Tópico sobre cães.

E há que ter em conta uma coisa. Pelo que li da AN, esta serve para proporcionar aos cães e gatos uma forma de alimentação mais parecida com o que teriam num habitat selvagem, como os antepassados lobos, mas é preciso ter em conta que os cães e gatos estão domesticados há milhares de anos e as raças existentes resultam de alterações genéticas, feitas com acasalamentos entre a própria raça. Os cães de hoje em dia não são iguais aos lobos. (Tirando o caso de rafeiros, que, para mim, poderão ser o mais próximo, mas mesmo assim...) Por isso, não considero que BARF e AN possam serbenéficas para cães e gatos domesticados. Há milhares de anos que estes animais comem os restos da comida de humanos. Muitos não estão preparados para uma alimentação deste género... Na minha opinião, claro.

Este tipo de alimentação tem demostrado otimos resultados nestes ultimos 20 anos, o que vem confirmando o que já se desconfiava, os canideos domesticados não sõ muito diferentes dos parentes selvagens pelo menos o se refere as necessidades nutricionais. O numero de adeptos não para de crescer principalmente nos paises desenvolvidos, na Alemanha por exemplo até já existe menus comerciais da alimentação BARF, podes ver aqui um comercial alemão:

 
Faz me muita confusão discutir se se um cão pode ou não comer carne e ossos e afins. É um cão!!! Compreendo discutir se terá todos os nutrientes que ele necessita, mas agora discutir se consegue processar esse tipo de comida é que me ultrapassa.
 
Faz me muita confusão discutir se se um cão pode ou não comer carne e ossos e afins. É um cão!!! Compreendo discutir se terá todos os nutrientes que ele necessita, mas agora discutir se consegue processar esse tipo de comida é que me ultrapassa.

Também me causa alguma confusão, mas se me disserem para não dar carne e ossos cozinhados ai concordo, principalmente os ossos cozinhados que se tornam indigeriveis e são potencialmente perigosos. A carne cozinha perde o seu valor biologico, 200 gramas de carne cozinhada produz um volume de fezes maior do que o mesma carne crua.
 
Ração demolhada é humedecer a ração seca com um pouco de água, quente de preferência.

Quanto à ração, deves dar SEMPRE ração seca, esquece as latas, são do pior que há. A marca que estás a dar é péssima, fala com o teu pai e tenta que ele compre uma ração melhorzinha, que são obviamente um pouco mais caras do que a que estás a dar, mas compensam largamente tendo em conta a saúde do cão.

Não vale a pena dar qualquer tipo de xaropes, se quiseres podes pôr na ração um fio de óleo de milho, mas fio só tipo uma colher de chá, não mais, faz bem ao pêlo, mas não é obrigatório.

Atenção com as pomadas e os problemas na pele, os cães não são humanos, e muitos medicamentos, especialmente pomadas, não são adequadas para utilizar nos cães.

Assim que mal pergunte, o cão já tem vacinas?

Aconselhas-me assim uma que não seja muito cara e que seja boa? Li aqui, de uma do Continente. Será boa?
Eu coloquei uma pomada, que é um creme aliás, chamado dermalex. Eu uso aquilo e é muito mas muito suave. não tem qualquer substancia agressiva.
O Xarope foi para ver se ela ficava com uns ossitos mais largos pois era tão frágil...
Não, não tem vacinas. Ainda agora cheguei e falei disso. Fica por muito vacinar um cão destes?


Já agora, andam por aqui donos de podengos?
 
Entrevista entre uma cenoura e a ração.

Entrevista entre uma cenoura e a ração.

Entrevista entre uma cenoura e a ração.

Cenoura: Ola Sr. Ração, obrigado pela presença.

Ração: Por nada. Mas devo dizer que tive que esperar 6 semanas para esta entrevista.

Cenoura: Você esteve refrigerado?

Ração: Não, não preciso estar. Porque a pergunta?

Cenoura: Li no seu curriculum que você é feito de frango natural, gordura animal, maça, queijo fresco, cereais e muitos outros ingredientes pereciveis. Mas como é possivel que não se estrague?

Ração: Maaau!Esta é uma daquelas entrevistas hostis, não é?

Cenoura: Importaria de responder as minha perguntas, por favor? Todos os meus amigos começam a estragar-se em poucas horas. Como é que você se mantem tão... sem bulor?

Ração: O pessoal que me fabrica usa batas brancas. Estou convencido que sabem o que fazem. E depois o departamento de investigação trabalha muito de perto com o departamento de marketing... A proposito, quem a fabricou?

Cenoura: A Natureza.

Ração: Nunca ouvi falar dessa empresa, mas tem um nome poderoso, gostei.

Cenoura: A serio, vamos ao que interessa... Carne e gordura e ainda assim não se estraga? Você parece tão... inerte.

Ração: Bom, estou conservado naturalmente. O departamento de compras diz que não devo me preocupar porque a gordura esta saturada de conservantes.

Cenoura: Mas eu pensava que você era totalmente natural!

Ração: O departamento legal já reviu isso, em quanto o pessoal das batas brancas me adicionarem um pouco de vitamina E e alecrim posso ser chamado de natural, e nunca me estrago porque a quantidade de conservantes na gordura é suficientemente alta.

Cenoura: Ou seja, apesar de ser “natural” você pode estar saturado de conservantes?

Ração: Exactamente!

Cenoura: Ainda assim penso que deve haver algo mais... você nunca se estraga a temperatura ambiente. Como é possivel?

