Tópico dos Vinhos Portugueses

Há umas páginas atrás falei de um vinho Alentejano, o Lobo Mau.

Finalmente consegui comprar mais algumas garrafas deste néctar, e nada mais fácil, fui directamente ao produtor[:D]

Aproveitei e comprei mais algumas garrafas da casa Assis Lobo.

Passe a publicidade, tem uma excelente gama de vinhos, onde até o corrente, que custa 2.5€ a garrafa é uma óptima proposta.

Embora não perceba muito de vinicultura, posso dizer que é um vinho bastante encorpado.

O mais barato é vinho de 2008, sendo que o lobo mau e outro (que não recordo o nome, mas que também já provei) - é precisamente o mesmo vinho mas sem amadurecer nas castas - são de 2004.

Se alguém tiver a oportunidade de experimentar não hesite[;)]


Cump.
 
Bons posts, LinoMarques, não fazia ideia que existisse publicidade enganosa do vinho do Porto em vários países. :eek:

Ao ler Reino Unido lembrei-me o que familiares meus disseram-me sobre uma grande percentagem de vinhos que se vendem por lá que não são feitos de uva mas sim frutos vermelhos. :sh)
 
Há umas páginas atrás falei de um vinho Alentejano, o Lobo Mau.

Finalmente consegui comprar mais algumas garrafas deste néctar, e nada mais fácil, fui directamente ao produtor[:D]

Aproveitei e comprei mais algumas garrafas da casa Assis Lobo.

Passe a publicidade, tem uma excelente gama de vinhos, onde até o corrente, que custa 2.5€ a garrafa é uma óptima proposta.

Embora não perceba muito de vinicultura, posso dizer que é um vinho bastante encorpado.

O mais barato é vinho de 2008, sendo que o lobo mau e outro (que não recordo o nome, mas que também já provei) - é precisamente o mesmo vinho mas sem amadurecer nas castas - são de 2004.

Se alguém tiver a oportunidade de experimentar não hesite[;)]


Cump.

Obrigado pela dica, vou estar atento a esses nomes nas parteleiras dos hipermercados para ver se compro 1 para provar. [;)]
 
Não sei se já aqui falaram mas o verão passado bebi um branco bastante agradável mas que é difícil de encontrar, pelo menos fora do Alentejo.

Falo do Monte da Pesseguina.

Dizem que o tinto é igualmente bom, senão melhor, e também existe rosé.

Cumprimentos
 
Experimenta, caso não o tenhas feito, o Monte Alentejano, que não é caro e o Marquês de Borba. [;)]

Olha, devo-te dizer que bebi para cima de 60cl. agora ao jantar (e sobremesa). Adorei o raio do vinho (embora haja qualquer coisa nele que me pareça "artificial").

Boa sugestão para esse preço Andred.
 
Olha, devo-te dizer que bebi para cima de 60cl. agora ao jantar (e sobremesa). Adorei o raio do vinho (embora haja qualquer coisa nele que me pareça "artificial").

Boa sugestão para esse preço Andred.

De nada. [;)]

O sabor que ele tem é mencionado no rôtulo. É devido as castas em flôr(salvo erro) por isso é que aparenta ser mais doce ou com um sabor a flôr.

Neste tópico falei do meu familiar que é esquesito em vinhos e tem várias exigências e acha esse vinho muito bom.
 
Excelente artigo da sabado.pt



Os vinhos portugueses e a ignorância dos estrangeiros
Destinada a promover os vinhos portugueses nos mercados externos, o lançamento, esta semana, da marca Wines of Portugal explora um conceito fundamental: a world of diference. Finalmente, depois de décadas de discussão e rios de dinheiro gasto em estudos internacionais, parece ser consensual que a mais-valia do país são as castas autóctones e não a produção de vinhos provenientes de meia dúzia de variedades internacionais, feitos à imagem e semelhança de refrigerantes famosos. Ou seja, contra os syrahs, cabernets, pinots, merlots, chardonnays, sauvignon blancs, viogniers ou chenin blancs, o país tem de competir com as castas Touriga Nacional, Trincadeira, Aragonês, Baga (sim a Baga), Castelão em terras de areias, Arinto, Alvarinho, Maria Gomes, Antão Vaz, Bical, Encruzado, Gouveio e por aí fora.

Os nomes das castas portuguesas são difíceis de pronunciar por um estrangeiro? É verdade. Portugal tem boa imagem no exterior? Claro que não? É plausível que um inglês a trabalhar na City vá a uma garrafeira comprar vinho português para um jantar em casa dos amigos? É pouco plausível. O mais certo é levar um Syrah australiano, chileno ou argentino. Sim, porque aparecer em casa dos amigos com um produto português, só se for para provocar.

Ainda assim, Portugal não tem outra hipótese que não desenvolver estratégias de comunicação e marketing para realçar as virtudes das nossas castas, até porque, aos poucos, os consumidores internacionais vão querer provar vinhos diferentes, vão fartar-se de alguns xaropes de fruta e perfumes de carvalho. Em provas cegas, muitos manifestam esse desejo. O problema é que quando chegam à prateleira optam pelo seguro, nunca pelo desconhecido.

Ora, consta que a campanha Wines of Portugal tem 50 milhões de euros para investir. Acho bem, mas se calhar não seria má ideia gastar algum dinheiro com os jornalistas estrangeiros que escrevem sobre vinhos, convidando-os a passar cá um mês, no mínimo. Deixá-los livremente para que pudessem ir do Minho à Madeira. É que, parte dos nossos problemas deve-se à ignorância daqueles que sobre nós escrevem. Vejam lá estes exemplos.

