Tópico dos carros eléctricos

Na COP28 parece que "de repente" chegou-se à conclusão que combater as emissões só com nuclear.
na COP28 Dubai a conclusão que está a ser puxada é nuclear (manter status quo) e captura de carbono do ar.

captura de carbono é o ideal para os produtores de petróleo,, porque podes manter as vendas de petróleo, e ainda tens de vender mais porque para capturar sabor o tens de consumir ainda mais gás e óleo, perfeito para a indústria.

carros elétricos e energias renovais ? Não não, isso não tem futuro.

Está tudo a defender a sua carteira.
 
Existe tanta insistência no nuclear por causa disto:

Picture1.png

Centrais nucleares são mais dispendiosas e demoram muito mais tempo a ser construídas, o que quer dizer que é mais tempo para quem investiu em energia fóssil de continuar a despejar carbono para a atmosfera.
 
Na COP28 parece que "de repente" chegou-se à conclusão que combater as emissões só com nuclear.

Estejam atentos, está aí a chegar uma nova teoria, de um professor português, de que não é o CO2, a principal causa do aumento de temperatura. Suspeito que não vão faltar interessados em difundir esta novidade...
 
Existe tanta insistência no nuclear por causa disto:



Centrais nucleares são mais dispendiosas e demoram muito mais tempo a ser construídas, o que quer dizer que é mais tempo para quem investiu em energia fóssil de continuar a despejar carbono para a atmosfera.

O problema é a distribuição temporal da produção dos 215 TWh da FV + eólica, vs os 206 TWh do nuclear; a famosa intermitência.

Um exemplo:

Eu consulto muitas vezes durante a semana, como está a produção "instantânea" na Alemanha. Eles tem cerca de 135 GW de potência eólica + FV instalada.
Por vezes há horas a fio em que a produção não chega a 5-10% dessa potência instalada. O que fazer durante essas fases?

Comparar o valor mensal ou anual de TWh, não conta a história toda.

E atenção eu não sou um expert em redes de distribuição para dizer que está ou aquela é "a solução" (nem sequer acredito em balas de prata mágicas). Só queria chamar a atenção para que isto é bastante mais complexo do que a mensagem divulgada por muita CS e "activistas".
 
Se continuassemos a queimar petróleo como estávamos é que era a solução... Ainda há petróleo para mais "X" anos, mas do dia que acabar, metemos então a nuclear e as renováveis... Este processo que está a levar anos, depois fazia se estalando os dedos...
 
Do que se sabe do C3 não ter autonomias de mais de 400km e tem velocidade limitada de 130km/h. O Renault 5 vai ser bem mais caro do que o previsto, especialmente com a bateria de 52kWh - a rondar o preço do Corsa-e e e-208. O ID2 aposto que vai no mesmo caminho.
Mais vale apostar nos carros chineses.

pois o c3 de 19.900€ vai ter autonomias perto dos 200kms e o c3 de 23.300€ vai ter mais de 300kms
o r5 com a bateria pequena vai custar 24.990€
tal com id2.all

já agora o MG4 mais barato de 51kw que custa cerca de 29.500 €(excepto o azul), que é mais barato) tambem só tem 300kms e tal kms de autonomia
ou qual é o outro chines barato, bom e com boa autonomia ?

(já viram por dentro um mg4 ... parece que voltamos aos anos 80/90 dos Kia7hyundai/toyota) ... pois a versao melhorzinha já custa quase 38.000€
 
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Petro.jpg
Só o Covid teve influencia, todo o petróleo que não consumirmos, há outro pais no planeta que o vai consumir.

Esqueçam o planeta e o aquecimento, ninguém esta a fazer nada, nem é possível fazer, o que estamos a fazer é tentar livramo-nos dos produtores de petróleo que um dia acordam mal dispostos e fazem-nos pagar o coro e cabelo pelo barril.

Desde que os Americanos ficaram autossuficientes deixamos de ter o chapéu de chuva deles, agora estamos sozinhos no planeta á mercê de qualquer ditador lunático que se lembre que somos uns malandros que os escravizamos e exploramos e diabo a quatro, agora vamos pagar!!!!
 
