LuisMiguelC
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Em jeito de resumo (ia para escrever isto na 4a feira mas não tive tempo), a minha viagem no mundo dos relógios de pulso começou em Junho de 2013, com um Tissot PRS 516 Auto (era grande mas confortável, talvez devesse tê-lo mantido). Todas as imagens são da net (não tenho acesso às fotos neste momento).
Mais tarde, tive ainda um Visodate auto e um Tissot V8 quartzo. O primeiro revelou-se pouco legível (e passei a achar os ponteiros demasiado curtos), o segundo magoava-me o pulso.
Tive ainda um Casio DW-5600E que usei pouco e que vendi a um polícia de intervenção. Disse-me que era o único relógio que se aguentava na profissão dele. Acredito! [
]
A este não poderia fugir: Hamilton X-Wind Auto Chrono. Quando comecei a interessar-me por relógio este foi um dos primeiros que vi, apenas por acaso, pois surgiu numa publicidade. Esteticamente, deixou-me rendido. Depois fui pesquisar o preço. Nessa altura achava que nunca teria um relógio com um preço (em novo) de 4 dígitos mas que se chegasse a ter, seria o meu único relógio. Quão verdinho estava nisto! Comprei uns anos mais tarde usado como novo porque sabia que era provável que não me habituasse à caixa de 44mm nem aos 16mm de altura. Estava certo.
Antes do Speedmaster "original", tentei coçar a comichão com algo tecnicamente melhor: um Speedmaster MarkII Coaxial. Não é assim que funciona. Vendi-o depois de ter comprado o Speedmaster Professional.
Experimentei ainda um vintage de ouro 18K na forma de um Omega Geneve de corda manual. Tenho o vintage mais simples que o meu falecido avô comprou em 1955, não valia a pena manter o Omega.
Quando vendi o Hamilton, fui para algo mais pequeno mas na mesma temática: o Stowa Flieger Classic 6498. Não fosse o Grand Seiko, tê-lo-ia mantido. É um relógio de uma qualidade inigualável para o preço. Se a compra não fosse directamente à fábrica, facilmente custaria o dobro. A parte de trás é a melhor face:
Finalmente, os Seikos (SARB035 e SKX009J). Nada de errado com eles, sacrificaram-se pelo Grand Seiko.
Todos os relógios, excepto um, foram ou comprados novos com bons descontos, ou usados como novos a preços muito melhores. Foram também "bem" vendidos, alguns com lucro, e sempre reflectindo a condição exemplar em que se encontravam.
Como em muitos outros hobbies e interesses, há custos envolvidos mas não tem que se tornar ruinoso. Em 7 anos e meio, e contabilizando todos os relógios acima mencionados, terei perdido entre 400 a 500€. Dá entre 53€ a 67€ por ano, em média.
Naturalmente que existem custos associados à colecção actual mas o que quero dizer é que este não tem que ser um hobbie irresponsável. Quem não partir ou perder os relógios poderá facilmente reaver o seu dinheiro assim o decida.
No entanto, esta é apenas uma frivolidade sobre a qual não se escreve muito e por uma boa razão: os hobbies não têm que ser rentáveis. Só precisam ser interessantes e deixar-nos um pouco mais felizes e preenchidos pela atenção que lhes dedicamos.
Mais tarde, tive ainda um Visodate auto e um Tissot V8 quartzo. O primeiro revelou-se pouco legível (e passei a achar os ponteiros demasiado curtos), o segundo magoava-me o pulso.
Tive ainda um Casio DW-5600E que usei pouco e que vendi a um polícia de intervenção. Disse-me que era o único relógio que se aguentava na profissão dele. Acredito! [
A este não poderia fugir: Hamilton X-Wind Auto Chrono. Quando comecei a interessar-me por relógio este foi um dos primeiros que vi, apenas por acaso, pois surgiu numa publicidade. Esteticamente, deixou-me rendido. Depois fui pesquisar o preço. Nessa altura achava que nunca teria um relógio com um preço (em novo) de 4 dígitos mas que se chegasse a ter, seria o meu único relógio. Quão verdinho estava nisto! Comprei uns anos mais tarde usado como novo porque sabia que era provável que não me habituasse à caixa de 44mm nem aos 16mm de altura. Estava certo.
Antes do Speedmaster "original", tentei coçar a comichão com algo tecnicamente melhor: um Speedmaster MarkII Coaxial. Não é assim que funciona. Vendi-o depois de ter comprado o Speedmaster Professional.
Experimentei ainda um vintage de ouro 18K na forma de um Omega Geneve de corda manual. Tenho o vintage mais simples que o meu falecido avô comprou em 1955, não valia a pena manter o Omega.
Quando vendi o Hamilton, fui para algo mais pequeno mas na mesma temática: o Stowa Flieger Classic 6498. Não fosse o Grand Seiko, tê-lo-ia mantido. É um relógio de uma qualidade inigualável para o preço. Se a compra não fosse directamente à fábrica, facilmente custaria o dobro. A parte de trás é a melhor face:
Finalmente, os Seikos (SARB035 e SKX009J). Nada de errado com eles, sacrificaram-se pelo Grand Seiko.
Todos os relógios, excepto um, foram ou comprados novos com bons descontos, ou usados como novos a preços muito melhores. Foram também "bem" vendidos, alguns com lucro, e sempre reflectindo a condição exemplar em que se encontravam.
Como em muitos outros hobbies e interesses, há custos envolvidos mas não tem que se tornar ruinoso. Em 7 anos e meio, e contabilizando todos os relógios acima mencionados, terei perdido entre 400 a 500€. Dá entre 53€ a 67€ por ano, em média.
Naturalmente que existem custos associados à colecção actual mas o que quero dizer é que este não tem que ser um hobbie irresponsável. Quem não partir ou perder os relógios poderá facilmente reaver o seu dinheiro assim o decida.
No entanto, esta é apenas uma frivolidade sobre a qual não se escreve muito e por uma boa razão: os hobbies não têm que ser rentáveis. Só precisam ser interessantes e deixar-nos um pouco mais felizes e preenchidos pela atenção que lhes dedicamos.
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