Tópico dos aviões

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A sério, então visto desse prisma, o problema das baterias é únicamente da responsabilidade do fabricante (que nem se quer é a Boeing, mas sim a Thales que por sua vez diria que a culpa é do fabricante das baterias a GS Yuasa).

A diferença é que a Airbus não vende os motores do A380 enquanto que a Boeing vende as baterias do B787.
 
Claro que nesta questão logo se faz a comparação das entradas ao serviço do A380 e do 787. Pessoalmente acho que são questões diferentes mas aceito todas as opiniões.

Claro que teve o problema da Qantas, mas aí foi a RR que meteu os pés pelas mãos, ajudada por standards de manutenção que não estavam ao nível. A Qantas teve a frota grounded mas as outras continuaram a voar. E no caso das que têm Engine Aliance nada houve a declarar nessa altura, pois esse problema não se manifestou.

Se há coisa que o A380 provou nesse incidente foi que é resistente pois aquilo levou um tareão enorme. Muita sorte envolvida mas o avião aguentou o castigo e aterrou.

A questão das fissuras na estrutura da asa, foi detectada como um problema de fabrico. Acima de tudo é mau porque faz com que o primeiro D-Check seja mais moroso e caro. Aqui a Airbus vai ter de se chegar à frente para compensar os clientes. Mas ainda assim, este problema parece, até ver, em nada beliscar a capacidade operacional do avião, não sendo considerado problema que coloque a sua integridade em causa.

Além disto há que lembrar que o A380 teve várias questões aquando da sua entrada em serviço (como em todos os aviões novos) mas até se aguentou relativamente. Veja-se que todos os operadores se têm demonstrado amplamente satisfeitos e sempre referem que a performance é melhor do que o esperado. E diga-se o que se disser, numa autoridade aérea decretou a sua proibição de voar.

Por outro lado, o 787 está a ter problemas que já não seriam esperados pois com o atraso de mais de dois anos, pensar-se-ia que as tecnologias estariam mais maduras, desenvolvidas e fiáveis. De qualquer modo não se pode negar que o risco do projecto é enorme pois trata-se de um passo de gigante na aviação comercial, com uma série de novas tecnologias a serem implementadas ao mesmo tempo, desde a construção, aos acessórios, à arquitectura de sistemas. Já para não falar na forma como os fornecedores estão envolvidos no fabrico do avião.

Mas de facto algo não está a correr bem neste programa. Eu gostava era de saber se as unidades que têm apresentado problemas são daquelas que tiveram de ser "retrabalhadas". Só para tentar estabelecer uma potencial causa-efeito.

O que é certo é que tem havido stresses em todas as companhias, desde questões menores (normais num avião recente e até noutros bem mais rodados), com sensores a falhar na leitura (dando sinais de avaria quando a mesma não existia), a questões com trens de aterragem (Lot), selos das portas, falhas eléctricas e agora estas questões das baterias, que já são, per si, algo de bem mais sério.

Baterias destas (lítio) são sempre muito sensíveis para um avião pois o seu risco de incêndio é elevado (daí as regras que existem para o seu transporte derivado de acidentes que houve com aviões de carga). Claro que os media só sabem isto e já estão a fazer um festival, nem se dando ao trabalho de ir investigar e perceber que as baterias do 787 estão fechadas numa caixa específica, desenhada para conter falhas catastróficas das mesmas (como as que aconteceram). Claro que a sua falha pode levar a mais problemas na zona dos aviónicos mas aquilo não está propriamente ali à vista numa rack.

Agora é ver de onde vem o problema. Se é desgaste, má montagem, mau design ou construção. Percebe-se o cuidado pois a última coisa que se quer a bordo de um avião é um fogo deste tipo naquela zona sensível. Só não entendo é porque isto nunca aconteceu nos testes, o que me deixa sempre a pensar que pode ser algo relacionado com os procedimentos das companhias. Ok, houve um incêndio nos testes de voo mas comprovou-se que estava um corpo estranho naquela zona e que isso motivou um problema que redundou em fogo.

Mas pronto, claro que não é bom para ninguém. Para a imagem do fantástico 787, para a Boeing e para as companhias. Ao que parece a FAA só decretou, até hoje, o ground de um avião (segundo discutiam esta manhã no Airliners). O DC10 (que tinha de facto as suas vicissitudes e ainda assim a causa desse "embargo" foi um erro de manutenção que redundou num acidente). Vamos ver quanto tempo demora a perceber o que se passa e a resolver a questão.

Só a atalho de foice, esta noite mais um ficou encostado. Segundo vi no airliners, estava um 787 da Qatar (penso que em Inglaterra) "encostado" pois estava com problemas hidráulicos e a aguardar peças.
 
A diferença é que a Airbus não vende os motores do A380 enquanto que a Boeing vende as baterias do B787.

A sério??? A Boeing agora fabrica baterias?

E já agora a Airbus também não vende os sensores de velocidade dos 330?

