Tópico do Tempo/Meteorologia


Como há malta muito limitada que terá dificuldade em interpretar cores, o Gemini ajuda a fazer o relatório dos últimos 80 anos...

Finda a desculpa da comunicação social perante dados mensuráveis e cientificamente comprovados, deixa-me ver qual será a desculpa...



Relatório de Análise Científica: Evolução dos Dias de Ondas de Calor em Portugal Continental


Objeto de Análise: Gráfico termográfico (heatmap) representativo do número de dias de ondas de calor, durante o período de verão, por ano e por estação meteorológica, desde 1941.

1. Enquadramento e Metodologia


O documento em análise apresenta a distribuição espácio-temporal dos dias em onda de calor em Portugal Continental. Os dados estão estruturados em três eixos principais:
  • Eixo Temporal (Horizontal): Registo anual desde o ano de 1941 até à atualidade.
  • Eixo Espacial (Vertical): Estações de monitorização agrupadas em três grandes regiões fisiográficas: Interior Norte e Centro, Litoral Norte e Centro, e Regiões a Sul do Tejo.
  • Escala de Intensidade (Cores): A legenda utiliza uma escala de cores onde os tons mais claros (branco/amarelo) representam a ausência ou um número reduzido de dias de onda de calor (0 a 12 dias), e os tons mais escuros (laranja e vermelho) indicam períodos prolongados sob estas condições (de 13 a mais de 40 dias). O cinzento claro indica ausência de dados para aquela estação num determinado período.
2. Análise Temporal


A observação longitudinal do gráfico revela uma alteração drástica e estatisticamente relevante no padrão climático português ao longo das últimas oito décadas:
  • Período pré-1990: Observa-se uma clara predominância de anos com zero ou muito poucos dias de onda de calor (cores brancas e amarelas pálidas). Existiram eventos esporádicos (como o registado em meados da década de 1940 nalgumas estações do interior), mas caracterizavam-se por ser anomalias isoladas.
  • Transição (1990 - 2000): Verifica-se o início de um adensamento da ocorrência de ondas de calor. O ano de 1990 apresenta um pico anómalo, particularmente visível em Santarém (Litoral Norte e Centro), marcando um ponto de inflexão na série histórica.
  • Anos 2000 e 2010: A frequência e a duração das ondas de calor aumentam significativamente. O ano de 2003 destaca-se como um evento extremo generalizado, traduzido numa coluna vertical de tons quentes que atravessa quase todas as estações do país, corroborando os registos históricos da severa onda de calor europeia desse ano.
  • Período pós-2015 à Atualidade: O último segmento do gráfico documenta a fase mais crítica. Observa-se uma concentração sem precedentes de cores vermelho-escuro (indicando mais de 40 dias de ondas de calor num único verão). Esta elevada densidade sugere não apenas uma maior frequência destes eventos extremos, mas também um aumento dramático na sua duração ininterrupta.
3. Análise Espacial (Geográfica)


A estratificação regional permite identificar diferentes graus de vulnerabilidade face aos extremos térmicos:
  • Interior Norte e Centro: É a região que demonstra a vulnerabilidade mais severa na atualidade. Estações como Bragança, Mirandela, Guarda e Pinhão exibem os tons mais escuros de vermelho nos anos recentes, indicando verões com mais de 30 a 40 dias em situação de onda de calor. A transição climática nesta região é a mais pronunciada do gráfico.
  • Regiões a Sul do Tejo: Apresentam um comportamento semelhante ao do Interior Norte e Centro, com um aumento generalizado e acentuado a partir da década de 2000. Estações como Alvega, Portalegre, Elvas e Beja mostram consistência na elevada exposição a períodos de calor extremo nas últimas duas décadas.
  • Litoral Norte e Centro: Embora esta região também acompanhe a tendência geral de aquecimento, a severidade é visivelmente atenuada pelo efeito moderador do Oceano Atlântico. Com exceção de algumas estações mais interiores deste grupo (como Santarém), a maioria das estações litorais (como Aveiro, Cabo Carvoeiro e Cabo da Roca) apresenta uma incidência significativamente menor de dias de onda de calor, mantendo tons mais claros na matriz.
4. Conclusões


A análise empírica do gráfico fornece evidências robustas de uma alteração estrutural no clima de Portugal Continental no período de verão.

Conclui-se que o fenómeno das ondas de calor deixou de ser um evento meteorológico esporádico e excecional (como verificado até à década de 1980) para se tornar numa característica climática recorrente, prolongada e altamente severa. O aumento exponencial do número de dias em onda de calor nos anos mais recentes, com especial incidência nas regiões do Interior Norte e Centro e a Sul do Tejo, atesta de forma visual e quantificável o impacto das alterações climáticas globais à escala regional. Este padrão acarreta implicações severas para os ecossistemas, para o risco de incêndios rurais e para a saúde pública em território nacional.
 
Já aí vêm o zx300 e companhia dizer que ainda não viveram nenhuma onda de + 50ºC durante mais de 30 dias seguidos, por isso tá-se bem...
 
