Ninguém. Neste momento não passa de mera especulação.
Mas isto não são coisas atiradas ao ar porque sim, como queres fazer parecer. Tem tudo a ver com estratégia de negócio e que neste caso até faz o seu sentido.
Se não consegues perceber isso já é outro problema, mas não vou perder mais tempo a tentar-te explicar. Até porque não sei como é que hei-de te simplificar mais isto.
Já pareço um disco riscado
Ninguém te apontou uma arma á cabeça.
Mas os teus comentários poderiam ser mais interessantes se pudesses justificar as tuas opiniões em vez de mandar as dos outros a baixo "porque sim".
O que eu, e mais algumas pessoas disseram, foi enumerar algumas possíveis desvantagens para a TAP, e por consequente para Portugal, se se concretizar a compra por parte do grupo IAG. Tu vieste logo dizer que isso não fazia sentido e que possivelmente até haveriam vantagens, sem nunca explanar a tua posição.
Mas ao menos neste post já revelas o teu desconhecimento em relação a esse ponto. Contrariando completamente as tuas afirmações anteriores, mas enfim.
Neste momento, e tanto quanto sei, ainda ninguém se chegou á frente. Ou tens conhecimento de alguma proposta concreta?
As companhias que se têm falado são meras especulações.
Têm existido declarações de interesse na TAP, mas daí a fazer uma proposta concreta vai uma grande distância.
Mas até podes ter razão e a única empresa a se chegar á frente ser a IAG. Isso não invalida no entanto a minha posição em que isto seria uma mau negócio.
Como deves saber, África não é só Angola.
Não sei se Luanda é mesmo a rota mais rentável, mas se puderes fundamentar essa afirmação agradecia.
O que sei é:
Africa -> cerca de 600 mil passageiros transportados
America do Sul -> 1.4 milhões de passageiros transportados
Europa -> 5.2 milhões de passageiros transportados
Load Factor:
África -> 72%
America do Sul -> 83%
Europa -> 68%
Em relação ao volume total de carga transportada:
África -> 13%
Europa -> 31%
America do Sul -> 37%
Dados retirados daqui:
http://new.flytap.com/prjdir/flytap...PDF/TAP/Relatorios/anual/2010/TAP_RA_2010.pdf
No entanto isto não invalida o que disseste. Não consegui encontrar informação sobre as receitas em África (particularmente Luanda) nem América do sul.
A única coisa que encontrei foi uma afirmação que as rotas para o Brasil seriam as mais lucrativas
Latin America's international market: still dominated by foreign carriers
Não expliquei? Mas agora tambem tenho que fundamentar as minhas opiniões [

]
Já tinha dito qualquer coisa anteriormente sobre esse assunto mas posso me repetir novamente
Entre os
possíveis compradores:
Lufthansa: Não me parece que vá mudar grande coisa. O interesse da parte deles seria numa perspectiva de não perder uma importante companhia nas ligações ao Brazil para um dos seus concorrentes (falando de alianças).
Depois de perder a TAM, a Star Alliance ficaria fragilizada em relação aos seus concorrentes.
Tirando isso não consigo encontrar mais nenhum motivo importante para eles quererem adquirir a TAP.
Em relação á TAP, não deveriam mudar muita coisa. A ideia talvez fosse redefinir a gestão de modo a ser mais rentável.
Air France / KLM: Não me recordo de ver noticiais sobre o seu interesse, mas na Europa não vejo mais ninguém capaz/interessado em comprar a TAP.
Mais uma vez o seu interesse seria nas ligações para o Brazil, numa perspectiva de cimentar a sua aliança.
Para a TAP, também não consigo vislumbrar grandes mudanças. Talvez pudessem ter interesse em reforçar a posição na Brazil e expandir para alguns países vizinhos. Mas para isso é preciso capital e tenho ideia que aquilo não vai lá muito bem para aqueles lados.
Qatar: Falou-se do interesse deles quando o Socrates andou a passear por aqueles lados. Depois do falhanço da Spannair é possível que o interesse na TAP tenha reacendido.
A vantagem poderia ser no investimento por parte dos árabes em introduzir um hub em Lisboa para as ligações sul americanas. Se isto se concretizasse poderia ser bastante benéfico para a companhia.
LATAM: O interesse deste seria em ordem inversa á Qatar, ou seja, fazer de Lisboa um hub de entrada para a Europa.
As vantagens destas duas últimas parecem-me obvias.
A necessidade de um novo aeroporto também me parece importante, o que poderá invalidar uma possível proposta.
Existe também o factor União Europeia (cof Alemanha). Tenho ideia que existem restrições a aquisição de companhias aéreas por parte de operadores não europeus. Mas não tenho a certeza neste ponto.
No mesmo sentido isto também poderá ser um impedimento para a IAG, a nível de monopólio na península ibérica.
Sinceramente eu não tenho preferência por nenhuma. O ideal seria alguém com capacidade para investir e que tenha vontade de tomar partido da localização geográfica.
Dentro do grupo especulativo, a IAG parece-me a pior solução.
Isto é mais uma afirmação bastante arrojada da tua parte..
Existem situações em que isso é verdade (como explicaste), mas não é necessariamente uma regra.