Ração: Bom, há mais qualquer coisa. Sou tão altamente aquecido e processado que careço de qualquer vestigio de “vida”. De um certo modo, morro e me transformo numa substancia molecular nova que se chama “inerte”. Deixo de ser um alimento como você conhece.

Cenoura: Isto soa estranho... mas agora que você esta morto e inerte, quem o vai querer comer?

Ração: Quer dizer que nunca ouviu falar do spray de “digest de proteina”? Depois do extrusionado, me adicionam um spray irresistivel de proteina e uma mistura de vitaminas. Tudo é aprovado pelo veterinario da fabrica que é recompensado muito bem, 90.000 dolares por ano para que assegure que sou nutricionalmente completo.

Cenoura: Mas de baixo desse spray... você esta morto e inerte?

Ração: Essa é a melhor parte! O departamento finaceiro tem tudo calculado. Chama-se “preço fixo”.

Cenoura: “Preço fixo”?

Ração: O preço fixo é uma ferramenta de marketing fantastica que faz com que custe o mesmo preço na loja durante muito tempo. Tudo isso foi cuidadosamente calculado para tirar a maxima vantagem da minha boa capacidade de conservação e armazenamento.

Cenoura: Mas os seus ingredientes não podem de maneira nenhuma manter-se ao mesmo preço de uma semana para outra. O mercado flutua continuamente.

Ração: Não há problemas! Imaginemos que o preço do frango aumenta, o pessoal das batas brancas reduzem o frango e adicionam substancias de recheio para manter o mesmo custo. Tem o controlo completo sobre o beneficio bruto. Os accionista adoram isso porque sempre podem pagar as prestações do novo carro sem problemas. A outra opção era a “Formula fixa” mas foi abandonada porque não podiamos competir com a flutuação constante dos ingredientes. Ajustar a formula é muito mais simples e lucrativo.

Cenoura: é o que acontece com a nutrição?

Ração: Lembre-se estou morto e sou inerte e num certo sentido não importa o que entra na minha composição. Depois de ser pocessado, congelado, descongelado, aquecido, extrusionado... é o spray magico que me torna nutritivo. Aparte disso, os cães tem figado e um sistema imunitario para eliminar o resto...


Cenoura: wuau! Mas isso é natural?

Ração: Claro! Ponha-me de molho e vera como me converto numa substancia castanha pastosa, fico com um ar de terra... muito natural como pode ver!

Cenoura: Estou observando muito de perto. Tudo o que vejo é uma substancia castanha. Onde esta a carne, a gordura, as maçãs, o queijo fresco e os cereais?

Ração: Você não entende nada! É ai que entra o departamento grafico. Nunca viu as fotos a cores de frangos, maças e outros ingredientes frescos impressos nos sacos? Sou mostrado não como realmente sou, mas como as pessoas esperam que seja, e o departamento legal aprova.

Cenoura: Isso é tranquilizador... Se o vosso advogado diz que esta bem, então eu me sinto muito melhor. E o que acontece com a frescura dos ingredientes integrais?

Ração: A frescura dos alimentos não tem importancia para nos.

Cenoura: Desculpe-me mas estou a começar a me sentir mal, tenho que voltar para o frigorifico. Obrigada pela entrevista!

Ração: o prazer é meu.

FIM
 
É preciso ter atenção a combinação de alimentos, por exemplo frutas e carne provoca gazes, fermentações (má digestão) atrapalha a disgestão o que pode ser potencialmente perigoso se houver ossos pelo meio.

Aquando da dilatação o meu cão tinha apenas comido carcaça de frango, uma asa de perú com toda a carne agarrada e 1 sardinha. Nada mais.

Se não vacinas os teus animais, é um risco que tu assumes, é que caso não saibas, os animais selvagens como lobos, coiotes, chacais e afins, também morrem com surtos de esgana por exemplo, e não há natureza que lhes valha. A vacina da raiva é totalmente dispensável, não há raiva em Portugal.

Tal como tu, eu também comprava carcaça de frango e de perú num aviário, por 60 cêntimos ou parecido, bem como pescoços de perú e de frango, asas de perú, sardinha congelada barata, vísceras de frango e dava-lhes isso tudo, mais algumas ervas aromáticas, alguns, poucos, legumes. Tudo cru. Sim saía barato, especialmente alimentando 3 dobermanns e 1 São Bernardo, mas a morte do meu cão saíu-me demasiadamente cara, financeira e emocionalmente. Quando eu disse à vet o que é que ele tinha comido, ela deitou as mãos à cabeça, ela e a equipa veterinária que o operou pelo perigo que representava abrir o estômago e retirar OSSOS de aves. Nem sequer o puderam fazer vomitar, pelo perigo dos ossos a fazer o percurso inverso e poderem rasgar o esófago por exemplo.

Para mim, e tendo eu cães saudáveis, não vale o risco. E como não tenho hipótese de dar barf/raw triturada, ou modo de garantir que não vão provocar gases, prefiro dar ração demolhada e ter a certeza que os meus cães não vão morrer após uma refeição.
 
Aconselhas-me assim uma que não seja muito cara e que seja boa? Li aqui, de uma do Continente. Será boa?
Eu coloquei uma pomada, que é um creme aliás, chamado dermalex. Eu uso aquilo e é muito mas muito suave. não tem qualquer substancia agressiva.
O Xarope foi para ver se ela ficava com uns ossitos mais largos pois era tão frágil...
Não, não tem vacinas. Ainda agora cheguei e falei disso. Fica por muito vacinar um cão destes?


