Tópico Lancia

Não é o volante, o volante foi usado nos 131 Série 2. Alguns Citröens também usaram volante com um braço.
Esses botões são no tablier por baixo do quadrante e ao lado.
Está lá no texto que também podia fazer de calculadora.
 
Allemano Lancia Aurelia B53 Coupe

This one-off Lancia Aurelia B53 Coupe was a display car created for the 1953 Torino Motor Show. The body was designed by Giovanni Michelotti, who worked for a number of design houses in addition to Allemano, most notably Vignale. Michelotti's design was brought to life by the panel beaters and craftsmen of Carrozzeria Allemano in Turin. The body is mostly made out of steel, but the bonnet and doors are made of aluminium for weight saving.

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Gianni Lancia

Gianni Lancia (born 16 October 1924 in Fobello near Turin) is an Italian former automobile engineer, industrialist and racing enthusiast, known for running the Lancia carmaker in Torino (1946–55). He was the son of Vincenzo Lancia and Adele Miglietti, and brother of Anna Maria and Eleonora.

After his father's death (1937), the young Gianni Lancia took over, since 1945 assisted by technical director Vittorio Jano. Lancia's racing enthusiasm brought forward several expensive racing prototypes, which led the company to near-bankruptcy.[1] This, and the death of Lancia driver Alberto Ascari (May, 1955), caused him and his mother to sell off their shares in the Lancia company to Carlo Pesenti of Italcementi (June 1955). Since then, Gianni Lancia moved to South America a while, returned to France and Italy, and has since barred all interest in motorsports.

Este pequeno texto encontrado na Wiki diz-me várias coisas sobre a marca Lancia, e a sua história.

Desde logo, e como é habitual em todas as marcas italianas de "puro sangue", o historial automobilístico cruza-se com o historial de corridas, desde logo o Lancia's father, Vincenzo, que era piloto de corridas pela Fiat, e o seu filho que cedo seguiu as suas pegadas, quer no negócio (até então da família), que já então tinha modelos prestigiantes como o famoso Aprilla e o Lambda, quer nas corridas.

Até, pelo menos, aos tempos do pós-WWII a Lancia, a par da Alfa-Romeo eram aquelas que mais títulos ganhavam no mundo das corridas automóveis em Itália, conhecidos até então pelo seu excelente comportamento e desempenho e design pouco convencional.

A Lancia desde logo, e pelas mãos dos seus criadores, começou a ganhar terreno no campo da inovação, primeiro carro sem cabine para os passageiros, primeiro carro com suspensão dianteira independente e traseira semi-independente, e toda uma estrutura de "monocoque/monocasco" de um chassis apresentado pela primeira vez num carro de produção.

Apresentando então, um motor V4, com 2.568 cc SOHC, associado a uma caixa de 4 velocidades, a produzir cerca de 70 cavalos.

O resto também já sabemos, primeira marca a apresentar um carro de produção com 5 velocidades, 1º motor com turbo+compressor, etc...

Outra grande figura que faz parte do historial magnifico da Lancia, é o Sr. Vittorio Jano, um húngaro que cedo encontrou o seu lugar entre os grandes das provas de carros italianas, Lancia, Alfa-Romeo, Ferrari. Provou os seus dotes, após ser contratado à Fiat por Sr. Enzo Ferrari para os quadros da Alfa, fabricando um carro capaz de arrasar com todas as provas nacionais e algumas internacionais, o Alfa Romeo P2, conduzido inicialmente por Antonio Ascari, vencendo o Grande Prémio Europeu em Spa-Francorchamps, Bélgica, morrendo mais tarde em prova, e depois conduzido por Gastone Brilli-Peri onde este haveria de ganhar o Grande Prémio Italiano.

Enquanto membro da família Lancia, Sr. Vittorio Jano, que viria a sua mais famosa criação aparecer em 1950, sob o nome de Aurelia, primeiro carro de série com motor V6, inovando no campo da distribuição de peso, transmissão, diferencial e embraiagem atrás, motor à frente, um dos primeiros carros montado com pneus radiais, braços transversais e outra inovação interessante, discos de tambor montados directamente no chassis.

Um carro que também conheceu o pedigree italiano para as corridas, em 1951, conduzido por Giovanni Bracco e Umberto Maglioliquando, ficou em 2º (perdendo apenas para a equipa "Ferrari America", que na altura contava com Ascari, Serafiini, Vittorio Marzotto e Villoresi, todos montados em diferentes 340 America, ficando Villaresi com um Vignale 340MM Barchetta), na mítica prova de Mille Miglia.
No mesmo ano foi vencedor da sua classe e 12º na geral, na prova mítica de Le Mans.

Outro grande carro apareceu, desta vez não haveria de ser de produção, mas sim de Formula 1, sob a alçada de (mais uma vez) Sr. Vittorio Jano, em 1954 para a Lancia, apesar de mais tarde também haveria de ser um Ferrari, isto porque Gianni Lancia e sua família haveriam encontrado a empresa em profundo estado de crise, numa quase-bancarrota, sendo que a solução fora vende-la, e o que haveria sido até então a Scuderia Lancia, passa a ser então a Scuderia Ferrari.
Juan Manuel Fangio acabaria por ganhar, em 1956, o titulo mundial de pilotos de Formula 1, com o Lancia D50, que anteriormente havia sido modificado pela Ferrari, e passar-se-ia a chamar Lancia-Ferrari D50 ou simplesmente Ferrari D50.