O problema é a distribuição temporal da produção dos 215 TWh da FV + eólica, vs os 206 TWh do nuclear; a famosa intermitência.

Um exemplo:

Eu consulto muitas vezes durante a semana, como está a produção "instantânea" na Alemanha. Eles tem cerca de 135 GW de potência eólica + FV instalada.
Por vezes há horas a fio em que a produção não chega a 5-10% dessa potência instalada. O que fazer durante essas fases?

Comparar o valor mensal ou anual de TWh, não conta a história toda.

E atenção eu não sou um expert em redes de distribuição para dizer que está ou aquela é "a solução" (nem sequer acredito em balas de prata mágicas). Só queria chamar a atenção para que isto é bastante mais complexo do que a mensagem divulgada por muita CS e "activistas".

Também não é assim tão complicado sem ir a pormenores, como qualquer tema aprofundado.


Não é propriamente ciência de foguetão saber o que é intermitência e o que é armazenamento de energia e porquê historicamente nunca foi usado armazenamento e porque só agora existe tecnologia para a armazenar.


Aqui ao lado em Espanha que também têm uma pequena produção de eletricidade por nuclear (mesmo assim 20%), se não tiveres o vento a soprar e pouca água como aconteceu muitos meses o ano passado, tens de por as centrais de gás a funcionar.

E foi o que aconteceu. Vários meses que era 50-60% da eletricidade produzia a partir do gás na península ibérica.


Por enquanto ainda não vi nenhuma solução credível para o problema.

Uns dizem, baterias que é caríssimo e só conheço a ser usado no Estado da Califórnia.


Outros parece que querem inundar o mercado com solar para encaminhar o excesso para produção de hidrogénio, encher barragens, baterias, etc.

Outros querem acabar com a produção por gás, já hoje.[:D]


Cá estamos a fazer uma até boa transição, mas num país muito pouco industrializado.

Comparem com as necessidades de energia de Portugal com uma Coreia do Sul por exemplo que é muito industrializada.

https://app.electricitymaps.com/zone/KR
 
O que mais me admira é o VW iD4.
Fora os 3 modelos, que nem conheço...
15fc952892c6b438230ac2e994b78abc.jpg


Enviado do meu SM-A715F através do Tapatalk
 
O que mais me admira é o VW iD4.
Fora os 3 modelos, que nem conheço...
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Já o tinha dito quando apareceram as notícias "da desgraça"... A VW não está tão má como a pintam, eles queriam era estar melhores(como todas as empresas), mas estão longe de estar "com os pés para a cova"... E isso é só um dos modelos deles, se virmos o grupo no geral está muito bom e recomenda-se.
 
O grupo VW está bem. Enfrentou alguns desafios e os modelos tiveram algumas "dores" de crescimento iniciais mas mais relacionadas com o software do que com ser EVs.
Agora a dominância das marcas chinesas é impressionante. Se investissem em fábricas localizadas na Europa (em Portugal) era bem porreiro.
 
Também não é assim tão complicado sem ir a pormenores, como qualquer tema aprofundado.


Não é propriamente ciência de foguetão saber o que é intermitência e o que é armazenamento de energia e porquê historicamente nunca foi usado armazenamento e porque só agora existe tecnologia para a armazenar.


Aqui ao lado em Espanha que também têm uma pequena produção de eletricidade por nuclear (mesmo assim 20%), se não tiveres o vento a soprar e pouca água como aconteceu muitos meses o ano passado, tens de por as centrais de gás a funcionar.

E foi o que aconteceu. Vários meses que era 50-60% da eletricidade produzia a partir do gás na península ibérica.


Por enquanto ainda não vi nenhuma solução credível para o problema.

Uns dizem, baterias que é caríssimo e só conheço a ser usado no Estado da Califórnia.


Outros parece que querem inundar o mercado com solar para encaminhar o excesso para produção de hidrogénio, encher barragens, baterias, etc.