Já agora, andam por aqui donos de podengos?

O xarope não alarga os ossos, os podengos são assim mesmo, cada cão tem a sua constituição física e não há nada a fazer. Se o queres fortalecer, pratica exercício físico com ele.
Não há rações de supermercado boas para cachorros, deves investir numa boa ração, pelo menos até ao ano de idade.

O teu cão sem vacinas está extremamente vulnerável a doenças mortais, fala com o veterinário e pergunta preços, os preços não variam consoante o cão, mas sim consoante o veterinário. Ele vai precisar de 3 doses de vacinas, é a chamada primo-vacinação, depois disso é só uma vez por ano.

Já te expliquei que as pomadas para humanos nem sempre são adequadas aos animais, ainda que aches que é uma pomada fraquinha e sem mal nenhum. A Aspirina é inofensiva, e mata um gato por exemplo. O chocolate é inofensivo, só engorda, e se deres a um cão, podes matá-lo.
 
Aquando da dilatação o meu cão tinha apenas comido carcaça de frango, uma asa de perú com toda a carne agarrada e 1 sardinha. Nada mais.

Se não vacinas os teus animais, é um risco que tu assumes, é que caso não saibas, os animais selvagens como lobos, coiotes, chacais e afins, também morrem com surtos de esgana por exemplo, e não há natureza que lhes valha. A vacina da raiva é totalmente dispensável, não há raiva em Portugal.

Tal como tu, eu também comprava carcaça de frango e de perú num aviário, por 60 cêntimos ou parecido, bem como pescoços de perú e de frango, asas de perú, sardinha congelada barata, vísceras de frango e dava-lhes isso tudo, mais algumas ervas aromáticas, alguns, poucos, legumes. Tudo cru. Sim saía barato, especialmente alimentando 3 dobermanns e 1 São Bernardo, mas a morte do meu cão saíu-me demasiadamente cara, financeira e emocionalmente. Quando eu disse à vet o que é que ele tinha comido, ela deitou as mãos à cabeça, ela e a equipa veterinária que o operou pelo perigo que representava abrir o estômago e retirar OSSOS de aves. Nem sequer o puderam fazer vomitar, pelo perigo dos ossos a fazer o percurso inverso e poderem rasgar o esófago por exemplo.

Para mim, e tendo eu cães saudáveis, não vale o risco. E como não tenho hipótese de dar barf/raw triturada, ou modo de garantir que não vão provocar gases, prefiro dar ração demolhada e ter a certeza que os meus cães não vão morrer após uma refeição.

É o 1º caso de morte provocado pela AN que tenho conhecimento, não digo que não seja possivel, alias para morrer basta estar vivo, qualquer pessoa ou animal pode sofrer de alguma complicação grave provacado por qualquer alimento, ocorre-me por exemplo os engasgamentos.

Uma questão pertinente é saber qual das opções alimentares aumenta as probabilidades de algum problema.

Sobre os lobos que morrem de esgana sabes por acaso quantos lobos e afins infectados morrem e quantos sobrevivem? E porque uns morrem em quanto outros (a maioria) não? Eu não sei, mas imagino a resposta.

Sobre as vacinas o assunto esta envolvido em polemica a já muitos anos. O Dr. Richard Pitcairn (veterinario a mais de 40 anos e phd em imunologia) expõem no seu livro "guia completo da medicina natural para cães e gatos" argumentos solidos contra as vacinações, pricipalmente as vacinas multiplas.

Assim que termine a tradução do capitulo sobre as vacinas vou posta-lo aqui.
 
Última edição:
A vacina da raiva é totalmente dispensável, não há raiva em Portugal.

Foi o que me disse uma veterinaria holistica de origem alemã a trabalhar no Alentejo, para alem de não estar convencida sobre a suposta eficacia das vacinações disse-me que não existe casos de raiva em Portugal a pelo menos 10 anos, pelo que o assunto levanta ainda mais duvidas sobre transparencia dos planos $anitario$.

Nos EUA depois de muita pressão os planos de vacinações anti-rabica passaram de anual para de 3 em 3 anos... Não tenhamos duvidas que muitas decisões são motivadas por puros interesses mercantilistas.
 
Um artigo superinteressante da revista SuperInteressante, revista de Fevereiro de 2001.

Se com os humanos é assim, com os animais não será melhor.

Ao meu ver o artigo peca por não ter aprofundado a questãos dos interesses mercantilistas, poderiam ter falado do marketing bilionario da industria (o opostos de instituição de beneficiencia) na promoção dos seus produtos, tal como toda industria a sua busca incansavel é o lucro. Quantas denuncias já foram feitas aproposito de manipulações de pesquisas cientificas, corrupção, etc, etc...

Vacinas fazem bem ou mal? http://www.juarezfurtado.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=173 http://www.juarezfurtado.com/index2.php?option=com_content&task=view&id=173&pop=1&page=0&Itemid=103 http://www.juarezfurtado.com/index2.php?option=com_content&task=emailform&id=173&itemid=103
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Efeitos colaterais graves e anomalias causadas no sistema imunológico põem as vacinas na berlinda e levantam uma questão crucial: até que ponto elas são benéficas?

