Tópico dos Recibos Verdes

Então, como os valores andam muito longe dos 10k/ano, não devo ter de pagar SS, nem IVA...

O IVA tenho ideia desse valor a partir do qual tens que pagar, mas confirma. Qualquer contabilista saberá elucidar-te.

A SS tem a ver com os descontos que fazes no outro emprego. Se esta actividade for na mesma área, não és obrigado a descontar neste regime. No entanto, acho que tens que pedir isenção baseada nisso. Fico na dúvida se dá para fazer tudo on-line, não faço mesmo ideia. Confirma isso, para não teres surpresas mais tarde.
 
O IVA tenho ideia desse valor a partir do qual tens que pagar, mas confirma. Qualquer contabilista saberá elucidar-te.

A SS tem a ver com os descontos que fazes no outro emprego. Se esta actividade for na mesma área, não és obrigado a descontar neste regime. No entanto, acho que tens que pedir isenção baseada nisso. Fico na dúvida se dá para fazer tudo on-line, não faço mesmo ideia. Confirma isso, para não teres surpresas mais tarde.
O problema se calhar vai ser na declaração de IRS, sempre é mais algum € a juntar ao vencimento....tenho sido sempre reembolsado no total retido...
 
OE 2018 vai alterar o regime simplificado do IRS, obrigando os profissionais liberais a
registarem todas as faturas das despesas relacionadas com a atividade.

http://visao.sapo.pt/actualidade/ec...os-verdes--Comece-a-registar-as-faturas-todas

O Governo vai alterar o regime simplificado do IRS para os trabalhadores independentes e empresários com rendimentos de até 200 mil euros anuais. De acordo com a versão provisória do OE 2018, estes profissionais poderão ter de começar a pagar mais imposto já em 2018, já que o seu rendimento passa a poder ser tributável na quase totalidade.

Até agora, apenas 75% do rendimento declarado pelos chamados recibos verdes conta para efeitos de tributação. Os restantes 25% são considerados encargos específicos da atividade e, por isso, estão livres de imposto. Mas, a partir do próximo ano, todas as despesas relacionadas com a atividade desenvolvida, acima do coeficiente de 4104 euros, terão de comunicadas à Autoridade Tributária até 15 de fevereiro do ano seguinte àquele a que dizem respeito, para serem levadas em conta pelo fisco no cálculo do imposto a pagar, já que a sua dedução deixa de ser automática. Nesta situação, estão os profissionais que declarem rendimentos anuais superiores a cerca de 16 mil euros por ano.

Assim, um profissional que declare 100 mil euros de rendimento anual, e que não tenha despesas relacionadas com a atividade, vê a sua base tributável crescer dos anteriores 75 mil euros (75% do total) para cerca de 95 900 mil euros (menos o coeficiente de 4104 euros). No final do ano, terá de pagar mais IRS, a não ser que consiga deduzir as tais despesas relacionadas com a atividade - que podem ser prestações de serviços e aquisições de bens, encargos com imóveis; despesas com salários de pessoal e importações.
 
Quando me inscrevi no regime simplificado ainda "davam" 35% de despesas. Depois passou a 30%. Depois a 25%. Agora isto...tudo em muito pouco tempo. O sinal é óbvio: querem acabar com os recibos verdes.
 
Quando me inscrevi no regime simplificado ainda "davam" 35% de despesas. Depois passou a 30%. Depois a 25%. Agora isto...tudo em muito pouco tempo. O sinal é óbvio: querem acabar com os recibos verdes.

Não diria "acabar" porque os RV irão continuar sempre e as condições para as empresas não se alteraram.
Pelo contrário, são sim as condições do prestador que ficam cada vez mais e mais precárias! :sh)
 
Não diria "acabar" porque os RV irão continuar sempre e as condições para as empresas não se alteraram.
Pelo contrário, são sim as condições do prestador que ficam cada vez mais e mais precárias! :sh)
Exatamente. O prestador de serviço é que fica cada vez mais desfalcado... A minha mulher está a ponderar abrir empresa em nome individual, ou com mais colegas.

Ainda não consegui perceber como vai funcionar esta porcaria toda... Combustível, entra como despesa?
 
Segundo um debate que estava há poucas horas na sic notícias, sim.

Um deputados PS disse que todas as despesas contam como atividade. Os do CDS e PSD riram-se mas ele disse que é isso mesmo que está na lei.

Desde que peçam factura, tudo conta para a atividade.
 
Não diria "acabar" porque os RV irão continuar sempre e as condições para as empresas não se alteraram.
Pelo contrário, são sim as condições do prestador que ficam cada vez mais e mais precárias! :sh)
Então mas não é isso que eu estou a dizer?[;)]

Se o prestador tem condições cada vez menos favoráveis, a tendência será haver menos prestadores a recibos verdes.

E já que falaste de empresas, há uns anos ficaram obrigadas a pagar SS no valor de 5% para os casos em que o prestador tenha mais de 80% de facturação nessa entidade.
 
Então mas não é isso que eu estou a dizer?[;)]

Se o prestador tem condições cada vez menos favoráveis, a tendência será haver menos prestadores a recibos verdes.

E já que falaste de empresas, há uns anos ficaram obrigadas a pagar SS no valor de 5% para os casos em que o prestador tenha mais de 80% de facturação nessa entidade.

Apesar das condições menos favoráveis, é a única hipótese que têm de trabalhar....
A empresa paga o mesmo, o prestador trabalha o mesmo e vai pagar mais IRS.
E muitos prestadores só darão conta em 2019... Até lá, nem sabem de nada.

Muitas empresas obrigam os prestadores a pagar esses 5%...

Quantas e quantas... Quando chega a carta da SS, é passada directamente ao trabalhador para pagar ou descontar. Conheço vários casos!
E é se querem continuar a trabalhar, caso contrário há outros em fila de espera para trabalhar com as magníficas condições dos recibos verdes.
 
Onde está o Bloco de Esquerda a proteger os trabalhadores precários? Cambada...

O BE a proteger os trabalhadores precários? [:D] [:D] [:D]
Então toma lá para aprenderes: http://bit.ly/2gkRHRD Ainda bem que a proposta não foi avante! :sh)

Isto anda lindo... Além de, provavelmente chegar ao fim e pagar mais irs, ter de perder tempo e paciência com a história todas das faturas e afins. Do que é considerado despesa e não...

O objectivo é mesmo esse: criar confusão e dificuldades.
O resultado será uma dedução certamente inferior a 25% na maioria dos casos, logo mais receita de IRS.
 
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