Tópico dos Híbridos: Plug-in (PHEVs) e não Plug-in (HEVs)

Pessoalmente cada vez mais acho que os HEV são os mais interessantes, a tencologia é mais simples e fiavel, e meter um yaris e fazer medias de 4 l/100 num misto de cidade e estrada, é maiS que bom,especialmente se conseguir aguentar-se uns 20 anos.
 
O Yaris Cross cá de casa (HEV) está a chegar aos 50.000 e para já tudo pacífico, embora a patroa não goste nada dele... o carro é dela e para ela!

Plug in, no nosso caso, não foi opção e elétrico ainda menos, embora haja onde carregar cá em casa sem problemas...

Vamos esperar para ver. Da minha parte, que quase só ando de moto, não há pressa em partir para os carros a pilhas, mas sou o primeiro a reconhecer muitas das suas virtudes.

Como já foi dito antes, também vejo a aposta das marcas nos híbridos como uma solução intermédia e o adiamento para depois de 2035 da comercialização de motores a combustão na UE reforça isso mesmo...

 
isso é outra coisa que não compreendo, retirarem 20 ou 30kgs de peso de peso final (já com a gasolina lá metida) e deixarem um depósito pequenito de 30lts ou assim, que dá no final para 300kms ou perto disso, com uma bateria de caca que dá mais 40 ou 50kms se tanto.

é de génios! [8b].

Não sei se é para obrigar a andar mais a elétrico. Mas faz mais de 300kms! Um depósito de gasolina no meu (leva 37l), dá para cerca de 530km se andar apenas modo hibrido, foi o que me aconteceu agora nas férias. Se for carregando o carro em casa, o céu é o limite, cheguei a fazer mais de 1000kms.
 
Já agora, o meu tem uma cena que não gosto nada! [8b] O aquecimento do habitáculo é garantido pelo motor térmico. Ou seja: Tenho de andar uns minutos para aquecer o líquido de arrefecimento do motor e ter aquecimento dentro do carro. Com o AC automático ligado, nem sequer deixa passar para modo elétrico antes. Depois de aquecer, já permite passar para modo elétrico. Mas caso comece a não conseguir aquecer o habitáculo liga novamente o motor térmico, e nem por isso passa novamente a elétrico quando já não precisa... Esse pormenor só me apercebi depois de já ter comprado o carro.
 
Vamos lá a esclarecer uma questão. Para proteger a durabilidade das baterias, nunca é disponibilizado ao utilizador a totalidade da capacidade da bateria. A título de exemplo, um carro com bateria de 82 kWh (capacidade bruta) pode disponibilizar apenas ao utilizador 78 kWh (capacidade útil). Por isso quando é carregada a 100%, é a 100% da capacidade útil e não da bruta, ou seja, ficam ali pelo menos 5% de lado, é como se apenas carregasse a 95%.

Como no caso dos plug-in as baterias são de capacidade muito mais baixa, e vão ter muitos mais ciclos de carga/descarga, o que os fabricantes fazem para as proteger é deixar uma percentagem maior de capacidade por utilizar. Assim, quando se carrega um plug-in a 100% da sua capacidade útil, na verdade isso corresponderá a 80 ou 85% da capacidade bruta, enquanto num EV puro isso vai para os 90-95%.

Conclusão: podem atestar à vontade que isso não vai acelerar a degradação da bateria.

Excelente informação, obrigado.

Sabia que havia o tal buffer, mas desconhecia que era maior nas baterias mais pequenas. Faz sentido que assim seja.

E em relação aos híbridos convencionais, com baterias de 1/2 kWh, tens alguma informação para partilhar? É que, pelo que vemos, estas baterias aguentam muito bem os constantes ciclos de carga/descarga ao longo de muitos anos/kms.
 
Eu tenho um PHEV e acho que há vários problemas associados a este tipo de automóveis:
  • Com a bateria descarregada, o carro gasta muito combustível porque estamos a transportar +200kgs (?) que um automóvel normal "inutilmente".
  • Dificilmente o modo de carregar bateria com o motor a combustão (não me refiro a desacelerações ou travagens) compensa: o consumo médio por 100kms aumenta substancialmente ao ponto de se superiorizar às vantagens de com essa energia não gastarmos combustível em cidade.
  • Na utilização, há muitos PHEVs cuja articulação entre motor combustão, motor elétrico, caixa de velocidades, regeneração e travões resulta em condução pouco suave, com momentos de brusquidão e de hesitação.
  • Se há quem diga que um PHEV tem sempre a mesma potência disponível com ou sem bateria carregada, eu digo mais que depende. Na verdade, quando um PHEV tem a bateria descarregada a mesma não está totalmente vazia, ou seja, vai gerindo uma reserva e esta pode ter momentos em que praticamente ou totalmente se esgota e aí penso que há diferenças (pelo menos sentia isso claramente quando tive o Mégane PHEV, no Volvo ainda o tenho há pouco tempo para perceber este fenómeno).
 
Aproveitando o tópico, que outros híbridos, semelhantes aos Toyota, existem no mercado? Não os mild-hibrid de 48V. Refiro a tecnologia semelhante aos toyota?
 
Aproveitando o tópico, que outros híbridos, semelhantes aos Toyota, existem no mercado? Não os mild-hibrid de 48V. Refiro a tecnologia semelhante aos toyota?

Tens os Full-Hybrid da Renault que equipam modelos como o Clio, Captur, Austral, entre outros. São muito interessantes porque têm uma bateria interessante para um não-plugin (mais de 1kWh) e conseguem fazer muitos kms em modo 100% elétrico em cidade com a vantagem de não serem demasiado pesados na hora de circular em AE.
 
