Tópico dos Híbridos: Plug-in (PHEVs) e não Plug-in (HEVs)

Eu abri este tópico com um conjunto de dúvidas, já devidamente esclarecidas, o qual agradeço a todos os colegas de fórum que tiveram a disponibilidade para me elucidar. Hoje, estando, diria eu, mais perto de uma possível compra neste mundo dos PHEVs, surge-me outra questão.

Lembrar antes que falo do ponto de vista de um particular que quer um carro para muitos e bons anos, como referência, imaginem 15/20 anos, se bem que tudo muda num piscar de olhos, bem sei. Seja como for, considerem um carro sem perspectiva de venda.

A dúvida prende-se com o uso exclusivo da bateria no dia-a-dia, que invariavelmente representará 90/95% dos kms percorridos e com os efeitos que poderão aparecer no motor térmico. Se num HEV, o motor térmico está constantemente on/off, e portanto em funcionamento regular ainda que intermitente, num PHEV onde aproveitamos a autonomia em modo eléctrico, podemos passar semanas sem ouvir o motor ligar.

Pergunto eu, se esta situação influi negativamente no motor? Imaginemos que 25 mil kms por ano, só 2 mil kms é que o motor rodou, e mesmo desses, uma boa parte foi com o motor sem estar à temperatura de funcionamento.

Tirando da equação a questão económica, não seria mais vantajoso usá-lo com regularidade forçando o modo híbrido, não deixando o carro escolher o regime de utilização (confesso que não sei se é possível com todos os modelos, mas penso que não), nem andando constantemente em modo EV? P.e., pessoalmente todos os dias faço trajectos urbanos, com trânsito compacto ou pára-arranca, e neste exercício teórico, aplicaria o modo EV nestes trajectos, e nos intermédios, forçaria o modo híbrido. Estaria, desta forma, a preservar a bateria, diminuindo o número de ciclos usados no mesmo período de tempo, e a fazer os fluídos do motor térmico rodar no carro numa base diária.

Obviamente, agora considerando a questão económica, rodar a gasolina, ainda que em modo híbrido (não estou a falar de usar o modo de recarregar a bateria) é mais dispendioso que rodar a electricidade. Por outro lado, a dúvida prende-se com a longevidade e probabilidade de problemas tanto do motor térmico como da bateria.

Pois, boa pergunta... Quando comprei o meu, já estava perto dos 95 000kms, em menos de 3 anos, assumo que tenha andado uma grande parte disto com o motor térmico. Agora, tento sempre aproveitar o modo eletrico, mas se por um motivo qualquer ele ativa o motor térmico (ou por necessidade de aquecimento de habitáculo, ou por necessidade de potencia adicional, ou outro motivo qualquer), as vezes nem eu sei, ele durante uns minutos não permite passar novamente para o modo EV. Não sei se terá a ver com isso. Agora, como ainda assim por vezes fazemos viagens maiores, aí quer queira quer não vai em modo hibrido. Para já não tenho razões de queixa nem do motor térmico nem do eletrico. Em modo eletrico, bem gerido, já chegou a fazer mais de 60kms.
 
Pois, boa pergunta... Quando comprei o meu, já estava perto dos 95 000kms, em menos de 3 anos, assumo que tenha andado uma grande parte disto com o motor térmico. Agora, tento sempre aproveitar o modo eletrico, mas se por um motivo qualquer ele ativa o motor térmico (ou por necessidade de aquecimento de habitáculo, ou por necessidade de potencia adicional, ou outro motivo qualquer), as vezes nem eu sei, ele durante uns minutos não permite passar novamente para o modo EV. Não sei se terá a ver com isso. Agora, como ainda assim por vezes fazemos viagens maiores, aí quer queira quer não vai em modo hibrido. Para já não tenho razões de queixa nem do motor térmico nem do eletrico. Em modo eletrico, bem gerido, já chegou a fazer mais de 60kms.

Hoje em dia tens carros a fazer facilmente mais de 100 kms em modo 100% eléctrico e já estás a ver que enquanto for possível, ninguém quer andar a pagar gasolina. Para quem tem o carro durante o período da garantia, ou se for de empresa, estas questões passam completamente ao lado. Mas para um "maluquinho" como eu que quer manter o carro durante umas centenas de milhares de kms, tudo é tema...
 
hoje vou andar pela primeira vez num híbrido, cerca de 100kms para cada lado, quase todos em AE. mas pouco devo aproveitar em modo elétrico, que quem o conduz já vai fazer primeiro uns 70 ou 75kms nesse modo antes de chegar aqui.
 
A meu ver é mais desgastante para o motor uma situação como um HEV em que está constantemente a ligar e desligar.

O PHEV trabalha exatamente da mesma forma que um HEV quando se começa a aproximar o mínimo da bateria, ou seja, anda sempre a ligar e desligar o motor.