Nos últimos tempos parece ter aumentado ou pelo menos se tornado mais visível - a ocorrência de efeitos adversos de certas vacinas, como a tríplice contra difteria, coqueluche e tétano.Os efeitos variam da simples irritabilidade ao desenvolvimento da doença que se pretendia evitar. Há registro de casos extremos em que a vacinação resultou em morte.

Enquanto as chamadas doenças da infância, como o sarampo e a rubéola, declinam,
aparentemente como conseqüência das campanhas de vacinação, observa-se um súbito aumento de males crônicos como o diabetes, a artrite, a asma e outros tipos de alergias.

Para os antivacinistas, estudos recentes, realizados em vários países, não deixam dúvidas sobre a relação causal entre a sobrecarga de vacinas recebida pelas crianças e as doenças autoimunes - males provocados por respostas anormais do sistema imunológico contra o próprio organismo.

Apesar do salto tecnológico que sinaliza a utilização, em futuro próximo, de sofisticadas vacinas de DNA que se diferenciam das outras por ter ação mais forte e prolongada (em ratos, atuam por toda a vida), os cientistas passaram a admitir recentemente que pouco sabem sobre a ação das vacinas no corpo humano.

O diretor do Instituto Pasteur de Paris, Philippe Kourilskv, guardião das teorias do químico francês Louis Pasteur, pai da microbiologia, reconhece essa relativa ignorância da medicina. Em maio do ano passado, ao confessar seu espanto com a escassez de informações científicas básicas nesse campo, ele afirmou: "Cada vez que uma vacina se mostra eficaz os cientistas simplesmente a entregam para o pessoal da saúde pública e vão estudar outra coisa".

Num país onde a quase totalidade das doenças infecciosas foi controlada, como é o caso dos Estados Unidos, o questionamento das vacinas começa a ser traduzido em números que expressam a repercussão social do problema. Um quarto das famílias americanas, segundo pesquisa do Centro Nacional de Informações sobre Vacinas, uma organização não-governamental baseada em Vienna, no Estado da Virgínia, já se pergunta se o sistema de defesa das crianças não fica enfraquecido por conta de tantas vacinações. Afinal, são quase dez doses apenas nos primeiros seis meses de vida e 22 tipos de vacinas aplicadas antes da idade escolar. Outros 19% dos americanos põem em dúvida a própria eficácia das vacinas na prevenção de doenças.

O governo dos Estados Unidos, que, desde 1986, é legalmente obrigado a indenizar possíveis vitimas das imunizações, também está atento. Seu site de Relatos sobre Efeitos Adversos das Vacinas recebeu 108.000 queixas entre janeiro e outubro do ano passado, todas encaminhadas para averiguação técnica. A maioria dos relatos diz respeito a desconfortos leves, como febres e indisposição passageiras, que os cientistas costumam desconsiderar. Mesmo assim, as referências a complicações colaterais graves inclusive mortes - em 14% das denúncias levou o Serviço de Saúde dos Estados Unidos a redobrar a vigilância sobre os fabricantes de vacinas e a interferir nas normas de produção.

Foi proibida, por exemplo, a utilização do conservante timerosal, substância à base de mercúrio, usado na maioria das vacinas que, segundo os antivacinistas, é responsável por vários dos efeitos adversos em vacinados. (No Brasil, a maioria dos fabricantes vêm eliminando, gradualmente, o timerosal das fórmulas das vacinas.) Por solicitação da Academia Americana de Pediatria, foi suspenso o uso da vacina Sabin, fabricada com vírus vivos da poliomielite, que, segundo dados oficiais, vinha apresentando a média anual de oito casos de contágio vacinal. Isto é, a cada ano cerca de oito crianças contraiam paralisia provocada justamente pelo vírus atenuado da pólio usado na Sabin. Agora os americanos utilizam apenas a vacina Salk, anterior à Sabin e preparada com vírus mortos, tida como menos eficaz pelos cientistas. (A vacina Sabin era utilizada nos Estados Unidos desde 1962. No Brasil, onde foi adotada na década de 60, ela ainda é empregada.)

Outros países também apertaram o cerco às vacinas nos últimos anos, baixando medidas preventivas. A Suécia substituiu a vacina tríplice DPT contra difteria, coqueluche e tétano (outra que continua sendo utilizada no Brasil), por uma variedade que exclui o componente pertussis (coqueluche em inglês), o P da sigla. É que esse componente costuma ser associado à maioria dos casos fatais e das lesões permanentes em crianças atribuídos às vacinas.

No Japão, as autoridades de saúde entraram em alerta depois que pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas daquele país encontraram em rios e esgotos, no ano passado, exemplares de vírus selvagens da pólio cujo exame genético comprovou serem mutantes de vírus atenuados usados na vacina Sabin. Segundo o virologista Hiromu Yoshida, chefe da equipe de pesquisadores que investiga o caso, o achado não representa uma ameaça à saúde pública dos japoneses, mas confirma uma suspeita antiga; a de que o vírus atenuado da pólio sofre mutação no organismo do vacinado, recobrando a virulência original. Esse é, a propósito, um dos cavalos de batalha dos antivacinistas.

O que dá para depreender disso? Pelo menos uma coisa: em se tratando de vacinas, um dos pilares dos programas de saúde pública em quase todos os países, será necessário mais tempo até que todas as dúvidas sejam esclarecidas e as opiniões hoje antagônicas e exaltadas convirjam para um novo entendimento. Não há resposta fácil. Mas o ponto é que há dúvidas e desconfiança onde antes parecia só haver certezas e tranqüilidade. E. o debate está apenas começando. Inclusive no Brasil, pais onde, nos últimos 14 meses, três mortes foram associadas ao uso de vacinas.

