O que te queixas podem queixar-se todos os portugueses não residentes na grande Lisboa porque necessariamente têm que se dirigir a Lisboa por escala ou por terra para a maior parte das ligações internacionais. Não é um argumento válido porque nenhuma companhia de avião, pública ou privada, pode funcionar nesses moldes em que as rotas são definidas exclusivamente por um hipotético serviço público. O Porto não é nenhuma região ultraperiférica ou com condicionalismos geográficos que exijam que se mantenham rotas subsiadas.
Ou melhor, poderia. Com dinheiro dos contribuintes.
Acontece que a TAP não pode ser financiada com dinheiro dos contribuintes há já vários anos. E daí a premência da sua privatização dado que vivia no ridículo do seu principal accionista não a poder capitalizar e andar a rolar dívida que um dia, sim, será paga por todos nós (a não ser que alguém ficasse com ela).
Regionalizar a questão a "estão a prejudicar o Porto" não faz efectivamente qualquer sentido para além de alimentar as hostes dessa guerrilha regionalista que muitos gostam de praticar.
Não é guerrilha regionalista nenhuma, fico abismado como ainda vejo gente tão complexada nos dias de hoje quando apenas se fala de equidade, é uma questão de pura lógica económica.
O meu raciocínio caminha, como disse antes, no sentido de discordar de uma TAP semi-pública (nem é carne nem é peixe) e pelo facto de, ao ser obrigado a manter essa empresa com os meus impostos, não poder usufruir dela nem quando há uma lógica económica subjacente, uma rentabilidade que é distorcida!
Estou absolutamente de acordo no sentido de a empresa suprimir rotas pouco ou não lucrativas, em tentar economias de escala com a criação de um hub, etc., acho até lógico de um ponto de vista económico que grande parte dos vôos inter-continentais partam de Lisboa mas no entanto as rotas "regionais" (Europeias, leia-se) que até eram rentáveis serem extintas e não serem asseguradas através de Lisboa - pelo contrário, quando são empresas privadas que conseguem viabilizar essas rotas, sendo que o contribuinte continua a pagar duplamente - pelo preço da sua viagem e pelas contas da TAP, é que não faz qualquer sentido. Temos aqui uma relação custo-benefício francamente má!
Sendo este o tópico dos aviões, quero deixar de o usurpar e voltar ao tópico, pelo que vou ficar por aqui.