Raistaparta
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Em Portugal, a triste de moda de apontar lasers aos cockpits dos aviões não parou de crescer desde 2010. Responsável do gabinete de investigação a acidentes aéreos pede nova legislação.
Quando chega o bom tempo, muitos portugueses aproveitam as noites de fim de semana para jantar fora, passear ao luar, ir a concertos ou a discotecas e esplanadas. Mas há também uma minoria que prefere gastar o tempo livre com dispositivos de laser apontados para as rotas aéreas mais conhecidas a tentar encadear pilotos que aterram ou descolam aviões nos aeroportos portugueses. Até ao dia 27 de julho já foram reportados ao Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos (GPIAA) 133 “ataques de laser” contra pilotos. Os peritos acreditam que os números deverão aumentar em breve, pois é nas férias de verão que costuma haver mais ataques. Por que é que há gente a fazer isto? Talvez a inteligência humana não seja suficiente para explicar.
Miguel Silveira, presidente da Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA), já foi alvo de um ataque de laser. Descreve-o como um flash que deixa os pilotos a verem quadradinhos de luz durante cinco, seis ou mais segundos. «Cinco segundos são uma eternidade na aviação. Nós, pilotos, temos decisões e procedimentos que têm de ser executados em 1 a 3 segundos. Se num exame de rotina, um piloto ficar sem visão durante 1 segundo, o médico vai querer saber o que se passa com esse piloto e, no limite, poderá querer apurar se há razão para tirar o certificado médico aeronáutico».
Os ataques de laser reportados ao GPIAA desde 2010 permitem identificar, pelo menos, três tendências: 1) nos aeroportos do Continente e Ilhas, o número de incidentes do género não parou de crescer entre 2010 (16 “ataques”) e 2014 (297 incidentes); 2) os lasers verdes passaram a ser os preferidos por serem os mais severos (de 49% dos casos em 2010 para 98% dos casos em 2014); e 3) em 2014 surgiram os dois primeiros ataques direcionados para o período de descolagem, a que se junta mais um caso detetado em 2015 (cuja contabilidade, por motivos óbvios, só é feita até 27 de julho).
Álvaro Neves, diretor do GPIAA confirma que se trata de uma moda crescente que é preciso contrariar com a ações de divulgação para os perigos que os ataques de laser podem representar para quem viaja de avião. «Basta comprar um laser de 3, 4 ou 5 MegaWatts numa dessas lojas baratas e consegue-se um alcance de dois ou três quilómetros. O que significa que, a 300 metros de distância, a intensidade é brutal», acrescenta o líder do GPIAA.
Tanto na APPLA como no GPIAA fala-se da necessidade de criar legislação específica para dissuadir estes ataques de laser que tanto ameaçam a segurança dos voos comerciais como poderão eventualmente produzir danos nos olhos dos pilotos.
Os ataques com lasers tendem a ganhar contornos mais ameaçadores com os relatos de pilotos que dão conta de casos do uso de emissores lasers mais potentes que aqueles que são vendidos nas lojas nacionais e que, por vezes, também são usados em estádios de futebol para distrair os jogadores. Recentemente, o tema voltou a fazer títulos de jornal com os ataques levados por um suspeito de 19 anos durante a descolagem de alguns voos em Newark, EUA.
A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) confirma ter conhecimento dos ataques de lasers e diz estar a acompanhar a evolução que esta “moda” tem tido em Portugal e no estrangeiro. A autoridade que regula a aviação civil lembra que a distância e a precisão possível dos ataques não permitem ter uma demonstração inequívoca de que os alegados «efeitos nefastos» podem comprometer a segurança das aeronaves. Apesar da inexistência de provas quanto aos efeitos, a ANAC considera «esta situação preocupante e por isso tem acompanhado a evolução internacional quanto ao desenvolvimento de análises e estudos sobre esta temática».
«Faltam ainda dados precisos quanto aos efeitos reais destes denominados “ataques laser” e por isso não há, no domínio da aeronáutica, uma legislação harmonizada, proposta pelas entidades supranacionais», acrescenta a ANAC num e-mail enviado para a Exame Informática.
A ANAC refere ainda que os ataques de laser assumem «contornos de natureza criminal» que deverão ser tratados pelas autoridades competentes, mas confirma que não é fácil recolher provas que permitam identificar e sancionar os autores dos ataques.
Uma forte tempestade de granizo rachou vidros, amolgou a fuselagem e avariou instrumentos de um avião nos Estados Unidos, obrigando-o a uma aterragem forçada.