As ressalvas às imunizações são tema tabu na maioria dos círculos médicos. De um lado, não são raros os casos de pediatras que, de forma quase clandestina, aconselham pais a moderar a vacinação dos filhos ou a simplesmente evitá-la. De outro, as divergências com o pensamento médico hegemônico que manda vacinar a qualquer custo acontece sempre de forma discreta e subterrânea. O receio dos profissionais tem um pilar na rejeição que podem sofrer entre os seus pares, seja no ambiente médico seja no meio acadêmico. E outro na possibilidade de que criticar abertamente as vacinas possa, de alguma forma, conduzir a um problema maior de saúde pública. Em outubro passado, finalmente, a discussão veio à tona com um artigo do biogenista Fernando Travi, publicado na seção "Superpolêmica", da Superinteressante. O artigo foi um dos mais comentados no ano pelos leitores, vários deles profissionais da área de saúde e pacientes com casos pessoais a relatar sobre o uso de vacinas.

"As vacinas são a mais eficiente intervenção médica que a humanidade já produziu", afirma Aguinaldo Roberto Pinto, doutor em microbiologia e pesquisador do Adolpho Lutz, de São Paulo. "Desconhecer os seus benefícios é uma estupidez sem limites", diz Cláudio Pannuti, especialista do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo. Aguinaldo e Cláudio admitem que não existem vacinas 100% seguras. Mas acham que usar os efeitos adversos dos preventivos para clamar contra as campanhas de vacinação fere o bom senso. Primeiro argumenta Cláudio, porque tais efeitos seriam tão raros que se tornariam insignificantes diante do benefício proporcionado pelas vacinas. Isso equivaleria a dizer que as três mortes associadas às vacinas no Brasil, não justificariam acabar com a vacinação que evita epidemias que, no passado, dizimavam milhões de pessoas.

O segundo argumento pró-vacina é que o suposto aumento dos danos decorrentes da vacinação não passaria de uma falsa dedução. O que estaria acontecendo é que, com o fim ou o controle de muitas moléstias infecciosas, os casos de contágio vacinal, lesões e outros efeitos colaterais das vacinas - antes diluídos entre multidões de doentes - ganharam naturalmente maior visibilidade, transformando-se num problema de primeira grandeza em sociedades liberadas de ameaças maiores. "Suspender as campanhas de imunização traria muitos prejuízos à população, com o retorno das epidemias do passado', diz Cláudio".

Nos últimos três anos dezenas de livros foram escritos sobre o lado escuro das vacinas - nenhum em português. E muitos fóruns, realizados principalmente nos países desenvolvidos, ecoaram os argumentos antivacinistas. Em quase todos os casos, os círculos oficiais da ciência, os governos e os técnicos em saúde pública optaram por desconhecer a polêmica, no pressuposto de que o atual modelo de imunização é inquestionável. Que fique claro: nem todos os que fazem restrições as vacinas querem abolir o seu uso. "E possível utilizá-las de modo mais criterioso até que se encontre um jeito melhor de prevenir doenças", afirma o médico Romeu Carrillo Junior, presidente da Associação Brasileira de Reciclagem e Assistência em Homeopatia. O ponto consensual é o de que está na hora de os centros tradicionais de pesquisa se disporem a investigar os problemas relacionados às vacinas e reavaliar as práticas atuais nessa área. E é aí que se encontra um dos nós mais intrincados da discussão.

Desde a experiência pioneira de Edward Jenner, inspirada numa crença popular do interior da Inglaterra, as vacinas são poções destinadas a estimular o sistema de defesa do homem a desenvolver anticorpos contra determinados vírus ou bactérias, tornando o organismo imune às doenças causadas por esses agentes. Para tanto, utiliza-se o próprio micróbio causador da doença, morto ou atenuado em sua virulência, em composições que foram sendo aperfeiçoadas ao longo dos anos. "Vacinar é adoecer só que brandamente, sob controle", afirma Cláudio. A questão é que, como admite o pesquisador do Instituto Adolpho Lutz, muitas vacinas apresentam uma zona de penumbra em que os cientistas não conseguem penetrar: o processo como atuam no interior do corpo.

Nascem dessa lacuna as razões para declarações inusitadas, como a de Philippe Kourilsky, do Instituto Pasteur, que reconheceu que as vacinas são mal-estudadas. E para o quadro patético descrito por Neal Nathason, diretor do Centro para Pesquisa da Aids, do governo americano, em nota recentemente publicada pela revista inglesa New Scientist. Segundo Neal, vacinas como as da hepatite B, poliomielite, sarampo e mesmo a veterana varíola são aplicadas em escala mundial sem que os cientistas conheçam até hoje seus mecanismos de ação. Aguinaldo acrescenta à lista a vacina anticoqueluche, um dos alvos preferidos dos antivacinistas pelo número expressivo de efeitos colaterais que apresenta.