Acho que em todos os PHEV dá para ativares o motor a combustão e andar com ele sempre assim. O meu tem esse botão. Mas também nunca anda 100% a gasolina, passa a usar a ajuda do elétrico para arranques fortes e subidas mais acentuadas.

Agora, acho que qualquer carro híbrido, Plugin ou elétrico, já nasce com os dias contados.

Parece-me irreal achar-se que é compensador trocar baterias e afins para que o carro dure os tais 15/20 anos.

Bem, entretanto isso pode passar a ser um custo bem mais reduzido do que é atualmente.

Mas daqui a 10 anos quando o carro valer 10K € não me parece compensador estar a investir esse mesmo valor ou mais numa bateria.
 
Hoje em dia tens carros a fazer facilmente mais de 100 kms em modo 100% eléctrico e já estás a ver que enquanto for possível, ninguém quer andar a pagar gasolina. Para quem tem o carro durante o período da garantia, ou se for de empresa, estas questões passam completamente ao lado. Mas para um "maluquinho" como eu que quer manter o carro durante umas centenas de milhares de kms, tudo é tema...

Sim, o novo MG HS já faz isso. Mas é assim, se o motor estiver quieto, também não estraga. [:D] Tendo em conta o desgaste, se motor se em vez de fazer 500 000kms, fizer 250 000, mas tu andares 90% em modo eletrico, quando tiveres 500 000kms feitos no total, o motor térmico só fez 50 000kms.
 
A meu ver é mais desgastante para o motor uma situação como um HEV em que está constantemente a ligar e desligar.

Nunca dei por isso no Prius, o único HEV do mercado nos primórdios ... Começa a mexer-se em eléctrico, se andar uns metros liga o motor de combustão, e não torna a desligar até parar. A parte eléctrica está lá para recuperação de energia (KERS, como lhe chamavam na F1). No sistema da Toyota tens engrenagens planetárias em que, tendo a bateria cheia, tiram de lá energia para baixar o consumo de combustível.
 
A questão do Ecoflex é uma boa questão ... Já tinha pensado nisso, mas efetivamente ainda não me debrucei a pensar de forma aprofundada sobre ela.

Sexta feira, como ia fazer uma viagem "longa" ( 200 +200), abasteci o carro de gasolina embora estivesse com o depósito quase meio. Foi só mesmo para não estar a perder tempo com isso. Tinha abastecido cerca de um mês antes. Pelo meio fizemos 2.500 Kms quase sempre em modo elétrico...
 
A meu ver é mais desgastante para o motor uma situação como um HEV em que está constantemente a ligar e desligar.

O PHEV trabalha exatamente da mesma forma que um HEV quando se começa a aproximar o mínimo da bateria, ou seja, anda sempre a ligar e desligar o motor.

Acho que em todos os PHEV dá para ativares o motor a combustão e andar com ele sempre assim. O meu tem esse botão. Mas também nunca anda 100% a gasolina, passa a usar a ajuda do elétrico para arranques fortes e subidas mais acentuadas.

Agora, acho que qualquer carro híbrido, Plugin ou elétrico, já nasce com os dias contados.

Parece-me irreal achar-se que é compensador trocar baterias e afins para que o carro dure os tais 15/20 anos.

Bem, entretanto isso pode passar a ser um custo bem mais reduzido do que é atualmente.

Mas daqui a 10 anos quando o carro valer 10K € não me parece compensador estar a investir esse mesmo valor ou mais numa bateria.

Pessoalmente não acho que seja mais desgastante o funcionamento de um HEV. O que mais temos é HEVs no grupo Toyota/Lexus com centenas de milhares de kms, alguns com mais de 1 milhão, o que atesta a sua longevidade. Aliás a questão passa mesmo pela particularidade de um motor de combustão, num PHEV, que pouco trabalha porque se usa quase exclusivamente em modo EV e, quando o faz, uma parte significativa é fora da temperatura de funcionamento.

Eu não falei em trocar baterias para que o carro dure 15/20 anos. Se me passasse pela cabeça que essa situação era uma realidade, então não comprava nenhum HEV, PHEV ou BEV. Sei que tudo pode acontecer, mas acredito que bem usados, os bons sistemas híbridos, plug-in e EVs, devem fazer 400/500 mil kms sem ter que substituir a bateria de alta tensão. Efectivamente isto é outra discussão, e muito pertinente, que daqui por uns bons anos, vamos todos poder ver como se vai processar, inclusive o preço, como bem referes.

Tenho, como sabes, receio de tudo o que não seja duradouro, e quando estes carros custam 40/50k uma pessoa tende a racionalizar a compra de todas as maneiras possível. Mesmo no grupo Toyota/Lexus os PHEVs são "recentes". Acho que por cá, desde 2019 e agora o novo RAV4 só será comercializado em Portugal nesta versão. Não irá existir o HEV, que até era o que eu estava mais interessado.
 