Outros querem acabar com a produção por gás, já hoje.[:D]


Cá estamos a fazer uma até boa transição, mas num país muito pouco industrializado.

Comparem com as necessidades de energia de Portugal com uma Coreia do Sul por exemplo que é muito industrializada.

https://app.electricitymaps.com/zone/KR

O processo de transição para fontes livres de carbono não é instantânea mas sim gradual. Se desligasses todas as centrais de gás natural de um dia para o outro como é óbvio que seria o caos.
Tal como não faz sentido fechar centrais de energia nuclear antes de fechar centrais a carvão ou a gás natural.
Agora há uma distinção entre o tipo de centrais de energia. Tens algumas centrais a gás natural, as peaker plants, que apenas funcionam para responder aos picos de energia diários do princípio da manhã e início da noite. Tens centrais de energia que funcionam de forma contínua (as centrais nucleares situam-se aqui) mas que também não têm a capacidade de responder a estas flutuações.

Com armazenamento de energia de curta duração (baterias) ligado a renováveis consegues tornar obsoletas as centrais que respondem a picos diários de energia, que são dispendiosas pois têm funcionamento intermitente.

Existem também vários tipos de armazenamento de energia:
- Hidroeléctricas com bombeamento,
- Baterias ( que podem ser de vários tipos)
- Lítio (Armazenamento de curta duração que respondem a picos diários)
- Baterias de fluxo - vanádio ou brometo de zinco.
- Sal de sódio.
Destas tecnologias a mais popular é o lítio. Há mais capacidade de produção por que é usada em electrónica e em EVs. As baterias de fluxo precisam de muito espaço e são mais lentas a injectar energia. Ideais para armazenar mais energia que as de lítio. As de sódio sal serão bem mais baratas e quando houver produção instalada acredito que serão as baterias ideias para armazenamento de energia pelo seu baixo preço e porque não é necessário considerar volumetria nesses casos (têm pouca densidade energética).

O armazenamento de energia em baterias responde a necessidades de energia diários, não a períodos de meses. Para períodos prolongados podes suprir parcialmente com interconexões a regiões não afectadas pelo problema, por redundâncias - por exemplo em Espanha não havendo vento e havendo pouca água se tivessem mais energia solar teriam precisado de menos gás natural. No momento actual ainda existe pouca energia solar no mix energético e ainda vamos passar pela fase de aumento exponencial da energia solar.
Depois disso virá a fase exponencial do armazenamento de energia. Depois disso logo se verá qual o papel que ficará reservado ao gás natural.
 
O processo de transição para fontes livres de carbono não é instantânea mas sim gradual. Se desligasses todas as centrais de gás natural de um dia para o outro como é óbvio que seria o caos.
Tal como não faz sentido fechar centrais de energia nuclear antes de fechar centrais a carvão ou a gás natural.
Agora há uma distinção entre o tipo de centrais de energia. Tens algumas centrais a gás natural, as peaker plants, que apenas funcionam para responder aos picos de energia diários do princípio da manhã e início da noite. Tens centrais de energia que funcionam de forma contínua (as centrais nucleares situam-se aqui) mas que também não têm a capacidade de responder a estas flutuações.

Com armazenamento de energia de curta duração (baterias) ligado a renováveis consegues tornar obsoletas as centrais que respondem a picos diários de energia, que são dispendiosas pois têm funcionamento intermitente.

Existem também vários tipos de armazenamento de energia:
- Hidroeléctricas com bombeamento,
- Baterias ( que podem ser de vários tipos)
- Lítio (Armazenamento de curta duração que respondem a picos diários)
- Baterias de fluxo - vanádio ou brometo de zinco.
- Sal de sódio.
Destas tecnologias a mais popular é o lítio. Há mais capacidade de produção por que é usada em electrónica e em EVs. As baterias de fluxo precisam de muito espaço e são mais lentas a injectar energia. Ideais para armazenar mais energia que as de lítio. As de sódio sal serão bem mais baratas e quando houver produção instalada acredito que serão as baterias ideias para armazenamento de energia pelo seu baixo preço e porque não é necessário considerar volumetria nesses casos (têm pouca densidade energética).