Actualmente Gianni Lancia, ainda vivo, não tem qualquer tipo de ligação ao mundo automóvel.

Eu e 20 minutos de MSPAINT:

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Lancia Belnas and Augustas gathering in commemoration in front of the old factory, which remained completely unscathed through the decades and is still working, producing injection moulded plastics!

Tradução: Lancia Belnas e Augustas juntos na comemoração em frente à antiga fábrica (Bonneuil-sur-Marne, perto de Paris), que permaneceu completamente ilesa através das décadas e ainda está no activo, produzindo plásticos moldados pelo método de injecção!

PS: Basicamente é uma produção distinta do mesmo modelo, uma produção em Italia, o Augusta, e outra em França, o Belina, tudo para evitar os custos Italianos de importação que retirava grande margem de lucro à Lancia, e foi um projecto que facilmente tornou-se viável devido à importante ajuda do Governo Francês.

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Just my 0.02$.

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E agora um monovolume...:)
Lancia Megagamma







Giorgetto Giugiaro of Ital Design of Moncalieri (Turin) has adapted the mechanical equipment of the Lancia Gamma to produce a car which is more comfortable and compact: the new “Megagamma”. The overall height has been raised about 25 cm in order to provide more space for the inside and luggage area. In addition the platform of the vehicle has been raised to make space for the tank and spare wheel. The lenght of the car has been reduced by about 30 cm. The seats, adjustable in all directions, have a chromeplated tubular structure with attached cushions. The front seats slide forwards and backwards, have electrically-controlled height adjustment and recline manually. The back seats slide electrically and recline manually. The controls on the ergonomically-designed dashboard unit can be operated without taking the hands from the steering wheel. An electronic memory remembers and reminds the motorist of important information (…).This instrument also functions as an ordinary calculator while the display panel also shows the date and time.



in: www.domusweb.it

Tal como acontece com uma série de outros concepts, apesar de ter simbolo Lancia, esta nada deve ter influenciado o projecto, tendo Giugiaro aproveitado uma base para as ideias que ele queria dar corpo.
Neste caso, e o Megagamma não é o único, temos algo que é muito próximo à filosofia de Giugiaro e que deveria ser de todos os designers de automóveis: packaging (e sua constante optimização), de modo a obtermos o minimo de área ocupada pelo carro, com o máximo aproveitamento possivel do espaço interior. Daí o crescimento em altura. E basicamente, a receita para todos os MPV actuais. O Megagamma antecede os primeiros MPV em 6 anos (Caravan/Espace). Se exceptuarmos o primeiro e compacto 600 Multipla, que de MPV tem apenas os contornos, Giugiaro dá-nos a arquitectura que definiria e define este tipo de veículos.

Esse carro é o protótipo do FIAT Uno.
Sim, a FIAT chegou a pensar lançar o popular Uno como um Lancia.
A viatura Italiana para os anos 80.


A "Famiglia Real" Italiana mostrou o Uno ao Presidente da República.

Dificilmente um Lancia Gamma alterado seria o protótipo do Fiat Uno.
Basicamente, como disse em cima, o assunto aqui é packaging, investigação pura e dura sobre packaging:

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Encontras numa série de concepts/modelos de Giugiaro este tipo de "comparativos".
Mesmo antes de ser engolida pela VW, o pequeno Emas para a Proton também vinha acompanhado com material semelhante.

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Pôr lado a lado um city car com SUV e demonstrar cabalmente que oferece o mesmo espaço para passageiros que um SUV, bem maior e absorvente de recursos, é o tipo de projecto predilecto de Giugiaro, designer da velha guarda. Infelizmente algo que se perdeu, com o designer a passar mais por estilista.

E não é à toa que os seus projectos que se tornaram referenciais e que chegaram à produção, têm sempre forte acento neste ponto: Golf, Uno e Panda.

Apesar de já no Megagamma se notar alguns traços do que seria a estética do Uno, sobretudo a transição capot/pilar A, não seria o Megagamma a demonstrá-lo, mas sim esta criatura desenhada por Giugiaro apresentada em 1980:
O Isuzu Piazza

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Todos os traços que marcaram o Uno tiveram no Piazza a sua primeira aplicação de sucesso. O fim das goteiras no tejadilho/pilar A, a porta auto-clave, a transição capot/pilar A e como a porta faz eficazmente esse trabalho. Temos de agradecer a Giugiaro por ter limpado a carroçaria desses inestéticos elementos, criando um look mais depurado e unificado.
 
O pensamento de Giugiaro e que foi patente no protótipo ou concept "Megagamma", chega ao grande público no FIAT Uno, depois desse modelo Isuzu Piazza trazer já muita coisa.
Muitas das coisas passaram a ser adoptadas por toda a industria automóvel dai em diante, dai que os carros fossem avançados e também ainda hoje não pareçam estar a fazer 30 anos!!!

"Many of the seminal packaging lessons of the Megagamma were incorporated by Giorgetto Giugiaro in the 1983 Fiat Uno supermini. There were also significant styling similarities. Its tall car / high seating packaging is imitated by every small car today. The Uno reversed the trend for lower and lower built cars. It showed that not just low sleek cars could be aerodynamic with a Cd of just 0.34, but small, roomy, boxy well packaged cars could be too. In 1984 it was voted European Car of the Year".
 
GtAbarth, estava a rever aqueles camiões Lancia dos links que colocaste na primeira página, e reparei que muitos deles (vi também Fiat's e OM), com matricula Italiana têm volante à direita.
Sabes o motivo?
Abraço
 
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