Matt Skinner é wine writer (eles identificam-se assim) da Gourmet Traveller, publicação muito lida no mundo anglo saxónico. Em artigo recente escreveu sobre as 10 cidades mais importantes a visitar para comer e provar vinhos. Isto para o ano de 2010. São elas Verona, Hong-Kong, Berlim, Amesterdão, Tokyo, Montreal, Copenhaga, Madrid, Buenos Aires e Wellington (Nova Zelândia).

Não é nossa intenção nossa meter o bedelho nos gostos no wine writer australiano, mas, sentado em Lisboa, um tipo esfrega as têmporas e faz um esforço para imaginar onde se pode fazer uma refeição fora de série (na combinação vinhos/comida) em Copenhaga, Amesterdão ou até Berlim. Uma refeição, note-se, que tenha a ver com a matriz gastronómica local (não falamos da criatividade de chefes estrelados). Mais, em matéria de vinhos, o que se beberá nestas cidades? Os mesmos caldos feitos na Austrália, na Nova Zelândia, África do Sul, Chile e Argentina. Em algum dos 10 destinos pode-se, num mesmo restaurante, provar vinhos verdes, brancos tranquilos, tintos, portos, moscatéis ou madeiras? Em nenhum.

Pior do que isto só a selecção do conceituado The Guardian sobre os melhores locais do mundo para comer determinados produtos. Quando se chegou ao capítulo do peixe, que país foi escolhido? Apetecia dizer que a resposta certa valeria uma Barca Velha. Pois foi a Irlanda. A Irlanda, não é erro. Portugal foi descrito como o melhor destino para se comer pastéis de nata. Nem mais. Já agora, há pastéis de nata noutros países? Evidentemente que não existe má fé nestas duas situações. Há, simplesmente, muita ignorância. E é aqui que se devia investir algum dinheiro. É barato e dá resultados.
 
Enquanto os outros gastam fortunas a promover os seus produtos e a criar redes de distribuição, nós gastamos uns tostões a fazer uns anúncios numas revistas qualquer, sem uma politica concertada de marketing.
Outro problema é a falta de organização e de cooperação entre produtores.

Ainda á dias ouvi na radio uma entrevista a um produtor, a dizer que não podia ir para certos mercados pois não tinha capacidade de resposta para uma encomenda maiorzinha ou fora no normal :sh)
Alem disso, não tem a capacidade de lançar vinhos especialmente para exportação, com nomes que cativem os estrangeiros e principalmente que estes consigam prenunciar.

Supostamente esta politica deveria ser posta em pratica pelo IVV e pelo ICEP, mas como é costume, preferem ir a umas provas de vinho, beber uns copos e voltar para descansar á secretaria :(:(
 
No sábado a acompanhar uma bela galinha com pimentos foi uma destas, mas de 2007:

10519812_1.jpg


Que pomadão!
 
Gosto muito da casta Syrah [br:)]

Para quem queira um vinho corrente interessante com bom preço e boa qualidade, aconselho o Torre de Ferro, do Dão, á venda no Lidl. [;)]
 
Também existem casos em que, acidentalmente ou não, até existem vinhos portugueses bem apreciados lá por fora. Falo do caso de um vinho tinto ribatejano de nome Padre Pedro que foi eleito pelo New York Times como o melhor vinho provado abaixo dos dez dólares! Devo dizer que já provei e que o considero um excelente tinto, com o preço a rondar os 4,5 euros nos hipermercados. Isto vem demonstrar que não é só no Alentejo e no Douro que se fazem bons vinhos, e que a qualidade do vinho ribatejano tem vindo gradualmente a subir de ano para ano!
Cumprimentos.
 
Também existem casos em que, acidentalmente ou não, até existem vinhos portugueses bem apreciados lá por fora. Falo do caso de um vinho tinto ribatejano de nome Padre Pedro que foi eleito pelo New York Times como o melhor vinho provado abaixo dos dez dólares! Devo dizer que já provei e que o considero um excelente tinto, com o preço a rondar os 4,5 euros nos hipermercados. Isto vem demonstrar que não é só no Alentejo e no Douro que se fazem bons vinhos, e que a qualidade do vinho ribatejano tem vindo gradualmente a subir de ano para ano!
Cumprimentos.

Há excelentes vinhos em todas as regiões vinícolas do pais. O problema é que muito dificilmente esses vinhos chegam a quem devem no estrangeiro.
Muitos vinhos apenas são conhecidos quando participam em provas cegas por cá e lá fora, mas mesmo assim ainda são muito poucos.
 
Por acaso tenho conhecimento que esse vinho está muito bem implementado no estrangeiro, como Estados Unidos, Reino Unido, etc...Já vi inclusive garrafas com rótulos específicos para os estados unidos, e ainda mais especificos, com rotulo do Marks & Spencer.
 
Vinhos e Companhia, Sociedade Anónima

Vinhos e Companhia, Sociedade Anónima

Desde há anos que gosto de beber o meu copo de vinho. Tintos e brancos é o que gosto. Regra geral aqui em casa optamos pelos brancos da região de Braga e por minha opção pelos tintos que trago lá da aldeia.

Os tintos que eu bebo são vinhos puros de produção caseira e provenientes da região do Douro onde as famílias produzem vinhos para um ano inteiro e não se encontram à venda ali na esquina. Teor de 14 a 16% de alcool, livres de suflitos e misturas de qualquer espécies, sem corantes e conservantes lá chegam à minha mesa a acompanhar fatias de presunto da casa - que esteve no fumeiro das minhas tias durante um ano de cura e debaixo das lareiras - umas rodelas de salpicão, outras tantas de morcela e tudo a acompanhar com queijo e fatias de pão de centeio. [:D]
 
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