O armazenamento de energia em baterias responde a necessidades de energia diários, não a períodos de meses. Para períodos prolongados podes suprir parcialmente com interconexões a regiões não afectadas pelo problema, por redundâncias - por exemplo em Espanha não havendo vento e havendo pouca água se tivessem mais energia solar teriam precisado de menos gás natural. No momento actual ainda existe pouca energia solar no mix energético e ainda vamos passar pela fase de aumento exponencial da energia solar.
Depois disso virá a fase exponencial do armazenamento de energia. Depois disso logo se verá qual o papel que ficará reservado ao gás natural.

Em relação ao ponto a bold:

Produção hídrica com bombagem bate recordes nas barragens portuguesas em 2023


Diz a REN que entre as barragens mais produtivas destacam-se a de Gouvães (da Iberdrola) com 35% do total da produção com bombagem, e as de Alqueva e Venda Nova/Frades (ambas da EDP), com 20% cada.

Fonte: https://www.jornaldenegocios.pt/emp...te-recordes-nas-barragens-portuguesas-em-2023
 
Obrigado wetlook!

Não sei é como posso verificar se o EVSE carrega a bateria de 12V?

Para mim faz todo o sentido que o BEV tenha mecanismos para fazer um carregamento lento da bateria de 12V. Se não o fizer, parece-me uma solução "rasca". Mas pode haver alguma questão mais técnica que eu não esteja a ver.

Em relação a usar o CTEK, já tinha lido em alguns fóruns o mesmo que tu dizes. Assim fico mais descansado e usar o CTEK é uma opção a ter em conta.

Mais uma vez, obrigado. 😎

Eu confirmo com um multímetro na bateria de 12v enquanto o carro carrega para ver se recebe carga.

Nos fóruns dos modelos também se encontra essa informação.
 
Em relação ao ponto a bold:

Produção hídrica com bombagem bate recordes nas barragens portuguesas em 2023


Diz a REN que entre as barragens mais produtivas destacam-se a de Gouvães (da Iberdrola) com 35% do total da produção com bombagem, e as de Alqueva e Venda Nova/Frades (ambas da EDP), com 20% cada.

Fonte: https://www.jornaldenegocios.pt/empr...guesas-em-2023

Boa, muito obrigado por esse artigo e por um ponto importante que não mencionei: acoplar solar com bombagem. Usa-se o pico de produção solar para bombear a água e produzir energia durante a noite.
Convém lembrar que actualmente 5% da energia portuguesa vem da energia solar. Ainda estamos muito longe de usar todo o seu potencial. Em 2030 é previsto termos 20.4 GW instalados segundo este artigo de hoje do Público.

Ambição de Portugal nas renováveis exige digitalização das redes e licenciamentos
No caso do solar, prevê-se uma potência de 20,4GW (entre 14,9GW de solar centralizado e 5,5GW de potência descentralizada, gerada por consumidores residenciais ou empresariais) quando anteriormente se apontava para apenas 9GW (incluindo 2GW de produção distribuída). Em Setembro, a capacidade solar total era de 3,3GW, dos quais cerca de metade eram já unidades de pequena produção ou produção para autoconsumo.

https://www.publico.pt/2023/12/04/economia/noticia/ambicao-portugal-renovaveis-exige-digitalizacao-redes-licenciamentos-2072378

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Num cenário de pior caso, como foi 2022 com uma seca avassaladora, e com apenas 5% de energia solar no mix energético nacional, as renováveis cobriram 49% do consumo de electricidade de Portugal.
Se fizermos umas contas básicas ( e que não corresponderão á realidade mas tenho mais que fazer) de regra de três simples em que 3.3GW consegue produzir 5% da electricidade consumida em Portugal, então em 2030 os 20.4GW conseguirão produzir quase 31% da energia eléctrica nacional.
Juntem a isso a eólica que já temos, com a hidroeléctrica com o armazenamento de energia brutal que já temos.
Em 2030 o uso de gás natural será pontual.
 
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