Ruth Ruprecht, médica e pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, oferece uma explicação de por que isso ainda acontece: "É difícil obter recursos para pesquisar vacinas que já existem". Os habituais financiadores de estudos científicos, entre os quais a grande indústria farmacêutica, costumam alegar que não há razão para investigar o que já foi descoberto, preferindo apostar em estudos que levem a novos produtos. "Isso é só meia-verdade', afirma Marcos Oliveira, diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, do Rio de Janeiro, de onde sai a maioria das vacinas em uso no Brasil". Há esforços para otimizar vacinas existentes, como é o caso da vacina contra meningite, cuja fórmula não funcionava em crianças abaixo de dois anos, e dos estudos atuais para dar mais eficácia à BCG, diante do aumento da resistência do bacilo da tuberculose". diz Marcos. Esse aparente descaso acirra a crítica de adversários radicais das imunizações, para os quais vacinas são fórmulas destituídas de fundamento científico. Ao mesmo tempo limita a argumentação antivacinista pela escassez de testes laboratoriais que comprovem as alegadas relações causais entre o uso de vacinas e algumas doenças.

Em depoimento na Subcomissão de Trabalho e Saúde do Congresso americano, em 1997, o médico Harris Coulter, presidente do Centro de Medicina Empírica, de Washington, apresentou um rol de casos sugestivos de que, entre outros males, a vacina estão por trás do aumento exorbitante dos casos de diabetes nos Estados Uniudos nas últimas décadas. Desde 1950, o número de diabéticos naquele país cresceu mais de 1.000% - há 13 milhões de americanos diabéticos atualmente -, um incremento dez vezes maior do que o aumento da população. Coincidência ou não, a curva ascendente da doença avançou junto com a descoberta de novas vacinas e o avanço das campanhas de imunização.

Coulter, co-autor com Bárbara Fisher de um livro clássico do moderno pensamento antivacinista, DPT: A Shot In the Dark (DPT: Um tiro no escuro), ainda inédito no Brasil, apontou suas baterias para três componentes de vacinas múltiplas - coqueluche, rubéola e caxumba - e para as vacinas contra hepatite B e gripe (Haemophilus influenza). "Desde a década de 70 a vacina contra coqueluche tem sido usada em experimentos com animais para estimular a superprodução de insulina pelo pâncreas", diz Coulter. "Mas o seguimento desse processo é a exaustão e a destruição das ilhotas de Langerhans (que geram a insulina), fato que resulta num quadro de hipoglicemia e, depois, diabetes". Como a produção de insulina no homem se dá de maneira semelhante à dos animais, o médico acredita ter encontrado aí a explicação para as estatísticas que sinalizam o aumento dos casos de diabetes após as campanhas de vacinação com a DPT nos Estados Unidos e em outros países. Não há estudos que rebatam de modo conclusivo a tese de Coulter e Fischer.

No caso da vacina anti-rubéola, ainda segundo Coulter, o efeito do vírus atenuado no organismo seria tão nocivo e persistente quanto nos casos de rubéola congênita, contraída por bebê cujas mães tiveram a doença durante a gravidez. No organismo de quem tem a doença congênita forma-se um "complexo imune', constituído do vírus e do anticorpo correspondente, que pode perdurar por até 20 anos. Pelo menos 20% desses indivíduos acabam desenvolvendo diabetes Tipo 1, o diabetes melitus. Considerando que entre os vacinados contra rubéola foi constatada a existência do mesmo complexo imune até sete anos após a imunização, Coulter deduz que se tem ai um claro fator desencadeador do diabetes. Pessoas que nunca tiveram rubéola ou contraíram a doença naturalmente não exibem o complexo imune. A lista de doenças graves associadas à imunização pelos antivacinistas é longa. Inclui moléstias como o autismo, esclerose cerebral, distúrbios de comportamento e alergias como a asma, doença que mata 5 000 pessoas por ano só nos Estados Unidos.

Nessa relação ocupa lugar de destaque o chamado "Mal do Golfo", a síndrome manifestada por militares americanos que lutaram na Guerra do Golfo, há dez anos. Algum tempo após o fim da guerra, cerca de 300.000 dos 700 000 soldados enviados ao campo de batalha passaram a apresentar manifestações que vão de enxaquecas a fadiga crônica, diabetes, distúrbios cerebrais e até câncer. Para os antivacinistas, o problema foi causado pela carga de 17 vacinas que os militares tomaram antes de seguir para a guerra, entre elas a vacina anthrax, contra a bactéria utilizada em armas biológicas dos iraquianos.

As incertezas são muitas. Um dos estudos mais abrangentes foi realizado no inicio dos anos 90 por uma comissão interdisciplinar do Instituto de Medicina americano (IOM) e, por determinação do Congresso dos Estados Unidos, envolveu apenas queixas contra a vacina anticoqueluche. O grupo investigou 18 tipos de efeitos adversos associados à vacina, entre os quais agitação e espasmos infantis, encefalite, meningite, autismo, morte súbita de bebês, anafilaxia (choque alérgico que pode ser fatal) e diabetes. Após 20 meses avaliando estudos de casos, estatísticas epidemiológicas, experiências com animais e estudos laboratoriais, a comissão descartou toda e qualquer relação causal entre a vacina e o autismo, reconheceu evidências de que ela pode provocar agitação, encefalite e choque anafilático e deixou sem resposta o resto das perguntas alegando insuficiência de dados.

Outro estudo recente do IOM descartou a associação entre a síndrome do Golfo e a vacina anthrax. Mas não conseguiu encerrar o assunto, O epidemiologista Robert Halev, do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, em DaIlas, Estados Unidos, adverte que é preciso levar em conta outros fatores, como a exposição dos militares a armas químicas e a munição fabricada com urânio empobrecido.

