Se as baterias são 40% mais baratas na China que na Europa por várias razões, como é que consegues competir no curto prazo?
90% da produção de baterias está na Ásia.
A bateria é 20, 30% do custo de um carro?
Neste nível de valores, baterias 40% mais baratas são vantagem muito significativa num sector muito competitivo.
Simples, compras as baterias aos chineses. Não são um mono-bloco. São diferentes empresas e se encomendas á CATL ou CALB em volume suficiente de certeza que consegues melhores preços. Pergunta á Mercedes ou VW entre outros a quem estão a adquirir baterias. A fábrica da CALB em Sines supostamente vai servir para fornecer a VW.
Tivemos um Ministro a exagerar a dizer que o carro a gasóleo não ia valer nada numa previsão a 5 anos, quando não aconteceu nada do que disse.
Infelizmente já se foi, pelo que não irei implicar muito mais vezes com a sua memória.
Vai ver a evolução de vendas de carros novos a diesel em Portugal e na Europa nos últimos 3 anos. Eu espero aqui.
[/quote]Quando anunciaram a proibição do carro a combustão em 2035, não tinhas, acho eu, metade dos modelos que agora estão à venda e ainda falta oferta comparativamente e com acessibilidade parecida.
Aliás, essa conversa do último parágrafo, volta e meia volta regressa e já a leio há mais de 5 anos.
Transformações a uma escala grande, não se fazem num estalar de dedos e nem mesmo no país dos carros baratos elétricos tens uma maioria de quota de mercado dos carros elétricos.
Também é preciso dar tempo ao tempo, em vez de anunciar proibições a 10 anos é preciso apontar o caminho e dar apoio, sem ideologias, mas com estratégia e racionalidade.
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No país dos carros eléctricos baratos este ano vais ver a percentagem de EVs a ultrapassar os 50%. O ano passado estiveram perto. Se fores a ver quem atrasa mais isso são os construtores estrangeiros. Vais ver a percentagem de EVs nas vendas dos seus construtores domésticos e já passaram os 50%.
O "dar tempo ao tempo" é conversa da treta que a indústria automóvel europeia usa para atrasar mudanças significativas. Agora têm que competir com os chineses, e estes estão a investir em produção na Europa.
Por muita preferência que tenha por marcas europeias, precisam de levar um chuto no rabo para competir a sério em vez de arrastar os pés e limitar os modelos abaixo de 25,000€ a ofertas vergonhosas.