Passageiros e tripulação viveram momentos de desespero a bordo do voo 1889 da Delta Airlines, entre Boston e Salt Lake City, em Utah. O avião – um Airbus A320 – descolou às 22h43 de sexta-feira (3h43 de sábado em Lisboa) de Boston. Subiu normalmente para 32.000 pés de altitude e depois para 34.000 pés (10.363 metros), segundo o perfil do voo recolhido pelo site Flighradar24.
Com pouco mais de três horas de voo, a aeronave começou a atravessar uma zona de mau tempo, com forte presença de granizo. Segundo o relato de alguns passageiros, houve uma violenta turbulência, com gritos de desespero e pessoas a enviarem mensagens aos familiares.
“Estamos em má situação aqui”, disse o piloto ao controlo aéreo, via rádio, segundo registos da comunicação da cabina revelados pela estação norte-americana de televisão ABC. Outro avião também reportara problemas logo antes, basculando de um lado para o outro, instável.
As pedras de granizo castigaram violentamente o aparelho da Delta Airlines, até racharem completamente os dois vidros frontais exteriores da cabina, impedindo a visão dos pilotos. “Os vidros estão severamente afectados”, disse o piloto ao controlo aéreo. “Já não temos também o radar”, acrescentou.
O A320 desceu abruptamente, cerca de 14.000 pés (4300 metros) em quatro minutos. Estabilizou por alguns minutos e depois aterrou de emergência em Denver.
O nariz do avião – onde fica o seu radar – estava completamente amassado, com a tinta removida pelo impacto do granizo.
Apesar do susto, apenas um passageiro ficou ligeiramente ferido.
O caso não é inédito. Em Fevereiro passado, um avião da companhia aérea brasileira TAM também ficou com o nariz “amassado” ao passar por uma chuva de granizo, e teve de retornar ao aeroporto do Galeão, de onde partira rumo a Natal.
http://www.publico.pt/mundo/noticia...rlines-e-obriga-a-pouso-de-emergencia-1704531
Lisboa Bate Recorde E Chega Aos Dois Milhões De Passageiros Em Julho
O Aeroporto Internacional de Lisboa bateu em Julho passado o recorde mensal de passageiros de voos comerciais, passando pela primeira vez a fasquia dos dois milhões, com um total de 2.071.030 de passageiros embarcados e desembarcados, de acordo com os dados a que o ‘PressTUR’ teve acesso.
O crescimento em Julho foi em 9,6% ou 181,2 mil passageiros, com aumentos em 7,2% do tráfego ponto a ponto, para 1,62 milhões, e em 19,1% do tráfego de transferência, pelo seu papel de hub, para 446,4 mil.
Os dados mostram que o crescimento em Julho se fez apesar de a TAP, principal companhia que opera no aeroporto da capital portuguesa, ter registado uma quebra ligeira, de 0,8%, mas mantendo-se a líder destacada, com 50,3% de todos os passageiros embarcados e desembarcados no também denominado Aeroporto da Portela, num total de 1,04 milhões.
Como tem acontecido desde as perturbações vividas pela TAP no Verão passado e a greve promovida pelo sindicato português dos pilotos em Maio passado, a Ryanair evidenciou-se com o maior crescimento, com um aumento de passageiros em 116,1%, para 204,3 mil, atingindo assim uma quota de 9,9%.
Depois da Ryanair, os maiores aumentos relativos do mês foram da Air Europa, em 48,5%, da Turkish Airlines, com +37,2%, da United Airlines, com +33,4% e da Swiss, com +24,3%.
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Triste paisagem que os nossos turistas encontram ao chegar a Lisboa...
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Emirates perto de ficar com a maior rota aérea do mundo
A companhia aérea Emirates está perto de conseguir a maior rota aérea do mundo com o voo entre o Dubai e a Cidade do Panamá. O voo vai percorrer 13.821 quilómetros e terá a duração de 17 horas e 35 minutos.
A Bloomberg avança esta quinta-feira, dia 13 de Agosto, que a companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos vai fazer a rota entre o Dubai e a Cidade do Panamá, que se vai tornar na mais longa rota aérea a nível global, percorrendo 13.821 quilómetros e com a duração de 17 horas e 35 minutos.
Até agora, o voo mais longo pertencia à companhia aérea australiana Qantas, entre Sydney e Dallas, nos Estados Unidos. O voo da Emirates vai ser mais longo 17 Km.
A Emirates Airlines vai utilizar nesta rota o Boeing Co. 777-200LR, o avião comercial com o maior alcance a nível global. Este Boeing tem um alcance de 17 mil Km e tem capacidade para 266 passageiros.
Este voo vai servir como porta de entrada para negócios e turismo para a América Central, Caraíbas e zona norte da América do Sul.
O Terminal 1 de LHR fechou a 30 de Junho deste ano. As companhias aéreas da Star Alliance como a TAP e a Air Canada utilizam agora o Terminal 2.