Também recentemente outra tese polêmica, defendida pelo jornalista Edward Hooper em seu livro The River; A journey To The Sorce of HIV and Aids (O Rio: Uma jornada à origem do HIV e Aids), ainda inédito no Brasil, foi contestada por cientistas reunidos pela Sociedade Real de Londres. Segundo Hooper, o HIV surgiu da mutação do vírus da pólio usado em vacinações no Congo, entre 1957 e 1960. A alteração teria acontecido, durante o processo de atenuação da virulência do vírus através de sucessivas reproduções em chimpanzés (a técnica moderna de atenuação não envolve mais animais: consiste em submeter culturas do micróbio a alta pressão e calor). Do macaco o novo vírus mutante teria saltado para a espécie humana. Os cientistas alegam que a seqüência genética do vírus da imunodeficiência em chimpanzés não confirma a tese de Hooper. Outra face do debate expõe a questão da eficácia das vacinas na prevenção das doenças que se propõem a combater. Segundo os antivacinistas, a ineficiência é comprovada pelas estatísticas epidemiológicas. "É certo que a varíola desapareceu do mundo e a pólio foi virtualmente eliminada do Ocidente pela vacinação. Mas é exagero supor que as vacinas são responsáveis pelo controle de todas as epidemias do passado", diz Harold Buttram, membro da Academia Americana de Medicina Ambiental, sediada em Wichita, no Kansas. Estados Unidos.

Os antivacinistas afirmam que as vacinas começaram a ser usadas quando as principais doenças infecciosas já estavam em declínio, vencidas pelas defesas naturais do organismo. Ou seja: a erradicação das doenças seria resultado de fatores como a redução da pobreza, a melhoria da alimentação e das condições de higiene e de saneamento a partir da segunda metade do século XIX. Não seria conseqüência direta da vacinação. Nos Estados Unidos, afirma Haraid, o índice de mortes provocadas pelo sarampo declinou 95% entre 1915 e 1958. A vacina contra a doença só foi criada em 1964. O mesmo se deu com a coqueluche na Inglaterra, cuja incidência diminuiu 82% de 1900 a 1935. Antes do inicio da imunização em massa naquele país, que só foi acontecer na década de 40.

A polêmica sobre as vacinas deriva um conflito conceitual na área médica que marcou o século XIX e agora ressurge, impulsionado por novas descobertas e pelo avanço da medicina balística. São célebres os debates travados entre Louis Pasteur e Claude Bernard naquela época. Pasteur, pioneiro no estudo dos microorganismos, formulou a teoria segundo a qual cada doença possui uma causa única, um vírus ou bactéria que invade o organismo e ali produz rim tipo especifico de devastação. Para Bernard, a causa estava em elementos ambientais, externos e internos, e a doença não passava de uma perda de equilíbrio do organismo provocada por muitos fatores. Vem dai a noção do corpo com um "terreno" onde os microorganismos podem ou não agir de forma nociva, dependendo das condições que encontram ali. O que chamamos de doença seria mero sintoma de um mal subjacente e sistêmico, um sinal do esforço do próprio organismo para reequilibrar-se.

Pasteur ganhou a parada. Além de cientista notável, o químico francês era também um polemista habilidoso que soube aproveitar a eclosão de várias epidemias, na época, para demonstrar a lógica de seu conceito de causacão especifica. A partir dai, todo um modelo biomédico centrado na microbiologia e, mais recentemente, na biologia molecular, deu base aos procedimentos médicos modernos - inclusive às vacinações em massa. No livro O Ponto de Mutação, no qual discute, entre outros temas, o atual modelo médico, o físico americano Fritjof Capra afirma que, mais tarde, Pasteur reconheceu a importância do "terreno" para as enfermidades, tendo ressaltado a influência dos fatores ambientais e dos estados mentais na resistência às infecções. O químico, porém, segundo Capra, não teve tempo para empreender novas pesquisas e seus seguidores persistiram na trilha original.

Os holísticos e os antivacinistas respondem em uníssono quando a pergunta é o que fazer para evitar doenças sem vacinas: cuidar bem do "terreno". Ou seja, manter as condições que garantiriam o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo. Além de alimentação adequada, compõe a receita a exigência de praticar exercícios, dormir bem e evitar hábitos agressivos a saúde (álcool, fumo, drogas), a poluição ambiental e as situações estressantes. Não é fácil, mas vem crescendo o número de pessoas interessadas num caminho que evoca uma melhor qualidade de vida. A dúvida é se isso basta. "Gostaria de saber se um desses críticos das vacinações se recusaria a tomar a vacina anti-rábica se fosse mordido por um cão raivoso", diz Cláudio.

Quem vencerá o debate do século XXI - Pasteur ou Bernard? Numa época agraciada com recursos de tecnologia impensáveis há 120 anos pode-se imaginar que ficou mais fácil dirimir velhas incertezas. Ao que tudo indica, no entanto, isso não acontecerá logo. À complexidade e os muitos interesses que envolvem a questão prometem gerar mais perguntas e farpas antes que se chegue a algum consenso.
 
Pensava que dar carne crua em demasia (uma refeição em vez de um "petisco", tipo 1 osso) aos cães era prejudicial para a sua digestão...
:sh)
 
Pensava que dar carne crua em demasia (uma refeição em vez de um "petisco", tipo 1 osso) aos cães era prejudicial para a sua digestão...
:sh)

Carne crua em demasia, tipo, muita carne e poucos alimentos com calcio por muito tempo provoca desequilibrios entre fosforo e calcio.