Falando do HEV que tive (CHR), e transpondo para os PHEV da Toyota assumindo que o motor é o mesmo, ele aquece rapido por isso não andas muito tempo com o motor frio.
 
Falando do HEV que tive (CHR), e transpondo para os PHEV da Toyota assumindo que o motor é o mesmo, ele aquece rapido por isso não andas muito tempo com o motor frio.

Certo, quando o usas. O que eu referia era essencialmente o parco uso do mesmo, numa utilização diária de 100% EV. Certamente que os engenheiros sabem o que fazem e o tempo dirá se a longevidade fica ou não comprometida. Mas, para mim, é uma preocupação, confesso.
 
Certo, quando o usas. O que eu referia era essencialmente o parco uso do mesmo, numa utilização diária de 100% EV. Certamente que os engenheiros sabem o que fazem e o tempo dirá se a longevidade fica ou não comprometida. Mas, para mim, é uma preocupação, confesso.

Se andares o dia todo em EV todos os dias, não deverá haver chatice.

Se calhar terá que se ter um pouco de cuidado é quando liga o termico não andar a puxar à maluca enquanto ele nao aquece.
 
Se andares o dia todo em EV todos os dias, não deverá haver chatice.

Se calhar terá que se ter um pouco de cuidado é quando liga o termico não andar a puxar à maluca enquanto ele nao aquece.

Sim, claro, à que ter esse cuidado.

A mim faz-me confusão um motor passar semanas sem rodar ou rodar muito pouco.
 
Última edição:
Se andares o dia todo em EV todos os dias, não deverá haver chatice.

Se calhar terá que se ter um pouco de cuidado é quando liga o termico não andar a puxar à maluca enquanto ele nao aquece.

Quando andava à procura de carro, cheguei a ir ver alguns BMW 530e. Um dos vendedores (particular) foi dar uma volta connosco, ele a conduzir. Em meio urbano, onde a voltinha começou, íamos em modo 100% VE e ele, para mostrar como o carro "puxa bem", assim que saímos da cidade meteu pata a fundo, o que fez o motor a gasolina "explodir" em rotação por ali fora.

E eu pensei: porra, isto não pode ser saudável para a mecânica. Foi uma das razões que contribuiu para desfazer o dilema em que cheguei a estar entre híbrido e o "bom velho" Diesel.
 
Quando andava à procura de carro, cheguei a ir ver alguns BMW 530e. Um dos vendedores (particular) foi dar uma volta connosco, ele a conduzir. Em meio urbano, onde a voltinha começou, íamos em modo 100% VE e ele, para mostrar como o carro "puxa bem", assim que saímos da cidade meteu pata a fundo, o que fez o motor a gasolina "explodir" em rotação por ali fora.

E eu pensei: porra, isto não pode ser saudável para a mecânica. Foi uma das razões que contribuiu para desfazer o dilema em que cheguei a estar entre híbrido e o "bom velho" Diesel.

Isso tambem me faz confusao, e num usado mais ainda.
 
Ontem, num V60 T8 deste ano, consegui fazer 84,2kms em modo 100% elétrico.

Percurso desde o Norte Shoppoing, sair do Porto pela Arrábida e seguir na A1 até esgotar a bateria. Trânsito parado até à Ponte da Arrábida e quando possível, limpando o trânsito liguei o cruise control a 100km/h até esgotar.
 
Tenho um amigo com um Formentor PHEV já quase com 100mil e nada de chatices por enquanto.

Faz 50/55kms em eletrico.

ainda é pouco, mas a seat leon feia do meu irmão fez estes dias, talvez há menos de 1 semana, 1 ano. leva praticamente 22 mil nas mãos dele. fomos a chaves ontem às 19h e fomos diretos a espanha meter combustível. foi a primeira vez em mais de 2200kms, com um consumo combinado de 1.2lts nesses kms. como fez ontem cerca de 300kms nessa viagem foi em modo híbrido. aquilo realmente dá um solavanco quando passa para gasolina.

até agora só deu um stress, que foi chegar ao carro, o sistema híbrido não funcionar, desligar a viatura, voltar a ligar e funcionou tudo bem. se não tivesse andado de avião e carros de aluguer em espanha durante este ano, teria feito, só na parte espanhola, mais de 10 ou 12 mil kms a juntar depois ao restante até espanha.

eu meto 40€ no meu e faço 200kms. :sh)
 
Já andei no Formentor mas foi só em eletrico por isso não posso confirmar isso do solavancos.

No Toyota nem se percebia, só olhando para o simbolo EV a ligar e desligar.
 
Já andei no Formentor mas foi só em eletrico por isso não posso confirmar isso do solavancos.

No Toyota nem se percebia, só olhando para o simbolo EV a ligar e desligar.
Exactamente a experiência que tive quando fiz o test-drive ao Cross. Só olhando para o display e ver as transições, porque de resto nem me apercebia das mesmas.
 
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