E se queres ir por aí, ainda não caiu nenhum 787 devido ao problema de sobreaquecimento das baterias, ao contrário dos 330. que se não me engano já cairam 2 por causa das sondas.

E é natural que problemas de juventude sejam sentidos em novos aviões, especialmente num avião em que quase tudo é novo ou nunca foi usado em aviões comerciais.
 
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E se queres ir por aí, ainda não caiu nenhum 787 devido ao problema de sobreaquecimento das baterias, ao contrário dos 330. que se não me engano já cairam 2 por causa das sondas.

Eu só conheço o caso do voo AF447 e o problema dos sensores foi apenas o factor que desencadeou o acidente. E esse problema já estava identificado pela Airbus, a Air France é que decidiu ignorá-lo.

Nenhum avião cai só por haver uma falha nos sensores de velocidade.
 

As baterias que o 787 usa são as Li-ion que têm fama de ser bastante seguras! Aliás são as baterias que encontramos na maior parte dos nossos computadores, telemóveis e são muito melhores que ni-cad ou lead-acid.! Pessoalmente prefiro as baterias do tipo Li-Poly (os Iphone que explodiam tinham estas baterias) mas não para aplicação aeronáutica e as LIFePO4, que podem efectivamente e com segurança substituir as Li-ion! As Ni-Cad são fracas.
 
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A diferença é que a Airbus não vende os motores do A380 enquanto que a Boeing vende as baterias do B787.

a diferença acima de tudo reside no facto de tu serem anti boeing


Claro que teve o problema da Qantas, mas aí foi a RR que meteu os pés pelas mãos, ajudada por standards de manutenção que não estavam ao nível. A Qantas teve a frota grounded mas as outras continuaram a voar. E no caso das que têm Engine Aliance nada houve a declarar nessa altura, pois esse problema não se manifestou.

Veja-se que todos os operadores se têm demonstrado amplamente satisfeitos e sempre referem que a performance é melhor do que o esperado. E diga-se o que se disser, numa autoridade aérea decretou a sua proibição de voar.

Mas de facto algo não está a correr bem neste programa. Eu gostava era de saber se as unidades que têm apresentado problemas são daquelas que tiveram de ser "retrabalhadas". Só para tentar estabelecer uma potencial causa-efeito.

Só a atalho de foice, esta noite mais um ficou encostado. Segundo vi no airliners, estava um 787 da Qatar (penso que em Inglaterra) "encostado" pois estava com problemas hidráulicos e a aguardar peças.

vendo por esse prisma o problema tambem só afectou a ana e a jal, porque por exemplo a etiopia airlines lançou um press realease a dizer que estava muito satisfeita com o avião
e tirando a air india ninguem tem dito mal, mas o problema da air india é outro

alguns operadores estão arrependidos de terem comprado, mas não tem muito haver com as especificações tecnicas

eu penso que estas são as que tiveram que fazer o rework, tal como as da air india e faltam as da china que tambem tiveram que fazer o rework

ontem quando vi o ultimo post sobre o qatar, ninguem ainda sabia se era problema mecanico, ou teria algo haver com o incidente do ana

Eu só conheço o caso do voo AF447 e o problema dos sensores foi apenas o factor que desencadeou o acidente. E esse problema já estava identificado pela Airbus, a Air France é que decidiu ignorá-lo.

Nenhum avião cai só por haver uma falha nos sensores de velocidade.

no bold muda o sensores por bateria e diz-me o que da

e nenhum avião cai só por haver 1 falha nos sensores, esse nenhum parece estranho, porque por muito que se diga que o co piloto era mau, era um monstro, tal como disseste desencandeou a queda, ou seja caiem por falha de sensores
 
um bocado sensionalista

só para dar 1 exemplo
a etiopia a qatar e a lan podem voar, desde que não entrem em espaço faa easa e se a autoridade japonesa tiver proibido tambem, acrescentem japão
 
a diferença acima de tudo reside no facto de tu serem anti boeing

Se eu sou anti-Boeing tu és anti-Airbus.

e nenhum avião cai só por haver 1 falha nos sensores, esse nenhum parece estranho, porque por muito que se diga que o co piloto era mau, era um monstro, tal como disseste desencandeou a queda, ou seja caiem por falha de sensores

O que levou à queda do voo AF447 foram as acções incorrectas dos pilotos perante a falta de dados fiáveis relativos à velocidade. O "auto-pilot" e o "auto-thrust" desligaram-se, e os pilotos não seguiram os procedimentos correctos. Além disso, não tinham treino adequado para lidar com um "stall" a grande altitude, "stall" esse criado por eles próprios.

Quando os pilotos não sabem o que estão a fazer, qualquer anomalia por mais pequena que seja, provoca a queda de um avião.
 
Se eu sou anti-Boeing tu és anti-Airbus.