Eu tenho um PHEV e acho que há vários problemas associados a este tipo de automóveis:
  • Com a bateria descarregada, o carro gasta muito combustível porque estamos a transportar +200kgs (?) que um automóvel normal "inutilmente".
  • Dificilmente o modo de carregar bateria com o motor a combustão (não me refiro a desacelerações ou travagens) compensa: o consumo médio por 100kms aumenta substancialmente ao ponto de se superiorizar às vantagens de com essa energia não gastarmos combustível em cidade.
  • Na utilização, há muitos PHEVs cuja articulação entre motor combustão, motor elétrico, caixa de velocidades, regeneração e travões resulta em condução pouco suave, com momentos de brusquidão e de hesitação.
  • Se há quem diga que um PHEV tem sempre a mesma potência disponível com ou sem bateria carregada, eu digo mais que depende. Na verdade, quando um PHEV tem a bateria descarregada a mesma não está totalmente vazia, ou seja, vai gerindo uma reserva e esta pode ter momentos em que praticamente ou totalmente se esgota e aí penso que há diferenças (pelo menos sentia isso claramente quando tive o Mégane PHEV, no Volvo ainda o tenho há pouco tempo para perceber este fenómeno).

Informação muito relevante. Com esse tipo de carro a aparecer cada vez mais no mercado a preços tentadores (por exemplo, os BMW 530e estão mais baratos que muitos 520d equivalentes em idade e km), é importante saber que essa desvalorização superior não é por acaso. [;)]
 
Parabéns pela iniciativa de criar este tópico!

Com tempo acabará por compilar muita informação sobre um tipo de propulsão cada vez mais relevante.

Seria interessante saber a longevidade destas baterias em número de ciclos. Acredito que haja diferenças assinaláveis entre marcas, modelos e MY.
 
Aproveitando o tópico, que outros híbridos, semelhantes aos Toyota, existem no mercado? Não os mild-hibrid de 48V. Refiro a tecnologia semelhante aos toyota?

Existem no mercado várias soluções estilo toyota seja na versão hibrido ou hibrido plug in.
pelo que tenho pesquisado a toyota revela-se superior à maioria no que toca a consumos e fiabilidade mas os preços são absurdos até nos usados.
 
Uma coisa que o CHR hev que por aqui passou fazia e presumi depois ser normal é que só usava metade da capacidade da bateria, quando chegava ao meio ligava sempre o termico e daí para baixo não passava, e já andei com um Kauai que fazia o mesmo por isso deduzo que seja o normal.
 
Uma coisa que o CHR hev que por aqui passou fazia e presumi depois ser normal é que só usava metade da capacidade da bateria, quando chegava ao meio ligava sempre o termico e daí para baixo não passava, e já andei com um Kauai que fazia o mesmo por isso deduzo que seja o normal.

Qual a média de consumos que fazias com o HEV?
em percurso tipicamente citadino com pára-arranca de sinais ou transito dá para rolaraioritariamemte modo eletrico?
 
A minha Maria andava com vontade de trocar a freemont por uma xtrail e-power.
no papel a tecnologia e-power é interessante em que o motor termico funciona somente como gerador acabando por ser o mais semelhante aoxfuncionamento de um VE.
comecei a pesquisar w foi uma desgraça e desistencia total, é dos hibridos mais gastadores na sua classe e há um historico de problemas que assusta.

Mas no geral quanto mais pesquiso por hev/phev mais me vou assustando.
 
A minha Maria andava com vontade de trocar a freemont por uma xtrail e-power.
no papel a tecnologia e-power é interessante em que o motor termico funciona somente como gerador acabando por ser o mais semelhante aoxfuncionamento de um VE.
comecei a pesquisar w foi uma desgraça e desistencia total, é dos hibridos mais gastadores na sua classe e há um historico de problemas que assusta.

Mas no geral quanto mais pesquiso por hev/phev mais me vou assustando.
Isso já seria expectável. Quando tens de transformar um tipo de energia numa outra tens sempre perdas. Se for para por um motor térmico a funcionar, mais vale liga-lo logo as rodas, do que a um grupo gerador, que vai ligar a uma bateria, que vai ligar a um motor elétrico.

As locomotivas diesel elétricas funcionam dessa forma, não por causa da eficiência mas de forma a conseguir transmitir o binário monstro que precisam as rodas.
 
Excelente informação, obrigado.

Sabia que havia o tal buffer, mas desconhecia que era maior nas baterias mais pequenas. Faz sentido que assim seja.

E em relação aos híbridos convencionais, com baterias de 1/2 kWh, tens alguma informação para partilhar? É que, pelo que vemos, estas baterias aguentam muito bem os constantes ciclos de carga/descarga ao longo de muitos anos/kms.

Na verdade é a mesma lógica, levada ainda mais ao extremo: quando o condutor vê o símbolo de bateria cheia na verdade estão a 60-70%, e quando dão sinal de vazias estão a 30-40%. Só assim se consegue garantir que duram muitos anos com muitos ciclos diários de carga/descarga.

Em suma, só nos elétricos puros nos devemos preocupar em não os manter muitas horas/dias parados com carga completa ou com a bateria vazia.
 
Informação muito relevante. Com esse tipo de carro a aparecer cada vez mais no mercado a preços tentadores (por exemplo, os BMW 530e estão mais baratos que muitos 520d equivalentes em idade e km), é importante saber que essa desvalorização superior não é por acaso. [;)]

O problema de muitas marcas é que não desenvolveram verdadeiros sistemas híbridos, como é o caso da Toyota, e basicamente limitaram-se a enxertar uma bateria a trabalhar em conjunto com um motor que já tinham na gama. O resultado não é bom.
 
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