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Três indústrias sob alta pressão em Portugal
Transportes
O sector dos transportes é o calcanhar de Aquiles da economia portuguesa, já que absorve cerca de metade do consumo de petróleo. Ineficientes e dependentes da energia importada, os transportes são o eixo de transmissão mais rápido do choque internacional à economia doméstica, seja via preço da gasolina e gasóleo, seja através do transporte de mercadorias.
Alimentação
O preço dos alimentos está a subir de forma imparável, contribuindo por exemplo para um aumento da inflação e para a perda de poder de compra de todos os portugueses, mesmo os de menores rendimentos. Reflecte o custo dos transportes, mas também o advento dos biocombustíveis (movidos a cereais) e a procura cada vez maior das economias emergentes.
Turismo
Em Portugal, o crescimento da economia (a construção, o imobiliário e o sector dos serviços, por exemplo) depende do fluxo de turistas. Para Caleia Rodrigues, o choque petrolífero vem “comprometer” o negócio das companhias aéreas e por arrasto, o turismo de massas. “O jetfuel está cada vez mais caro, não creio os actuais calendários de voos sejam sustentáveis a prazo”, avisa.
As soluções:
Transportes
Fazer caminho-de-ferro para ligar as cidades. Fazer estações longe do centro das localidades, onde haja espaço para estacionar. Ligar periferias aos centros por metro. Mais transportes públicos. Ordenar o território, não permitindo a construção de bairros habitacionais em locais mal servidos por transportes públicos, alocar espaços específicos para indústrias, serviços e comércio e ligar esses espaços por serviço público regular. Investimento em energias alternativas (solar, vento, nuclear, ondas, maré, etc...). Pistas para ciclistas.
Alimentação
Controle estatal apertado sobre a produção de biocombustíveis. Usar o solo marginal para culturas energéticas e o solo fértil para culturas alimentares.
Turismo
Ligar os países por comboio de alta velocidade. Usar para isso o dinheiro que se gastaria em elefantes brancos, como p.ex. o novo aeroporto, que, por este andar, quando estiver concluído, já não haverá querosene para os aviões...
Claro que tudo isto só poderá acontecer no dia em que as pessoas deixarem de olhar para o umbigo. Isto é, NUNCA.