Comentário de um utilizador do nintendoPT que foi ao colombo jogar wii.
Pois é, saí há cerca de uma hora da Worten do Colombo, onde tive a oportunidade de experimentar jogar na Wii durante cerca de 30 minutos. Durante esse tempo, pude dar umas voltinhas em Zelda e no Wii Sports.
A minha primeira impressão da instalação que fizeram das duas consolas presentes, é que quem o fez está-se bem lixando para a percepção que as pessoas têm da qualidade gráfica da consola. As TV's eram decentes, mas estavam ligadas às consolas por cabos RCA compostos vulgaríssimos, nem sequer sendo utilizado RGB. O resultado é que a qualidade de imagem era francamente medíocre, mesmo tratando-se de ecrãs LCD. Enfim.
Outro aspecto a considerar é que os wiimotes são distribuídos e monitorizados por uma pessoa representante da Concentra, pelo que se a pessoa estiver de folga, não poderão jogar. Azar.
Ao pegar no wiimote e no nunchuck, tive a oportunidade de verificar que estes são mais confortáveis do que eu estava à espera, apesar de terem a tendência a fazer-me suar as mãos. Eu tinha inicialmente medo que o nunchuck não tivesse uma posição muito estável na mão esquerda, mas esse medo revelou-se infundado. Muito pelo contrário, o wiimote deu mais problemas a esse nível, sendo de vez em quando obrigado a ajustar a sua posição na mão, quando alternava o polegar direito entre o botão A e o D-Pad.
Comecei por Zelda, onde a demonstração me deu a oportunidade de experimentar duas secções do jogo: uma masmorra, ou pesca. No ecrã de escolha, tive o meu primeiro contacto com o cursor "on-screen" da Wii, apercebendo-me em primeira mão da forma como esta nova forma de jogar é completamente diferente de tudo o que veio antes. Não tive qualquer dificuldade em apontar para os elementos no ecrã, apesar de estar de pé. Apesar disso, existe um minúsculo desfasamento entre o movimento do wiimote e a deslocação do cursor, o que causa, de início, alguma estranheza. É, contudo, apenas uma questão de minutos até nos habituarmos a esse ligeiríssimo "lag".
Acerca de Zelda, o mínimo que se pode dizer é que... é um autêntico jogo de Zelda. A pequena masmorra serve como um pequeno tutorial para as várias formas de usar o wiimote no âmbito do jogo, começando pelo Z-Targeting e combate básico, que demonstrou ser muito intuitivo. O botão Z no nunchuck fixa o adversário, enquanto o Wiimote é "sacudido" para dar diferentes golpes - os quais nem sempre correspondem de forma exacta aos gestos feitos. Contudo, foi muito divertido, e tenho a certeza de que se torna melhor com a prática.
O mesmo pode ser dito do tiro com arco, que foi o verdadeiro primeiro desafio à precisão do cursor do wiimote. Pude verificar que desde que se tenha uma certa medida de calma e destreza, apontar o wiimote aos alvos no ecrã, por minúsculos que sejam, é bastante fácil e rápido. Falhei alguns tiros, mas isso é de se esperar de alguém que ainda se está a adaptar aos comandos do jogo.
Ao nível gráfico, é bem visível que este é um jogo feito para GameCube, não me impressionando de todo ao nível técnico. O nível artístico, no entanto, é outra conversa, ou não fosse este um jogo da saga Zelda.
O problema de ser uma demonstração limitada no tempo é que não se pode explorar tanto quanto se desejaria, sendo-se obrigado a avançar o mais depressa possível. Não tive oportunidade de ir muito longe na demonstração, mas deixou-me boas impressões, e reforçou o meu desejo de o adquirir na data de lançamento.
Avançando para o Wii Sports, tive oportunidade de experimentar todas as modalidades, excepto basebol (que, francamente, não me interessa).
Comecei pelo golfe. Pegando no wiimote como um taco de golfe, é preciso avaliar a força necessária para levar a bola para o mais perto possível do buraco. Isso é feito comparando uma escala sobreposta ao mapa do percurso, a outra que é preenchida quando a gente balança o taco com uma determinada força. Quando achamos que temos a força certa, carregamos em A e fazemos o swing definitivo, rezando para que a força resultante seja aquela que desejamos. Este processo é bastante interessante e requer uma certa precisão de movimentos, mas tens os seus problemas. Primeiro, nem sempre a bola viaja a distância esperada, mesmo que se acerte na força necessária. Depois, os swings nem sempre são registados correctamente - se bem que isso possa ser atribuível às condições menos-que ideais do local da demonstração.
Segui para o ténis, e tive o prazer de constatar que o controlo do swing das raquetes é bem mais preciso e refinado do que no golfe. Acreditem, neste jogo, com um pouco de imersão e concentração, é possível realmente acreditar-se que estamos a bater com a raquete numa bola, levando a trocas de bolas emotivas e divertidas. Experimentei bater com o wiimote em várias posições e com vários movimentos, e em todos eles a bola respondeu como seria de esperar, o que me deu uma satisfação enorme.
Continuei com o boxe, onde tive a oportunidade de combater contra um outro transeunte. Esta modalidade é a única que necessita do nunchuck, e cada segmento do comando representa uma das luvas, sendo aconselhado que seguremos o wiimote na nossa mão dominante. As mãos podem ser erguidas, descidas, separadas ou unidas para proteger diferentes partes do corpo, e movimentos rápidos para os lados fazem com que o nosso Mii se esquive para o lado correspondente. Também os murros podem ser dados altos ou baixos, para a esquerda ou para a direita - e é exactamente este jogo de murros e esquivas que torna esta modalidade tão divertida e excitante. O único problema é que por vezes os nossos movimentos não tinham correspondência no ecrã, mas está por ver se isso poderá ser atribuído às condições pouco ideais da demonstração. Muitos jornalistas têm dito um pouco mal desta modalidade, mas para mim, é a que contém uma maior profundidade oculta, que irá possivelmente surpreender muito boa gente. O meu combate acabou empatado, com uma contagem para cada lado.
Finalmente, relaxei com o bowling, que provou ter um sistema de controlo tão imersivo quanto o ténis. Nesta modalidade, apontamos primeiramente o nosso lançamento com o D-Pad, premindo em seguida o botão B e fazendo o movimento de lançar a bola, largando o botão quando largaríamos a bola no mundo real. A força, orientação e curva do percurso da bola em tudo dependem da posição da nossa mão ao longo do movimento, e verifiquei que, com a prática, conseguia colocar a bola a fazer os efeitos desejados.
Em suma, o Wii Sports deixou-me igualmente uma boa impressão - se bem que, como é óbvio, não se coloque a questão de o adquirir no lançamento ou não. Wink
Saí da loja satisfeito com a experiência, e sei também que não fui o único assim, após ter visto a reacção de várias pessoas que experimentaram e viram os jogos, em particular o Wii Sports.