de sanções.

tudo o que menos quero é ter problemas com as finanças

o que fazer relativamente ao meu filho mais novo ?

ele trabalha de março a outubro, mais ou menos, em Espanha, faz lá os seus descontos como referi

o que vocês me aconselham a fazer ?
 
Há coisas que não chegam.
Neste caso dos salários a segurança social espanhola e as finanças espanholas não devem ter dados portugueses associados ao cidadão, desde logo o n- contribuinte português que permitiria associar a pessoa ao nome e enviar para Portugal.
No caso Altar se as finanças espanholas comunicassem dessa forma, o erro era detetado imediatamente. Da mesmo forma que é detetado com rendimentos em Portugal.
Tens um filho no estrangeiro, ele até pode meter lá o IRS, ter tudo legal, mas tu podes continuar a tê-lo como dependente e ter benefícios por isso.
Da mesma forma as pensões, em França não têm qualquer dado do cidadão português, isto no pessoal mais antigo.
Hoje em dia se pedires pensão no estrangeiro pelo menos na Europa a seg social tem acesso imediato.
Meti um IRS com rendimentos da Alemanha, que só descobri porque o sistema dizia que faltavam rendimentos.
Como disse aos poucos as coisas começam a mudar.
Os bancos é um pouco diferente, embora a comunicação é automática. Basicamente andam atrás de grandes valores, mesmo que os bancos comuniquem tudo que seja acima de 1000€ penso eu.
 
então o que é aconselhável fazer ?

retirá-lo como dependente ?

ele paga os seus impostos em Espanha, inclusive a SS

ao abrigo da dupla tributação ( devem ter acordos ), ele não deve pagar cá

mas lá está o problema, ele não mudou o seu domicilio fiscal
Ele pagar impostos é o quê? Tem lá residência? Mete o IRS espanhol? Ou tem o salário espanhol e continua como não residente lá?
São coisas diferentes.
Se ele meter o IRS lá, tu não devias meter cá no teu como dependente. Pode não dar nada, ou seja ninguém descobrir, que diga-se até é o mais provável, como pode dar asneira e teres que devolver dinheiro que recebeste.
Se ele não meter IRS lá se descobrirem é mais complicado ainda, porque devias meter os rendimentos cá, que diga-se não o beneficiaria em nada. Os impostos lá são mais baixos de certeza.
 
obrigado pelos conselhos, antes de mais

eu vi um recibo dele do ano passado, e vi os descontos, para a SS e tem contribuinte lá

foi o primeiro contrato de trabalho a sério ( ano passado )

não fez o IRS em Espanha porque não tinha atingido ainda os rendimentos para isso, segundo os padrões de Espanha

quanto à residência ele vive num apartamento que é partilhado por outros trabalhadores do mesmo Resort, esse apartamento pertence ao próprio resort, é especificamente para os empregados, além de terem quartos no próprio Hotel destinados também a empregados. Paga uma renda, 200 e tal euros, e pela alimentação paga não sei quanto

( curioso, não é ?! será que os resorts no Algarve fazem isso para os seus empregados ???? )

no final deste ano ele pode usufruir de subsídio de desemprego de Espanha, eles têm uma lei que diz que têm que estar não sei quantos meses, seguidos ou intercalados, a trabalhar em Espanha, o que irá conseguir este ano

e pelas conversas que tive com ele parece que não será o seu destino final, ele é muito aventureiro, tem um dom para as línguas, quer experimentar outros destinos

tudo incerto, a vida é dele

mas eu tenho medo das finanças de cá
 
Última edição:
O filho tem que fazer o IRS no país onde é residente fiscal.
Se é em Espanha tem que fazer o IRS apenas lá, se for cá apenas cá.
Se não fizer um dia desses ainda vai aparecer ao lado das noticias dos futebolistas com as suas dívidas ao fisco...
 
tudo incerto, a vida é dele

mas eu tenho medo das finanças de cá


Eu diria que a probabilidade de teres problemas é bastante pequena, mas caso tenhas, o problema pode ser bem grande.

É uma questão de estatística. A maioria das pessoas que não declara coisas que devia declarar passa impune, mas os azarados que são apanhados pagam pelos outros.

Eu no teu lugar não arriscaria [;)]
 
O filho tem que fazer o IRS no país onde é residente fiscal.
Se é em Espanha tem que fazer o IRS apenas lá, se for cá apenas cá.
Se não fizer um dia desses ainda vai aparecer ao lado das noticias dos futebolistas com as suas dívidas ao fisco...

sim

mas ele tem que ir às finanças alterar a morada fiscal, ou fazer declaração de não residente

não é ?
 
acho que já sei a resposta

está nas finanças isto


01-3797 Vou trabalhar para o estrangeiro… Tenho de comunicar algo à AT?


Se vai trabalhar ou estudar para o estrangeiro, atualize o seu domicilio fiscal para a morada onde vai residir nesse outro país.
A sua morada fiscal é a que está associada ao seu cartão de cidadão. Como tal, sempre que muda de residência deve proceder à alteração da morada no cartão de cidadão.
Se ainda tem Bilhete de Identidade, atualize a morada do seu domicílio fiscal num Serviço de Finanças.
O domicílio fiscal é individual.
Assim, a atualização tem de ser efetuada para cada uma das pessoas do agregado familiar que, efetivamente, vão passar a residir no estrangeiro. Isto porque, se continuar com a sua residência fiscal em Portugal fica obrigado legalmente a declarar todos os seus rendimentos, para efeitos de IRS, em Portugal.
A Lei estabelece, no artigo 15º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, que sendo residente em território nacional tem a obrigatoriedade de declarar em Portugal todos os rendimentos obtidos, tanto no nosso país como no estrangeiro.


 
Já há noticia de reembolsos do IRS para declarações não automáticas?

[:)][:)]

As que tiverem então anexo J (Revolut's e coisas similares) bem podem esperar sentados que isso é coisa para ser validada (sim, VALIDADA) apenas após 1 mês. Pagamento então, uiii.... bem se pode esperar pelo Verão....
 
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