O que levou à queda do voo AF447 foram as acções incorrectas dos pilotos perante a falta de dados fiáveis relativos à velocidade. O "auto-pilot" e o "auto-thrust" desligaram-se, e os pilotos não seguiram os procedimentos correctos. Além disso, não tinham treino adequado para lidar com um "stall" a grande altitude, "stall" esse criado por eles próprios.

Quando os pilotos não sabem o que estão a fazer, qualquer anomalia por mais pequena que seja, provoca a queda de um avião.

quando eu era pequeno era do tipo a minha ..... é maior que a tua

então tu dizes que a airbus nada tem haver com os problemas dos 380(motores)
eu isso ate aceito, porque no fundo o fabricante é outro, mas depois no 787 a culpa é da boeing, apesar que como no caso anteiror o fabricante seja outro

mas claro que eu é que sou o anti qualquer coisa



eu não vi a tua resposta ao que te pedi, para mudares la o bold

quanto a isso, podes dar a volta que quiseres, mas o factor principal foi os dados errados, a partir dai culpa quem quiseres

agora volto a dizer, na cadeira que eles iam, não é tão facil como voçes pintam as coisas
 
então tu dizes que a airbus nada tem haver com os problemas dos 380(motores)
eu isso ate aceito, porque no fundo o fabricante é outro, mas depois no 787 a culpa é da boeing, apesar que como no caso anteiror o fabricante seja outro

mas claro que eu é que sou o anti qualquer coisa

A Boeing e a Airbus constroem, vendem e são responsáveis por todos os componentes de aviões excepto os motores. A Boeing não é responsável pelos motores do B787 mas é responsável por tudo o resto perante os clientes. A Boeing pode é responsabilizar os seus sub-contratados se algo não estiver em conformidade. Aliás, no caso do B787, a Boeing não fabrica quase componente nenhum mas é a primeira empresa a responder perante os seus clientes em caso de falha.

eu não vi a tua resposta ao que te pedi, para mudares la o bold

Se uma bateria provocasse um incêndio não controlado a bordo em pleno voo, não havia piloto nenhum que conseguisse evitar a queda do avião.

No caso do voo AF447, bastava que os pilotos tivessem seguido os procedimentos existentes no caso de falha dos sensores de velocidade, para nada ter acontecido. É mais ou menos isto que está escrito no relatório final do acidente.
 
Neste momento todos os 787 estão grounded. Acho que é melhor assim. Não tanto pelo lado da segurança (que com alguma margem estava assegurada) mas sim pelo histerismo.

Qualquer coisa que acontecesse agora, fosse um rebentar de pneu numa aterragem, ou uma avaria na máquina do café, seria elevada às nuvens pelos media.

Agora é um contra-relógio dos engenheiros e da malta das relações públicas, que têm de tentar comunicar isto da forma mais aberta e não se podem esquecer que estarão - essencialmente - a comunicar com o público em geral e não com a indústria ou os apaixonados de aviação que sabem uma coisa ou outra.

Claro é que, e nunca me esquecendo do avião formidável que é e do que representa tecnologicamente, estes episódios são algo de mau e que ficará sempre como mancha no cv da aeronave. Vamos a ver o que se passa, o que vai ser feito e o tempo que isto vai levar. Sem esquecer os potenciais impactos para a Boeing e clientes. Apesar de ser por razões negativas, não deixa de ser um assunto fascinante do ponto de vista técnico e comercial.
 
Num mundo em que cada vez mais se valoriza o lucro rápido e a corrupção, cada vez tenho mais medo de andar de avião!

Estás mais seguro num avião que sentado em casa.
E nunca houve tão poucos acidentes de avião como agora. Aliás, este género de notícias deve-nos fazer sentir mais seguros! Preocupante era a notícia ser o contrário: avião teve um problema e ninguém se preocupa com isso!
 
Gosto muito de ler alguns users, pois o tema de aviação (nomeadamente a comercial) é um assunto que me interessa (visto ser um utilizador frequente) e gosto de reflectir sobre as questões que me fazem estar num meio de transporte, o mais seguro do mundo (principalmente quando vou lá dentro). Elevadores não contam.

O tema Boeing vs Airbus é algo que ma apaixona, porque a competição (excepto o ciclismo, parece...) traduz-se em melhores produtos para os utilizadores.

Sou fã da engenharia dos USA, e dos seus produtos, num conceito fabuloso do KISS. Mas a Europa continua, a nível de ciências a dar as suas cartas. Basta ver que o Concorde foi projectado sem o auxílio dos grandes computadores, com engenharia pura recorrendo quase exclusivamente a réguas de cálculo.

O Airbus foi uma grande pedrada no charco. Vi com enorme satisfação que batessem todas as normas impeditivas das autoridades dos USA e hoje, normas essas aceites como standards onde a Airbus se bate de igual para igual, sendo o único challenger da Boeing.

Peço apenas um pequeno favor. Não transformem este tópico numa coisa estilo Fiat vs VW. [;)]
 
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