Os defensores da alimentação natural defendem 1 refeição p/dia apenas é só de carcaças (60% aprox. do total diario) , de preferencia com "ossos mastigaveis" e SEMPRE crus, como na imagem a seguir:

carcaaperu.jpg


Essa duas porções contem um boa percetangem de musculo, tendões, cartilagens, ossos, gordura, e represenatam a base da alimentação que qualquer canideo selvagem ou domestico deveriam ter. Os restantes 40 % pode ser dado numa 2ª refeição com alimentos diversos assimilaveis, nesta segunda refeição ossos devem ser evitados, já que existe a probabilidade de uma má combinação de alimentos e consequente má digestão, má digestão com osso é sempre perigoso.

Com essa base alimentar (carcaças) a suplementação com calcio, Glucosamina, Condroitina,minerais diversos são perfeitamente dispensaveis.

Com essa base alimentar aliados a actividade fisica normal os problemas osseos e articulares muito dificikmente se instalam.

Nas dietas convencionais (ração + suplementos) existe uma grande probabilidade de desequilibrios, consequentemente problemas osseos e articulares (displasias por ex.), é muito complicado dosear correctamente os suplementos. A experiencia de muitos criadores e proprietarios de cães estão ai para confirmar.
 
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Exemplos de Alimentação Natural (Barf/Pitcairn)

Exemplos de Alimentação Natural (Barf/Pitcairn)

Estas fotos foram tiradas a varios meses atras, servem para exemplificar a 2ª refeição do dia:


barfvaca.jpg

Carne de vaca, gengibre ralado, ervas diversas, azeite (boa fonte de Omega3)


barfpitcairnpeixe.jpg

Arroz integral bem cozido, sardinha e ovas cruas, ervas diversas, azeite, provavelmente alho (não me lembro bem). As ovas são nutritivas mas obviamente podem ser evitadas, em termos de peixe a sardinha é o mais inicado, pelo seu valor nutricional e preço.


barffrango.jpg

Frango, azeite, beterraba ralado.

A complementação da 2ª refeição pode e deve ser feita com ingredientes variados (iogurte, azeite, levadura de cereveja, ervas aromaticas diversas, gengibre, alho, etc, etc) numas refeições usa-se uns ingredientes noutras, outras.


laikarolafresca.jpg


Rola fresca, acabada de sair do forno, é um alimento barato, basta uma pressão de ar, alguns chumbos e alguma pontaria. O que não falta por ai são rolas e pardais, os meus cães adoram.
 
laikarolafresca.jpg


Rola fresca, acabada de sair do forno, é um alimento barato, basta uma pressão de ar, alguns chumbos e alguma pontaria. O que não falta por ai são rolas e pardais, os meus cães adoram.

Com o "acabado de sair do forno" quero dizer evidentemente acabado de "apanhar", as rolas e pardais são servido na hora e crus.

Esta refeiçao costuma ser complementar, um extra, não é frequente.
 
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Nas dietas convencionais (ração + suplementos) existe uma grande probabilidade de desequilibrios, consequentemente problemas osseos e articulares (displasias por ex.), é muito complicado dosear correctamente os suplementos. A experiencia de muitos criadores e proprietarios de cães estão ai para confirmar.

Já te disse que não vale a pena denegrir e inventar mentiras sobre a alimentação à base de ração, para "dignificar" a alimentação natural.

Cães com problemas de saúde há aos milhares, e uns comem ração, outros restos, outros só comem de vez em quando, e outros até morrem a comer alimentação natural, portanto não vale a pena entrares por aí...

Uma boa alimentação seca (leia-se ração), é um alimento completíssimo e que não tem probabilidade nenhuma de provocar problemas de saúde, muito menos displasia...
 
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Rola fresca, acabada de sair do forno, é um alimento barato, basta uma pressão de ar, alguns chumbos e alguma pontaria. O que não falta por ai são rolas e pardais, os meus cães adoram.

Belos conselhos... matar fauna autóctone, sem qualquer controlo veterinário, e dar, ainda por cima crú, sem passar por uma congelação prévia, aos cães:sh) Espero que nunca venhas a ter um dissabor por andar a matar animais cujo estado de saúde tu desconheces, e a dar aos teus cães...
 
Belos conselhos... matar fauna autóctone, sem qualquer controlo veterinário, e dar, ainda por cima crú, sem passar por uma congelação prévia, aos cães:sh) Espero que nunca venhas a ter um dissabor por andar a matar animais cujo estado de saúde tu desconheces, e a dar aos teus cães...

Para que servem os poderosos sucos estomacais dos cães? :sh)

O que tu chamas de ato irresponsavel eu chamo de bom senso, imunização natural (sem conservantes) e gratuita [kiss], vacinas administradas por via oral, é muito mais segura que as comerciais "patenteadas" [:D] , os sucos estomacais altamente acidos do estomago dos cães atenuam os microorganismos que entram pela boca, o sistema imunologico faz o resto... [:p] É assim a milhões de anos. [;)]
 
Uma boa alimentação seca (leia-se ração), é um alimento completíssimo e que não tem probabilidade nenhuma de provocar problemas de saúde, muito menos displasia...

A dificuldade esta em saber o que é uma boa alimentação seca (ração), cada marca defende a sua como a melhor, mas a verdade é que existem rações que promovem um crescimento rapido dos cachorros, um crescimento acelerado podem sim provocar problemas osseos e articulares como a displasia da anca por exemplo.
 
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