Se o seu interesse é evitar conjuntos de dados ajustados, posso fazer uma análise baseada exclusivamente em:
séries brutas de estações meteorológicas históricas da Europa;
estações centenárias individuais (por exemplo, Paris, De Bilt, Viena, Lisboa, Madrid, etc.);
comparação entre dados brutos e homogeneizados, mostrando exatamente onde existem diferenças.
Essa abordagem permite discutir os números concretos, em vez de depender de resumos produzidos por organismos ou meios de comunicação.
Desde 1979 existem medições por satélite da atmosfera inferior, que são independentes das estações de superfície. embora as taxas de aquecimento não sejam exatamente iguais às medidas pelas estações de superfície.
Além disso, existem:
radiossondas lançadas por balões meteorológicos;
temperaturas da superfície do mar;
observações de glaciares;
registos fenológicos, como a data de floração de plantas ou migração de aves.
Cada uma destas fontes tem limitações, mas a comparação entre várias linhas de evidência ajuda a avaliar a consistência das tendências observadas.
​A controvérsia surge porque há diferentes interpretações sobre:
como tratar mudanças nas estações ao longo do tempo;
qual a melhor forma de corrigir possíveis enviesamentos;
o peso relativo de fatores locais, como a urbanização;
a magnitude exata do aquecimento em diferentes regiões.
Estas discussões fazem parte da investigação científica. Contudo, a existência desse debate metodológico não significa, por si só, que todas as conclusões estejam erradas ou que haja consenso sobre uma explicação alternativa.​ Dados (chatGPT)
Há para todos os gostos existem vários climatólogos de renome que não estão de acordo com os relatórios actuais por ex.
 
Last edited:
Fala lá por ti ó Lino e deixa o 300zx quieto !
Quanto a esses relatórios valem o que nós quisermos....

Tu és tão, mas tão poucochinho, que nem consegues ler o básico…
Aquilo não é um relatório feito às três pancadas por um gajo qualquer pseudo ambientalista. Aquilo é apenas o gráfico de cores explicado em palavras. Aquele gráfico são os números reais, medidos cientificamente, os quais a IA transformou em palavras. Não é “relatórios há muitos”.

É triste que em pleno século XXI ainda haja malta que consegue achar que a ciência está errada e que eles, meros ignorantes e com uma instrução a roçar os mínimos, sabem mais do que números, cientistas, médicos, engenheiros e outros tantos que passaram vidas a trabalhar na área.

Não às vacinas, às redes 5G, ao homem na lua, às epidemias, ao aumento da temperatura global. São tudo invenções dos meios de comunicação.

Como não amar a ignorância e a estupidez.
 
Triste é tirar conclusões tão acertivas sem conhecer quem está do outro lado e sem ter a mínima ideia e o porquê de ser tão crítico quanto a estas questões .

E quanto aos insultos básicos pela segunda mais respeito que não te conheço de nelhum lado !​
 
Last edited:
Ontem pela 1.ª vez tive que cancelar ou alterar, vá, um passeio domingueiro. Fui ali para os lados de Tomar e Ferreira do Zêzere e apanhei 41 ºC. Mesmo à sombra das árvores de um parque arborizado, não baixou dos 38 ºC. Arranquei em direcção ao Litoral e aconteceu uma coisa curiosa: a cada 7 km rumo ao Oeste e ao mar, a temperatura baixava matematicamente 1 ºC! Portanto, os cerca de 70 km de Tomar à entrada na Nazaré implicaram uma descida de nada menos que 10 ºC.

Fazendo depois a Estrada Atlântica rumo ao Norte, chegou a descer aos 27 ºC, ou seja, 14 ºC de diferença em pouco mais de 70 km!!
 
Já me aconteceu parecido, há uns anos atrás. Saímos de casa com 35 graus, quando saímos da A28 para Leça da Palmeira, marcava 26graus, e a menos de 500m da praia marcava 18 graus e estava uma parede de nevoeiro.
 
Basta fazer 15 km entre Sintra e Cascais, e a diferença é abismal.

Já saí de Cascais com quase 30º e chego ao Ramalhão e estão menos de 20º.
 
Basta fazer 15 km entre Sintra e Cascais, e a diferença é abismal.

Já saí de Cascais com quase 30º e chego ao Ramalhão e estão menos de 20º.

Ontem ao fim da tarde estavam 36º em Lisboa e 22º no Cabo Raso. Mais um bocadinho e tinha que se estar enrolado na toalha no Guincho.
 
Basta fazer 15 km entre Sintra e Cascais, e a diferença é abismal.

Já saí de Cascais com quase 30º e chego ao Ramalhão e estão menos de 20º.

Quando trabalhava em Cascais, no regresso, vinha por aquela EN que vai do autodromo ao ramalhão, passe a falta de precisão, e era maravilha sentir a brisa fresca a vir do lado esquerdo ou seja da Serra [br:)]
 
Não convêm muito que o grande publico tenha acesso aos dados dos últimos oitenta noventa anos ...

Como não amar a ignorância e a estupidez.

No pasa nada. Isso foi sempre assim.

Pah, isto tem de ser visto com uma perspectiva mais ampla [:p] : https://x.com/zerohedge/status/1837129533947867555/photo/1

GX7Lkq9WYAAjLQb
 
Basta fazer 15 km entre Sintra e Cascais, e a diferença é abismal.

Já saí de Cascais com quase 30º e chego ao Ramalhão e estão menos de 20º.

Exato, normalmente de Odivelas para a costa oeste (a 500m do mar), a diferença chega a atingir menos 15º, e o nevoeiro é um plus. [:D]
 
Quando trabalhava em Cascais, no regresso, vinha por aquela EN que vai do autodromo ao ramalhão, passe a falta de precisão, e era maravilha sentir a brisa fresca a vir do lado esquerdo ou seja da Serra [br:)]

Estrada Nacional 9, Avenida Alfredo César Torres até à rotunda que vai para a prisão do Linhó e Avenida de Cascais, desde essa rotunda até à Praça El Jadida, vulgo Rotunda do Ramalhão.[;)]
 
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