Para algumas situações parece-me possível, quando é só gerir tráfego que consegue seguir todas as rotas que lhe são dadas, quando consegue prever tudo o que vai acontecer porque não há necessidade dos pilotos se desviarem da rota, ou até a alterarem. Agora outras situações parece-me mais complicado.
Agora se um piloto necessitar de se desviar da rota por causa de mau tempo, se necessitar de outra altitude por causa de turbulência na actual, se necessitar de divergir por algum problema, as máquinas já falham. Imagina, um voo Buenos Aires - Madrid precisa de divergir por ter um passageiro com problemas médicos. Funchal está 5 minutos mais próximo, mas Lisboa tem melhores condições para dar os cuidados ao passageiro. Como vai a máquina conseguir decidir enviá-lo antes para Lisboa, ou pelo menos saber que tem de dar ao piloto as duas opções para ele escolher? Em caso de voo de treino solo, falha qualquer no avião e o instruendo entra em pânico e bloqueia. A máquina não vai conseguir tranquilizar o piloto o suficiente para ele voltar a tomar controlo do avião. Obviamente, pode estar um controlador na sala a olhar para a parede à espera que um painel comece a piscar para ele lá se aproximar do ecrã e ver o que se passa. Mas até ele o fazer, e se inteirar do problema passam alguns minutos. Que podem ser cruciais.
Agora, como disse antes, operações normais, tempo bom, máquina seria excelente. Consegue calcular tudo o que vai acontecer, se pode ou não dar um rumo específico a um determinado voo e afins. Mas nas poucas situações em que não há operações normais a máquina não me parece ser suficiente.
Os controladores costumam ser bastante bons, e raramente há problemas. Os controladores espanhóis é que são o calcanhar de Aquiles da Europa. Nunca na vida aquilo devia ter chegado onde chegou, o radar que o controlador tem à frente de certeza que o avisou atempadamente do problema.