Como foi essa aproximação com o Newton Masteguin para a compra da Chamonix?
Eu já conhecia o Newton há um tempo e começamos a conversar sobre continuar a fabricação dos modelos. A marca é muito bem reconhecida no mercado e seria muito ruim sua extinção, sobretudo aos clientes mais apaixonados. Então começamos a preparar a A+ Auto para produzir a linha da Chamonix. A A+ Auto já montava veículos especiais, restaurava carros antigos e tinha bastante experiência no ramo.
E como foi feita essa transição? A fábrica é a mesma?
Não. A antiga fábrica foi desativada e agora a produção é feita nas instalações da A+ Auto. A empresa fez um investimento, readmitimos os principais profissionais da Chamonix, juntamos e treinamos o pessoal e adequamos nossas instalações para receber a linha. Temos todos os moldes, gabaritos, desenhos, equipamentos, tudo foi adicionado à estrutura da A+ Auto. Grande parte do ferramental veio da fábrica antiga.
E o Newton Masteguin continua na empresa?
Sim. Aliás, é importante dizer que estamos tranquilos exatamente porque os principais funcionários vieram para cá, estão conosco e o próprio Masteguin nos assessora e coordena os projetos. Ele não tem participação acionária, mas cuida da área técnica. O que estamos fazendo primeiro é restabelecer todo o processo. A loja fica na fábrica, onde é feita a montagem dos carros. E estamos reativando antigos revendedores.
Se a linha quase toda é a mesma, por que o termo “nova geração” em inglês?
Porque é uma nova geração. O ciclo antigo se encerrou no ano passado. E é uma nova geração por conta também do lançamento de novos produtos e da maior quantidade de tecnologia embarcada. Quer dizer, agora temos os modelos da New Generation. A idéia é fazer sempre produtos melhores, mais atualizados. AChamonix fez o que tinha de fazer naquela época. Daqui para frente, precisamos fazer algo melhor.
Qual a sua expectativa de vendas e como a A+ Auto pretende trabalhar isso?
O mercado nacional tem capacidade para absorver 4 ou 5 unidades por mês. Nossa meta é chegar a essa quantidade até o fim do ano. Mas vamos trabalhar para aumentar isso na medida do possível. É um mercado muito pequeno. Com o dólar desvalorizado, exportar ficou mais difícil. Daí esse novo foco no mercado interno. Lindóia, por exemplo, é um evento que tem um pouco de tudo. São 350 mil pessoas em quatro dias. Escolhemos o lugar certo.
E vocês pretendem lançar algum novo modelo no futuro?
Vamos desenvolver uma capota rígida de fibra para o Speedster 356, num formato bem parecido com o da lona. A idéia é tornar o carro mais utilizável no dia-a-dia, aumentar a sensação de proteção e melhorar vedação. Essa capota já foi feita pela Porsche no passado e nós provavelmente vamos recriar a peça, para manter todas as linhas originais da Porsche. Acredito que o projeto vá ficar bem compatível.
Para terminar, quanto tempo leva até o carro ficar pronto? E como se dá o processo?
Hoje estamos estimando em torno de 60 a 90 dias, partindo do dia em que é fechado o pedido até a data da entrega. Mas esse tempo de espera tende a ser reduzido à medida que os pedidos forem organizados. Só que o nosso conceito de venda é diferente. Trata-se de uma produção sob encomenda, onde o cliente pode escolher o tipo de estofamento, materiais, pintura... Os carros são personalizáveis.
Confira abaixo os preços das réplicas:
Chamonix NG Speedster 356 – R$ 70 mil
Chamonix NG Spyder 550S – R$ 74 mil
Chamonix NG Spyder 550S Le Mans – R$ 78 mil
Chamonix NG Roadster 356 – R$ 85 mil